Calce Uma Causa

Cálculo de impacto: olha o tanto de coisa que reaproveitamos em 2017

Cálculo de impacto: olha o tanto de coisa que reaproveitamos em 2017

Dia 25 de janeiro a Insecta sopra velinhas (no bolo vegano, claro). Em 2018, chegamos ao nosso quarto ano de vida e temos nosso próprio ritual de renovação. Fazemos um cálculo de tudo que reaproveitamos no ano anterior pra saber a quantas anda a nossa caminhada na direção de produzir de um jeito cada vez mais sustentável.

Dá uma olhada no tanto de coisa que a gente transformou em sapato e mochila em 2017:

Foram 6640,16 garrafas plásticas, que viraram tecidos lisos e estampados. Todo esse material poderia estar em algum aterro ou mesmo boiando no mar, e olha que incrível: foi reciclado e virou uma coisa totalmente nova.

Em tecidos e roupas reaproveitadas, chegamos a 391,69 m². Isso inclui as peças de roupas vintage garimpadas por nós, jeans doado, e ainda tecidos que vieram do Banco de Tecido. Mais material que pra muita gente era lixo, mas pra gente é oportunidade e inspiração.

Sabe os solados dos nossos sapatos? Usamos 2120,70 kg de borracha reciclada pra fazer. Isso tudo era excedente da produção e também teria como destino o lixo. Ao invés disso, deu vida a solados bonitos, resistentes e super ecológicos.  

Em 2017 a gente também reaproveitou mais de 1000 caixas de sapato. Assim, deixamos de produzir novas caixas e foi possível economizar matéria-prima, energia e deixamos de gerar resíduos. Essas caixas foram devolvidas por muitos de vocês! Muita gente, ao comprar na loja, prefere não levar a caixa pra casa. Elas voltam para o estoque, novinhas e sem uso.

Esse foi um ano de crescimento por aqui. O número de garrafas pet recicladas subiu 129% em relação a 2016. Começamos a usar uma proporção muito maior de borracha reciclada em relação à borracha virgem nos solados. Reavaliamos processos, melhoramos muita coisa.

A partir de agora, 100% das nossas embalagens serão recicladas graças à nossa parceria com o eureciclo (que a gente contou por aqui). Já estamos recebendo os Insectas usados e estragados, que você não quer mais, pra usar na nossa produção. Isso é o fechamento de ciclo que a gente sempre fala. Sem gerar lixo e sem precisar de materiais novos.  

Você pode nos mandar os seus Insectas no fim do ciclo pelo correio ou deixar nas lojas de SP ou POA. Vamos juntos num 2018 ainda mais verde?

Continue lendo

O que fazer com o isopor nosso de cada dia?

