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Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Esse post foi originalmente ao ar no dia 1 de Novembro, o Dia Mundial Vegano, ou Dia Mundial do Veganismo. Mas as informações que a gente trouxe valem para o ano todo, o tempo todo. Segundo o portal Vista-se, a data foi criada em 1994 por Louise Wallis, presidente da Vegan Society da Inglaterra, comemorando o aniversário de 50 anos da instituição.

Sim, desde 1944 os veganos já se organizavam em prol do ativismo pelos animais, e provavelmente desde 1944 uma pergunta não quer calar: e-as-proteínas? Se você ainda não é e está pensando em veganizar, ou tem interesse em uma alimentação sem crueldade e quer saber mais a respeito, trazemos verdades: uma alimentação sem ingredientes de origem animal não é sinônimo de falta de nutrientes. Listamos os alimentos com maior teor proteico* pra você lembrar de ter sempre em casa (e pra responder a perguntinha mais ouvida por vegetarianos e veganos desse mundão).

 

Cereais 

Chia 16,5g

Quinoa crua 4,4g

Arroz Integral cozido 2,6g

 

Verduras  

Espinafre 2,9g

Brócolis cozido 2,1g

Couve-Flor 1,9g

 

Leguminosas  

Grão de Bico 8,8g

Ervilha em Vagem 7,5g

Tofu 6,6g

 

Oleaginosas  

Amendoim grão cru 27,2g

Amendoim torrado salgado 22,4g

Amêndoas torradas 18,6g

 

*Valores para cada 100g de alimento.

Lembramos que não somos nutricionistas, assim como 99% das pessoas que perguntam sobre as proteínas da sua dieta. Pra que você tenha a melhor alimentação para as suas necessidades específicas, independente de ser ou não vegana, não deixe de consultar um profissional qualificado. E aproveita pra descobrir receitas maravilhosas aqui no blog!

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Brownie de chocolate (vegano e sem glúten)

Brownie de chocolate (vegano e sem glúten)

Clássico na confeitaria americana, o brownie conquistou o mundo graças ao seu sabor intenso de chocolate e massa úmida. O problema é que em sua composição leva muita gordura e açúcar refinado, não agradando quem tem uma alimentação equilibrada. Pensando nisso, decidi fazer um brownie bem mais saudável, sem qualquer ingrediente de origem animal, com menos gordura e com açúcar mascavo. O ingrediente inusitado desta receita, que pode causar estranhamento e desconfiança, é o feijão.

Sim, o feijão preto, aquele da feijoada! É ele que vai servir de base para a massa. Não adianta torcer o nariz sem provar primeiro. Se você já comeu feijão preto cozido sem sal e sem tempero vai notar que ele tem um sabor bem sutil. Que pode muito bem ser escondido pelo chocolate 70% cacau, que tem sabor mais forte. Além de o brownie ficar mais saudável, o feijão preto serve para deixar a massa macia e úmida, que nem do brownie tradicional. Uma delícia!

Você vai precisar de:

Feijão preto cozido e escorrido - 1 1/2 xícara (300 g)

Açúcar mascavo peneirado - 1 xícara (120 g)

Farinha de aveia (sem glúten, se necessário) - 1/2 xícara (60 g)

Óleo de coco (ou outro óleo vegetal) - 1/4 xícara (60 ml)

Chocolate 70% cacau picado - 1/3 xícara (50 g)

Cacau em pó - 2 colheres de sopa (8 g)

Extrato de baunilha - 2 colheres de chá (10 ml) - opcional

Bicarbonato de sódio - 1 colher de chá (5 g)

Vinagre de maçã - 1 colher de chá (5 ml)

Como fazer:

1- Coloque o feijão e o óleo de coco derretido no liquidificador e bata bem até obter uma pasta lisa, sem pedacinhos de feijão.

2- Transfira para um recipiente e adicione o açúcar mascavo, a farinha de aveia, o cacau em pó, o extrato de baunilha e o vinagre de maçã. Misture bem até ficar homogêneo.

3- Derreta o chocolate em banho-maria e incorpore à massa até ficar homogênea.

4- Preaqueça o forno a 180 ºC.

5- Unte uma fôrma retangular de bolo inglês (24 cm x 10 cm) com óleo e polvilhe cacau em pó.

