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O que o COVID-19 pode nos ensinar sobre exploração do meio ambiente?

O que o COVID-19 pode nos ensinar sobre exploração do meio ambiente?

O que estamos vivendo, com todas as consequências catastróficas e milhares de mortes tem, segundo especialistas, origem na exploração da natureza e dos animais. E não é a primeira vez que acontece. 

Em 2003 o vírus SARS surgiu numa situação parecida e matou quase 800 pessoas. Os dois são da família “coronavírus”, transmitidos entre animais silvestres. O que aconteceu foi que seres humanos entraram na corrente de contaminação ao consumir carne em mercados de animais silvestres, mantidos e abatidos sob péssimas condições sanitárias.

A ciência avisou. 

Doenças transmitidas de animais para humanos serão cada vez mais comuns se continuarmos a destruir habitats. Pesquisadores da Universidade de Hong Kong avisaram em 2007 que se nada mudasse outro caso como o de 2003 aconteceria. Segundo eles, o crescimento da demanda por proteína animal era uma “bomba relógio”. O governo local não fez nada a respeito, inclusive liberando o comércio de animais silvestres algum tempo depois do surto, por interesses econômicos.

Em 2013 a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação divulgou um relatório chamando atenção para o aumento do consumo de carne, expansão das terras agrícolas, mudanças dramáticas e outros pontos críticos para o surgimento de doenças. De acordo com a organização, desde 1940, 70% das novas doenças vieram do consumo de animais. 

Mais tarde saiu o relatório Fronteiras 2016 sobre questões emergentes de preocupação ambiental do PNUMA, citando doenças zoonóticas como Ebola, gripe aviária e Zika Vírus como exemplos das consequências de redução e fragmentação de habitats, comércio ilegal, poluição e mudanças climáticas.

E a China?

O vírus se expandiu a partir de um ponto na China, sim, mas é importante lembrar que a maioria das pessoas não consome animais silvestres, como bem explicado nesse vídeo. Sob hipótese alguma justificaríamos xenofobia e racismo. A população do país é vítima, assim como em qualquer outro lugar do mundo. 

É fácil apontar, criticar e demonizar o que não é familiar. Mas a criação de animais em confinamento existe no mundo todo, inclusive no Brasil, assim como uso de antibióticos que resultam em superbactérias, venda de carne contaminada e tráfico de animais silvestres.

Entre vários exemplos, vale lembrar do H1N1 em 2009, que surgiu entre porcos criados em confinamento no ocidente. E aqui no Brasil, cerca de 18% da carne de frango apresenta algum tipo de contaminação por salmonela, porque existe uma tolerância de até 20%. Por que isso é considerado normal?

Não é hora de apontar dedos, e sim de pensar o que estamos fazendo com o Planeta. Consumir animais, consumir o meio ambiente, consumir excessivamente qualquer coisa a qualquer custo. Enquanto não repensarmos toda a lógica de consumo, de forma sistêmica, nada vai mudar. 

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Molho de Tomate com Borogodó!

Molho de Tomate com Borogodó!

Massa é aquela comida fácil, rápida e que aquece a alma. Mas fazer o seu próprio molho dá aquela preguiça porque tem que cozinhar por muito tempo e dá trabalho demais tirar a pele e as sementes...

Assar o tomate para fazer o molho faz toda a diferença e da um borogodó para um simples molho de tomate! Essa receita é bem fácil e você pode ajustar para o seu gosto.

- 12 tomates maduros

- 6 dentes de alho

- Manjericão fresco

- Azeite

Eu quis fazer um molho bem rústico e não tirei a pele nem a semente, mas se preferir um molho mais fino você pode tirar.

