Calce Uma Causa

#FeitoNoBrasil: VOA

#FeitoNoBrasil: VOA
As cariocas Lola Vaz e Nathalie Kuperman fundaram a VOA em 2015 com uma coleção minimalista, fazendo uso da prata e do ouro, e de pedras como diamantes, turmalinas, e pedra portuguesa (ou basalto negro). Essa última nunca tinha sido usada na joalheria antes, mas é bastante conhecida por fazer parte do calçadão carioca de Copacabana e de várias outras calçadas do Brasil e de Portugal. Nathalia trabalhou por 15 anos como estilista e foi em um curso de ourivesaria, em 2014, onde conheceu a sócia Lola, que antes da VOA trabalhava com design gráfico e estamparia. 12370649_1652723625001674_3200574351452419786_o 12339590_1652723915001645_4853576604324757957_o O resgate sempre esteve presente no trabalho da VOA, tanto que para fazer as peças piloto da marca a dupla resgatou pontas de caneta tinteiro de ouro 14k na antiga loja do avô de Lola e as entregou na mão de ourives para serem refinadas e transformadas em ouro 18k. Um verdadeiro trabalho de reciclagem e reuso. Para além da história, Nathalia e Lola são fortemente influenciadas pelas artes e pela natureza. Foi a natureza, inclusive, que inspirou o nome da marca. VOA vem da sensação de liberdade do voo. A história da VOA tá só começando e nossa dica é que você acompanhe esse voo no Instagram e no site oficial da marca. 12828294_1682794048661298_6631231180480229605_o        Continue lendo

#FeitoNoBrasil: Bioart

#FeitoNoBrasil: Bioart
Pioneira no segmento de maquiagem natural e orgânica, a Bioart é uma marca brasileira que sabe aproveitar do poder dos minerais e das argilas para curar, preservar e cuidar da pele. O lema aqui é unir amor e arte no mundo da cosmetologia. Tudo começou há quase 6 anos, quando Soraia Zonta, fundadora da marca, decidiu fazer produtos os quais ela poderia usar sem ter que lidar com reações severas. Alérgica aos componentes das fórmulas químicas normalmente encontradas nas prateleiras das lojas de cosméticos, Soraia transformou seu problema em um negócio ganhador de prêmios. Ao ler os rótulos dos produtos da Bioart, você vai notar a simplicidade das fórmulas, sem os nomes impronunciáveis geralmente encontrados nos rótulos dos cosméticos convencionais. Quem está envolvido com a cosmética natural sabe de duas regras preciosas: a primeira, quanto menos ingredientes melhor; e a segunda, nomes muito longos e que não conseguimos nem falar não costumam ser boa coisa. Outra preocupação da marca é garantir a qualidade dos seus ingredientes por meio de matérias-primas orgânicas e sem nenhum ingrediente de origem animal, além de tentar produzir o máximo dos seus produtos na própria fábrica da marca, certificada pela ECOCERT, localizada em Santa Catarina.  Hoje, a Bioart conta com linha de maquiagem com corretivo, blush, base, sombras, rímel e gloss, além de máscaras faciais, hidratantes, águas florais e óleos essenciais aromáticos. A consciência sustentável vai além das matérias-primas. Pensando em otimizar a embalagem, a marca lançou recentemente a linha de refil para alguns produtos. Segundo Soraia, os lançamentos vêm de acordo com a demanda dos clientes e todos os anos são lançadas novidades. Para entrar ainda mais nesse universo orgânico e natural,  acompanhe a Bioart pelo Facebook e Instagram. Continue lendo