O que fazer com o isopor nosso de cada dia?
É difícil se ver livre do isopor. É um material presente em tudo, da construção civil às bandejinhas e embalagens de comida vendidas em mercados e até feiras. É prático, barato, levinho, fácil de produzir, mas um desafio quando se fala em descarte e reciclagem.   Se você fizer uma pesquisa rápida na internet, vai encontrar várias fontes falando que o isopor é 100% reciclável. Isso é verdade, porque é um tipo de plástico chamado poliestireno expandido (vulgo EPS). Mas apesar de ser reciclável, em especial aqui no Brasil essa não é a realidade da maioria do isopor descartado. E dois dos principais empecilhos são o baixo valor econômico e o encaminhamento na hora do descarte.   O isopor é um dos maiores poluidores dos oceanos. É o que diz o relatório The Plastics BAN – Better Alternatives Now, lançado em 2016 por um grupo de ONGs nos Estados Unidos. O material é leve e voa facilmente. Quando descartado do jeito errado, se aventura e sai por aí indo parar em lagos, rios e mares, onde fica boiando e é engolido por animais. Pode entupir canos e bueiros, ajudando a piorar questões de alagamentos e enchentes nas cidades. 976229_10200303473847006_1957265277_o Para catadores e cooperativas de reciclagem de plástico em geral, o isopor não é muito atrativo. Precisa de processos e um maquinário específico para reciclagem, além de ser muito leve (o negócio é só 5% ou 2% plástico de fato, o resto é ar!) e volumoso. Recicladores trabalham com peso, e juntar um peso considerável de isopor significa caminhões lotados e uma infraestrutura que eles não têm. Outra coisa que a gente precisa lembrar é que, como mostrou essa pesquisa, apenas 18% dos municípios brasileiros têm coleta seletiva de lixo. 85% dos brasileiros não têm acesso a uma separação correta dos resíduos. Por conta disso, na maioria das casas – e empresas – o isopor vai no lixo comum e daí para aterros e lixões. E por ser um plástico, não é biodegradável. Fica lá por centenas de anos.   A Associação Brasileira do Poliestireno Expandido (Abrapex) dá conta de cerca de 60 mil toneladas de isopor produzidas todo ano no Brasil, mais umas 2 toneladas que chegam através de importações. Pensa, é muita coisa. Se isopor é aquela coisa levinha, imagina a quantidade que você precisa pra chegar a 60 mil toneladas.   Mas a boa notícia – a gente sempre traz essa parte, já reparou? - é que hoje já existe, e em crescimento, o setor de empresas que reciclam isopor. Elas se responsabilizam por abrir pontos de coleta e fazer parcerias com grandes redes do varejo, além de ONGs e cooperativas de catadores e recicladores. De acordo com a Plastivida – Instituto Sócio-ambiental dos Plásticos, chegamos a uma marca de 34,5% de reciclagem de isopor descartado, ou pós-consumo. Isso graças a um trabalho forte de logística reversa das empresas. Nas usinas de reciclagem, o volume do material é reduzido em até 50 vezes, e vira de grãos a matéria-prima novinha, com 100% de reaproveitamento.   Tá, mas e pra onde levar o isopor que tem aí na sua casa? Além de entrar em contato com a prefeitura da sua cidade para descobrir onde é o ponto de coleta mais próximo, você pode sempre se informar na internet. Tem sites que divulgam esses pontos, como o eCycle e o Termotécnica, entre outros. Top-10-Curious-Cats-Covered-in-Packing-Peanuts-4 Na hora de separar o isopor é importante que esteja seco e limpo, sem restos de cola, tinta ou alimentos – sabe aquela bandejinha que fica toda melecada dependendo da comida que vem ali? Se esses resíduos não saírem, já inviabiliza a reciclagem. O material tem que estar inteirinho pra ser limpo e esfarelado no processo de reciclagem, de onde vai sair novinho em folha.   Mas mais importante de tudo é lembrar que por ser um plástico, a produção do isopor depende do petróleo, fonte não renovável de matéria-prima. Então além de fortalecer a reciclagem, o ideal é reduzir ao máximo o consumo. Se tiver a opção embalagem de papelão, prefira essa, sempre. Se tiver como comprar sem embalagem nenhuma, melhor ainda. Em caso de alimentos que precisam ser pesados, a gente já deu a dica aqui. Você pode levar o seu saquinho de tecido ou reaproveitar sacolas plásticas que já tenha em casa.  
Continue lendo

