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Música Sem Fronteiras

Música Sem Fronteiras
Com a internet, o mundo tem ficado cada vez mais globalizado. Nesse sentido, a mistura de culturas nunca esteve tão presente. E é tão legal quando encontramos artistas que conseguem unir ritmos de lugares diferentes não só no seu som, mas também no idioma de suas letras! Listamos os nossos favoritos, que cantam em mais de um idioma e tem a multiculturalidade enraizada tanto no som quanto na trajetória. Vem conhecer essas histórias:   1 - Devendra Banhart Não é difícil entender de onde vem a veia multicultural do Devendra Banhart. O cantor tem pai americano e mãe venezuelana. Nasceu em Houston, nos Estados Unidos, cresceu em Caracas, na Venezuela, e foi fortemente influenciado pela música popular brasileira na adolescência. Junte todas essas referências e você entenderá porque os álbuns dele são tão ricos culturalmente - tanto de idiomas quanto de ritmos. Inclusive, o último álbum dele dá uma atenção especial para a linguagem. Além de trazer faixas cantadas em inglês e espanhol, a palavra “Mala”, que dá nome ao disco, aparece em 4 idiomas (português, espanhol, kurdo e eslovaco) e tem significados completamente diferente em cada um deles (mala, ruim, casa e teve). Devendra 2 - Rodrigo Amarante Assim como “Mala”, “Cavalo”, primeiro disco solo do Rodrigo Amarante, também foi lançado em 2013 e batizado com um nome que carrega diversos significados: diz respeito a simbologia, espiritualidade e ao próprio animal, que também pode ser interpretado como um veículo. Qualquer semelhança com o álbum do Devendra é sim uma coincidência. Amarante tocou na banda dele por anos, Noah Georgesson produziu ambos os discos e o Devendra faz backing vocals nesse álbum. Pra completar o intercâmbio cultural, o álbum é cantado em português, inglês e francês! Rodri 3 - Sofi Tukker Quando o grude “Drinkee” viralizou no Spotify, o Sofi Tukker logo se tornou uma incógnita. Afinal, o duo é formado por uma alemã e um americano e as músicas são cantadas em português? Fomos atrás da história deles e descobrimos que Sophie Hawley-Wied é fã do Brasil e que a letra da música vem do poema “Relógio”, escrito pelo poeta carioca Chacal nos anos 1970. Incrível, né? Eles já lançaram mais duas outras músicas: “Matadora”, também em português, e “Hey Lion”, em inglês, e ambas tem uma forte influência de ritmos latinos e africanos. Infelizmente o EP da dupla só chega no final do primeiro semestre. O que será que vem por aí? SoffiTukker 4 - Ibeyi Ibeyi em iorubá significa irmãos gêmeos. Já na música a palavra dá nome a dupla formada por Lisa-Kaindé e Naomi Díaz. As gêmeas nasceram em Paris, na França, mas passaram a infância em Havana, em Cuba. Filhas do cubano Anga Díaz, percussionista do Buena Vista Social Club, e da francesa-venezuelana Maya Dagnino, as garotas são multiculturais desde o berço. E, claro, que essa mistura de culturas iria influenciar no som do projeto. A dupla reúne na sua música referências do jazz cubano, da soul music americana e cantam em iorubá e em inglês. Se você ainda não ouviu essa mistura riquíssima de ritmos e idiomas, corre pra dar play! Ibeyi (1) 5 - Àsgeir Já pensou em ouvir um álbum em islandês? Pera, o Àsgeir facilitou esse trabalho pra você. O islândes de 23 anos lançou em 2004, “In The Silence”, uma versão em inglês do álbum “Dýrð í dauðaþögn”, de 2012. Que ideia incrível! Assim como o disco :) asgeir 6 - Regina Spektor Regina Spektor nasceu em Moscou quando a Rússia ainda era União Soviética. Na época da Perestroika, período em que os cidadãos judeus tiveram permissão para emigrar pra outros países, a família da