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Como uma caneta pode fazer a gente repensar nossos hábitos

Como uma caneta pode fazer a gente repensar nossos hábitos

Quando o meio ambiente entra em pauta, ultimamente se fala muito sobre plástico. Mas isso não quer dizer que deixamos de pensar em poluição do ar, não. Essa palavrinha ~poluição~ parece até um pouco batida, de tanto que a gente ouve desde os tempos de escola, mas é um sério problema. E não é algo controlado. Só piora.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório que falava da urgência em reduzir as emissões de gases poluentes. Além de serem causadores de mudanças climáticas, são ligados a 7 milhões de mortes todos os anos. Em seguida, foi a vez do Banco Mundial publicar o seu relatório, em 2016. Segundo eles, a poluição atmosférica é o quarto fator de morte prematura no mundo. O ar contaminado causou a morte de 2,9 milhões de pessoas em 2013. As doenças causadas pela poluição ambiental são responsáveis por uma morte em cada dez todos os anos.  

Mas parece que só falar esse monte de número (incrivelmente) não causa tanto impacto como se tiver uma prova visual. Lá na Índia, onde nas grandes cidades o nível de poluição é assustador, um grupo de inovação desenvolveu uma caneta que usa tinta feita de fuligem.

Para fazer a Air-Ink, eles usam um dispositivo acoplado em escapamentos e chaminés para coletar as emissões. Toda a fuligem é tratada para remover metais pesados e poluentes cancerígenos, e em seguida vira ingrediente principal dessa tinta atóxica. A fabricação tem uma grande vantagem: eles não só tiram fuligem do ar, mas também deixam de emitir CO2 ou queimar combustíveis fósseis na produção dos ingredientes da tinta. Eles pegam um elemento que está literalmente flutuando por aí e aproveitam pra fazer algo que é útil, e ainda com essa pegada de conscientização.

O problema virando arte

de fuligem a tinta

Fazendo a tinta eles chegaram a uns números bem impactantes. Cada 45 minutos de emissão de poluentes podem virar 30ml de tinta, que equivale a uma caneta comum. Imagina quanta caneta sairia de um dia numa cidade grande? Quantas pessoas dariam conta de usar tudo isso? O recado que fica é esse. Só no Brasil, são 51.296.981 automóveis e 20.942.633 motocicletas, segundo uma pesquisa de 2016 do IBGE.  

Reduzir as emissões é necessário, tanto quanto parar de usar canudinho de plástico. São novos hábitos que a gente precisa - urgente! - adotar. Aqui na Insecta a gente também procura fazer o máximo possível. As nossas entregas do ecommerce são feitas de bicicleta na cidade de São Paulo, uma metrópole conhecida pelo alto índice de poluição atmosférica. O pessoal que trabalha por aqui também prioriza a bicicleta, sempre que possível, como transporte para ir até os escritórios.

E a gente quer te convidar pra fazer as suas próprias revoluções também. Pense em organizar ou usar carona, usar o transporte coletivo ou a bicicleta quando puder. Deixe o carro em casa durante a semana e quando for viajar, procure saber se tem mais alguém indo para o mesmo lugar que você para aproveitar ao máximo os lugares. Tem vários aplicativos de carona solidária pra te ajudar a se organizar (Bynd, Caronetas, Blablacar, Carona Direta e Meleva, só pra citar alguns) e ter menos carros indo pro mesmo lugar.

Editorial Monóxido

Do nosso editorial "Monóxido"

Pra se aprofundar mais nessas ideias e saber como se engajar, dá um pulo nesse post aqui, que a gente deu várias informações sobre as questões climáticas. Vamos repensar maneiras de fazer coisas e começar a questionar? Como no caso da tinta da caneta, às vezes a solução está (com o perdão do trocadilho) flutuando no ar.

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Mudanças Climáticas: Os melhores e os piores momentos de 2016 e como se engajar