Pique os tomates em 4, esmaguei os alhos, espalhei os galhos de manjericão, temperei com sal e azeite. Levei o ao forno pré aquecido a 180 graus por 2 horas. Se gostar do molho bem pedaçudo é só tirar os galhos, as cascas do alho e dar uma amassada com o garfo. Eu usei o liquidificador ou mixer para fazer um purê. Acerte o tempero a gosto e pode incrementar com outros ingredientes. Dicas: Ele pode ser congelado por até 3 meses e usado para fazer outra receitas ;) Os 2 melhores tipos de tomate para fazer molho são o italiano e o carmem, mas pode usar o que tiver na sua geladeira mesmo. 3 dicas para fazer a Massa Perfeita:

  1. Litro de água para cada 100g de massa crua
  2. Água salgada igual ao mar!
  3. Siga o tempo de cozimento da embalagem da massa para ter o ponto perfeito

Siga o tempo de cozimento da embalagem da massa para ter o ponto perfeito

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Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Esse post foi originalmente ao ar no dia 1 de Novembro, o Dia Mundial Vegano, ou Dia Mundial do Veganismo. Mas as informações que a gente trouxe valem para o ano todo, o tempo todo. Segundo o portal Vista-se, a data foi criada em 1994 por Louise Wallis, presidente da Vegan Society da Inglaterra, comemorando o aniversário de 50 anos da instituição.

Sim, desde 1944 os veganos já se organizavam em prol do ativismo pelos animais, e provavelmente desde 1944 uma pergunta não quer calar: e-as-proteínas? Se você ainda não é e está pensando em veganizar, ou tem interesse em uma alimentação sem crueldade e quer saber mais a respeito, trazemos verdades: uma alimentação sem ingredientes de origem animal não é sinônimo de falta de nutrientes. Listamos os alimentos com maior teor proteico* pra você lembrar de ter sempre em casa (e pra responder a perguntinha mais ouvida por vegetarianos e veganos desse mundão).

 

Cereais 

Chia 16,5g

Quinoa crua 4,4g

Arroz Integral cozido 2,6g

 

Verduras  

Espinafre 2,9g

Brócolis cozido 2,1g

Couve-Flor 1,9g

 

Leguminosas  

Grão de Bico 8,8g

Ervilha em Vagem 7,5g

Tofu 6,6g

 

Oleaginosas  

Amendoim grão cru 27,2g

Amendoim torrado salgado 22,4g

Amêndoas torradas 18,6g

 

*Valores para cada 100g de alimento.

Lembramos que não somos nutricionistas, assim como 99% das pessoas que perguntam sobre as proteínas da sua dieta. Pra que você tenha a melhor alimentação para as suas necessidades específicas, independente de ser ou não vegana, não deixe de consultar um profissional qualificado. E aproveita pra descobrir receitas maravilhosas aqui no blog!

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Veganos e o inverno: como se aquecer sem explorar os animais?

Veganos e o inverno: como se aquecer sem explorar os animais?

O Brasil tem muitos invernos, é verdade. Mas queremos falar daqueles invernos frios, onde o agasalho reforçado é obrigatório. E às vezes um problema pra quem vai atrás de casacos quentinhos, mas não quer acabar vestindo materiais de origem animal. É cair a temperatura e as lojas enchem de peças em lã (de vários bichos, tipo alpaca, angorá, ovelha…), peles (de vários bichos também, desde bezerro até chinchilas, coelhos, raposas) couro e penas e penugem de ganso, muito usada pra forrar casacos, entre outros materiais de origem animal que são extraídos de forma cruel, não importa o que digam. Quando você para pra ler as composições parece que não tem jeito, vai ter bicho em tudo, e chega a assustar quando descobre que tecidos aparentemente inofensivos são fruto de exploração animal. Mas calma que tem jeito sim. Vamos te ajudar.    

Como saber se você está comprando uma roupa sem componentes de origem animal?

Ler etiquetas e rótulos é a primeira coisa que você aprende quando vira vegano. Ser desconfiado quanto ao que você está comprando pode te salvar de comprar coisas como couro de cachorro ou pele verdadeira como se fosse pele falsa.