6- Adicione o bicarbonato de maçã na massa e misture rapidamente.

7- Transfira para a fôrma e nivele o topo. Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos.

8- Retire do forno e espere 15 minutos para desenformar. Caso você tentar com o brownie ainda quente ele irá se despedaçar.

Rendimento: 8 pedaços Brownie de chocolate sem glúten e vegano

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Bolinhos de feijão fradinho

Bolinhos de feijão fradinho

Muito utilizado em saladas e na preparação de receitas nordestinas como baião de dois e acarajé, o feijão fradinho pode sair da mesmice e virar um delicioso bolinho assado com crosta crocante e interior úmido e saboroso. Que pode ser servido acompanhado de um bom molho como tira gosto, ou como prato principal mesmo. Por ser um grão bem seco, usei inhame ralado para deixar os bolinhos úmidos e dar liga à massa. Já para formar aquela casquinha crocante irresistível, usei farinha de rosca vegana. O sabor dessa maravilha fica por conta dos temperos, uma combinação de cebola, pimentão verde, limão, cominho, sal e pimenta, não tem como ficar ruim né!?

Você vai precisar de:

Feijão fradinho cru - 1/2 xícara (100 g)

Inhame - 1 médio (150 g)

Farinha de rosca - 1/2 xícara (80 g)

Cebola cortada em cubinhos - 1/2 xícara (60 g)

Pimentão verde cortado em cubinhos - 1/3 xícara (45 g)

Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml)

Suco de limão - 2 colheres de chá (10 ml)

Cominho em pó - 1 colher de chá

Sal - 1 colher de chá (5 g)

Pimenta do reino moída - a gosto (opcional)

Atenção, antes de fazer é necessário um pré-preparo! 

Coloque o feijão em um recipiente e cubra com 1 xícara de água. Deixe de molho por cerca de 8 a 12 horas.

Como fazer:

1- Escorra o feijão e lave em água corrente. Transfira para uma panela e cubra com água limpa. Leve ao fogo médio e cozinhe até ficar macio.

2- Enquanto o feijão cozinha descasque o inhame e rale no ralador médio. Transfira para um recipiente e reserve.

3- Aqueça o azeite em uma frigideira e doure a cebola.

4- Acrescente o pimentão e refogue por mais 1 minuto, mexendo de vez em quando para não queimar.

5- Junte o refogado ao inhame e tempere com suco de limão, cominho, sal e pimenta do reino. Misture bem e reserve.

6- Escorra a água do cozimento do feijão e transfira os grãos para o processador. Bata bem até triturar em pedaços pequenos.

7- Transfira para o recipiente e adicione a farinha de rosca. Misture bem até ficar homogêneo e a massa começar a dar liga.

8- Preaqueça o forno a 180 ºC.

9- Modele os bolinhos usando 2 colheres de sopa de massa para cada um.

10- Disponha sobre uma assadeira untada com óleo.

11- Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos ou até ficar dourado.

12- Retire do forno e sirva ainda quente.

