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Cebola caramelizada

Cebola caramelizada
Quando assada ou refogada, a cebola perde completamente seu ardor, dando espaço para um sabor adocicado incrível. Ela vai muito bem em brusquettas, hambúrgueres veganos, como de shijemi e lentilha, risotos, massas e até tortas. Deixando as preparações ainda mais saborosas e com um toque adocicado incomparável. O preparo é muito simples, basta cortar e refogar as cebolas por alguns minutos em fogo médio. Para deixar mais caramelizada e saborosa usei vinho branco seco vegano, mas você pode muito bem substituir pela mesma quantidade de água com 2 colheres de sopa de açúcar mascavo. E para dar outra camada de sabor, você pode adicionar alecrim ou tomilho, fresco ou seco a gosto.   // Você vai precisar de: Cebola - 5 médias (615 g) Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml) Vinho branco seco vegano - 1/4 xícara (60 ml) Pimenta do reino moída - a gosto (opcional) Sal - 1 colher de chá (5 g)   // Como fazer: 1- Descasque a cebola e corte em meias-luas finas. 2- Aqueça o azeite numa panela grande em fogo médio. 3- Adicione a cebola, a pimenta do reino e o sal. Misture bem e refogue por cerca de 30 minuto, ou até caramelizar. Quando a cebola começar a dourar e grudar no fundo da panela, adicione o vinho branco e mexa com frequência para não queimar. 4- Desligue o fogo e sirva ainda quente. Ou se preferir, espere amornar e guarde em um pote hermético na geladeira. Pode ser servido gelado também. Dica: Não adianta aumentar o fogo para acelerar o processo, se você fazer isso as cebolas irão fritar e não caramelizar. Além de correr o risco de queimar com facilidade. Cebola caramelizada Rendimento: 1 ¼ xícara
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Tortilhas crocantes de milho (assado)

Tortilhas crocantes de milho (assado)
Muito popular no México, as tortilhas de milho crocantes com formato triangular, são uma ótima opção para acompanhar patês e pastas. Elas ficam irresistíveis com guacamole (receita no e-book da Insecta Shoes). É praticamente impossível não comer tudo de uma vez só hahaha. Hoje é praticamente impossível encontrar tortilhas de milho nos supermercados sem serem produzidas com milho transgênico ou com sabores e aromas artificiais. Por este motivo faço em casa, assim tenho total controle dos ingredientes que uso e da forma de preparo.   // Você vai precisar de: Farinha de trigo branca orgânica - 1/2 xícara (75 g) Farinha de milho fina não transgênica (fubá)  - 1/2 xícara (75 g) Água morna - 100 ml Azeite de oliva - 1 colher de sopa (15 ml) Páprica doce - 1 colher de chá (5 g) Sal - 1/2 colher de chá (3 g) Pimenta do reino moída - a gosto (opcional)   // Como fazer: 1- Preaqueça o forno a 180ºC. 2- Em um recipiente misture as farinhas, a páprica doce, o sal e a pimenta. 3- Adicione o azeite e a água, misture bem até obter uma bola de massa lisa e homogênea. Se ficar muito úmida, adicione um pouco mais de farinha de trigo até não grudar mais. Se ficar muito seca, adicione um pouco mais de água. 4- Enfarinhe uma superfície lisa e abra a massa bem fina e uniforme com um rolo de macarrão. Quanto mais fina a massa ficar, mais crocante as tortilhas ficam. Corte em triângulos do tamanho que preferir. 5- Unte duas fôrmas grandes com óleo e disponha as tortilhas lado a lado. 6- Leve ao forno preaquecido por cerca de 15 minutos, ou até as tortilhas ficarem douradas. Lembre-se que esse tempo pode variar de acordo com a espessura das tortilhas e do modelo de seu forno. 7- Retire do forno e espere esfriar. Consuma logo em seguida ou guarde em um pote hermético para não amolecer. Tortilhas crocantes de milho com guacamole Rendimento: 4 porções
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Queremos dividir o nosso manifesto com você