8 Maneiras de viver com menos plástico, começando hoje

8 Maneiras de viver com menos plástico, começando hoje
O mês de julho está se despedindo. Mas mesmo assim a gente quer aproveitar o gancho do Plastic Free July pra falar desse velho conhecido, o plástico. A campanha existe desde 2011, e como já dá pra imaginar é reduzir ao máximo o consumo de descartáveis durante um mês como forma de aprendizado e conscientização. Tipo o #SegundaSemCarne, sabe?   Nós usamos por pouco tempo coisas que duram por gerações. Já parou pra pensar que todo plástico produzido ainda está por aí? Pense no copinho de iogurte dos Jogos de verão de Montreal de 1976, encontrado em uma praia canadense em 2016. Praticamente intacto e 40 anos depois.   Captura de Tela 2017-07-26 às 17.30.16   A Race for Water, da Suíça, divulgou um estudo falando de 250 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano. Disso, 35% disso são usados uma vez, por cerca de 20 minutos. Eles falam também de lixões de plásticos, ou sopas de lixo, que chegam a 15 milhões de quilômetros quadrados espalhados pelos oceanos. Tá, mas e como, na prática, ajudar a mudar essa situação? Você pode começar assim, ó: #1. Consuma menos em geral. Faça um planejamento bacana pra comprar só o necessário. Se for comprar coisas para casa, por exemplo, considere bazares e antiquários, onde você vai encontrar peças em metal muito mais duradouras, sem mencionar a beleza, e que não vem embaladas.   #2. Na hora de fazer compras a granel, leve-a-sua-sacolinha. Não precisa ser de pano, se você não tiver. Comece não jogando fora os saquinhos plásticos que você já tem. Reutilize sempre, cuide para que durem. Tente aumentar a vida útil de tudo que você já tem antes de providenciar algo novo.   #3. A gente sempre fala aqui, mas vale lembrar: recuse_o_canudinho. Sério. Você não precisa dele. E se por acaso precisar, considere reutilizar. Guarde, lave, não jogue fora. Ou procure por canudos de metal ou bambu, pra levar sempre na bolsa. quote_02-OK #4. Recuse a sacolinha na farmácia. Você não precisa de um saco para levar uma cartela de comprimidos que cabe no bolso. E se tiver uma ecobag à mão, já resolve o caso de uma compra maior.   #5. Acostume a deixar o “kit” ecobag, copo e garrafinha de água perto da porta pra não esquecer quando for sair de casa. Dependendo da saída, algumas coisas serão mais ou menos necessárias. Com o tempo você vai pegando a prática e pode incluir novos itens, como talheres portáteis e guardanapos de pano.   #6. Cuide bem do que você já tem. Viver uma vida sem plástico significa eliminar o chamado “single use plastic”, ou seja, o descartável que é usado uma vez (às vezes por segundos). Já que esse material dura pra sempre, aproveite o potencial do que você já tem pra reutilizar ~ ad infinitum.   #7. Repense como você descarta os resíduos recicláveis. A gente já falou sobre usar ou não as sacolinhas do supermercado nesse momento, lembra?   #8. Comprou algo com embalagem descartável? Não precisa sofrer. Se certifique que ela está limpa (veja como limpar aqui) e encaminhe corretamente para a coleta seletiva ou cooperativas de reciclagem.   E pra ter ainda mais inspiração e seguir nessa empreitada, ainda recomendamos acompanhar a Cristal Muniz. Ela é uma das nossas referências quando o assunto é vida com menos lixo. Dona do blog Um Ano sem Lixo, cheinho de dicas, receitas e ideias bem para a vida real, sem ingredientes complexos ou necessidade de habilidades especiais. A gente entrevistou a Cristal aqui no blog, e ela falou um pouco mais sobre essa trajetória inspiradora.   Mesmo depois de todos esses dados, a gente sabe que certas coisas não dá pra cortar da vida. Como seringas descartáveis para aplicação de medicamentos, alguns remédios e claro, preservativos. Você não vai deixar de se cuidar porque não quer produzir resíduo, não é? Uma notícia bacana é que no blog da Lauren Singer tem (em inglês) uma entrevista com a Meika Hollender, co-fundadora da empresa Sustain Condoms, de preservativos sustentáveis. Quer dizer, já existe camisinha com essa pegada sustentável, e é questão de tempo pra que isso se torne mais acessível.   Ah, mas julho já está no final, né? Não tem problema. Dá pra começar o “dia 30 de julho sem plástico”, ou a semana sem plástico, agosto, setembro, “sem plástico até o natal”, enfim. Dá pra começar agora estabelecendo a meta que você quiser, porque a gente tem certeza que vai mudar a sua percepção sobre consumo e logo vai virar um hábito.    
Continue lendo