Fique de olho na lista de composição pra materiais como alpaca, angorá, cashmere, pele, couro, mohair, pashmina, shearling, seda, camurça, tweed, lã, penas - essas especialmente nos forros de casacos acolchoados. E dê preferência pras peças que tenham na composição: acrílico, algodão, denim, náilon, poliéster, rayon, veludo, modal, tencel, sarja, primaloft, thermolite e thinsulate, pra citar os principais.

Também é bom dar uma olhada nas instruções de lavagem pra tirar a dúvida final: alguns materiais oriundos de animais só podem ser lavados a seco, então essa especificação pode ser um bom indicativo. Os materiais sintéticos são grandes aliados, mas muitas dessas fibras não são exatamente amigas do planeta. Se fala muito sobre o acrílico, principal material usado nas peles e nas lãs sintéticas.

Um relatório publicado em 2014 ranqueou 9 fibras sintéticas em relação aos impactos negativos e o acrílico ficou com o primeiro lugar. Não são poucos os estudos que mostraram que ele não é assim um anjinho. A gente entende e concorda que alguns materiais não são perfeitos, mas quando o foco é tirar os animais das nossas roupas, é necessário fazer escolhas bem pensadas.

Pense que cerca de 10-15 vidas são salvas pra cada casaco sintético produzido. A melhor saída é, como sempre, consumir com consciência e responsabilidade. O consumo excessivo gera demanda pra uma produção excessiva e aí já viu, né?  Uma boa notícia é que cada vez mais marcas trabalham com fibras recicladas, inclusive pra produzir peles fake, e tem até couro de laboratório chegando por aí .  

Mas como diferenciar se não tiver etiqueta pra conferir?

No caso de pele, pense que os pelos dos animais crescem do mesmo jeito que o seu cabelo, com uma direção. Peles sintéticas são costuradas em linhas retas, então confira a base de onde saem os pelos: você vai conseguir ver costuras. Pele natural, obviamente, não tem costuras, e tem uma base de couro. A ponta dos pelos também pode ser uma pista: pelos naturais afinam na ponta, e pelos falsos tem a mesma largura da base à ponta.

Outra dica que você provavelmente não vai fazer na loja (pfvr não faça) é queimar um pedacinho do material em questão. Se for natural, vai queimar como um cabelo e sair aquele cheirinho de cabelo queimado. Se for sintético, vai dar cheiro de plástico queimado e ao invés de se enrolar na pontinha, vai derreter. Se você pretende comprar em brechó, a atenção deve ser redobrada. Quanto mais antiga a peça, menos sintética ela será. Aí você vai ter que refletir se é uma compra que vale a pena por estar evitando a produção de uma nova peça de lã, ou se realmente não quer um produto de origem animal na sua vida, mesmo sendo vintage.

É bem uma questão de ponto de vista. Ler etiquetas, conhecer as marcas que consome, pesquisar e estar sempre atento vale pra qualquer estação do ano. Aqui tem mais 6 passos para um guarda-roupa amigo dos animais pra você ter sempre em vista, independente da temperatura aí da sua cidade. 

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Como posso ajudar mais os animais?

Como posso ajudar mais os animais?

Às vezes a gente quer muito fazer a diferença, mas não sabe bem por onde começar. Se identificou? Pois é, hoje o papo é sobre como podemos ajudar mais os animais, no dia a dia mesmo, pondo em prática microrrevoluções. Já teve um post aqui mesmo com 10 dicas de mudanças que você pode fazer pra ter uma vida mais verde (confere lá que tá bem bom).

Agora queremos quer dar mais uma força pra quem quer ser uma pessoa mais do bem a partir de agora e se engajar mais na proteção animal. Antes de qualquer coisa, a pior coisa é pensar que não vai conseguir fazer tudo e acabar fazendo nada. Olha como você pode fazer a diferença de vários jeitos, dependendo do quanto você pode se envolver:

# pergunte (e se pergunte) de onde veio sua comida Curiosidade abre um tanto de portas, e esse é o primeiro passo pra uma vida mais consciente. Quando você começa a pensar melhor nas escolhas que faz é um caminho sem volta - ainda bem! Tirar os animais do seu prato é uma maneira instantânea de fazer algo por eles. Se informe, saiba como são feitas as coisas que você consome. Pense se é mesmo isso que você quer patrocinar, e se a resposta for não, saiba que existe outro caminho.