Queremos dividir o nosso manifesto com você
Nós gostamos de dizer que mesmo em cenários pouco otimistas, sempre tem alguma coisa que pode ser feita pra começar a mudança. Pertencemos a uma geração - e estamos te incluindo aqui - que está disposta a reinventar o mundo. E é assim, com muita inspiração e consciência de que podemos fazer sempre melhor, que vamos criando impactos positivos por onde passamos. Foi pra pôr em palavras tudo que pensamos e sentimos que criamos um Manifesto. Pra traduzir a nossa essência. IMG_6296 Nossa ideia é dividir com você toda essa inspiração. Pra você entender porque a gente faz o que faz e quais os nossos objetivos. Queremos que você leve mais inspiração e criatividade pra sua vida. Disponibilizamos o nosso Manifesto para que você possa você baixar e ter sempre por perto. Pra se inspirar, consultar, imprimir e colocar no seu mural, transformar em música ou poesia. Enfim, pra você usar como quiser e ter um pouquinho de nós, com muita criatividade e consciência ao alcance. Vem com a gente? Faça o download clicando aqui!
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Sorvete Vegano de Morango

Sorvete Vegano de Morango
Fazer sorvete em casa não é nada complicado como parece. Requer poucos ingredientes, neste caso apenas cinco, e um pouco de tempo e organização. Mesmo não tendo máquina de sorvete, é possível fazer obtendo resultados bem satisfatórios. É claro que se você tiver facilita a vida, mas dá para fazer sem. Ninguém vai dizer que é caseiro! Independente se você estiver usando ou não a máquina, essa receita fica super cremosa. O sorvete fica com um sabor bem intenso de morango. Nada de sabor, aroma ou cor artificial. O negócio aqui é bem natural, com ingredientes frescos, fáceis de encontrar e bem conhecidos. Receita perfeita para quem tem intolerância ou alergia à lactose, já que não leva leite de vaca. Algumas dicas para obter um bom sorvete: procure utilizar morangos bem maduros e orgânicos, assim a cor e o sabor do sorvete será mais forte. Apesar de ser opcional, o extrato de baunilha realça o sabor do morango, deixando o sorvete ainda mais irresistível. Além disso, quanto mais você bater o sorvete enquanto estiver congelando, mais ar será incorporado à massa, e consequentemente mais aerado, leve e cremoso ficará.   // Você vai precisar de:  Morango fresco - 1 1/2 xícara (200 g) Castanha de caju crua e sem sal – 1/2 xícara (70 g) Açúcar demerara – 1/3 xícara (80 g) Água filtrada - 50 ml Extrato de baunilha - ½ colher de chá (2,5 ml) opcional – receita aqui   > Atenção: antes de fazer, é necessário um pré-preparo Coloque as castanhas em um recipiente e adicione 1 xícara de água. Deixe de molho por cerca de 4 a 8 horas. Esse processo é importante para tirar os fitatos da castanha que impedem a absorção dos seus nutrientes. Além disso, as castanhas vão ficar macias e fáceis de triturar com a demolha.   // Como fazer:  1- Escorra a água das castanhas e lave bem em água corrente. 2- Transfira para o liquidificador e adicione os demais ingredientes. Bata bem até obter um creme liso, se necessário, desligue o liquidificador e raspe as laterais com uma colher. 3- Se você não tiver máquina de sorvete, transfira a mistura para um recipiente e leve ao freezer por cerca de 8 horas ou até endurecer. Retire de 1 em 1 hora e misture bem com uma colher. Leve de volta ao freezer e repita o processo até a mistura começar a ficar bem consistente. Apesar de ser uma etapa chata e trabalhosa, ela é importante para evitar a formação de cristais de gelo e incorporar ar à massa do sorvete para deixar aerado, leve e cremoso. – Se você tiver máquina de sorvete, coloque a mistura na máquina e siga as instruções do fabricante até obter uma massa consistente e aerada. Transfira para um recipiente e leve ao freezer até endurecer. 4- Retire o sorvete do congelador 5 minutos antes de servir para amolecer. Dura cerca de 10 dias congelado. Sorvete vegano de morango Rendimento: 3 porções
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5 Livros Para (Re)Pensar Veganismo e Direitos dos Animais para Muito Além da Comida

