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Bolinhos de feijão fradinho

Bolinhos de feijão fradinho

Muito utilizado em saladas e na preparação de receitas nordestinas como baião de dois e acarajé, o feijão fradinho pode sair da mesmice e virar um delicioso bolinho assado com crosta crocante e interior úmido e saboroso. Que pode ser servido acompanhado de um bom molho como tira gosto, ou como prato principal mesmo. Por ser um grão bem seco, usei inhame ralado para deixar os bolinhos úmidos e dar liga à massa. Já para formar aquela casquinha crocante irresistível, usei farinha de rosca vegana. O sabor dessa maravilha fica por conta dos temperos, uma combinação de cebola, pimentão verde, limão, cominho, sal e pimenta, não tem como ficar ruim né!?

Você vai precisar de:

Feijão fradinho cru - 1/2 xícara (100 g)

Inhame - 1 médio (150 g)

Farinha de rosca - 1/2 xícara (80 g)

Cebola cortada em cubinhos - 1/2 xícara (60 g)

Pimentão verde cortado em cubinhos - 1/3 xícara (45 g)

Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml)

Suco de limão - 2 colheres de chá (10 ml)

Cominho em pó - 1 colher de chá

Sal - 1 colher de chá (5 g)

Pimenta do reino moída - a gosto (opcional)

Atenção, antes de fazer é necessário um pré-preparo! 

Coloque o feijão em um recipiente e cubra com 1 xícara de água. Deixe de molho por cerca de 8 a 12 horas.

Como fazer:

1- Escorra o feijão e lave em água corrente. Transfira para uma panela e cubra com água limpa. Leve ao fogo médio e cozinhe até ficar macio.

2- Enquanto o feijão cozinha descasque o inhame e rale no ralador médio. Transfira para um recipiente e reserve.

3- Aqueça o azeite em uma frigideira e doure a cebola.

4- Acrescente o pimentão e refogue por mais 1 minuto, mexendo de vez em quando para não queimar.

5- Junte o refogado ao inhame e tempere com suco de limão, cominho, sal e pimenta do reino. Misture bem e reserve.

6- Escorra a água do cozimento do feijão e transfira os grãos para o processador. Bata bem até triturar em pedaços pequenos.

7- Transfira para o recipiente e adicione a farinha de rosca. Misture bem até ficar homogêneo e a massa começar a dar liga.

8- Preaqueça o forno a 180 ºC.

9- Modele os bolinhos usando 2 colheres de sopa de massa para cada um.

10- Disponha sobre uma assadeira untada com óleo.

11- Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos ou até ficar dourado.

12- Retire do forno e sirva ainda quente.

Rendimento: 17 bolinhos

Bolinhos de feijão fradinho vegano

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Muffin vegano de abóbora com coco

Muffin vegano de abóbora com coco
Muffins por natureza são super práticos e fáceis de fazer. Basta misturar todos ingredientes, distribuir nas forminhas e pôr para assar. Em poucos minutos você terá um lanchinho para o café da tarde ou para levar na bolsa pra quando bater a fome fora de casa.   Nesta receita, inspirada no tradicional doce de abóbora como coco, eles ficam macios e úmidos. As espécies de abóboras mais indicadas para essa receita são a paulista e a de pescoço. Quem não gosta de bolos açucarados vai adorar essa receita, pois são doces na medida certa, sem exagero de açúcar.   Para fazer muffins sempre utilizo forminhas de silicone, elas não geram lixo como as de papel, são reutilizáveis e fáceis de desenformar. Se você costuma fazer muffins e cupcakes com frequência sugiro esse investimento.   // Você vai precisar de: Farinha de trigo branca orgânica - 1 1/2 xícara (200 g) Abóbora paulista ou de pescoço crua e ralada - 1 xícara (130 g) Açúcar demerara - 1/2 xícara (105 g) Coco ralado seco - 1/2 xícara (50 g) Água filtrada - 225 ml Óleo de coco derretido (ou outro óleo vegetal) - 3 colheres de sopa (45 ml) Farinha de linhaça - 2 colheres de sopa (10 g) Fermento químico em pó - 1/2 colher de sopa (7 g)   // Como fazer: 1- Preaqueça o forno a 180 ºC. 2- Em um recipiente pequeno misture a água e a farinha de linhaça. Reserve por cerca de 5 minutos. 3- Em outro recipiente adicione a farinha de trigo, a abóbora ralada, o açúcar demerara e o coco ralado. Misture bem até ficar homogêneo. 4- Acrescente o óleo de coco e a mistura de água e linhaça. Mexa bem até ficar homogêneo. 5- Adicione o fermento e misture delicadamente até incorporar. 6- Transfira a massa para forminhas de muffins, usei de silicone, não precisa untar. 7- Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos. Verifique o cozimento inserindo um palito no centro do muffin, se sair limpo significa que está assado. 8- Retire do forno e desenforme ainda quente. Espere esfriar antes de consumir. Muffins vegano de abóbora com coco Rendimento: 9 muffins   Continue lendo

Por que o veganismo vai muito além da alimentação?