# adote, apadrinhe ou seja voluntário em alguma ONG Como a gente já falou por aqui, proteger os animais é muito mais fácil do que você imagina. Qualquer um pode ser um protetor dos animais fazendo o que está ao seu alcance, sabia? Alguns denunciam maus-tratos, outros resgatam bichos da rua, levam no veterinário, dão lar temporário ou adotam. Se você não tem como levar um bichinho pra casa, mesmo que por um tempo, pense em fazer voluntariado! Sempre tem alguma ONG precisando de ajuda e você pode fazer isso com doações em dinheiro, ração, carona, divulgação, ou até ajudando a levar os cães pra passear. E se você está pensando em aumentar a família, não pense duas vezes, adote!

# cobre do poder público Cada vez mais a gente vê que pressão popular faz diferença. Então assinar abaixo-assinado, participar de passeata, protesto, até usar hashtag e compartilhar post funciona, sim. Não tenha medo de cobrar e exigir. Se informe: saiba quem são os políticos que podem te ajudar (e os que você deve ficar de olho). A Repórter Brasil, dos mesmos responsáveis pelo aplicativo Moda Livre, lançou faz pouco tempo o Ruralômetro. É uma ferramenta que ajuda a medir o impacto socioambiental dos projetos que os parlamentares votam ou propõem. Bora ficar no pé deles!

# colabore com algum santuário O trabalho dos ativistas nos santuários é o famoso trabalho de formiguinha. Eles recolhem animais que nem sempre tem são fáceis de cuidar - como por exemplo cavalos, vacas e bois, para dar a chance de uma vida digna. Os santuários sempre estão precisando de apoio financeiro pra cobrir despesas veterinárias, comida ou voluntários para cuidar dos animais. Se você está pensando em botar a mão na massa nesse ano e quer entrar a fundo na proteção animal, considere ajudar um santuário.

# opte por produtos sem crueldade Sem animais nos pratos ou crueldade nas roupas. Ou em qualquer outro ítem, né? A gente tem muita sorte de hoje em dia ter tanta gente interessada em pesquisar produtos veganos e incomodar os SACs das empresas pra que elas sejam mais transparentes. Por conta disso as empresas estão começando a se ligar nesse público (olha aí o que a gente falou da pressão que faz diferença!). Não tem por que continuar usando cosméticos, produtos de limpeza e outras coisas de empresas envolvidas em testes com animais. Sempre que existir a opção cruelty free, escolha essa. E isso vale também para roupas - a gente tem boas dicas aqui pra você ter um guarda-roupas mais amigo dos animais.

# não visite atrações turísticas que exploram animais A viagem dos sonhos vai ser esse ano? Estamos aceitando convites Só não esquece de pesquisar muito bem tudo que você vai fazer antes de chegar lá. Falamos aqui mesmo sobre zoológicos e atrações que usam animais, como passeios em elefantes, camelos, cavalos ou as ilhas dos porcos (hoje já são várias), que são vendidas como paraísos para os bichinhos e até parecem inofensivas, mas escondem crueldade e nenhum compromisso com a preservação da vida selvagem e respeito aos animais. Se você quer pesquisar o roteiro e garantir que sua visita gere benefícios aos animais, confira sites de proteção animal e de ONGs com dicas de lugares para visitar. Mas se você não quer ter esse trabalho, deixe de fora o turismo com animais, assim você não estará contribuindo com a exploração.

# fale com as pessoas 📣 A melhor coisa que você pode fazer é ser uma boa influência. Se você já se convenceu que temos que ajudar os animais, conversar com amigos, colegas e família é o próximo passo. Mostre como é fácil dando o exemplo. Leve lanches veganos pra galera provar e mostre como é gostoso. Seja uma pessoa compreensiva e entenda que cada um tem o seu tempo.