5 Livros Para (Re)Pensar Veganismo e Direitos dos Animais para Muito Além da Comida

Quem está de fora não imagina que temas como o do veganismo e direitos dos animais são amplos e estão relacionados com muitos outros assuntos e para muito além da comida.

Na mídia, essas pautas normalmente são abordadas pelo ângulo da saúde ou gerando debate sobre abandono e adoção de cães e gatos. Mas há muito mais a ser falado sobre esses temas.

Quando nos aprofundamos no debate, entendemos que veganismo e direitos dos animais são passíveis de serem abordados por meio de perspectivas filosóficas, da sociologia, da teoria e da prática, por pessoas brancas, não-brancas, pela lente espiritual, por questões de ancestralidade e além.

Com o objetivo de empurrar as fronteiras do conhecimento acerca desses temas e escapar do lugar comum, listamos 5 livros que vão te ajudar pensar veganismo e direitos dos animais de uma maneira que você nunca tinha pensado antes.

1_A Política Sexual da Carne (2012)

A escritora americana Carol J. Adams começou a pensar na interseccionalidade de feminismo e veganismo ainda nos anos 70, quando estava na faculdade. Mas foi só em 1990 que seu livro mais aclamado, A Política Sexual da Carne (The Sexual Politics of Meat: A Feminist-Vegetarian Critical Theory) veio à tona. Foram 15 anos de trabalho estudando cultura e comportamento da sociedade, a opressão e violência contra a mulher e a destruição do meio-ambiente e dos animais não-humanos para elaborar essa teoria crítica feminista-vegetariana.

É um livro afiado, capaz de nos fazer enxergar o que estamos acostumados a ver todos os dias com outros olhos e de maneira muito mais crítica. Adams tem outros livros importantes como Neither Man Nor Beast: Feminism and the Defense of Animals, The Pornography of Meat e The Vegan Studies Project: Food, Animals, and Gender in the Age of Terror. Sua publicação mais recente, The Carol J. Adams Reader: Writings and Conversations 1995-2015, reúne escritos e conversas desses 20 anos de trabalho. Infelizmente, só A Política Sexual da Carne ganhou tradução para o português por enquanto.

A Política Sexual da Carne (IBSN: 8578811151) Carol J. Adams Ed. Alaúde  

2_Libertação Animal (2010)

Publicado originalmente em 1975, o livre de Peter Singer é um dos mais famosos em se tratando de abolicionismo animal. O filósofo busca se desfazer de velhas ideias da filosofia que supervaloriza o status moral do animal humano ao expandir o conceito de moralidade e ética para um tratamento de igualdade para com os animais não-humanos. O ponto chave do pensamento de Singer é a senciencia experimentada pelos animais não-humanos,  ou seja, a sensibilidade ou capacidade de sofrimento associada à consciência desse sofrimento colocando-os como sujeitos de interesse da mesma maneira que os animais humanos. Sendo assim, ética e moral são debatidas ao longo de todo o texto e o filosofo entende que a ética é uma tarefa árdua, que envolve autosacrifício e não traz recompensas.

Mas se já era essencial falar sobre isso nos anos 70, é ainda mais essencial hoje quando pecuária e maus tratos dos animais não-humanos são um dos pilares do desequilíbrio social e ambiental se agravando a cada ano.