Por que o veganismo vai muito além da alimentação?
O interesse geral sobre veganismo só cresce, olha que coisa linda. Como a gente contou nesse post aqui, só no Brasil foi um crescimento de 500% nas buscas no Google nos últimos 5 anos. E agora, desde o lançamento do filme Ojka no Netflix, mais e mais pessoas têm procurado saber o que é esse tal de veganismo, o que fazem e de que se alimentam afinal de contas esses veganos. Inclusive tem grandes chances de você estar nos lendo justamente pra aprender um pouco mais sobre o assunto, né? Bom, então vamos começar pelo básico. O que é veganismo? A melhor definição é a da Vegan Society, que diz assim: “Veganismo é uma maneira de viver que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade com animais para comida, roupas e qualquer outro propósito.” Ou seja, é muito mais um estilo de vida do que dieta ou culinária, como muita gente gosta de chamar. É no quesito alimentação, aliás, que acabam acontecendo várias confusões. Explicamos aqui as diferenças entre vegetarianismo, ovo-lacto-vegetarianismo e veganismo, e mostramos que não existe isso de “dieta vegana”. Só que acaba ficando tudo concentrado na alimentação mesmo. É só dar uma olhada nas principais pesquisas relacionadas ao termo “veganismo” lá no Google Trends: a maioria fala sobre receitas e restaurantes. E a gente também cai nessa rapidinho, quer ver? Dá uma navegada aqui no blog pra ver como o filtro "veganismo" tem muito mais receitinhas do que qualquer outra coisa. Não que seja ruim, porque afinal a revolução começa na mudança de alimentação, que é um passo super difícil para a maioria. Mas é importante entender que ser vegano engloba muito mais do que apenas optar por comer ou não algum ingrediente. Conforme a definição que falamos antes, o negócio é reduzir ao máximo a exploração animal em todos os sentidos. Provavelmente você conhece alguém que não come carne, mas compra sapatos de couro e roupas de lã. O que muita gente não sabe é que a maioria desses produtos depende de sofrimento e dor para chegar até as araras das lojas. A gente falou nesse post aqui sobre isso. E antes que te digam “mas a lã da marca x é retirada de forma humanizada, as ovelhinhas são felizes e ganham até massagem”, #ficaadica: não usar materiais de origem animal é mais fácil do que tentar descobrir quais fornecedores são “humanizados”. Especialmente depois de saber que até a Stella McCartney caiu nessa cilada. Não é melhor eliminar logo a possibilidade de compactuar com crueldade? Ser vegano também é apoiar políticas que acabem com testes farmacêuticos em animais, comprovadamente obsoletos, assim como os testes para a indústria dos cosméticos. Se você não come nada de origem animal, mas usa maquiagens e produtos de marcas que são testados neles, está financiando sim dor e sofrimento. Por conta disso, veganizar te ajuda a abrir os olhos e começar a pensar nos animais e no meio ambiente de forma muito mais ampla. Por exemplo, o caso do óleo de palma, que é o óleo vegetal mais consumido no mundo, mas carrega na sua produção uma trilha de desmatamento. Estima-se que só na Indonésia, cerca de 5.000 orangotangos são mortos anualmente por terem seu habitat devastado. Veganos são curiosos e desconfiados. Ler lista de ingredientes é um hábito que se torna automático. Você quer saber exatamente de onde veio e quem fez o que você está comprando. Seja na hora de comprar um molho pronto no supermercado, escolher uma roupa na loja ou até pesquisar um roteiro turístico. E isso só tem vantagens pra todo mundo. O que é ser “chato” pra muitos é ser analítico e cuidadoso, e vai te prevenir de comprar coisas como, por exemplo, couro de cachorro, ou dar moral pra uma atração como a Ilha dos Porcos. E pra você não cair naquela armadilha de “ah mas veganismo é impossível, até pneu de bicicleta tem ácido esteárico de origem animal” ou “quer dizer que você não vai tratar uma doença porque a medicação é da empresa y que testa em animais” a gente relembra: como a definição de veganismo pela Vegan Society deixa claro, viver de maneira livre de crueldade dentro do possível e do praticável. Colocar obstáculos é o primeiro passo para permanecer inerte, na zona de conforto e aceitar a situação como ela é. A mudança tem que começar por algum lugar, certo? A gente falou um pouco sobre essa questão, que é chamada de essencialismo, aqui nesse post e vale muito a leitura. E pra fechar ainda queremos indicar uma olhada nesses documentários para repensar o consumo em geral, e uma lida nesses livros que falam de veganismo muito além do que colocamos no prato.
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De bexiga de peixe a gelatina: você sabe por onde passou a sua bebida?