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10 mudanças fáceis pra ter uma vida mais verde

10 mudanças fáceis pra ter uma vida mais verde

Dizem por aí que o ano só começa depois do Carnaval. Pra muita gente, a virada que conta é astrológica, que acontece em março. E mesmo pra quem conta o novo ano a partir de 1º de janeiro, sempre é tempo de fazer resoluções (e revoluções também).

A gente te ajuda a dar os primeiros passos. Confere 10 dicas bem facinhas que você pode ir incorporando ao dia a dia, adaptando à sua realidade sempre que precisar:

1 - Chega de desperdiçar comida Planeje o cardápio da semana. Você vai saber exatamente do que precisa (e do que não precisa). Sabe aquela técnica tradicional de fazer a lista de compras e tentar ir ao mercado\feira o mínimo possível? É isso. Evita compras por impulso e você não fica com a geladeira cheia de comida estragando. Ah, e ainda economiza em $ pra investir em você.

2 - Considere o veganismo Se você não quiser (ou não puder) cortar totalmente os ingredientes de origem animal, tudo bem. Cada um tem o seu tempo e a sua realidade. Mas você pode considerar reduzir esses ingredientes da sua alimentação em 2018. Faça um dia da semana vegano, conheça novas receitas (no blog temos vaaarias), descubra novos sabores. É bom pra sua saúde, pro planeta e claro, pros animais.    

3 - Ame as suas roupas O tema do Fashion Revolution de 2018 foi “Loved Clothes Last”, mas vale pra qualquer ano. Isso quer dizer, na prática, que quando você cuida do que tem, você tem por mais tempo. E assim não precisa renovar guarda-roupas a cada virada de estação. Observe as instruções de lavagem. Faça pequenos reparos, pregue novos botões, ajuste, reajuste. Sempre vale mais a pena manter uma peça do que comprar outra.

4 - Deixe o carro em casa A gente sabe, nem sempre tem como. Ainda mais pra quem tem dias puxados com várias paradas. Mas promete que vai tentar? Ande de carona com amigos, use a bicicleta ou vá a pé pra compromissos perto de casa. Aliás, priorize os compromissos perto de casa - vá no mercadinho do seu bairro e não no mercadão lá longe, por exemplo.

5 - Se informe Esse é o melhor jeito de saber qual a melhor atitude tomar. Sair da zona de conforto é um movimento que tem que vir lá de dentro, e quando você tem informação fica tudo mais fácil. Descubra quem fez suas roupas. Saiba de onde vem os alimentos que você consome. Se informe sobre as marcas que você consome e decida quem você vai apoiar. Se informe também sobre pontos de coleta de resíduos recicláveis, sobre como funcionam as coisas na sua cidade. Curiosidade abre um tanto de portas. ;)

6 - Se liberte da sacola plástica plmdds Vamos falar disso mais uma vez? Vamos sim, até todo mundo abandonar essa praga da vida moderna. Já mostramos aqui no blog que as sacolinhas são um problema e que reduzir ao máximo é a melhor saída. O segredo é ter uma ecobag sempre por perto. Não quer andar carregando muita coisa? A ecobag do besouro é pequena e se for bem dobrada, cabe até no bolso #ficadica.  

 

7 - Evite alimentos embalados Parece difícil, mas não é. Ainda mais se você já tem o hábito de fazer feira e comprar a granel. Alimentos prontos e embalados vendidos nos supermercados têm uma lista de pequenos problemas, e evitando consumir esse tipo de produto a gente corta o mal pela raiz: normalmente os vegetais são cultivados de forma industrial, com muito uso de agrotóxicos. As embalagens são de plástico, isopor ou plástico filme, que não é reciclável. Empresas que comercializam esse tipo de produto costumam descartar frutas e vegetais com aspecto “imperfeito”, ou seja, é comida totalmente comestível indo fora.  

