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Uma das sete maravilhas naturais do mundo está enfrentando sérios problemas

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Uma das sete maravilhas naturais do mundo está enfrentando sérios problemas
Eleita como uma das sete maravilhas naturais do mundo, a Great Barrier Reef (Grande Barreira de Coral), na Austrália, está em debate desde o começo do ano. Isso porque, devido às mudanças climáticas e ao El Niño, o processo de branqueamento atingiu, em 2016, mais de 90% de sua extensão.   O que é? A maior estrutura do mundo feita exclusivamente por organismos vivo e que pode ser vista do espaço, a Grande Barreira de Coral australiana é “uma imensa faixa de corais composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, situada entre as praias do nordeste da Austrália e Papua-Nova Guiné, que possui 2.200 quilômetros de comprimento, com largura variando de 30 km a 740 km”. Diversas espécies vivem em torno da Barreira, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Em toda sua extensão já foram catalogados 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes, 4.000 variedades de moluscos além de diversas espécies de golfinhos, tubarões, tartarugas, baleias, porcos-do-mar e crocodilos de água salgada. Diversas espécies de aves também visitam os corais e constroem seus ninhos por perto. Apesar de grande parte da Barreira estar protegida pelo Great Barrier Reef Marine Park, que limita o turismo e a pesca, desde os ano 90, a Grande Barreira de Coral vem sofrendo impactos pelo aquecimento global e a acidificação das águas. Hoje, soma-se a isso a poluição da indústria agropecuária e a pesca predatória em alto mar que é responsável por desestabilizar o ecossistema dos corais.   O problema. A Grande Barreira de Coral virou notícia e motivos de petição durante todo esse ano. Isso porque, devido ao El niño que atingiu o mundo todo, 93% de toda a extensão da Barreira está sofrendo branqueamento. É algo considerado extremo, pois o máximo que o branqueamento já atingiu da Barreira havia sido 54% em 2002. Branqueamento do coral é a morte dos pólipos responsáveis pela construção dos recifes de coral. A morte dos pólipos ocorre pela destruição das algas que vivem dentro do celêntero dos pólipos e lhes fornecem parte da alimentação necessária, através da fotossíntese. O branqueamento também pode acontecer por diminuição do plâncton (o outro elemento nutritivo do coral) na área. Quando isto acontece, os pólipos ficam enfraquecidos e morrem, restando o esqueleto calcário que rapidamente fica branco, uma vez que a matéria orgânica se decompõe. Por isso se chama a este processo "branqueamento". Segundo Andrew Baird, do ARC Centre of Excellence for Coral Reef Studies, quando o branqueamento é tão severo, ele afeta praticamente todas as espécies de corais, incluindo os mais antigos e que demoram mais de décadas para crescer. A parte mais remota da Barreira, que é protegida de impactos humanos diretos, como o turismo, tem estimados 81% de branqueamento severo. Em algumas partes da Barreira, mais de 90% está morto. Alguns especialistas já decretaram a morte da Grande Barreira de Coral enquanto outros acreditam que é muito cedo para dizer tal coisa e que fazer seu obituário é subestimar o seu poder de regeneração. Isso significa que, apesar de 22% da extensão da Barreira estar de fato morta, há 1400 milhas que, apesar do branqueamento severo, resistem. O que significa que ainda não é tarde e que a Grande Barreira de Coral continua sendo uma causa pela qual devemos lutar. Além da Grande Barreira de Coral ser importante por si só - um ecossistema marítimo tão complexo e importante quanto às florestas tropicais -, a morte da Barreira também é preocupante, pois os recifes de corais são importantes para os ecossistemas oceânicos. O branqueamento contínuo por conta do aquecimento e da acidificação dos oceanos danificarão as pescarias baseadas em recifes e aumentarão a exposição às costas devido às ondas e às tempestades. Também prejudicará as economias que dependem do ecoturismo, como as da Austrália e do Caribe.   O que pode ser feito? A vida da Grande Barreira de Coral depende de uma ação conjunto entre cidadãos, iniciativa pública e privada. Fizemos uma pesquisa e chegamos a algumas indicações do que podemos fazer, em âmbito privado, para ajudar a preservar não só a Grande Barreira de Coral como toda a vida marinha. 1. Coma menos carne e produtos de origem animal. Se o maior responsável pelo aquecimento global é a indústria pecuária, é óbvio que se faz necessário uma diminuição drástica do consumo de alimentos de origem animal. Além disso, os resíduos sólidos (fezes) da pecuária são um problema sério para os mares e para a Barreira. 2. Atenção com o que vai para o seu esgoto. Mesmo que vivamos longe de mares, o esgoto viaja milhares de quilômetros e vai parar nos oceanos prejudicando a vida marinha. Opte por produtos de limpeza, higiene pessoa e cosméticos naturais e biodegradáveis. 3. Menos plástico. Você realmente precisa desse canudo plástico? Dessa sacolinha? Desse copo ou garrafinha? Plástico e seu descarte incorreto é um dos maiores problemas dos mares hoje. Nós já falamos um pouco sobre isso por aqui. 4. Apoie e fortaleça grupos e ONGs. Sobrou uma graninha? Que tal doar para uma ONG ou projeto de pesquisa, proteção e conscientização sobre a vida marinha e ecologia de modo geral? No Brasil, por exemplo, temos um braço da ONG americana Sea Shepherd que é bastante coerente e tem ações importantes para a proteção dos mares. 5. Ajude a conscientizar outras pessoas. Passar a palavra pra frente para uma pessoa colega, amigo ou companheira, compartilhar esse artigo, ou ainda ser o exemplo dentro da sua casa ou ambiente de trabalho ajuda, e muito, a conscientizar as pessoas ao seu redor. Você não precisa ser um grande ativista, apenas fazer o melhor que você pode (e se manter curioso) para ser um cidadão mais responsável com as causas ambientais. 6. Eleja políticos preocupados com a causa. Leis que proíbem descartáveis, como aconteceu na França, ou que forçam as empresas a pararem de usar microplásticos em seus produtos de higiene pessoal e cosméticos, como aconteceu na Califórnia, ou ainda a cidade de Hamburgo, na Alemanha, que baniu as cápsulas de café expresso em prédios públicos, são rápidas e eficazes. Quando você escolher seu senador, deputado e vereador, é importante saber o quanto ele está preocupado com as questões ambientais.

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