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Um sistema pós-capitalista é possível e ele já começou

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Um sistema pós-capitalista é possível e ele já começou

“O fim do capitalismo começou”. Foi com esse título que o economista inglês Paul Mason capturou a atenção de muitos interessados em entender as revoluções comportamentais em decorrência da crise não só econômica, como também social e ambiental, do capitalismo como o conhecemos, marcada pelo colapso de 2008.

Os defensores do pós-capitalismo colocam a tecnologia da informação como a propulsora desse novo sistema econômico, onde as linhas entre trabalho e tempo livre vêm sendo borradas, e as relações entre trabalho e ganho cada vez mais afrouxadas. Trabalhar todos os dias das 09 às 17hr não é mais sinal de sucesso, assim como, para muitos, uma conta bancária recheada também não é.

Outra vertente responsável por prever a ascensão de um sistema pós-capitalista, possível por conta dessa informação abundante, são as novas formas de negócios, como a economia colaborativa, que vêm surgindo em diversos países, com ainda mais força em países onde o capitalismo atual falhou completamente, como a Grécia.

Como o autor aponta, “quando uma ONG mapeou cooperativas do país, produtores de alimentos alternativos, moedas paralelas e sistemas de câmbio locais, ela encontrou mais de 70 projetos significativos e centenas de iniciativas menores que variam de sistema de caronas para jardins de infância gratuitos. Para economia mainstream tais coisas mal podem ser qualificadas como atividade econômica, mas esse é o ponto. Elas existem porque elas trocam, mesmo que pausadamente e de forma ineficiente, na moeda do pós-capitalismo: tempo livre, a atividade de rede e material livre. Parece uma coisa escassa e não oficial e até mesmo perigosa como base alternativa para o sistema global atual, mas assim era o dinheiro e o crédito na idade de Edward III.”

Se lembrarmos da ascensão do lowsumerism como tendência de comportamento, trazida à tona por aqui, as possibilidades de um sistema pós-capitalista bem sucedido a longo prazo se mostram ainda mais animadoras. Nós queremos menos coisas baseadas no mercado tradicional de escassez, e mais experiências baseadas em trocas e networking. O mundo seria moldado através de um liberalismo humano ao invés de um sistema neoliberal econômico.

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Talvez, no pós-capitalismo o capitalismo consciente e os negócios sociais também tenham sua chance de triunfar em massa sobre as grandes corporações cujas bases estão profundamente enraizadas no conceito de profit over people (lucro acima de pessoas em tradução literal). John Mackey, Raj Sisodia e Muhammad Yunes, todos defensores de um sistema capitalista ao inverso (people over profit) poderiam ver seus conceitos aplicados de maneira mais abundante.

É claro que imaginar (e moldar) um sistema pós-capitalista quando apenas o feudalismo e o capitalismo são os únicos dois sistemas econômicos amplamente aplicados que conhecemos não é uma tarefa simples. Como Mason afirma, para o pós-capitalismo dar certo e se desenvolver como um sistema benéfico, “nós precisamos mais do que apenas um monte de sonhos utópicos e projetos horizontais de pequena escala. Precisamos de um projeto baseado na razão, provas e projetos testáveis, que atravessa a lógica do sistema histórico e é sustentável pelo planeta. E precisamos começar com ele”.

original

Para ler a análise completa de Paul Mason sobre o pós-capitalismo, confira o livro Postcapitalism – A Guide To Our Future (sem tradução para o português).

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