8 - Economize energia Pelo valor da conta da luz (taí um ótimo incentivo), mas também pelo meio ambiente. Pequenas práticas podem ajudar no cotidiano e juntas viram uma baita economia: desligue computador, tv e outros eletrônicos durante a noite e quando sair de casa. Até na função standby eles consomem energia, sabia? Troque suas lâmpadas por LED. Elas podem parecer mais caras na hora da compra, mas duram muito mais e economizam energia.

9 - Use pilhas e baterias recarregáveis Infelizmente, nem essas duram pra sempre. Mas com certeza duram mais do que pilhas comuns, que levam até 100 anos pra se degradarem na natureza. E você já sabe, né? Muitas vezes elas vão parar em lixões, liberando toda aquela química no solo e na água subterrânea. Além disso, é um gasto ($) e a geração de resíduo com embalagem.

10 - Tenha um kit permanente na bolsa Aqui você vai adaptar conforme a sua necessidade, sabendo o que você mais consome e o que você pode cortar com preparo antecipado. Tem gente que leva garrafinha de água, outros preferem copinho, tem quem leve guardanapos de pano e até canudinho de metal ou bambu na bolsa. E aqui uma dica que é ótima pra quem não dispensa o cafézinho na rua: você pode ter uma colherinha de café na bolsa. E nunca mais vai precisar usar aqueles palitinhos plásticos que duram um total de 3 segundos e depois viram lixo.  

Viu? Tudo moleza. Ter atitudes mais sustentáveis é fácil e quando você vê já faz parte do cotidiano.

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Sorbet vegano de coco

Sorbet vegano de coco

Com as altas temperaturas dessa época do ano nada como um sorbet para se refrescar e se esbaldar, não é? Diferente do sorvete que tem como base o leite de vaca, o sorbet tem em sua base água, o que torna mais leve e refrescante. Seus micro cristais de gelo, que lembram uma raspadinha, derretem na boca e é refresco imediato. Ele não é tão cremoso quanto o sorvete tradicional, mas é uma ótima pedida para quem quer evitar excesso de gordura.

Com apenas 4 ingredientes e um pouco de paciência, você irá conseguir fazer um sorbet caseiro super saboroso, leve e aerado. Perfeito para aqueles que tem intolerância ou alergia a lactose, ou para quem busca algo mais saudável, sem ingredientes químicos e excesso de açúcar, como muitos sorvetes e sorbets industrializados.

Você vai precisar de:

Coco ralado seco - 2 xícaras (200 g)

Água filtrada quente - 4 xícaras (1 litro)

Açúcar demerara - 1/2 xícara (100 g)

Óleo de coco - 2 colheres de sopa (30 ml) (opcional)

Como fazer

1- Em um liquidificador coloque o coco ralado e a água quente. Bata em velocidade máxima por cerca de 5 minutos.

2- Coe o leite com um coador voal ou com um pano de prato limpo.

3- Transfira o leite de coco para uma panela grande e adicione o açúcar demerara, o óleo de coco e 1/4 xícara do bagaço do leite de coco (opcional).

4- Leve ao fogo médio e cozinhe até o açúcar e o óleo de coco dissolver completamente.

5- Transfira para um recipiente e espere esfriar.

6- Se você não tiver máquina de sorvete, leve a mistura ao freezer por cerca de 4 horas ou até endurecer. Retire a cada 30 minutos depois primeira hora no congelador e misture bem com uma colher ou batedor elétrico. Leve de volta ao freezer e repita o processo até a mistura começar a ficar consistente. Apesar de ser uma etapa chata e trabalhosa, ela é importante para deixar o sorbet leve e aerado. – Se você tiver máquina de sorvete, coloque a mistura na máquina e siga as instruções do fabricante até obter uma massa consistente e aerada. Transfira para um recipiente e leve ao freezer até endurecer.