Libertação Animal (IBSN: 8578273125) Peter Singer Ed. WMF Martins Fontes  

3_Vegan Yoga (2014)

Conforme a prática da yoga foi se difundindo no ocidente, ela foi também perdendo sua ligação intrínseca com o vegetarianismo. Não é incomum vermos praticantes de yoga se alimentando de corpos de animais. Mas os iogues que estão mais atentos à pratica da yoga para além da relação com o corpo físico, sabem que o veganismo ou lacto-vegetarianismo é um dos caminhos necessários para a real prática desse exercício físico e espiritual.

Vegan Yoga nos expõe reflexões, dados e teorias que justificam a preocupação iogue com o cuidado com os animais e a não-violência. O livro explora o Ashtanga Yoga e o Yoga Sutra de Patanjali junto com a interpretação ahimsa. Indo além, para os interessados na Yoga e numa perspectiva espiritualizada da prática da yoga e da alimentação vegetariana, os livros de Paramahansa Yogananda também são dicas essenciais para a jornada.

Vegan Yoga (IBSN: 8598307203) Oberom OM Ed. Alfabeto  

4_Sensível ao Cuidado (2015)

Pioneiro na literatura brasileira, Sensível ao Cuidado: Uma Perspectiva Ética Ecofeminista aborda direitos dos animais, feminismo e ambientalismo a partir da teoria ecofeminista da filósofa americana Karen J Warren, responsável por escrever o respeitado Ecofeminist Phylosophy (sem tradução para o português) em  2000.

Escrito pela filósofa e ecofeminista Daniela Rosendo, o livro serve como introdução para quem está interessado em entender o ecofememinismo animalista, a interseccionalidade entre feminismo, ambientalismo e veganismo, além de oferecer insights para entender o vegetarianismo moral e como a devastação ambiental está afetando principalmente mulheres. O livro conta com introdução de Sônia T. Felipe, também filósofa sobre direitos dos animais e responsável por cunhar o termo “ecofeminismo animalista”. 

Logo na introdução, Sônia entrega sobre o ponto central do livro e da teoria de Warren: a lógica da dominação, responsável por justificar todos os tipos de opressão aos seres humanos ou não considerados inferiores na sociedade patriarcal e branca.

Sensível ao Cuidado (IBSN: 8555070325) Daniela Rosendo Ed. Prismas  

5_Sistah Vegan Anthology (2009)

Apesar de não ter tradução para o português, essa antologia não poderia faltar no debate, pois traz a visão afro-estadunidense acerca do veganismo e direitos dos animais em paralelo com questões de gênero, raça e classe.

Editado pela Dra A. Breeze Harper e com textos de diversas mulheres negras, o livro tem como missão difundir o veganismo para a comunidade negra nos Estados Unidos a partir de temas como ancestralidade, nutrição, devastação ambiental e opressão - e, ao mesmo tempo, servir como um despertar para o movimento vegano e de direitos dos animais que está deixando de lado o debate sobre raça e classe.

As palavras são afiadas e o debate é atual. Para quem lê em inglês, definitivamente um tem-que-ter na prateleira. O próximo livro deve sair ainda esse ano e abordará o movimento #BlackLivesMatter pela lente do veganismo.

Sistah Vegan Anthology (IBSN: 1590561457) Dr. A. Breeze Harper e outras. Ed. Lantern Books

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Nhoque vegano de banana-da-terra