De bexiga de peixe a gelatina: você sabe por onde passou a sua bebida?
Sem querer ser estraga prazeres, mas sabia que nem quando a gente quer tomar uns bons drinks dá pra baixar a guarda? É que muitas bebidas, especialmente cervejas e vinhos, usam ingredientes de origem animal na sua produção. Parece absurdo, mas infelizmente é real. O isinglass, ou “cola de peixe”, é uma substância tirada de bexigas de peixes de água doce, principalmente do esturjão (o mesmo que sofre com a produção do caviar). Essa substância é puro colágeno, tipo uma gelatina, e é usada pra clarificar cerveja e vinho. Aliás, falando em vinhos, em algumas vinícolas depois da fermentação podem entrar em cena hemoglobina (para clarificar, mas felizmente já em desuso), medula, quitina (de insectos e crustáceos), albumina de ovo, óleo de peixe, gelatina (feita da fervura de pele, tendões, ligamentos, ou ossos de animais), leite ou caseína. E nem os destilados ficam livres: alguns podem ter na sua produção o açúcar, muitas vezes refinado com ossos bovinos. Sai pra lá, né? Mas o problema pra evitar bebidas que passam por esses processos é a legislação. Só é obrigatório colocar a lista de ingredientes nos rótulos dos produtos. O isinglass e essas outras substâncias são o que se chama de “coadjuvante de tecnologia”, então é muito, mas muito raro que apareça no rótulo. Ainda mais porque os coadjuvantes são eliminados no final do processo, mas do ponto de vista vegano todo o processo importa. Assim, chegamos à questão: PLMDDS como saber o que a gente tá bebendo? Bom, pra começar tem o Barnivore, site bem completinho com a lista de 32,521 bebidas entre cervejas, vinhos e destilados. Aqui no Brasil tem as listas do Lokobeer das bebidas que são veganas e das bebidas que não são. Pra quem gosta mesmo é de um vinhozinho, o site Vista-se tem uma lista constantemente atualizada de marcas e vinícolas nacionais e importadas. Também tem aplicativos: Vegaholic e Is it vegan? que serve pra outros produtos além das bebidas. Quesito ingredientes ok, mas agora o negócio afunila. A maioria desses sites e listas não comenta questões bem importantes como o posicionamento das marcas. Porque ser vegano não é só deixar de consumir produtos de origem animal, mas também combater a exploração de animais em um modo geral, né? Até onde se sabe, a maioria das cervejas nacionais não usa isinglass nem outros produtos de origem animal, mas muitas (e muitas!) pertencem a empresas que patrocinam rodeios, vaquejadas e outros eventos desse tipo. Entre as maiores estão a SAB Miller, o Grupo Petropolis, Ambev (patrocinadora master do Rodeio de Barretos) e Heineken (que é dona da Bavaria, que realiza o Circuito Bavaria, um rodeio próprio da marca!). O site Vista-se tem isso tudo bem explicadinho, pra quem quer saber em detalhes: https://www.vista-se.com.br/conheca-marcas-que-patrocinam-a-exploracao-de-animais-para-o-maior-evento-de-rodeio-do-pais/ As melhores opções pra evitar essas marcas são as cervejarias menores e as produções artesanais. Que aliás, são ainda mais saborosas e com um leque de opções gigante. E além de tudo que a gente já falou, comprar dessas marcas tem tudo a ver com aquilo que apoiamos: consumir do pequeno, valorizar a produção local e dar força pra quem quer fazer diferente e nadar contra a maré. Então quando chega aqui é uma questão de escolha e de possibilidades mesmo. A gente sabe que nem sempre vai estar em um evento que só vai ter cervejas veganas, ou pode ter muita dificuldade de encontrar opções diferentes onde mora. A ideia é fazer o melhor dentro das possibilidades. Mas ó, sem perder as esperanças, tá? A Guinness, que é uma das mais famosas do mundo, anunciou em 2015 que se tornaria vegana. Em Abril desse ano, já mandaram avisar  que todas as Guinness vendidas em barris já são livres de isinglass. O plano é até o fim de 2017 veganizar total. Moral da história: a marca tradicionalíssima cedeu às pressões dos consumidores e se modernizou. Então chegou de papo e bora beber uma cerveja vegana geladinha? Afinal a gente bebe pra se divertir, e não pra se preocupar, né?    
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5 Motivos para visitar a pop up da Insecta no Rio de Janeiro