7- Retire o sorbet do congelador 5 minutos antes de servir. Rendimento: 1 litro aproximadamente

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Brownie de chocolate (vegano e sem glúten)

Brownie de chocolate (vegano e sem glúten)

Clássico na confeitaria americana, o brownie conquistou o mundo graças ao seu sabor intenso de chocolate e massa úmida. O problema é que em sua composição leva muita gordura e açúcar refinado, não agradando quem tem uma alimentação equilibrada. Pensando nisso, decidi fazer um brownie bem mais saudável, sem qualquer ingrediente de origem animal, com menos gordura e com açúcar mascavo. O ingrediente inusitado desta receita, que pode causar estranhamento e desconfiança, é o feijão.

Sim, o feijão preto, aquele da feijoada! É ele que vai servir de base para a massa. Não adianta torcer o nariz sem provar primeiro. Se você já comeu feijão preto cozido sem sal e sem tempero vai notar que ele tem um sabor bem sutil. Que pode muito bem ser escondido pelo chocolate 70% cacau, que tem sabor mais forte. Além de o brownie ficar mais saudável, o feijão preto serve para deixar a massa macia e úmida, que nem do brownie tradicional. Uma delícia!

Você vai precisar de:

Feijão preto cozido e escorrido - 1 1/2 xícara (300 g)

Açúcar mascavo peneirado - 1 xícara (120 g)

Farinha de aveia (sem glúten, se necessário) - 1/2 xícara (60 g)

Óleo de coco (ou outro óleo vegetal) - 1/4 xícara (60 ml)

Chocolate 70% cacau picado - 1/3 xícara (50 g)

Cacau em pó - 2 colheres de sopa (8 g)

Extrato de baunilha - 2 colheres de chá (10 ml) - opcional

Bicarbonato de sódio - 1 colher de chá (5 g)

Vinagre de maçã - 1 colher de chá (5 ml)

Como fazer:

1- Coloque o feijão e o óleo de coco derretido no liquidificador e bata bem até obter uma pasta lisa, sem pedacinhos de feijão.

2- Transfira para um recipiente e adicione o açúcar mascavo, a farinha de aveia, o cacau em pó, o extrato de baunilha e o vinagre de maçã. Misture bem até ficar homogêneo.

3- Derreta o chocolate em banho-maria e incorpore à massa até ficar homogênea.

4- Preaqueça o forno a 180 ºC.

5- Unte uma fôrma retangular de bolo inglês (24 cm x 10 cm) com óleo e polvilhe cacau em pó.

6- Adicione o bicarbonato de maçã na massa e misture rapidamente.

7- Transfira para a fôrma e nivele o topo. Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos.

8- Retire do forno e espere 15 minutos para desenformar. Caso você tentar com o brownie ainda quente ele irá se despedaçar.

Rendimento: 8 pedaços Brownie de chocolate sem glúten e vegano

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Bolinhos de feijão fradinho

Bolinhos de feijão fradinho

Muito utilizado em saladas e na preparação de receitas nordestinas como baião de dois e acarajé, o feijão fradinho pode sair da mesmice e virar um delicioso bolinho assado com crosta crocante e interior úmido e saboroso. Que pode ser servido acompanhado de um bom molho como tira gosto, ou como prato principal mesmo. Por ser um grão bem seco, usei inhame ralado para deixar os bolinhos úmidos e dar liga à massa. Já para formar aquela casquinha crocante irresistível, usei farinha de rosca vegana. O sabor dessa maravilha fica por conta dos temperos, uma combinação de cebola, pimentão verde, limão, cominho, sal e pimenta, não tem como ficar ruim né!?

Você vai precisar de:

Feijão fradinho cru - 1/2 xícara (100 g)

Inhame - 1 médio (150 g)

Farinha de rosca - 1/2 xícara (80 g)

Cebola cortada em cubinhos - 1/2 xícara (60 g)

Pimentão verde cortado em cubinhos - 1/3 xícara (45 g)

Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml)

Suco de limão - 2 colheres de chá (10 ml)

Cominho em pó - 1 colher de chá

Sal - 1 colher de chá (5 g)

Pimenta do reino moída - a gosto (opcional)

Atenção, antes de fazer é necessário um pré-preparo! 