Nhoque vegano de banana-da-terra
O clássico nhoque assume forma tropical nesta receita, no lugar das batatas foram utilizadas bananas-da-terra, uma forma bem diferente de consumir essa fruta e de variar o sabor do nhoque. Você pode servi-lo da mesma forma que o tradicional, como prato principal ou acompanhamento. Fica melhor ainda quando servido com um bom molho de tomate e/ou com parmesão vegano de castanha. Se não encontrar banana-da-terra, você pode substituí-la por banana prata. Essas são as mais indicadas para cozinhar ou assar por serem mais consistentes. Além de serem menos doces, perfeitas para pratos como nhoque ou moqueca.   // Você vai precisar de:  Banana-da-terra madura - 3 grandes (900 g) Fécula de batata - 2 colheres de sopa (10 g) Azeite de oliva - 1 colher de sopa (15 ml) + o suficiente para dourar Sal - ½ colher de sal (3 g) Cúrcuma - ¼ colher de chá   // Como fazer:  1- Preaqueça o forno a 180º C. 2- Coloque as bananas com casca em uma assadeira e leve ao forno preaquecido por cerca de 10 minutos. 3- Retire do forno e faça um corte no sentido do comprimento. Retire a polpa e descarte as cascas. 4- Coloque no processador ou liquidificador e adicione o azeite de oliva, o sal e a cúrcuma. Bata bem até obter um purê homogêneo. 5- Transfira para uma panela e adicione a fécula de batata. Misture bem até dissolver. Se preferir, dilua em um pouco de água antes de adicionar. 6- Leve ao fogo médio e mexa sem parar. Cozinhe por cerca de 5 minutos, ou até a mistura começar a desgrudar do fundo e das laterais da panela. Retire do fogo e deixe esfriar. 7- Vire a massa sobre uma superfície limpa e lisa. Faça um rolo de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro. Corte em pedaços de aproximadamente 2 cm. 8- Aqueça um fio de azeite numa panela ou frigideira antiaderente. Adicione os nhoques em pequenas porções e deixe aquecer ligeiramente, mexendo com cuidado para não desmancharem e grudarem. Repita este processo até dourar todos. 9- Sirva ainda quente com molho de tomate e/ou parmesão de castanha. Rendimento: 2 porções Nhoque de banana-da-terra_2   Continue lendo

Ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo: o que significa cada um desses termos e por que é importante usá-los corretamente

Ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo: o que significa cada um desses termos e por que é importante usá-los corretamente
Não é raro as pessoas fazerem confusão entre o que significa ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo. Como nós falamos muito disso por aqui, nada mais justo do que esclarecer para quem ainda possa ter dúvidas sobre o que significa cada uma dessas palavras e por que usá-las corretamente é importante. Primeiro, vamos falar de ovo-lacto-vegetarianismo e vegetarianismo – duas palavras criadas e usadas para definir hábitos alimentares de pessoas que abrem mão de comer alguns ou todos ingredientes derivados de animais. Ovo-lacto-vegetarianismo (ou vegetarismo) se refere a pessoas que abriram mão de carnes de animais, incluindo frango e peixes, mas ainda consomem derivados como ovo e leite. É incomum no Brasil, mas bastante comum na cultura indiana por exemplo, o lacto-vegetarianismo – onde as pessoas abrem mão das carnes e dos ovos, mas não do leite e derivados. Já o vegetarianismo está relacionado com uma alimentação livre de ingredientes de origem animal, normalmente excluindo também leite, ovos e outros subprodutos. O termo vegetarianismo foi criados há vários anos atrás e antes de Cristo – Hipócrates, Plutarco, Ovídeo são todos reconhecidos por manterem um regime alimentar baseado em frutas, legumes e vegetais. O vegetarianismo, desde as épocas mais remotas, quando o homem já consumia animais, é uma dieta mantida por várias pessoas por questões de saúde integral, questões espirituais e posteriormente por questões relacionadas aos direitos dos animais. É importante ressaltar também que no século XIX, o vegetarianismo foi incorporado no discurso feminista de alguns nomes bastante importantes da época (e continua o sendo até hoje), começando assim a ganhar um tom mais político. Nos últimos tempos, o termo ovo-lacto-vegetariano foi caindo em desuso e pessoas que consomem leite e ovos passaram a se declarar vegetarianas. Por conta dessa mudança, tanto os dicionários quanto a International Vegetarian Union (IVU) dizem que ‘vegetariano’ pode ser uma pessoa que consome ou não produtos como leite, ovos e mel. Sendo assim, é correto dizer que determinada pessoa segue uma dieta vegetariana se ela se abstiver de todas as carnes de animais – como, por exemplo, carnes de frangos, peixes, frutos do mar, porcos, vacas, bois, galinhas, carneiros – de maneira contínua. Quem come peixe ou algum tipo de carne, mesmo que só de vez em quando, não é vegetariano. Um vegetariano pode ou não comer derivados assim como um prato num restaurante sinalizado como vegetariano pode ou não conter ingredientes derivados de animais. É sempre bom perguntar. O termo veganismo foi criado em 1944, quando a The Vegan Society dava seus primeiros passos. De acordo com a própria definição da Vegan Society: “Uma filosofia e um estilo de vida que procura excluir – o quanto for possível e praticável – todas as formas de exploração de, e crueldade para com, animais para comida, roupas e outros propósitos; e por extensão, promove o desenvolvimento e o uso de alternativas livre de animais para o benefício dos humanos, animais e meio-ambiente. Em termos de dieta, denota a prática de dispensar todos os produtos derivados ou parcialmente derivados de animais”. Sendo assim, veganismo extrapola os limites da dieta e aborda questões sociais, filosóficas e políticas. Uma pessoa vegana não só deve se abster de consumir produtos de origem animal – tanto na alimentação, quanto vestimenta, entretenimento – mas também se posicionar de maneira progressista e reformista para um mundo mais justo e igualitário. É por isso que você vai ver muita gente por aí, com razão, dizendo que “veganismo não é dieta”.     Continue lendo