cantora se mudou para o Bronx, bairro de Nova York onde mora desde os 9 anos. Desde essa época, Regina toca piano. Não é a toa que a cantora é uma das pianistas mais incríveis da atualidade. E o melhor: ela consegue mesclar com a maior naturalidade música clássica com música pop. Quem nunca ouviu “Fidelity” e teve que dar repeat, que atire a primeira pedra. Regina Outra coisa legal sobre o trabalho dela é que as músicas são geralmente cantadas em inglês, mas  vez que outra nós somos pegos de surpresa por versos em russo, francês e até mesmo latim. Partiu encontrar essas passagens? 7 - Selton Há 10 anos, os porto-alegrenses Ramiro Levy, Daniel Plentz, Ricardo Fischmann e Eduardo Stein faziam intercâmbio em Barcelona, na Espanha, e se encontraram pra fazer música. Do encontro surgiu a ideia de escapar dos trabalhos convencionais e tentar ganhar dinheiro tocando covers de Beatles numa praça famosa da cidade. Acontece que a banda ganhou tanta notoriedade, que um dia um produtor da MTV italiana convidou eles pra trocarem Barcelona por Milão, na Itália, e gravar um disco. Hoje eles são bem conhecidos em terras italianas e cantam em português, italiano e inglês. Selton 8 - Manu Chao Manu Chao é tão do mundo, que fica difícil adivinhar onde ele nasceu. Pois bem, a resposta é França! Manu cresceu bilíngue e é filho de pai galego e mãe basca. Ao longo da sua carreira, seja solo ou no grupo grupo Mano Negra, o francês sempre utilizou a cultura como tema central dos seus trabalhos. Não é a toa que os seus discos solo são cantados em diversos idiomas: galego, inglês, francês, espanhol e português. E fizeram sucesso não só na América Latina e na França, mas como no mundo inteiro <3 ManuChao     Continue lendo

Pra Inspirar: Bandas Latinas Que São Buena Onda!

Pra Inspirar: Bandas Latinas Que São Buena Onda!
As bandas indie latino-americanas até podem estar escondidas nas letras pequenininhas dos line ups de grandes festivais, mas não deveriam passar despercebidas pelos nossos fones de ouvido! A cena alternativa dos nossos países vizinhos nunca foi tão incrível e merece ser mais explorada e, claro, ouvida em terras tupiniquins. Pra dar um empurrãozinho, separamos uma seleção de bandas alternativas da América Latina que ganharam o <3 do besouro nos últimos tempos e que, quem sabe, vão até ganhar o seu também:   1 - Onda Vaga (ARG) A Onda Vaga nasceu no Cabo Polonio, balneário uruguaio, em 2007, mas seus integrantes são argentinos. Não sabemos se foi a vibe do lugar, mas da união surgiu uma mistura brilhante de rumba, cumbia, reggae, folk e rock. Pra entender a riqueza da sonoridade dos caras, dá play em qualquer um dos três discos da banda. O som é sem dúvida um dos mais interessantes da cena latino americana e já foi eleito como revelação pelo Clarín, MTV e Rolling Stone Latinoamérica. onda-vaga   2 - Bomba Estéreo (COL) Unir música folclórica com ritmos populares não é novidade. Dezenas de grupos já fizeram isso por terras latinas. A diferença é que o Bomba Estéreo foi um dos primeiros a misturar música eletrônica com cumbia na Colômbia. Hoje, 10 anos depois da formação da dupla, eles arrastam multidões pros shows onde apresentam as músicas energéticas que os consagraram e ainda arranjam espaço no repertório pra inserir referências a cultura africana. Vale muito a pena ouvir o último disco deles, “Amanecer”, que traduz bem essa mistura linda de culturas. bombaEstereo   3 - Astro (CHL) É comum nós ouvirmos bandas que tem o electro-rock americano como referência e acabam soando cópias do estilo. A Astro, do Chile, canta em espanhol e saber dosar muito bem os sintetizadores característicos do ritmo com o pop e o suingue caribenho. O último disco da banda, “Chicos de La Luz”, ganhou espaço em super festivais como o Lollapalooza Chicago e o Primavera Sound. E merece entrar pra suas playlist do Spotify também. 