Coloque o feijão em um recipiente e cubra com 1 xícara de água. Deixe de molho por cerca de 8 a 12 horas.

Como fazer:

1- Escorra o feijão e lave em água corrente. Transfira para uma panela e cubra com água limpa. Leve ao fogo médio e cozinhe até ficar macio.

2- Enquanto o feijão cozinha descasque o inhame e rale no ralador médio. Transfira para um recipiente e reserve.

3- Aqueça o azeite em uma frigideira e doure a cebola.

4- Acrescente o pimentão e refogue por mais 1 minuto, mexendo de vez em quando para não queimar.

5- Junte o refogado ao inhame e tempere com suco de limão, cominho, sal e pimenta do reino. Misture bem e reserve.

6- Escorra a água do cozimento do feijão e transfira os grãos para o processador. Bata bem até triturar em pedaços pequenos.

7- Transfira para o recipiente e adicione a farinha de rosca. Misture bem até ficar homogêneo e a massa começar a dar liga.

8- Preaqueça o forno a 180 ºC.

9- Modele os bolinhos usando 2 colheres de sopa de massa para cada um.

10- Disponha sobre uma assadeira untada com óleo.

11- Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos ou até ficar dourado.

12- Retire do forno e sirva ainda quente.

Rendimento: 17 bolinhos

Bolinhos de feijão fradinho vegano

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Muffin vegano de abóbora com coco

Muffin vegano de abóbora com coco
Muffins por natureza são super práticos e fáceis de fazer. Basta misturar todos ingredientes, distribuir nas forminhas e pôr para assar. Em poucos minutos você terá um lanchinho para o café da tarde ou para levar na bolsa pra quando bater a fome fora de casa.   Nesta receita, inspirada no tradicional doce de abóbora como coco, eles ficam macios e úmidos. As espécies de abóboras mais indicadas para essa receita são a paulista e a de pescoço. Quem não gosta de bolos açucarados vai adorar essa receita, pois são doces na medida certa, sem exagero de açúcar.   Para fazer muffins sempre utilizo forminhas de silicone, elas não geram lixo como as de papel, são reutilizáveis e fáceis de desenformar. Se você costuma fazer muffins e cupcakes com frequência sugiro esse investimento.   // Você vai precisar de: Farinha de trigo branca orgânica - 1 1/2 xícara (200 g) Abóbora paulista ou de pescoço crua e ralada - 1 xícara (130 g) Açúcar demerara - 1/2 xícara (105 g) Coco ralado seco - 1/2 xícara (50 g) Água filtrada - 225 ml Óleo de coco derretido (ou outro óleo vegetal) - 3 colheres de sopa (45 ml) Farinha de linhaça - 2 colheres de sopa (10 g) Fermento químico em pó - 1/2 colher de sopa (7 g)   // Como fazer: 1- Preaqueça o forno a 180 ºC. 2- Em um recipiente pequeno misture a água e a farinha de linhaça. Reserve por cerca de 5 minutos. 3- Em outro recipiente adicione a farinha de trigo, a abóbora ralada, o açúcar demerara e o coco ralado. Misture bem até ficar homogêneo. 4- Acrescente o óleo de coco e a mistura de água e linhaça. Mexa bem até ficar homogêneo. 5- Adicione o fermento e misture delicadamente até incorporar. 6- Transfira a massa para forminhas de muffins, usei de silicone, não precisa untar. 7- Leve ao forno preaquecido por cerca de 30 minutos. Verifique o cozimento inserindo um palito no centro do muffin, se sair limpo significa que está assado. 8- Retire do forno e desenforme ainda quente. Espere esfriar antes de consumir. Muffins vegano de abóbora com coco Rendimento: 9 muffins   Continue lendo
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