Rendimento: 17 bolinhos

Bolinhos de feijão fradinho vegano

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Patê de feijão branco

Patê de feijão branco
Essa receita é a prova de que ingredientes simples e banais, como feijão e azeite de oliva, podem ser transformados em algo saboroso e nutritivo. E o melhor de tudo, de forma fácil e sem perigo de dar errado.   Apesar de ser barato e fácil de encontrar, o feijão branco é pouco consumido no Brasil. Geralmente é servido gelado como salada, eu particularmente não gosto muito desse jeito, acho que ele fica muito seco e duro. Prefiro bater no processador com alguns temperos para fazer um patê cremoso e úmido.   Você pode servir com pães, torradas, tapiocas, biscoitos salgados e até com hambúrgueres veganos. O patê pode aparecer na mesa como canapé para aquele happy hour gostoso com os amigos, ou como recheio de um sanduíche no dia a dia.   // Você vai precisar de: Feijão branco cru - 1 xícara (110 g) - ver nota Azeite de oliva - 1/4 de xícara (60 ml) Sumo de limão - 1 colher de sopa (15 ml) Cominho em pó - 1/2 colher de chá (3 g) Sal - 1/2 colher de chá (3 g) Cebolinha - a gosto Pimenta do reino moída - a gosto (opcional)   // Antes de fazer é necessário um pré-preparo: Lave o feijão em água corrente e deixe de molho num recipiente com 3 xícaras de água por cerca de 8 a 12 horas. Troque a água uma vez no meio deste período. Se algum grão boiar, descarte.   // Como fazer: 1- Descarte a água da demolha e lave os grãos em água corrente. 2- Transfira para uma panela e cubra com água. Cozinhe os grãos até ficarem macios. 3- Escorra a água e transfira para o processador. Adicione os demais ingredientes e 1/4 de xícara (60 ml) de água. Bata bem até obter uma pasta homogênea. Se quiser um patê mais líquido, adicione um pouco mais de água enquanto processa os ingredientes. 4-Transfira para uma tigela e deixe amornar. Regue com um fio de azeite e tempere com mais pimenta ou cominho se desejar. Sirva a seguir. Patê de feijão   Rendimento: 1 1/2 xícara   Dica: você pode incrementar o sabor adicionando alecrim fresco a gosto e/ou dois dentes alho picados e refogados ligeiramente.   Nota: se você já tem feijão branco cozido, meça 2 xícaras para usar nesta receita. Continue lendo

Geleia de pêssego

Geleia de pêssego
Boas geleias costumam ser caras e difíceis de encontrar. Já as mais acessíveis geralmente tem pouca fruta e muito açúcar e conservantes. Pensando nisso, fazer geleia em casa parece ser uma boa solução. Além de economizar dinheiro, você tem aquele gostinho de cozinha do interior ❤️ Engana-se quem pensa que é difícil preparar uma geleia. Nessa receita você basicamente só precisa colocar todos os ingredientes na panela e cozinhar por alguns minutos até o volume reduzir pela metade. Simples assim! E o que falar do sabor? O perfume e a delicadeza do pêssego combina perfeitamente com a doçura da baunilha, formando um par perfeito. O extrato de baunilha é opcional na lista de ingredientes, mas faz toda diferença no resultado, sugiro você utilizar. Essa geleia dura cerca de 2 meses fechada a vácuo em temperatura ambiente. Já congelada dura até 6 meses. Depois de aberta mantenha refrigerada e consuma por até 1 mês   // Você vai precisar de: Pêssego maduro - 4 médios (500 g) Maçã - 1 média (150 g) Água - 2 xícaras (500 ml) Açúcar demerara - 1/3 xícara (75 g) Sumo de limão - 1 colher de sopa (15 ml) Extrato de baunilha - 1 colher de chá (5 ml) (opcional) - receita aqui   // Como fazer:  1- Descasque os pêssegos e a maçã. Retire e descarte os caroços. Corte os pêssegos em cubinhos e rale a maçã no ralador médio. 2- Coloque numa panela e adicione os demais ingredientes. 3- Leve ao fogo médio e cozinhe por cerca de 25 minutos após levantar fervura. Ou até reduzir pela metade. Mexa com frequência no final do cozimento para não grudar no fundo da panela e queimar. 4- Desligue o fogo e amasse os pedaços de pêssego com um garfo caso ainda tenha. 5- Transfira a geleia ainda quente para um pote de vidro esterilizado. Feche o pote com a geleia quente para formar vácuo e selar, assim dura mais tempo. Geleia de pêssego (1) Rendimento: 2 xícaras Dica: você pode substituir o pêssego por nectarina na mesma quantidade. Continue lendo