Mudanças Climáticas: Os melhores e os piores momentos de 2016 e como se engajar
Durante 2016 nós falamos mais que uma vez sobre mudanças climáticas por aqui. Na verdade, nós tentamos trazer um pedaço bem pequenininho da discussão global que está acontecendo acerca do tema para vocês porque as mudanças climáticas estão acontecendo, estão afetando as pessoas e, infelizmente, o cenário a curto e médio prazo não é animador. Numa retrospectiva interessante sobre o que marcou o ano de 2016 no The Guardian, o professor de Ciências Térmicas, John Abraham, ponderou os acontecimentos bons, ruins e os muito ruins. Entre os bons estão os extensivos esforços para a ampliação de fontes de energia limpa não só nos EUA, grande consumidor de carvão, como também no mundo todo, incluindo na China. Foi também em 2016 que o grupo de cientistas que negavam ou não estavam convencidos sobre a real existência das mudanças climáticas desapareceu. Hoje a comunidade cientifica é unânime em reconhecer que as mudanças climáticas existem, que elas estão sendo causadas por nós humanos e estão cada dia piores. “Os contrários quase desistiram de procurar provas contrárias - elas simplesmente não estão lá. Cederam campo científico porque suas pesquisas acabaram se mostrando erradas. Agora, esses cientistas contrários só aparecem em blogs, op-eds de jornais, às vezes em revistas pay-for-play - mas raramente em revistas científicas importantes. Depois de estarem errados por décadas, eles aparentemente apenas desistiram”, explicou John. Na contramão do mundo, em 2016, o Brasil se viu ameaçado por um projeto de lei para investir 5 bilhões de dólares na produção de energia a carvão mineral, mas graças a esforços coletivos liderados por ONGs, o projeto que contrariava inclusive acordos globais, foi vetado e isso foi mais um ponto positivo. Entretanto, fontes de energia limpa e renovável, sozinhas, são insuficientes para frear as mudanças climáticas; há outros fatores que não foram ignorados. Os efeitos da pecuária nas mudanças climáticas foram escancarados, o consumo excessivo virou pauta e foi ligado diretamente às mudanças climáticas e a necessidade de repensar modelos econômicos para um futuro realmente sustentável e de clima equilibrado começou a ser abordada com mais intensidade novamente.   Mas depois John nos dá as más notícias e elas realmente são más. Lugares secos estão ficando cada vez mais secos, lugares úmidos cada vez mais úmidos e chuvas fortes alagarão cada vez mais cidades. No topo disso, tufões e furacões estão ficando cada vez mais fortes. E, apesar da temperatura ter alcançado um novo recorde pelo terceiro ano seguido, é a o aumento da temperatura dos oceanos responsável por provar que as temperaturas estão subindo. Lembra quando falamos sobre como a Grande Barreira de Corais, uma das sete maravilhas naturais do mundo, está em perigo? Porém, não há nada pior do que mudanças climáticas acontecendo do que governos e pessoas não só ignorando como literalmente negando fatos e espalhando notícias falsas para manter as coisas como estão – muitas vezes por interesses próprios. A eleição de Donald Trump é uma das grandes ameaças aos avanços das mudanças climáticas assim como o é o crescimento do conservadorismo na política. “O aquecimento global ameaça o que eles têm de maior valor: livre mercado, regulação governamental limitada e progresso material interminável. Então faz sentido que a direita política seja muitas vezes tão resistente às mudanças climáticas”, disse Naomi Klein em debate sobre o tema na ABC. Abraham ressalta também a má qualidade do jornalismo global junto com as notícias falsas como outro grande problema para as mudanças climáticas:  “o segundo acontecimento ruim é a continuação da desinformação onipresente sobre as mudanças climáticas. Com a redução de pessoal e organizações responsáveis e profissionais, a notícia foi abdicada a uma segunda classe de não-repórteres. Alguns exemplos são David Rose, do Reino Unido, que escreve para The Mail. Em novembro, ele escreveu um artigo em que afirmou que as recentes temperaturas recordes foram um resultado do El Niño, não o aquecimento global. Seu artigo falso se provou embaraçosamente errado”. E ele continua: “há muitos outros exemplos, incluindo aqueles de cientistas de segunda-categoria ou não-cientistas encontrando nas mídias consagradas lugares para compartilhar suas fantasias. Tornou-se mais difícil para os leitores discernir o real do falso, a baixa da alta qualidade, o bom da forragem”.   Para 2017 e além, começando por você. É tempo de se engajar mais. Por mais cansativa que sua vida possa parecer, e por mais que você não tenha “tempo pra nada”, para começar a praticar cidadania e se envolver nas questões que nos afetam é preciso se informar. Você pode começar assistindo a seleção de curtas “O Clima Vai ao Cinema” no canal do YouTube do Observatório do Clima, por exemplo. Outra maneira é reservar 10 minutos do tempo que você passa nas mídias sociais para ler algum artigo sobre o tema. Para quem lê em inglês, o The Guardian tem uma sessão atualizada frequentemente dedicada às mudanças climáticas. Já no Brasil, Conexão Planeta, o próprio Observatório do Clima e o Planeta Sustentável são fontes de informações interessantes. Se informar vai não só te ajudar a entender melhor esse debate, como também te ajudar a enxergar como você pode agir a partir das iniciativas e ações de outras pessoas que estão engajadas. Vamos encarar esse desafio juntos?   Continue lendo
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