Beijinho Vegano

Beijinho Vegano
Já pensou em preparar um beijinho livre de leite condensado e feito sem nenhum ingrediente de origem animal? Pois bem: dessa vez trouxemos essa sobremesa 100% vegana. Garantimos que fica uma delícia!   Como fazer? Ingredientes: - 200g de castanha de caju crua; - 200g de damasco; - 100g de uvas-passas brancas; - 150g de coco fresco; - uma colher de sopa de óleo de coco;   Modo de preparo: - O primeiro passo é deixar a castanha de caju de molho em água por pelo menos duas horas. Já com as uvas-passas, fazer o mesmo por quinze minutos. Após isso, escorrer as duas e deixa-las de ladinho por um momento. - Utilizando um processador, processe as castanhas até que elas atinjam a consistência de uma farofa. - Deixe de lado metade do coco fresco para utilizar como granulado. Depois disso, adicione o restante dos ingredientes às castanhas já processadas, e bater tudo até que a mistura fique consistente. - Retire a mistura do processador e bata separadamente o restante do coco para dar aquele charme a mais nos docinhos. - Por fim, enrole os beijinhos no coco fresco. Próximo passo: se deliciar com essa gostosura! :9 Continue lendo

Hambúrguer Vegano de Shimeji

Hambúrguer Vegano de Shimeji
Tenho certeza que você não irá sentir falta de carne (se é que você come né) ao provar esse hambúrguer de shimeji. Crocante por fora, suculento por dentro, e com um sabor incomparável, não tem como resistir a essa maravilha. Você pode montar o lanche do jeito que preferir. Eu servi o meu com folhas de rúcula, tomate em fatias e queijo vegano, sabor provolone. Ficou sensacional! Comi dois numa vez só hahaha. Sim, sou guloso e não nego. Para fazer você vai precisar de: shimeji branco (ou preto), cebolinha, farinha de rosca, farinha de trigo integral, sal, shoyu, óleo vegetal, alho e pimenta do reino. As duas farinhas que usei para fazer os hambúrgueres são importantes para obter um bom resultado, não hesite em utilizá-las. A farinha de rosca evita que a massa do hambúrguer fique muito densa, ela absorve bastante umidade, deixando o hambúrguer com textura e consistência perfeita. Você pode usar farinha de rosca pronta, ou fazer em casa como eu. Já a farinha de trigo é responsável por dar liga à massa, graças ao glúten, assim é possível modelar sem se despedaçar facilmente. Você vai precisar de… Cogumelo shimeji – 400g (usei 2 bandejas) Farinha de rosca – 1/2 xícara = 40g aprox. Farinha de trigo integral – 1/4 xícara = 35g Cebolinha picada – 1/2 xícara Dentes de alho – 4 unidades Óleo vegetal – 1 colher de sopa Shoyu – 1 colher de sopa Sal – 1 colher de chá Pimenta do reino a gosto (opcional) Como fazer… 1- Descasque e pique (ou amasse) os dentes de alho. Em uma panela grande, aqueça o óleo vegetal e adicione o alho. Refogue até dourar. 