Muffin vegano de abóbora com coco

Muffin vegano de abóbora com coco
Muffins por natureza são super práticos e fáceis de fazer. Basta misturar todos ingredientes, distribuir nas forminhas e pôr para assar. Em poucos minutos você terá um lanchinho para o café da tarde ou para levar na bolsa pra quando bater a fome fora de casa.   Nesta receita, inspirada no tradicional doce de abóbora como coco, eles ficam macios e úmidos. As espécies de abóboras mais indicadas para essa receita são a paulista e a de pescoço. Quem não gosta de bolos açucarados vai adorar essa receita, pois são doces na medida certa, sem exagero de açúcar.   Para fazer muffins sempre utilizo forminhas de silicone, elas não geram lixo como as de papel, são reutilizáveis e fáceis de desenformar. Se você costuma fazer muffins e cupcakes com frequência sugiro esse investimento.   // Você vai precisar de: Farinha de trigo branca orgânica - 1 1/2 xícara (200 g) Abóbora paulista ou de pescoço crua e ralada - 1 xícara (130 g) Açúcar demerara - 1/2 xícara (105 g) Coco ralado seco - 1/2 xícara (50 g) Água filtrada - 225 ml Óleo de coco derretido (ou outro óleo vegetal) - 3 colheres de sopa (45 ml) Farinha de linhaça - 2 colheres de sopa (10 g) Fermento químico em pó - 1/2 colher de sopa (7 g)   // Como fazer: 1- Preaqueça o forno a 180 ºC. 2- Em um recipiente pequeno misture a água e a farinha de linhaça. Reserve por cerca de 5 minutos. 3- Em outro recipiente adicione a farinha de trigo, a abóbora ralada, o açúcar demerara e o coco ralado. Misture bem até ficar homogêneo. 4- Acrescente o óleo de coco e a mistura de água e linhaça. Mexa bem até ficar homogêneo. 5- Adicione o fermento e misture delicadamente até incorporar. 6- Transfira a massa para forminhas de muffins, usei de silicone, não precisa untar. 7- Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos. Verifique o cozimento inserindo um palito no centro do muffin, se sair limpo significa que está assado. 8- Retire do forno e desenforme ainda quente. Espere esfriar antes de consumir. Muffins vegano de abóbora com coco Rendimento: 9 muffins   Continue lendo

Por que o veganismo vai muito além da alimentação?

Por que o veganismo vai muito além da alimentação?
O interesse geral sobre veganismo só cresce, olha que coisa linda. Como a gente contou nesse post aqui, só no Brasil foi um crescimento de 500% nas buscas no Google nos últimos 5 anos. E agora, desde o lançamento do filme Ojka no Netflix, mais e mais pessoas têm procurado saber o que é esse tal de veganismo, o que fazem e de que se alimentam afinal de contas esses veganos. Inclusive tem grandes chances de você estar nos lendo justamente pra aprender um pouco mais sobre o assunto, né? Bom, então vamos começar pelo básico. O que é veganismo? A melhor definição é a da Vegan Society, que diz assim: “Veganismo é uma maneira de viver que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade com animais para comida, roupas e qualquer outro propósito.” Ou seja, é muito mais um estilo de vida do que dieta ou culinária, como muita gente gosta de chamar. É no quesito alimentação, aliás, que acabam acontecendo várias confusões. Explicamos aqui as diferenças entre vegetarianismo, ovo-lacto-vegetarianismo e veganismo, e mostramos que não existe isso de “dieta vegana”. Só que acaba ficando tudo concentrado na alimentação mesmo. É só dar uma olhada nas principais pesquisas relacionadas ao termo “veganismo” lá no Google Trends: a maioria fala sobre receitas e restaurantes. E a gente também cai nessa rapidinho, quer ver? Dá uma navegada aqui no blog pra ver como o filtro "veganismo" tem muito mais receitinhas do que qualquer outra coisa. Não que seja ruim, porque afinal a revolução começa na mudança de alimentação, que é um passo super difícil para a maioria. Mas é importante entender que ser vegano engloba muito mais do que apenas optar por comer ou não algum ingrediente. Conforme a definição que falamos antes, o negócio é reduzir ao máximo a exploração animal em todos os sentidos. Provavelmente você conhece alguém que não come carne, mas compra sapatos de couro e roupas de lã. O que muita gente não sabe é que a maioria desses produtos depende de sofrimento e dor para chegar até as araras das lojas. A gente falou nesse post aqui sobre isso. E antes que te digam “mas a lã da marca x é retirada de forma humanizada, as ovelhinhas são felizes e ganham até massagem”, #ficaadica: não usar materiais de origem animal é mais fácil do que tentar descobrir quais fornecedores são “humanizados”. Especialmente depois de saber que até a Stella McCartney caiu nessa cilada. Não é melhor eliminar logo a possibilidade de compactuar com crueldade? Ser vegano também é apoiar políticas que acabem com testes farmacêuticos em animais, comprovadamente obsoletos, assim como os testes para a indústria dos cosméticos. Se você não come nada de origem animal, mas usa maquiagens e produtos de marcas que são testados neles, está financiando sim dor e sofrimento. Por conta disso, veganizar te ajuda a abrir os olhos e começar a pensar nos animais e no meio ambiente de forma muito mais ampla. Por exemplo, o caso do óleo de palma, que é o óleo vegetal mais consumido no mundo, mas carrega na sua produção uma trilha de desmatamento. Estima-se que só na Indonésia, cerca de 5.000 orangotangos são mortos anualmente por terem seu habitat devastado. Veganos são curiosos e desconfiados. Ler lista de ingredientes é um hábito que se torna automático. Você quer saber exatamente de onde veio e quem fez o que você está comprando. Seja na hora de comprar um molho pronto no supermercado, escolher uma roupa na loja ou até pesquisar um roteiro turístico. E isso só tem vantagens pra todo mundo. O que é ser “chato” pra muitos é ser analítico e cuidadoso, e vai te prevenir de comprar coisas como, por exemplo, couro de cachorro, ou dar moral pra uma atração como a Ilha dos Porcos. E pra você não cair naquela armadilha de “ah mas veganismo é impossível, até pneu de bicicleta tem ácido esteárico de origem animal” ou “quer dizer que você não vai tratar uma doença porque a medicação é da empresa y que testa em animais” a gente relembra: como a definição de veganismo pela Vegan Society deixa claro, viver de maneira livre de crueldade dentro do possível e do praticável. Colocar obstáculos é o primeiro passo para permanecer inerte, na zona de conforto e aceitar a situação como ela é. A mudança tem que começar por algum lugar, certo? A gente falou um pouco sobre essa questão, que é chamada de essencialismo, aqui nesse post e vale muito a leitura. E pra fechar ainda queremos indicar uma olhada nesses documentários para repensar o consumo em geral, e uma lida nesses livros que falam de veganismo muito além do que colocamos no prato.
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Escondidinho de Lentilha