12742534_980464718697451_4441521230392339653_n   4 - Natalia Lafourcade (MEX) A Natalia Lafourcade é uma das grandes revelações da música mexicana e ficou conhecida depois de fazer uma participação especial no MTV Unplugged da Julieta Venegas, em 2008. Mas o que alavancou mesmo a carreira da mexicana foram os 5 prêmios que ela levou no Grammy do ano passado. Você deve estar se perguntando o que essa garota tem de tão especial, a gente te conta: uma voz doce incrível e músicas que soam nostálgicas, mas que tem uma roupagem bem moderna. É muito <3 natalia-lafourcade-06   5 - Ibeyi (CUB) Na língua iorubá, Ibeyi significa “irmãos gêmeos”. Já na música, a palavra dá nome a dupla formada pelas irmãs gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz. As garotas são filhas do lendário percussionista Anga Díaz, do Buena Vista Social Club, e reúnem em sua música referências do jazz cubano, do soul e cantam em iorubá e em inglês. Incrível, não? Pois não foi só a gente que achou: no ano passado, as cubanas passaram de coadjuvantes nos shows do Damon Albarn pra protagonistas e ainda foram apadrinhadas pela diva Beyoncé. Ibeyi (1)   6 - Cineplexx (ARG) Entender o Cineplexx passa por entender o seu idealizador Sebastian Litmanovich. O argentino já morou em Barcelona, Nova York e Londres. Tem influências que vão de The Velvet Underground à ABBA e participou de várias bandas, além de fazer participações especiais em álbuns de amigos e ter lançado nove discos solo. O último álbum dele é de 2014, se chama “Florianopolis” e apresenta um indie pop eletrônico de primeira, legítimo de botar abaixo qualquer festa! Cineplexx   7 - Caloncho (MEX) Caloncho é o apelido de infância de Oscar Castro. E não teria nome melhor pro projeto, já que o seu idealizador descobriu a música quando ainda era pequenino. O primeiro instrumento que Oscar tocou foi a bateria e quando sentiu necessidade de compor migrou pro violão - que usa como instrumento principal até hoje pra cantar sobre amor, decepções e suas experiências. Folk mexicano, uma pitada de praia e outra de cidade: é isso que você vai encontrar nas músicas orgânicas de Caloncho, que adota instrumentos como a água, frutas, sementes e isqueiros pra encher as suas músicas de vida. dddd   8 - Fémina (ARG) A Fémina é formada por um trio de argentinas, que de local não tem nada. O som das garotas é universal. Tem como norte o folk e o rap, mas flerta com a cumbia, a chacarera, o samba, o bolero, a rumba e por vezes o funk e o reggae. O que chama a atenção no trabalho delas são as apresentações quase teatrais e a forma como conseguem aliar todas essas sonoridades globais a poesias intimistas que são entendidas em qualquer lugar do mundo. “Traspasa”, de 2014, e “Deshice De Mi”, de 2011, estão no Spotify, esperando o seu play! Femina   9 - Ximena Sariñana (MEX) Já ouviu a versão em espanhol de Lucky, do Jason Mraz? A voz que acompanha o cantor em “Suerte” é da mexicana Ximena Sariñana! Se você curte Feist, Regina Spektor e Fiona Apple, não pode deixar de conhecer o trabalho dela. A mexicana tem claramente essa cantoras como referência. Além de se inspirar em clássicos do jazz como Ella Fitzgerald e na Bjork. Bom, dessa mistura não teria como não dar coisa boa, né? Ximena-Sarinana   10 - LosPetitFellas (COL) Cinco garotos são a cara da banda de Bogotá do LosPetitFellas, banda que ganhou tantos prêmios quanto qualquer banda pop nos últimos tempos. A gente pode afirmar que uma coisa a LosPetitFellas não é: pop. Mas quem sabe um dia? Os caras são tão camaleônicos, que a gente não dúvida que um dia eles vão incorporar o estilo ao seu som que perambulam entre o hip-hop, rock, jazz e funk. O primeiro álbum deles, “Historias mínimas” é catastrófico! Levanta diversos questionamentos, faz declarações ao cotidiano e ainda encontra lugar pra músicas doces. 12140173_1011431725563203_7470137503937701015_o Continue lendo

