Calce Uma Causa

Você sabia que são mais de 30 processos pra fazer um sapato?

Você sabia que são mais de 30 processos pra fazer um sapato?

Por que transparência importa?

Quando a gente vê um sapato pronto, novinho e cheiroso, nem imagina todas as mãos e processos que ele precisou passar. Só que nem todo mundo sabe disso, porque nem todo mundo conhece uma fábrica de sapatos, né? Por isso que a gente resolveu levar todo mundo pra conhecer a nossa fábrica.

 

A cadeia de produção dos sapatos é longa, cheia de processos, pessoas e detalhes. Cada fábrica tem o seu jeito de trabalhar, o seu maquinário e o seu foco. O nosso é na produção mais artesanal, feita com processos mais manuais que valorizam os saberes dos profissionais. Temos pessoas que entendem de fazer sapatos além de apenas operar máquinas. Queremos um produto feito com cuidado e queremos cuidar de quem faz os nossos produtos. Então, a partir de hoje, quando você olhar pro seu Scarabeus, vai saber que tudo isso aconteceu até ele chegar na loja todo cheirosinho:

  • Corte à mão das peças que compõem o sapato: gáspea, laterais, traseiro, lingueta, forros, contrafortes, couraças e avesso
  • Chanfrar couraças e contrafortes
  • Preparar e Costurar: peças do cabedal e do forro
  • Unir forro ao cabedal
  • Colar couraça e contraforte no cabedal
  • Conformar contraforte
  • Perfurar o cabedal
  • Colocar ilhoses
  • Fixar palmilha na fôrma
  • Pregar altura na fôrma
  • Passar cola na palmilha e no cabedal para montar
  • Montar o cabedal à mão
  • Rebater a planta
  • Rebater o traseiro
  • Cortar a sola
  • Lixar a sola
  • Passar cola na sola e na vira
  • Colar a vira na sola
  • Lixar o contorno da sola
  • Passar cola na sola
  • Passar cola no cabedal
  • Secar o adesivo nas duas superfícies
  • Reativar o adesivo nas duas superfícies
  • Colar a sola no cabedal
  • Prensar a sola no cabedal
  • Desenformar o calçado
  • Limpar e revisar o calçado
  • Colocar atacador
  • Colocar bucha
  • Colocar vareta
  • Encaixotar

UFA! Isso que não falamos dos tecidos, palmilhas e solados, que são produzidos cada um em uma fábrica especializada. São mais de 30 processos que envolvem cerca de 20 pessoas operando ao todo 19 máquinas. Não é pouca coisa. E dependendo do modelo, pode variar. As Argias são mais trabalhosas por terem várias partes, e ainda tem todo o cuidado para que o velcro não encoste na sua pele quando você estiver usando.

Como a nossa especialidade é pensar sapatos e estampas, deixamos a produção pra quem entende disso. Trabalhamos com fábricas terceirizadas, que são nossas parceiras nessa empreitada de fazer sapatos o mais sustentáveis quanto possível.

E como garantir que todas essas pessoas estão trabalhando de forma correta, com remuneração, férias, condições de trabalho e todos os direitos em dia? Fazemos auditorias periódicas e temos responsáveis sempre em contato com as fábricas pra ter certeza de que está tudo certo por lá.

E por que estamos te contando tudo isso? Bom, em primeiro lugar porque temos um compromisso com a transparência e queremos que você conheça a fundo o produto que está comprando. E achamos que todas as marcas deveriam fazer isso (produzir como manda o figurino & dividir as informações).

Esse é um dos objetivos principais do Fashion Revolution, que hoje chega ao seu quinto ano. Há 5 anos ocorreu a tragédia no edifício Rana Plaza, momento que deixou ainda mais urgente a necessidade de uma revolução na moda.  Aqui nós contamos mais sobre esse movimento e você pode acompanhar o que está rolando durante essa semana nas redes sociais. Mas mais importante de tudo é levar essa ideia pra todos os dias. Vamos revolucionar a cadeia da moda juntos?

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Fashion Revolution: por que a moda precisa de uma revolução urgente

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Quando a gente para pra pensar em todas as etapas e pessoas envolvidas na história de uma peça, percebe a importância de saber exatamente como e por quem foram feitas as nossas roupas. E essa é questão que define o movimento Fashion Revolution: Quem fez minhas roupas? Para quem não conhece, é uma campanha global que pede transparência, ética e sustentabilidade na cadeia produtiva da moda. O Fashion Revolution nasceu em 2013 após a tragédia do desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que deixou 1.133 pessoas mortas e 2.500 feridas. O edifício era cheio de sweatshops (fabriquetas e facções de costura que produzem principalmente para marcas de fast-fashion) e o acontecimento ajudou a trazer à tona questões que até então eram jogadas pra baixo do tapete. Entre elas, a situação de boa parte dos trabalhadores da indústria têxtil, que enfrentam jornadas em condições desumanas para ganhar poucos centavos por peça produzida.27-single-defaultNós já falamos sobre os impactos negativos do fast-fashion aqui e também como cada peça, por mais simples que pareça, tem por trás uma cadeia produtiva cheia de pessoas e processos. Exigir que essa cadeia seja limpa, ética e consciente depende de nós, como consumidores. Por aqui, como marca, a gente dá o exemplo. A nossa produção é toda feita em Sapiranga, pertinho de Porto Alegre, e passa por todas essas pessoas e processos. Nós também apoiamos as marcas locais, feitas no Brasil de forma ética e ecologicamente responsável. Queremos que cada vez mais marcas tenham essa preocupação. Todo mundo sai ganhando. WMYC_black_2 O dia 24 de abril relembra a tragédia do Rana Plaza e é a data oficial do Fashion Revolution Day. Acontecem vários eventos no mundo todo - com cada vez mais cidades se envolvendo a ponto de se transformar em Fashion Revolution Week. Neste ano, entre os dias 24 e 30 de abril mais de 90 países entrarão nessa. Pra quem se interessou e quer participar, é só dar um pulo no site ou na fanpage do movimento pra ficar por dentro do que vai ter perto. Além disso, você pode ajudar a fazer barulho nas redes sociais postando fotos com a etiqueta da roupa virada pra fora, e perguntar para as marcas: #QuemFezMinhasRoupas? Como o próprio movimento diz: seja curioso, descubra, se envolva.
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