5 Motivos para visitar a pop up da Insecta no Rio de Janeiro
Está chegando a hora de nos despedirmos da cidade maravilhosa. São as últimas semanas da nossa loja temporária no Rio de Janeiro, e já estamos com saudades do incrível bairro de Botafogo, que nos recebeu de braços abertos. Então, se você está pensando em dar um pulo no nosso casulo, a hora é agora e temos 5 motivos pra você não perder mesmo essa oportunidade. 1_Você pode experimentar o Insecta e conhecer de pertinho: Aqui você vai poder ver de perto aquela estampa que estava namorando ou tirar a prova final na frente do espelho. Ainda temos vários pares, todos unissex, que vale a pena conhecer ao vivo e a cores. IMG_6019 2_ Brechós, sebos e cena cultural do Botafogo: O bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, conhecido como o Soho carioca, é dono de uma alma descontraída e está sempre bem movimentado. Esse lugar tão especial já rendeu um post aqui no blog, com um verdadeiro guia pra você aproveitar os melhores brechós, sebos, livrarias e comidas vegetarianas. Processed with VSCO with f2 preset 3_ Levar o sapato novo na hora: Experimentou, amou, já quer sair usando? Essa é a maior vantagem de comprar na loja física. E não esquece que levando dois ou mais pares, a ecobag exclusiva é presente. ;)  4_ Conhecer o BLOCO: Nossa pop up está localizada no BLOCO, um espaço cultural muito bacana. É um ambiente multicultural que promove eventos, talks, shows e vários projetos ligados à educação, empreendedorismo, entretenimento, cultura e arte. Processed with VSCO with a8 preset 5_ Já estamos nos preparando para voar de volta pra casa: Por último, mas não menos importante, nosso casulo carioca está na cidade maravilhosa até o dia 15 de Abril. Embarcamos de malas cheias com todos os modelos mais amados em várias versões de estampas. Para quem quer garantir o seu, pode vir que ainda temos vários pares esperando. Então anota aí: estamos até o dia 15 de Abril na Rua Martins Ferreira, 12, pertinho do metrô. Ficamos abertos de segunda a sábado, das 12h às 20h. Vem!
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Penne ao molho de avocado

Penne ao molho de avocado
Preparar a própria refeição na correria da semana não é nada fácil. Por sorte, existem receitas simples e rápidas que salvam qualquer um nessa situação. O penne ao molho de avocado é um belo exemplo, com poucos ingredientes em mãos e com poucas etapas de preparo você consegue fazer uma refeição saborosa e saudável gastando pouco tempo e dinheiro. Essa receita é perfeita para quem mora sozinho ou só cozinha para si, o rendimento é de uma porção, que pode ser servida tanto no almoço quanto no jantar. Se for fazer para mais pessoas, é só ir multiplicando a quantidade de ingredientes, simples assim. O ingrediente principal do molho, que dá cremosidade e um toque amanteigado é o avocado. Para quem não conhece, ele é um fruto da mesma família do abacate. Porém é menor, tem menos água e calorias. O período de safra é de fevereiro a abril, procure consumir nesta época, seu sabor é bem melhor além de ser mais barato. Se não encontrar, você pode substituir pela mesma quantidade de abacate, neste caso procure não adicionar água ao molho, uma vez que o abacate já possui bastante.   // Você vai precisar: > para a massa: Penne integral (ou outra massa curta de grano duro) - 1 xícara Água - 1 1/2 xícara (375 ml) Sal – 1/2 colher de chá (3 g)   > para o molho: Avocado - 1 pequeno (120 g) Água - 4 colheres de sopa (60 ml) Vinagre de maçã - 2 colheres de chá (10 ml) Manjericão - 6 folhas grande Gergelim preto - a gosto (opcional) Sal – 1/4 colher de chá   // Como fazer: 1- Comece preparando a massa. Leve ao fogo médio uma panela com a água e o sal até levantar fervura. 2- Acrescente o penne e cozinhe até ficar al dente. 3- Enquanto o macarrão cozinha, prepare o molho. Descasque, descaroce e pique grosseiramente o avocado. 4- Coloque no liquidificador e adicione a água, o vinagre, o manjericão e o sal. Bata bem até obter uma mistura homogênea. Se necessário, adicione um pouco mais de água para ajudar a hélice a triturar os ingredientes. 5- Escorra o macarrão e despeje o molho sobre. Misture bem e sirva logo em seguida, ainda quente, decorado com gergelim preto. Rendimento: 1 porção Penne ao molho de avocado e manjericão
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5 Livros Para (Re)Pensar Veganismo e Direitos dos Animais para Muito Além da Comida

5 Livros Para (Re)Pensar Veganismo e Direitos dos Animais para Muito Além da Comida

Quem está de fora não imagina que temas como o do veganismo e direitos dos animais são amplos e estão relacionados com muitos outros assuntos e para muito além da comida.