5 bandas do SXSW que entraram pro iPod do besouro

5 bandas do SXSW que entraram pro iPod do besouro
Março, mais conhecido como mês passado, foi quando o besouro da Insecta Shoes voou até Austin. Lá, ele participou do já tradicional South By Southwest, um festival acontece há 28 anos e que reúne jovens empreendedores, novas empresas, novidades da tecnologia, música, design e arte. Em suma, o SXSW aborda a descoberta como tema principal em tudo o que apresenta ao público.   Entre os muitos painéis, debates e palestras, também acontecem shows. Mais de 2 mil bandas desembarcam no Texas para mostrar o seu som ao mundo. Depois de absorver todas as referências e novidades, selecionamos as 5 que se tornaram as nossas favoritas e entraram pras nossas playlists mais ouvidas!   1. Alvvays Se você ainda ainda não ouviu Alvvays, prepare-se porque estamos prestes a te apresentar alguns dos sons mais deliciosos dos últimos tempos. Vício certo para quem curte um dream pop que beira o surf music, guitarras bem trabalhadas e um vocal feminino potente e impecável. Relaxante, hipnótico e contagiante, traz elementos do lo-fi e aquela sensação nostálgica que só a música com influências californianas proporciona. Além dessa (incrível) versão ao vivo de "The Agency Group", não deixe de ouvir "Adult Diversion":   2. Springtime Carnivore A aconchegante mistura de um indie pop menos comercial, com rock e elementos psicodélicos representa um novo começo para a vocalista Greta Morgan. Ela já atuou em outros dois projetos musicais com a mesma pegada ensolarada, o The Hush Sound e o Gold Motel, mas foi com a banda Springtime Carnivore que Morgan fez um som com a sua cara. Os vocais e a maior parte instrumental do disco foi gravado por ela. Depois foi só largar as faixas sensíveis e bem construídas na internet e o sucesso foi garantido.   3. Cathedrals Um duo de electro pop que curte reunir música e artes visuais para criar uma experiência sensorial e múltipla. Esse é a Cathedrals: banda californiana de San Francisco formada pela cantora Brodie Jenkins e o multi-instrumentalista Johnny Hwin. Batidas e melodias calminhas e um vocal surpreendente. Com novas faixas e videoclipes surgindo no horizonte, essa é certamente uma banda pra você prestar atenção.   4. La Luz Surf music psicodélico e feito só por mulheres: como não amar? Seria uma banda-irmã da nossa xodó "As Aventuras", grupo de meninas que tocou na feira Sabiá de design e alimentação ecológica? Com referências retrô e uma vibe alegre e cativante, La Luz surgiu em Seattle e atualmente faz turnês pelos Estados Unidos e brinda as plateia com shows que tratam acima de tudo de conexão. Colocam todo mundo pra dançar e se divertir junto.   5. Ibeyi: As gêmeas que impressionaram todo o mundo. Lisa Kainde e Naomi Díaz são filhas do lendário percussionista Anga Díaz do Buena Vista Social Club e reúnem referências cubanas, venezuelanas, cantam em iorubá e inglês e criam um sutil e delicado painel da música contemporânea. Quando se apresentam ao vivo surpreendem com um vocal marcante, uma boa interação com o público, que dança e bate palmas, e faixas tropicais, mas acinzentadas e profundas.   Continue lendo
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