Escondidinho de Lentilha
Tipicamente nordestino, o escondidinho faz sucesso no Brasil inteiro, é daqueles pratos de dar água na boca. Simples tanto no preparo quanto na concepção, é formado por uma camada de um bom refogado e outra de algum purê que combine, tudo gratinado no forno. Com essa simplicidade toda vem a versatilidade. Para esconder vale tudo na versão vegana! Cogumelos, palmito, legumes e até grãos. Já para a cobertura, além do tradicional purê de mandioca, você pode usar mandioquinha (batata baroa), inhame, cará, batata e abóbora. As possibilidades são infinitas! Uma das combinações que mais gosto e compartilho por aqui é de lentilha com mandioquinha. A dica é, seja qual for o ingrediente escolhido por você para esconder, o ideal é que ele seja consistente para contrastar com a cremosidade do purê. Então não cozinhe ou refogue demais os ingredientes.   // Você vai precisar de: Lentilha crua - 3/4 xícara (150 g) Mandioquinha - 4 pequenas (500 g) Cebola cortada em cubinhos - 1/3 xícara (50 g) Pimentão cortado em cubinhos - 1/4 xícara (35 g) Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml) Páprica defumada - 1 colher de chá (5 g) Pimenta do reino moída - a gosto (opcional) Sal - 1 colher de chá (5 g)   // Como fazer: 1- Em uma panela aqueça 1 colher de sopa de azeite. Adicione a cebola e 1/2 colher de chá de sal. Refogue bem até murchar e dourar. 2- Acrescente o pimentão e tempere com páprica defumada e pimenta do reino. Refogue por mais um minuto. 3- Adicione os grãos de lentilha e 1 1/2 xícara de água. Cozinhe até a água secar. Enquanto isso, prepare os outros ingredientes. 4- Descasque a mandioquinha e corte em pedaços menores. Transfira para uma panela, cubra com água e leve ao fogo. Cozinhe até ficarem macios, espete com um garfo para verificar o ponto. 5- Escorra a água e passe os pedaços ainda quentes por um espremedor de batatas, ou amasse bem com um garfo até obter um purê liso. 6- Acrescente 1 colher de sopa de azeite e 1/2 colher de chá de sal, misture bem até ficar homogêneo. 7- Preaqueça o forno a 200 ºC. 8- Num refratário com cerca de 12 cm X 21 cm que possa ir ao forno, espalhe a lentilha sobre o fundo e cubra com o purê de mandioquinha. Regue com um fio de azeite e pimenta do reino moída a gosto. 9- Leve ao forno preaquecido por cerca de 25 minutos ou até dourar. 10- Retire do forno e sirva ainda quente. Escondidinho de lentilha (1) Rendimento: 6 porções   Nota: A mandioquinha recebe outros nomes de acordo com a região do Brasil, como batata baroa ou batata salsa. Apesar dos nomes diferentes, todas são a mesma coisa: uma raiz amarelada rica em vitamina A.  
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6 Passos Para Garantir Boas Refeições Aos Veggies Viajantes