Na mídia, essas pautas normalmente são abordadas pelo ângulo da saúde ou gerando debate sobre abandono e adoção de cães e gatos. Mas há muito mais a ser falado sobre esses temas.

Quando nos aprofundamos no debate, entendemos que veganismo e direitos dos animais são passíveis de serem abordados por meio de perspectivas filosóficas, da sociologia, da teoria e da prática, por pessoas brancas, não-brancas, pela lente espiritual, por questões de ancestralidade e além.

Com o objetivo de empurrar as fronteiras do conhecimento acerca desses temas e escapar do lugar comum, listamos 5 livros que vão te ajudar pensar veganismo e direitos dos animais de uma maneira que você nunca tinha pensado antes.

1_A Política Sexual da Carne (2012)

A escritora americana Carol J. Adams começou a pensar na interseccionalidade de feminismo e veganismo ainda nos anos 70, quando estava na faculdade. Mas foi só em 1990 que seu livro mais aclamado, A Política Sexual da Carne (The Sexual Politics of Meat: A Feminist-Vegetarian Critical Theory) veio à tona. Foram 15 anos de trabalho estudando cultura e comportamento da sociedade, a opressão e violência contra a mulher e a destruição do meio-ambiente e dos animais não-humanos para elaborar essa teoria crítica feminista-vegetariana.

É um livro afiado, capaz de nos fazer enxergar o que estamos acostumados a ver todos os dias com outros olhos e de maneira muito mais crítica. Adams tem outros livros importantes como Neither Man Nor Beast: Feminism and the Defense of Animals, The Pornography of Meat e The Vegan Studies Project: Food, Animals, and Gender in the Age of Terror. Sua publicação mais recente, The Carol J. Adams Reader: Writings and Conversations 1995-2015, reúne escritos e conversas desses 20 anos de trabalho. Infelizmente, só A Política Sexual da Carne ganhou tradução para o português por enquanto.

A Política Sexual da Carne (IBSN: 8578811151) Carol J. Adams Ed. Alaúde  

2_Libertação Animal (2010)

Publicado originalmente em 1975, o livre de Peter Singer é um dos mais famosos em se tratando de abolicionismo animal. O filósofo busca se desfazer de velhas ideias da filosofia que supervaloriza o status moral do animal humano ao expandir o conceito de moralidade e ética para um tratamento de igualdade para com os animais não-humanos. O ponto chave do pensamento de Singer é a senciencia experimentada pelos animais não-humanos,  ou seja, a sensibilidade ou capacidade de sofrimento associada à consciência desse sofrimento colocando-os como sujeitos de interesse da mesma maneira que os animais humanos. Sendo assim, ética e moral são debatidas ao longo de todo o texto e o filosofo entende que a ética é uma tarefa árdua, que envolve autosacrifício e não traz recompensas.

Mas se já era essencial falar sobre isso nos anos 70, é ainda mais essencial hoje quando pecuária e maus tratos dos animais não-humanos são um dos pilares do desequilíbrio social e ambiental se agravando a cada ano.

Libertação Animal (IBSN: 8578273125) Peter Singer Ed. WMF Martins Fontes  

3_Vegan Yoga (2014)

Conforme a prática da yoga foi se difundindo no ocidente, ela foi também perdendo sua ligação intrínseca com o vegetarianismo. Não é incomum vermos praticantes de yoga se alimentando de corpos de animais. Mas os iogues que estão mais atentos à pratica da yoga para além da relação com o corpo físico, sabem que o veganismo ou lacto-vegetarianismo é um dos caminhos necessários para a real prática desse exercício físico e espiritual.

Vegan Yoga nos expõe reflexões, dados e teorias que justificam a preocupação iogue com o cuidado com os animais e a não-violência. O livro explora o Ashtanga Yoga e o Yoga Sutra de Patanjali junto com a interpretação ahimsa. Indo além, para os interessados na Yoga e numa perspectiva espiritualizada da prática da yoga e da alimentação vegetariana, os livros de Paramahansa Yogananda também são dicas essenciais para a jornada.

Vegan Yoga (IBSN: 8598307203) Oberom OM Ed. Alfabeto  

4_Sensível ao Cuidado (2015)

Pioneiro na literatura brasileira, Sensível ao Cuidado: Uma Perspectiva Ética Ecofeminista aborda direitos dos animais, feminismo e ambientalismo a partir da teoria ecofeminista da filósofa americana Karen J Warren, responsável por escrever o respeitado Ecofeminist Phylosophy (sem tradução para o português) em  2000.