A Reciclagem Entra Na Era Dos Aplicativos Para Aumentar Engajamento

A Reciclagem Entra Na Era Dos Aplicativos Para Aumentar Engajamento
Sempre que falamos sobre reciclagem parece haver três questões responsáveis por dificultar o processo todo: informação, praticidade e viabilidade. Por mais que haja campanhas de reciclagem, lixeiras de cores diferentes e muitas cooperativas, a esmagadora maioria da população não sabe sobre a importância da reciclagem e nem entende como isso funciona, não sabe o que é realmente reciclável e o que não é e muito menos como o lixo deve ser separado e para onde ele deve ser levado no caso de não haver coleta seletiva no bairro. Depois entra a questão da praticidade, já que o descarte correto não é facilitado pelas prefeituras nem pelos estabelecimentos. Tente descartar remédios vencidos ou as tão polêmicas pilhas e você vai entender o quão difícil é dar o devido destino aos resíduos, mesmo que eles valham dinheiro e possam entrar no ciclo de produção novamente. Por fim, a viabilidade é outro problema crucial que dificulta a reciclagem. Muitas coisas não são financeiramente viáveis de serem recicladas, como o caso do isopor. Falta tecnologia que facilite o processo, compensando o tempo e a energia gastos durante o processo. Entretanto, no Brasil, ainda estamos lidando com as duas primeiras questões: informação e praticidade. Estima-se que 30% do lixo no país é reciclável, mas a taxa de reciclagem é de apenas 3% provando que falta envolvimento da população e falta de ações que tornem a reciclagem uma prática diária. Existem algumas empresas e ONGs empenhadas em fazer isso acontecer, como é o caso do Instituto GEA, focado em lixo eletrônico, e o Ecóleo, responsável por destinar corretamente o óleo de cozinha. smartphone-lost Para trazer informação e praticidade quando o assunto é reciclagem, os aplicativos de smartphones podem, sem dúvidas, desempenhar um papel essencial para maior engajamento e as ONGs e empresas já estão de olho nisso. No último dia 17/05, Dia Mundial da Reciclagem, a Vitaliv, uma das três principais fabricantes de óleos vegetais e que opera a maior usina de biodiesel do país, também responsável pela ONG Ecóleo, lançou o Aplicativo Vitaliv. O aplicativo lista e mapeia empresas recicladoras de óleo comestível e aponta as estações de coleta mais próximas. Por enquanto, o app só mapeia as regiões Centro e Oeste de São Paulo, mas a ideia é expandir o alcance. O óleo comestível descartado é usado na produção de biodiesel, sabão, tintas, vernizes e velas o que garante reaproveitamento total dos resíduos e diminui a necessidade do uso de matérias primas fósseis para suprir essa demanda.  No Brasil, são 700 milhões de litros descartados incorretamente. Além dos prejuízos nas tubulações e sistemas de esgoto, cada 1 litro de óleo contamina 25 mil litros de água. Atualmente são reciclados 1,6 milhão de litros anualmente, cerca de 10% do total. vitalivoleo_1000 Além do impacto ambiental negativo e na perda do que poderia ser usado como matéria prima no descarte incorreto, o sistema de reciclagem do óleo deixa de gerar milhares de empregos. Atualmente, são 2 mil empregados nessa área, número que poderia ser muito maior se atingíssemos 100% de reciclagem do produto no Brasil. Além do aplicativo da Vitaliv, você pode se informar mais e garantir o destino correto do óleo comestível usado também por meio da Óleo Sustentável, ONG Trevo e Instituto Triângulo. Outros apps que podem facilitar a vida na hora de reciclar são o Rota da Reciclagem, Recicla RJ e Zero Impacto. Para quem não sai do celular, não tem mais desculpa.   Continue lendo