6 Passos Para Garantir Boas Refeições Aos Veggies Viajantes
Pensar em um guia vegetariano para viajantes não é uma tarefa tão simples. Isso porque pessoas são muito diferentes – não é porque elas compartilham dos mesmos ideais que elas necessariamente cabem no mesmo pacote. Entretanto, existem boas dicas que podem ser colocadas em prática para facilitar a hora da refeição de um ovo-lacto vegetariano, vegetariano e vegano* em outros países de maneira unânime e é sobre elas que vamos falar agora.   Primeiro Passo: Garantindo Sua Refeição No Avião Ao comprar sua passagem você pode escolher sua refeição. No site da companhia aérea existe uma área que lhe permite personalizar sua comida conforme sua preferência ou necessidade: há opções ovo-lacto vegetarianas, vegetarianas, sem glúten e sem lactose por exemplo. Comece a viagem com o pé direito e de bom humor, sem precisar passar fome porque as opções são só “frango ou pasta”.  Programe sua refeição e você vai ver que a programação é a melhor amiga de um veggie viajante.   Segundo Passo: Faça Sua Pesquisa Antes Da Viagem Não há motivos para sair pela cidade às cegas quando temos a Internet ao nosso alcance para conhecermos os lugares mesmo há quilômetros de distância. Use o Trip Advisor para mapear os restaurantes mais interessantes perto da onde você vai ficar ou pela cidade inteira caso ela for pequena. Os comentários, de viajantes do mundo todo, vão te contar sobre os lugares que reservam as melhores opções sem carne ou sem nada de origem animal. Consulte listas de sites especializados. No Modefica já falamos sobre locais veggiefriendly em Paris, em Medellín, em Santiago, na Califórnia e em Nova Iorque... Você vai encontrar detalhes dos locais visitados e vai saber se vale a pena colocar ele na sua lista e até mesmo desviar da sua rota só para comer aquele doce super bem cotado. Nesse processo, você encontrará várias dicas boas, desde lugares totalmente veganos que adaptam os pratos locais com ingredientes livres de crueldade, até restaurantes famosos que contam com opções veggiefriendly no cardápio. Depois, é só fazer uma lista no Fousquare e salvar todos os locais nela – assim você terá todos os restaurantes pesquisados em mãos, para acessar a hora que quiser e saber qual está mais perto de você.   Terceiro Passo: Aprenda Algumas Palavras Para não passar aperto em qualquer viagem é importante aprender algumas palavras essenciais como “água”, “por favor”, “obrigada”, “ajuda”, “sim”, “não” na língua local. Para as pessoas vegetarianas as palavras “ovo”, “leite”, “vegetariano”  e até a construção “não posso comer” também precisam fazer parte do vocabulário básico. Assim como conhecer os certificados veganos e crueltyfree nos produtos. No mercado (afinal, quem não adora uma visita ao mercado para entender os costumes e se sentir um verdadeiro cidadão local?) tenha em mãos também o aplicativo do Google Translator. Viu algum ingrediente suspeito na lista de ingredientes de algum produto? Está na Islândia e não faz a menor ideia do que a palavra “matarlím” significa? É só usar o app.   Quarto Passo: Esteja Aberto A Novos Sabores Normalmente, vegetarianos e até mesmo ovo-lacto vegetarianos estão sempre dispostos a experimentar sabores novos. E essa disposição é imprescindível para se jogar na culinária local livre de crueldade. Na Colômbia, por exemplo, a Cazuela de Frijoles é um prato típico que mistura ingredientes como feijão, banana, batata palha e abacate (a versão não vegetariana conta também com a carne do porco ou do frango). Para muita gente, comer feijão com banana e abacate pode parecer inaceitável, mas para eles é completamente normal e uma delícia. A dica é: experimente e evolua o paladar para além do que você considera normal. A culinária global é uma das experiências mais ricas que podemos ter no nosso “currículo” pessoal. Vai lá e come! E claro, faça um seguro viagem para garantir auxílio caso alguma coisa que você coma faça realmente mal ao seu organismo. Pode acontecer então seja uma pessoa preparada.   