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Vamos Conversar Sobre Carga Mental?

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Vamos Conversar Sobre Carga Mental?

Mulheres que trabalham o dia todo e chegam em casa para um segundo turno. O ato de pensar nas atividades domésticas é quase sempre delas, mesmo com os parceiros sendo participativos em casa. 

 

Tarefas da casa tem para fazer, pensar no jantar, na roupa do filho para o próximo dia de aula, colocar a roupa para secar.  

 

Quem vai descer o lixo? 

Quando é a reunião de pais?  

Tem almoço pronto pra amanhã? 

O boleto do condomínio já venceu.  

A lição de matemática não está pronta. 

 

Você reconhece essas preocupações? Temos certeza que sim. 

 

É uma lista que parece interminável na vida das mulheres.  

 

No final da noite, só sobra tempo para dar uma olhadinha na rede social, se sentir esgotada de tanto serviço e pensar que amanhã começa tudo de novo.  

 

Isso tudo se chama carga mental. Um tema que veio com força recentemente, em debates feministas, redes sociais, pesquisas e matérias que tratam da saúde mental.  

 

Mas afinal, o que é a carga mental? 

 

É a quantidade de esforço mental que deve ser feito para realizar uma tarefa ou atingir  algum resultado.  

 

Parece complicado, mas é mais simples do que o termo técnico. Imagine que você está no trânsito e na sua mente só pensa nas demandas que tem que atender quando chegar em casa. Precisa fazer mercado, descer o lixo, responder aquele e-mail.  

 

Você se pergunta que horário vai conseguir realizar todas essas tarefas. Planeja, planeja e planeja. 

 

E ainda nem saiu do trânsito. Já se sente cansada só de pensar em cadenciar todas essas tarefas.  

 

Não necessariamente será a mulher que vai realizar todas essas tarefas, mas é comum (e não quer dizer que aceitável) que ela planeje todas elas e o homem apenas colabore ao redor dela. Ajudando em casa, como estamos acostumados a dizer.  

 

Os homens que moram com estas mulheres deveriam ter as mesmas preocupações e aprofundamento nas tarefas de forma igualitária as suas parceiras, compartilhando um pouco da carga e consequentemente, tornando a rotina mais leve. 

 

As mulheres são criadas para atender a todas as demandas do lar. Enquanto criança, brincam com panelas e fogões, fingem que são mães de suas bonecas. Depois que crescem, são cobradas incessantemente de casar, ter filhos e formar uma família.  

 

E quando o fazem, vem as responsabilidades do mercado de trabalho atreladas a vida privada em casa. Jornada dupla, se não for compartilhada com o parceiro.  

 

Já os homens, são ensinados a estar sempre lá fora, a terem uma vida pública, a almejar o salário perfeito, uma carreira. Ficam de lado coisas práticas como tarefas domésticas, arrumar a cama, lavar um copo, ajudar a mãe a secar a louça.  

 

Coisas simples, que na formação de um homem adulto serão essenciais para a vida.  

 

É aí que a carga mental entra novamente. Sobra para a mulher. Às vezes até fica nas costas dela a responsabilidade de ensinar esse homem tarefas básicas que deveria ter aprendido em casa cedo, participando da vida doméstica.  

 

Algumas mulheres sequer podem se dar ao luxo de reclamar dessa posição. Outras, são ensinadas que é assim mesmo, homem é assim.  

 

Além de mãe, trabalhadora, acaba virando tutora do próprio marido ou companheiro.  

É exaustivo, cansativo, acumula esforço mental.  

 

As consequências de um ambiente assim podem ser diversas. Ansiedade, irritabilidade, depressão, sono de má qualidade, cansaço excessivo, perda do foco, fadiga, estresse, memória fraca, dores no corpo, síndrome de burnout e até mesmo levar a um câncer de mama.  

 

E como reduzir essa bagagem toda? 

 

Comece conversando com seu parceiro. Dividir as tarefas por habilidade e competência podem tornar a rotina mais leve e fluida. Identificando o limite do outro e o que cada um consegue entregar. É importante ter um canal aberto para a comunicação.  

 

Aprenda a dizer não. Às vezes queremos atender todas as demandas. De filha, mãe, amiga, parceira, namorada, esposa. Mas o dia tem apenas 24 horas e é importante entender que nem sempre tudo sairá como planejado e aquela mensagem no WhatsApp ou aquele e-mail podem ficar sem resposta até o dia seguinte.  

 

Escute os sinais do seu corpo. Em meio a rotinas longas e exaustivas, ignoramos os sintomas do corpo. Resfriados, olheiras, perda de apetite (ou o excesso dele), sono desregulado, dores pelo corpo, alteração de humor. Todos esses são sinais.  

 

Vai fazer uma academia. Se movimente, saia para caminhadas, tome sol, pratique exercício se puder. Movimentar o corpo pode liberar todo o estresse acumulado e injetar doses de hormônios da felicidade.  

 

Tire cinco minutos pra você. Ficar em silêncio, ouvir uma música relaxante, meditação, respirar fundo. Atividades pequenas e rápidas que podemos incluir na rotina para aliviar o nível de estresse. Leva pouco tempo, mas os efeitos são logo sentidos. 

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