Lixo: A Revolução Começa Em Casa

Lixo: A Revolução Começa Em Casa
Nós temos falado muito sobre lixo e, sinceramente, acreditamos que precisamos falar ainda mais sobre o tema. Nossa produção de lixo é um problema sério e, por mais que possa não parecer, muito pode ser feito para minimizar nosso impacto ainda dentro da nossa casa. Há uma série de documentários que tratam o tema, com diferentes abordagens, mas um em especial, “Garbage! The Revolution Starts At Home” (Lixo! A Revolução Começa Em Casa) aborda exatamente a nossa produção de lixo e como o sistema governamental lida com ela. O filme é americano/canadense, por isso nos mostra o sistema norte-americano de tratamento de lixo. No Brasil, ainda não temos iniciativas tão eficazes – lá, eles contam com um programa de coleta de lixo orgânico responsável por compostar mecanicamente todo o resíduo orgânico das cidades, por exemplo.  E é importante ter isso em mente porque, por aqui, estamos anos luz de ter alguma ação desse tipo no país todo. No Brasil, o panorama é bem mais arcaico. Segundo uma matéria sobre o tema no G1, do ano passado, dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes a 2012 e que são os mais recentes, apontam que só 3,1% do lixo gerado no país naquele ano foi destinado à coleta seletiva e que 1,5% dos resíduos domiciliares e públicos foram recuperados. Um dos problemas com relação a coleta é que apenas 65% dos municípios brasileiros tinham alguma ação de coleta seletiva, seja pública ou privada. Isso  reflete nesse índice de reciclagem baixíssimo e estagnado desde 2009. Na mesma matéria há um dado extremamente alarmante: nos últimos 11 anos, o aumento da geração de lixo no país foi muito maior do que o crescimento populacional. De 2003 a 2014, a geração de lixo cresceu 29%, enquanto a taxa de crescimento populacional foi de 6%. A produção de lixo per capita em 2014 foi 387kg de lixo, dos quais 1,062kg são resíduos sólidos possíveis de reciclagem. Isso mostra que grande parte do lixo que produzimos são: resíduos orgânicos e lixo não reciclável que ainda é despejado incorretamente em lixões ou aterros sanitários. Depois de vermos o documentário e pensarmos um pouco sobre o funcionamento do sistema de coleta e tratamento de lixo no Brasil, tentamos entender como podemos gerar menos impacto.   1 - Entender o lixo Nem sempre o que parece é. Isso é válido para o nosso lixo reciclável. Nem tudo é reciclável e, mesmo que determinada coisa seja, isso não significa que temos um sistema apto para reciclá-la. A prova disso são as cápsulas de café expresso, que já falamos sobre por aqui, e bandejas de isopor (aquelas que estão por todos os lugares embrulhando frutas, cogumelos e carnes). A partir do momento que entendemos que determinadas coisas são recicláveis e outras não, nós passamos a repensar o consumo sem jogar toda a responsabilidade nas costas da reciclagem. Dê preferência por produtos cujas embalagens são, na prática, recicláveis.   2 - Diminuir O Consumo E O Descarte É essencial minimizar. A reciclagem é um processo oneroso e complicado, é a última alternativa para garantir que determinado material não vá para o lixão ou aterro. Por isso, quanto menos nós consumirmos e descartarmos, melhor. Nós sabemos que não é algo fácil, praticamente tudo vem super embalado e conseguir produtos sem plástico, papel e etiqueta é um enorme desafio. Trocar o mercado pela feira vai ajudar a eliminar embalagem. Preferir produtos à granel (em SP, até açúcar orgânico já tem opção à granel na Zona Cerealista, por exemplo) é outra alternativa. Abra mão de sacolas e embalagens dispensáveis quando você for em lojas e farmácias, muita coisa podemos carregar na mão, não precisa de sacola, nem plástica, nem papel. Ficar atento às pequenas coisas também é importante. Esse canudo descartável embalado individualmente é necessário para você desfrutar do seu suco? Abandone copos de plástico (para quem estiver preocupado com a crise hídrica: lavar um copo gasta menos água que produzir um)e fuja de tudo que é embalado individualmente (balas industrializadas são um exemplo). No processo, você vai acabar tendo uma vida com mais alimentos integrais, e menos produtos industrializados.   3 - Garantir Que O Lixo Reciclável Seja Reciclado 30% do lixo poderia ser reciclado, entretanto, como falamos lá em cima, apenas 3% é. Isso porque a coleta, é de fato, pouco efetiva. Em São Paulo, Loga e Eco Urbis são as duas empresas que passam para recolher o lixo reciclado e só em um rota bem específica. Entretanto, até nos bairros que os caminhões passam, muitos prédios e casas não fazem a separação do lixo e colocam tudo junto. Se você mora em um local atendido pela coleta seletiva em São Paulo (você pode ver a rota aqui ou aqui), garanta que seu prédio tenha o container de lixo (é preciso fazer o pedido na prefeitura). Os moradores só precisarão separar o lixo orgânico do sólido, nada muito complexo. A dica é entrar no site da prefeitura da sua cidade para entender o programa de coleta seletiva de cada região. Entretanto, se o seu bairro não é atendido pela coleta, o Brasil conta com PEV (Pontos de Entrega Voluntária), que recebem resíduos sólidos – desde gesso da reforma da casa até lata de refrigerante. Só precisa levar separado. Tente achar um PEV na sua rota para ficar fácil de você passar por lá uma ou duas vezes por semana para deixar seu lixo reciclável ou outros resíduos sólidos. Para achar o mais perto da sua casa, uma busca rápida no Google é suficiente. Não tem um PEV perto de casa, mas tem um hipermercado Extra ou Pão De Açúcar? A iniciativa privada também conta com ações de recolhimento de lixo sólido em parceria com cooperativas. O Extra, por exemplo, tem centros de reciclagem em parceria com a P&G e diversos supermercados da rede contam com pontos de coleta.   4 - Compostar Mas, como já falamos lá em cima, grande parte do nosso lixo é orgânico. Matéria que não precisaria de jeito nenhum ir parar em um aterro sanitário. Dê uma chance à compostagem e composte. Nós já falamos sobre isso por aqui, o projeto Composta São Paulo e o Morada Da Floresta tem um guia ótimo. Ah, e para quem pode desembolsar uma graninha, a composteira elétrica nos aprece ge-ni-al.   5 - Espalhar A Ideia Agora que você sabe de tudo isso, é preciso espalhar a ideia. Seja reclamando com o dono do horti-frut perto da sua casa do excesso de embalagens, seja compartilhando matérias e documentários sobre o tema ou conversando com os amigos. Os supermercados têm que dar conta de recolher as embalagens de produtos “práticos” que eles mesmo produzem. Junte e devolva, mostre que você está por dentro da lei e sabe sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (todas as empresas e varejistas precisam ter um plano de logística reversa, ou seja, recolher o material que vendeu e dar o fim correto – que não é jogar no lixo – no produto/embalagem). Através da nossa atitude diária conseguimos atingir mais gente. Como o próprio documentário e título desse texto atesta: a revolução começa em casa. Continue lendo

