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Você não precisa deixar de brilhar enquanto pensa no meio ambiente

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Você não precisa deixar de brilhar enquanto pensa no meio ambiente

Ahá, achou que a gente não ia entrar no assunto do glitter, né? Claro que não deixaríamos de falar sobre isso. Ainda mais agora, com o carnaval batendo na porta já com a marchinha tocando o confete na mão. Se você tá pensando em comprar glitter pra se cobrir de brilho e um sacão de 1kg de confete de papel, segura aí e vem entender que essas escolhas tem que ser bem pensadas.

Primeiro, vamos ao glitter. O grande problema ambiental do glitter e da purpurina tradicionais é que eles são nada mais do que microplásticos, aqueles miudinhos com o tamanho entre 1 a 5 milímetros. E já falamos por aqui do inferno na terra (e na água) que são esses microplásticos, lembra? Passam pelo ralo, vão pro esgoto e depois para o mar. A ONU estima que há pelo menos 51 trilhões de micropartículas plásticas nos mares. Há quem calcule que todo ano 236 mil toneladas métricas de microplásticos cheguem ao oceano.

O glitter é feito de pedacinhos de plástico, que pode conter bisfenol (que é super perigoso pra saúde), folhas de alumínio e um tanto de substâncias químicas como dióxidos de titânio, óxidos de ferro, oxicloretos de bismuto e outras coisas (relaxa que não cai na prova, é só pra informar). Quando estão flutuando no mar ainda absorvem mais substâncias tóxicas e viram mini-bombas venenosas. E eles não ficam só boiando por lá, não. Os animais marinhos comem esse lixo confundindo com alimento ou mesmo sem querer, porque está por toda parte, e todo o ecossistema é intoxicado.

Esse cenário nada brilhante nos leva a uma conclusão bem lógica: tem que escolher muito bem o que você vai passar no seu corpo pra pular carnaval (ou pra qualquer outra festa, se você curte brilhar sempre que possível). A sorte nossa – e do planeta é que hoje tem muita gente interessada em mudar essa situação. Todo ano aparecem novas marcas de glitter ecológico no mercado com muita pesquisa e dedicação por trás.    

Na nossa loja de SP temos uma parceria com a GLITRA, que além de fazer as vendas no ponto físico envia pra todo Brasil. Vale muito dar um pulo no Insta da marca, que além de fotos lindas tá cheio de posts informativos com dados mostrando o lado nada brilhante da purpurina comum. Além da marca paulistana que está dividindo espaço com a gente tem iniciativas pra foliãs e foliões de outros estados, como as marcas do Rio de Janeiro, Porto Alegre e outras ideias de apresentação do produto como o glitter em spray. 

Ou seja, tem muitas outras opções com preços, cores e estilos variados pra você escolher. Tudo biodegradável, ecológico e feito a partir de materiais vegetais. E ainda tem uma outra opção: você pode fazer o seu próprio glitter em casa usando apenas sal e corante de alimentos. Tem várias receitas (tipo essa) por aí e é muito simples. Tá, e o confete? O confete de papel não é tão grave quanto o glitter, mas é, também, um problema de poluição. Pensa que mesmo sendo biodegradável, quilos e quilos de papel ficarão espalhados por onde o bloco passar, entupindo bueiros, indo parar nas redes de esgoto, rios, e por aí vai. Pra que gastar o seu dinheirinho com papel que vem dentro de uma sacola plástica, só pra jogar pra cima e fazer sujeira, sendo que tem uma alternativa bem embaixo do nariz?

Folhas e flores, secas, caídas, essas que a gente varre e joga fora podem virar confete e são totalmente ecológicas + biodegradáveis + grátis + com uma gama de cores mais linda do que qualquer pigmento artificial. Se estiverem úmidas, deixe no sol para que sequem naturalmente e fiquem mais levinhas. Depois é só usar aquele furador de papel pra ir criando os confetes. Junta o povo e faz um mutirão em casa, cada um com seu furador, ao som de marchinhas de carnaval pra ir entrando no clima. Depois é só colocar o que sobrar das folhas na sua composteira ou, se você não tiver, no lixo orgânico.

Pronto, resolvido. E quando a gente fala de Carnaval, tem uma coisa que não dá pra esquecer: geração de lixo. Parece óbvio, mas vale lembrar. Durante as festividades carnavalescas são TONELADAS de lixo recolhidas pelos municípios. Isso sem contar o que fica espalhado, vai pro mar, entra nos bueiros e etc. Pra ter uma ideia, em 2015 foram recolhidas 1.129,84 toneladas de lixo no Rio de Janeiro, nos 4 dias de festa. E os blocos foram os maiores responsáveis. Em São Paulo, em 2017, foram 643,3 toneladas de lixo no feriadão. O mais incrível é que pra dar um jeito nisso é bem simples: leve seu copinho e evite os descartáveis.

Tem opções como essa que você pode pendurar no pescoço ou colocar na pochete. Nada de canudo! Se conseguir, leve seu lanche, ou se for comer na rua, dispense as embalagens plásticas ou guardanapos. E, em último caso, se não tiver como evitar, coloque dentro da lixeira. É moleza. Se organizar direitinho, todo mundo se diverte sem fazer sujeira. Agora bora pular carnaval sem peso na consciência? Partiu bloco!

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