Quinto Passo: Seja Uma Pessoa Educada E Paciente Aos poucos, todos os lugares estão se adaptando com a ascensão da culinária livre de ingredientes de origem animal, mas isso ainda é novidade para muita gente e, principalmente em cidades que não são grandes centros urbanos, como São Paulo, Nova Iorque, Paris, Berlim, Lisboa, etc, a chance é que você tenha dificuldade em ter seu desejo compreendido quando pede uma pizza sem queijo ou uma salada Cesar sem frango. Respire, compreenda, e seja uma pessoa educada e simpática com quem está te atendendo. Essa pessoa é a única que pode te ajudar a conseguir uma boa refeição que não consta no cardápio. Se você está sozinha ou com alguém que te entenda, e perceber que não há boa vontade por parte da casa, levante tranquilamente e procure outro restaurante. Recorra ao Foursquare (onde você já tem sua lista de locais a serem visitados, certo?), e ache um local que vá conseguir te alimentar bem.   Sexto Passo: A Marmita Pode Ser Sua Melhor Amiga Falamos de restaurantes e mercados, mas não falamos sobre um passeio longo onde a única comida disponível provavelmente não é veggiefriendly. Quando um passeio a um lugar remoto for o rolê do dia, faça um lanche ou marmita fria (tipo salada de quinoa) e leve com você junto com alguns petiscos que você mais gosta. Assim, você não passa fome hora nenhuma. Resumidamente, a dica é sair de casa (e do hotel) o mais preparado possível. Alguns perrengues são inevitáveis, mas vários deles você pode evitar com um pouco de planejamento. Sim, depois de muitos apuros aprendemos que planejamento é a alma do negócio! Então planeje para não passar aperto e esteja preparado caso você passe aperto. Isso dito, boa viagem!   *Notas do vocabulário: Ovo-lacto vegetariano: pessoa  que não come nenhum tipo de carne dos animais seja a carne do peixe, da vaca, do frango, do porco, etc. Pratos aptos para ovo-lacto vegetarianos normalmente contém ovo e/ou derivados do leite. Vegetariano: erroneamente usado com o mesmo significado de ovo-lacto vegetariano, o termo foi criado para designar pessoas que não comem nenhum ingrediente de origem animal. Além das carnes de animais, pratos vegetarianos não deveriam conter nenhum ingrediente de origem animal como ovo, leite, queijo, gelatina, etc. Entretanto, é importante ficar atento porque a maioria dos lugares usam o termo vegetariano para pratos com leite e ovo (e até presunto e peixe!), enquanto outros permanecem fiel à nomenclatura original. Sempre confirme os ingredientes com o garçom quando você ler o termo “vegetariano” no cardápio. Vegano: Originalmente, vegano foi um termo criado para designar pessoas que são vegetarianas e também não consomem produtos testados em animais, não usam produtos de couro, etc. Hoje, com o afrouxamento do significado de “vegetarianismo”, o termo passou a significar também uma alimentação vegetariana estrita. Se você ver o termo “vegano” no cardápio ou o certificado “vegano” em algum produto, você pode ficar tranquilo que ali não tem nenhum ingrediente de origem animal. Veggiefriendly: Local apto à receber vegetarianos e fazer pratos amigáveis a eles, sejam eles ovo-lactos ou não. Continue lendo