Por que você deve pensar duas vezes antes de tomar café de cápsulas descartáveis

Por que você deve pensar duas vezes antes de tomar café de cápsulas descartáveis

Assim como canudos, guardanapos, talheres, copos e outras coisas descartáveis, as cápsulas de café entraram na lista de uso diário de muita gente. Entretanto, parece que ninguém reflete muito sobre uma questão simples: para onde todas essas cápsulas descartadas vão?

Yes, in Switzerland we recycle just about everything: Nespresso pods recycle bin outside the Rouvraie apartment buildings.

Só em 2013, 8 milhões de cápsulas descartáveis foram produzidas e o número de cápsulas descartadas já era suficiente para dar a volta ao mundo 11 vezes. Com versões mais baratas de máquinas e cápsulas lançadas nos últimos dois anos, além do incentivo fiscal anunciado pelo governo brasileiro esse ano, o número de pessoas consumindo e descartando cápsulas de café aumentou ainda mais no Brasil.  

O grande problema, além do uso de matérias primas, é que as cápsulas de café são recicláveis na teoria, mas na prática é trabalhoso demais e não vale a pena o investimento. As cápsulas descartáveis são feitas de plástico, alumínio e um tipo de material orgânico. A reciclagem exigiria a separação desses materiais, isso sem falar que, no Brasil, apenas 3% do lixo reciclável é realmente reciclado.

As primeiras cápsulas descartáveis foram as K-Cups e seu criador, John Sylvan, se arrependeu de criá-las devido ao imenso impacto gerado por sua criação. “Não importa o que digam, as cápsulas nunca serão recicláveis”, afirmou ele ao jornal The Atlantic.