2- Separe os cogumelos da penca com as mãos mesmo e lave rapidamente em água corrente, para não absorver muita água. Seque com um pano para tirar o excesso de líquido. 3- Transfira o shimeji para a panela. Adicione o sal, o shoyu e a pimenta do reino (opcional). Misture tudo e deixe cozinhar. O shimeji irá soltar bastante água e reduzir seu tamanho. Para o hambúrguer ficar com a textura e consistência perfeita, é necessário cozinhar o shimeji até a maior parte da água estiver evaporado. 4- Transfira o shimeji para um peneira e deixe escorrer o excesso de água, até os cogumelos amornarem. 5- Em um processador ou liquidificador, adicione o shimeji, a cebolinha, a farinha de rosca e a farinha de trigo. Triture tudo até ficar homogêneo. Não bata os ingredientes por muito tempo, deixe a mistura mais rústica e grosseira para dar textura ao hambúrguer. A massa deve ficar úmida e ser possível de modelar sem se despedaçar com facilidade. 6- Divida a massa em quatro partes iguais e modele os hambúrgueres. 7- Em uma frigideira antiaderente, aqueça um fio de óleo e frite os dois lados do hambúrguer até dourar. 8- Monte seu lanche do jeito que preferir. Essa receita rende 4 hambúrgueres com cerca de 9cm de diâmetro por 2cm de altura. Se você não for consumir todos no mesmo dia, é possível congelá-los. Para isso, armazene os hambúrgueres crus em um pote com tampa hermética, separados por folhas de papel manteiga ou por filme de PVC. Eles duram cerca de 2 meses congelados. Quando for preparar, retire do freezer 1 hora antes para descongelarem. Assim, irão cozinhar uniformemente. Continue lendo

A Insecta pousa no Rio

A Insecta pousa no Rio
Vocês pediram e o besouro deu um jeitinho: acabamos de disponibilizar os nossos sapatos em solo carioca! Levamos na mala os mais diversos modelos: Scarabeus, Vedalias, Papilios e Cordulias - todos com a cara do Rio, muitas estampas e uma explosão de cores. O público carioca já é cliente fiel da marca, e acreditamos que com essa ajudinha mais pessoas poderão entrar em contato com a gente. Quem abriga os nossos produtos por lá é a loja Svetlana (já falamos sobre a marca aqui no nosso blog, lembra?). O mais novo ponto de venda compartilha muito dos seus valores com a Insecta, dentre eles, a moda vegan e livre de crueldade. A marca tem uma filosofia voltada à proteção aos animais e produz todas as peças com materiais sintéticos e vegetais. A nossa cara, certo? A loja fica localizada na Rua Visconde Piraja, 580, 206. Ipanema (você pode sair direto da loja e levar o besouro para passear em um dos calçadões mais famosos do mundo <3). 04.1_Insecta_RJ Ficou curioso sobre a Svetlana? Clica aqui para acessar o site oficial da marca.  Continue lendo

X vinnu_lennartc

Opssss

A gente tá trabalhando em algumas novidades e por isso a loja estará instável das 16h as 18h.

Logo, logo estaremos de volta, tá!