Escrito pela filósofa e ecofeminista Daniela Rosendo, o livro serve como introdução para quem está interessado em entender o ecofememinismo animalista, a interseccionalidade entre feminismo, ambientalismo e veganismo, além de oferecer insights para entender o vegetarianismo moral e como a devastação ambiental está afetando principalmente mulheres. O livro conta com introdução de Sônia T. Felipe, também filósofa sobre direitos dos animais e responsável por cunhar o termo “ecofeminismo animalista”. 

Logo na introdução, Sônia entrega sobre o ponto central do livro e da teoria de Warren: a lógica da dominação, responsável por justificar todos os tipos de opressão aos seres humanos ou não considerados inferiores na sociedade patriarcal e branca.

Sensível ao Cuidado (IBSN: 8555070325) Daniela Rosendo Ed. Prismas  

5_Sistah Vegan Anthology (2009)

Apesar de não ter tradução para o português, essa antologia não poderia faltar no debate, pois traz a visão afro-estadunidense acerca do veganismo e direitos dos animais em paralelo com questões de gênero, raça e classe.

Editado pela Dra A. Breeze Harper e com textos de diversas mulheres negras, o livro tem como missão difundir o veganismo para a comunidade negra nos Estados Unidos a partir de temas como ancestralidade, nutrição, devastação ambiental e opressão - e, ao mesmo tempo, servir como um despertar para o movimento vegano e de direitos dos animais que está deixando de lado o debate sobre raça e classe.

As palavras são afiadas e o debate é atual. Para quem lê em inglês, definitivamente um tem-que-ter na prateleira. O próximo livro deve sair ainda esse ano e abordará o movimento #BlackLivesMatter pela lente do veganismo.

Sistah Vegan Anthology (IBSN: 1590561457) Dr. A. Breeze Harper e outras. Ed. Lantern Books

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Ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo: o que significa cada um desses termos e por que é importante usá-los corretamente

Ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo: o que significa cada um desses termos e por que é importante usá-los corretamente
Não é raro as pessoas fazerem confusão entre o que significa ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo. Como nós falamos muito disso por aqui, nada mais justo do que esclarecer para quem ainda possa ter dúvidas sobre o que significa cada uma dessas palavras e por que usá-las corretamente é importante. Primeiro, vamos falar de ovo-lacto-vegetarianismo e vegetarianismo – duas palavras criadas e usadas para definir hábitos alimentares de pessoas que abrem mão de comer alguns ou todos ingredientes derivados de animais. Ovo-lacto-vegetarianismo (ou vegetarismo) se refere a pessoas que abriram mão de carnes de animais, incluindo frango e peixes, mas ainda consomem derivados como ovo e leite. É incomum no Brasil, mas bastante comum na cultura indiana por exemplo, o lacto-vegetarianismo – onde as pessoas abrem mão das carnes e dos ovos, mas não do leite e derivados. Já o vegetarianismo está relacionado com uma alimentação livre de ingredientes de origem animal, normalmente excluindo também leite, ovos e outros subprodutos. O termo vegetarianismo foi criados há vários anos atrás e antes de Cristo – Hipócrates, Plutarco, Ovídeo são todos reconhecidos por manterem um regime alimentar baseado em frutas, legumes e vegetais. O vegetarianismo, desde as épocas mais remotas, quando o homem já consumia animais, é uma dieta mantida por várias pessoas por questões de saúde integral, questões espirituais e posteriormente por questões relacionadas aos direitos dos animais. É importante ressaltar também que no século XIX, o vegetarianismo foi incorporado no discurso feminista de alguns nomes bastante importantes da época (e continua o sendo até hoje), começando assim a ganhar um tom mais político. Nos últimos tempos, o termo ovo-lacto-vegetariano foi caindo em desuso e pessoas que consomem leite e ovos passaram a se declarar vegetarianas. Por conta dessa mudança, tanto os dicionários quanto a International Vegetarian Union (IVU) dizem que ‘vegetariano’ pode ser uma pessoa que consome ou não produtos como leite, ovos e mel. Sendo assim, é correto dizer que determinada pessoa segue uma dieta vegetariana se ela se abstiver de todas as carnes de animais – como, por exemplo, carnes de frangos, peixes, frutos do mar, porcos, vacas, bois, galinhas, carneiros – de maneira contínua. Quem come peixe ou algum tipo de carne, mesmo que só de vez em quando, não é vegetariano. Um vegetariano pode ou não comer derivados assim como um prato num restaurante sinalizado como vegetariano pode ou não conter ingredientes derivados de animais. É sempre bom perguntar. O termo veganismo foi criado em 1944, quando a The Vegan Society dava seus primeiros passos. De acordo com a própria definição da Vegan Society: “Uma filosofia e um estilo de vida que procura excluir – o quanto for possível e praticável – todas as formas de exploração de, e crueldade para com, animais para comida, roupas e outros propósitos; e por extensão, promove o desenvolvimento e o uso de alternativas livre de animais para o benefício dos humanos, animais e meio-ambiente. Em termos de dieta, denota a prática de dispensar todos os produtos derivados ou parcialmente derivados de animais”. Sendo assim, veganismo extrapola os limites da dieta e aborda questões sociais, filosóficas e políticas. Uma pessoa vegana não só deve se abster de consumir produtos de origem animal – tanto na alimentação, quanto vestimenta, entretenimento – mas também se posicionar de maneira progressista e reformista para um mundo mais justo e igualitário. É por isso que você vai ver muita gente por aí, com razão, dizendo que “veganismo não é dieta”.     Continue lendo