No Brasil, nós não temos as K-Cups, mas a Nestlé conta com as cápsulas de três camadas, que só são recicláveis na teoria, e a Nespresso alega que suas cápsulas são feitas 100% de alumínio, o que facilitaria a reciclagem. O problema é que a própria empresa conta com pouquíssimos pontos de coleta de cápsulas no país (apenas 12), dificultando até para as pessoas que têm interesse em fazer essa devolução.

Isso quer dizer que a cada café, estamos poluindo ainda mais o meio ambiente. Milhares de cápsulas descartáveis vão parar em aterros sanitários ou lixões, garantindo não só uma extração de papel, plástico e alumínio insana para produção e embalagem, como também emissão de CO2 e gás metano durante o apodrecimento das cápsulas a céu aberto.

Uma campanha da internet chamada #KillTheKCup mostra os danos causados pela produção e descarte dessas cápsulas e convoca as pessoas a entrarem nesse movimento. O vídeo apocalíptico com pouco mais de 2 minutos de duração mostra as cápsulas literalmente assolando a terra. Vale assistir e pensar duas vezes antes de tomar aquele cafezinho em cápsula. Opte pelas opções coadas ou prensadas e ajude a salvar o planeta das cápsulas descartáveis.

 

Continue lendo

Recicleta: Menos lixo, mais ideias

Recicleta: Menos lixo, mais ideias
Conheça agora o maior projeto de sustentabilidade da história do Brownie! O Brownie do Luiz é uma marca carioca que serve delícias docinhas e ainda pensa numa saída criativa pro descarte das sua produção. Com a Recicleta, eles transformam o seu próprio lixo em benefícios, onde as embalagens dos brownies são recicladas e transformadas em moedas, que podem ser trocadas por muitas coisas bacanas, como aulas de Ioga e sobremesas deliciosas, que tal? Nesse vídeo eles explicam com mais detalhes como funciona o projeto todo, olha só:     recicleta-desenho (1)   A ideia é mostrar o real valor do lixo, tudo isso em uma caixa mágica transformadora de novas experiências. A Recicleta ainda não existe, e para que essa máquina de felicidade se torne real, os idealizadores do projeto pedem uma ajudinha financeira que foi cuidadosamente pensada, assim: 4pizzadinheiro   Para saber mais como alavancar essa baita ideia, é só clicar aqui. Afinal... tarja-nelson Vamos fazer?   Continue lendo

Lauren Singer não produz lixo há 2 anos!

Lauren Singer não produz lixo há 2 anos!
Lauren Singer era estudante de Estudos Ambientais, e provavelmente sempre se sentiu incomodada com a quantidade de embalagens que utilizamos no dia-dia, e a imensidade de lixo que tudo isso produz. Até que no último ano de faculdade, tomou uma decisão radical e resolveu mudar. Começou o projeto lixo zero. Com dois anos completos de uma vida trash-free, hoje em dia a linda produz a sua própria pasta de dente, desodorante e lava-roupa, e recentemente fundou The Simply Co, empresa por onde ela planeja vender seus produtos caseiros. lauren-singer4 Foram dois momentos que alavancaram a mudança de vida de Lauren. "O primeiro foi o meu último ano de faculdade, quando meu professor Jeffrey Hollender enfatizou a importância de viver os seus valores e me fez pensar sobre o meu próprio impacto ambiental". "A segunda foi quando um colega de estudos ambientais trazia o almoço para a aula toda semana em um saco plástico que não era reutilizado, uma garrafa de água descartável, e um recipiente de plástico para viagem. Eu sentava lá e pensava: nós supostamente somos o futuro do planeta, e aqui estamos, com nossos lixos, estragando tudo". Além de usar sacolas retornáveis e recipientes próprios, ela ainda compra alimentos a granel, de produtores locais, e  só faz compras em lojas vintage, de roupas usadas. No dia a dia, ela se acostumou a negar recibos de papel, canudos, sacolas plásticas e folhetos.  10502377_642595472502708_8607511358342089013_n E pra compartilhar toda essa iniciativa incrível, foi criado um blog, Trash is for Tossers, com receitas de sabão a pasta de dente. Amamos!   Fonte. Continue lendo
x