Por que ser vegano - Parte 1

Por que ser vegano - Parte 1

Por que ser vegano? Quando a Insecta nos chamou para falar sobre isso, pensamos logo em sugerir outro tema, esse seria muito espinhoso. Mas a verdade é que precisamos falar sobre o mundo em que vivemos e sobre as coisas que consumimos cada vez mais e para cada vez mais pessoas. Por isso, topamos trazer esse assunto para cá e vamos logo dizendo que essa é uma pergunta daquelas que têm respostas múltiplas e por isso impossível responder em um texto curto e direto.

Pensando nas vertentes mais comuns que levam as pessoas a adotarem um estilo de vida vegano, essa matéria será dividida em três partes: por que ser vegano pelo planeta, pelas pessoas, pelos animais. Vamos começar falando alguns dos motivos que levam às pessoas ao veganismo por questões ambientais e voltaremos aos outros motivos nos textos por vir.

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No entanto, antes de qualquer coisa, vale explicar que veganismo, ao contrário do que muitos acreditam, não é apenas uma dieta alimentar. De maneira simplista, veganismo é um estilo de vida, uma filosofia, que consiste em abolir o consumo de produtos de origem animal. Desde alimentação até roupas, remédios, cosméticos e produtos de limpeza.

“Mas não dá para viver sem remédio”. Verdade, não dá, e não precisa. Veganismo, acima de tudo, é ter consciência de que animais são seres sencientes e nós não temos direito de explorá-los. Visto isso, diminuir escolhas originárias de sofrimento animal vira uma necessidade coerente.  Pense da seguinte maneira: muitos realmente precisam de remédios para ter qualidade de vida, mas ninguém precisa de um batom testado em animais.

Isso esclarecido, vamos falar sobre uma cota da população que adotou o veganismo mais pelo bem estar do planeta do que pelos animais. Enquanto alguns afirmam que esse posicionamento carece de empatia, a verdade é que é preciso sim de certo nível de empatia para sair da zona de conforto e abrir mão de algo para um bem estar maior e global, como o meio ambiente.

Na verdade, a criação de animais para consumo e a exploração animal causam um impacto tremendo no planeta, o que afeta diretamente a vida de todos nós. O desmatamento da Amazônia e do Cerrado brasileiro mostraram seus efeitos em São Paulo, através de uma seca que ainda está deixando toda a população em alerta. As causas do desmatamento, 75% na Amazônia e 56% no Cerrado, estão associadas à pecuária.

Os dados continuam astronomicamente preocupantes: são necessários cerca de 16 mil litros de água para produzir 1kg de carne, além do que a pecuária bovina é responsável pela emissão de pelo menos 50% dos gases-estufa, principalmente do gás carbônico (CO2) e do metano (CH4). E sabe as temidas e famigeradas monoculturas de milho e de soja? No Brasil, 44% dessas culturas destinam-se a produzir alimentos para os animais da indústria. 

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Agora que você já entendeu um pouco mais sobre os impactos da pecuária desde o começo da cadeia, vamos falar um pouco de produtos como o couro e a lã. Quando o animal é abatido e sua pele vai virar roupa, seu couro precisa passar por um processo extenso, incrivelmente tóxico e poluente  para que o ciclo natural de biodegradação (ou, mais diretamente, apodrecimento) não aconteça. Além de animais, pessoas, rios e todo o ecossistema em volta de grandes curtumes estão morrendo por conta da produção desordenada do couro.

O mesmo acontece para suprir a demanda excessiva por cashmere (um tipo de lã), por exemplo. Os criadores de cabras fazem com que a reprodução seja além do natural, com essa supercriação resultando na devastação de todo o ecossistema local, que, inclusive, é essencial para que as cabras vivam com mais qualidade e procriem. É uma solução de curto prazo para suprir uma demanda insana de consumo. Então, no fim da cadeia estamos nós, consumidores incentivando toda essa devastação ambiental através dos produtos que compramos.

É claro que existem muitos outros números e dados sobre o impacto da produção animal no meio ambiente que por si só são bons motivos para adotar o veganismo. Porém, nós vamos convidar você a refletir mais, assistindo a documentários interessantes que abordam o tema e, obviamente, tirar a conclusão dessa história toda por você mesmo.

Documentários recomendados: Vegucated (2011), Food Ink (2008), e Vanishing Of The Bees (2009), esse último disponível no Netflix.

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