Trufa Vegana Tortuga

Trufa Vegana Tortuga
Uma receita diferente e deliciosa de trufa pra matar aquela vontade de um docinho. E o melhor de tudo: vegana. <3 INGREDIENTES * Caramelo:
  • 1 copo de tâmaras sem caroço
  • 1 copo de castanha de caju
  • ½ colher de chá de extrato de baunilha
* Fudge:
  • 1 copo de tâmaras sem caroço
  • ½ copo de uvas passas
  • 3 colheres de sopa de óleo de coco em estado liquido
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó
  • 1 pitada de canela
  • ½ copo de nozes chilenas para decorar
  MODO DE PREPARO Caramelo: Separe as tâmaras e coloque no processador de alimentos, juntamente com as castanhas de caju e o extrato de baunilha. Processe até formar uma massa e depois de pronto leve ao freezer enquanto faz o fudge. Fudge: Separe as tâmaras e coloque no processador juntamente com as uvas passas e óleo de coco e bata até formar uma massa. Adicione o cacau em pó e a canela e processo até incorporar na massa. Role o caramelo em bolas, usando uma colher de chá como medida. Faça o mesmo com o fudge, também usando uma colher de chá como medida. Usando o polegar faça um ninho no centro da bola do fudge, grande o suficiente  para caber a bola do caramelo dentro. Segurando os dois juntos, coloque delicadamente o caramelo no centro do fudge e pressione uma noz sobre o topo. Repita esse processo até formar as trufas tartaruga e deixe descansar na geladeira por uma hora antes de servir.   Dura até 1 mês na geladeira. Rende: 30 trufas Continue lendo

Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? – Parte 2

Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? – Parte 2
Como já comentamos no primeiro post, novos comportamentos estão emergindo, principalmente entre os jovens, que são os protagonistas de uma mudança iminente em relação ao entendimento do que é sustentável e ético. Nesse segundo post damos continuidade ao tema:   Recusar, reduzir, reusar, reciclar e compostar Fazer sua comida ou seus cosméticos em casa faz repensar as embalagens e os descartes. E é isso que o movimento Zero Waste pretende: encarar o consumo e o lixo de frente, questionar para onde vai todo o excesso e qual é a contribuição das pessoas com esse problema. Os adeptos desse movimento param de agir de forma automática e enxergam a necessidade de reduzir ou zerar sua produção de lixo. A nova-iorquina Lauren Singer é um exemplo desse comportamento ativo, que reduz totalmente a produção de lixo. O incômodo começou quando ela notou que um colega, repetidamente, levava lanches para a faculdade em uma sacola plástica de uso único,uma garrafa de água descartável e um pote de plástico. Lauren, enquanto estudante de um curso de ecologia, pensou que não bastava dizer que amava o meio ambiente, ela tinha que viver como se ela amasse o meio ambiente. A partir dessa percepção, começou o Trash is for Tossers, um blog onde ela documenta sua rotina sem produzir lixo.   Como colocar em prática? Como primeiro passo, você pode pensar sobre o seu lixo. Parece estranho, mas é exatamente por não levarmos esse assunto a sério, que temos um problema tão grande. Analise seu lixo, descubra quanto você produz e do que ele é composto (mais lixo orgânico, mais lixo reciclável?), descubra se seu condomínio tem coleta seletiva ou onde tem um posto de reciclagem próximo a sua casa e faça um plano de redução de resíduos. Parar diminuir sua produção de lixo, você não precisa substituir nada que tem em casa. A tentação de comprar coisas novas, como canudos de metal pode ser grande, mas vendo o que já tem nos armários e usando a criatividade é possível encontrar soluções sem gastar dinheiro e recursos da natureza. A Cristal Muniz, do projeto Um Ano sem Lixo, já fez um post para o nosso blog com cinco dicas básicas para seguir em direção à produção zero de lixo. Clique aqui para ler e botar em prática já!   Comer seus vegetais As recomendações alimentares menos polêmicas, incluindo as do jornalista Michael Pollan, incentivam o consumo de comida de verdade, principalmente vegetais. A atual oferta alimentar é muito pobre por ser ultra processada e cheia de açúcares e gorduras. Por excluir quase que totalmente alimentos frescos, deixa-se de consumir frutas e verduras no dia a dia. Essa onda dá força ao veganismo, que não é apenas uma dieta alimentar e inclui também preocupação com as roupas e cosméticos, por exemplo. Veganos são contra qualquer tipo de exploração animal e não consomem leite, ovos, mel, couro, gelatina ou outros derivados. Sendo impossível separar preocupação ambiental da alimentação, a escolha de viver de acordo com suas crenças passa pela compaixão animal. Recusar a dieta onívora ou resgatar animais abandonados tem tudo a ver com esse comportamento.   Como colocar em prática? Você pode começar comendo mais vegetais, depois experimentar passar as segundas-feiras sem carne até trilhar o caminho do vegetarianismo. Receitas podem ser úteis e a gente te indica várias aqui no blog. É provável que você queira ler alguns livros para ter certeza de que é esse o caminho que você quer seguir. Algumas opções que discutem ética e maus tratos são Comendo Animais, do Jonathan Safran Foer; Libertação Animal, do Peter Singer. Para não descuidar da nutrição, veja os conselhos do Dr. Eric Slywitch nos livros Alimentação sem Carne e Virei Vegetariano, E Agora?. O documentário Cowspiracy, do qual já falamos por aqui, também pode ajudar nessa expedição. De nada adianta reclamar da falta de opções veganas sem deixar isso claro para os donos de estabelecimentos comerciais. Você pode escrever uma carta e mandar para os seus restaurantes e lojas favoritos. 994545_395790273859040_1801934394_n imagem: Fazenda Santa Adelaide   Comprar local e orgânico Preferir comprar de perto além de diminuir a pegada ambiental do produto também colabora para o crescimento da economia brasileira, pra tirar o dinheiro da mão de meia dúzia de bancos de investimento e distribuir entre pessoas que tem nome de verdade. Quanto menos elos na cadeia de produção, mais fácil de descobrir se todo mundo está recebendo direito, se a forma como as coisas são feitas é ética. Quando um produto atravessa três continentes só no processo produtivo, fica quase impossível controlar tudo que acontece em cada deslocamento. Comprar orgânicos diretamente do produtor é uma atitude que assegura e incentiva a plantação de alimentos melhores, sem o uso de agrotóxicos. Esse comportamento cria a possibilidade de conversar e conhecer os responsáveis pelo cultivo dos alimentos, que muito provavelmente são mais saudáveis por trabalharem sem veneno, sem pesticidas. Existem comunidades, chamadas CSA (Community Supported Agriculture, ou Comunidade em Suporte à Agricultura) que se comprometem a comprar a produção de uma pequena fazenda, pagando mensalmente e retirando cestas semanais de produtos. Os participantes dividem os benefícios e também os riscos para garantir que o trabalho continue. Em caso de chuvas intensas, por exemplo, em que se perde parte da produção, é justo que os trabalhadores ainda sejam remunerados. Também são feitas assembleias para discutir assuntos de interesse comum, como as variedades plantadas a cada estação.   Como colocar em prática? O Idec tem um mapa de feiras orgânicas em todo o Brasil, esse conteúdo preciso pode ser acessado aqui. São 500 feiras no país todo, quem sabe você não acha uma pertinho da sua casa? Outra opção é participar de uma comunidade CSA, você pode conferir a lista com alguns produtores brasileiros aqui. Comprar pão daquele seu vizinho que deixa a rua mais cheirosa, ou geleia do seu colega de trabalho. Por enquanto não tem jeito tecnológico de encontrar essas pessoas, mas é garantido que se você perguntar entre os amigos ou os vizinhos vai conseguir boas dicas. Quem mora no Rio de Janeiro tem a sorte de ter a Junta Local por perto. Eles reúnem produtos artesanais feitos em pequena escala em eventos no site, onde é possível montar sua cesta com itens locais. Continue lendo

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Opssss

A gente tá trabalhando em algumas novidades e por isso a loja estará instável das 16h as 18h.

Logo, logo estaremos de volta, tá!