#FeitoNoBrasil: You Do

#FeitoNoBrasil: You Do
A marca carioca You Do nasceu do fruto do amor de mãe e filha – Suzy Gouvêa e Thais Scot.  “Quando Thais era pequena, ela me perguntava: ‘Mãe, você me ama de que tamanho?’ E eu respondia ‘Te amo do tamanho de uma girafa, em cima de um elefante, em cima de todos os prédios, em cima de todas as nuvens, em cima do sol…’” Com girafas sobrepostas a elefantes sobrepostos a prédios sobrepostos ao sol surgiu a primeira coleção da marca: “te amo do tamanho”.  Agora, já na quarta coleção, a You Do continua reafirmando seu amor pela geometria por meio de materiais como aço, prata e pirita e um design atemporal e bem único. you1 Tanto Suzy quanto Thais são psicólogas, por isso, quem cuida do design são joalheiras convidadas. Mauá Key Ferreira foi responsável pela coleção “Te Amo Do Tamanho”. Mithra e Dream On foram as coleções subsequentes assinadas por outra designer, agora integrante do time da marca, Mari Liberali. Berber, é a nova coleção da marca que segue no mix de prata, pedras e aço em formas limpas. Como elas descrevem, “A You Do é baseada no afeto, na sofisticação da simplicidade do carioca de viver, no amor ao acessório e na alegria ao se expressar para se vestir. Mas, principalmente, na afetividade e parceria de mãe e filha, que se encontram em suas diferenças”. Para saber mais sobre a marca, acompanhar os lançamentos e conferir as coleções, acesse o site oficial e curta a página da You Do no Facebook. you2 Continue lendo

#FeitoNoBrasil: Nii Atelier

#FeitoNoBrasil: Nii Atelier
Depois de um ano viajando pelas américas, Juliana voltou ao Brasil e começou a se aprofundar no universo da aromaterapia, aromatologia, espagíria e plantas medicinais. A cada criação, um teste e a comprovação que tudo isso funciona e muito bem, sim senhor. Nessa caminhada surgiu o Nii, de forma natural e fluida. Juliana cuida de toda a produção – sabonetes, pomadas, óleos, perfumes – do atelier, enquanto a sócia Roberta Abud comanda a direção de arte, e o marido Marcello as finanças. O time da marca conta ainda com o auxilio de alguns amigos como a social media Elis Vasconcelos, a designer Anja Kokovic e a pesquisadora Maria Clara Queiroz. Para Juliana, Marcello e Roberta, o universo da beleza é novo, cada um tem profissões distintas, mas o Nii é um interesse em comum. “O que nos move e une nessa empreitada é o amor à Terra, difundindo e honrando as  medicinas que ela nos dá”, explica Juliana. nii1 “Toda linha é produzida artesanalmente em nosso atelier. Utilizamos macerados de plantas, cascas e flores, óleos vegetais e, principalmente, óleos essenciais puros em todas as composições. Tudo natural, inclusive os conservantes. Trabalhamos com fornecedores de todo o Brasil e distribuidores de matérias primas estrangeiras também”. O movimento de beleza natural se fortalece a cada dia, com cada vez mais adeptos e novas marcas. Juliana acredita que essa busca reflete uma necessidade atual e holística de uma vida mais natural. “Acho que finalmente estamos nos dando conta que para seguirmos habitando esse planeta precisamos cuidar do ar que respiramos, da água que bebemos, daquilo que comemos e de todos os seres com quem compartilhamos nossa morada. Acreditamos que esse movimento está acontecendo do micro ao macro. Do ar que respiramos aos produtos que passamos diariamente na pele. O movimento de beleza natural é parte disso”. nii3 O Nii é a materialização da crença na excelência da natureza: a ela podemos recorrer para encontrarmos tudo aquilo que precisamos: “a natureza é pura, completa, potente e verdadeira. É a Grande Mãe que nos alimenta e cuida. E é nela que encontramos tudo aquilo que precisamos. É nisso que a gente acredita. É nesse sentido que colocamos nossos esforços. Ficamos felizes em ver cada vez mais pessoas despertas e libertas”, diz Juliana. No fim da entrevista, perguntamos a Juliana se alguma marca em específico influenciou o Nii. Não surpreendentemente, sua resposta foi: marcas não, mas pessoas que vivem o que fazem e ensinam o que acreditam. “Agradeço de todo coração a professora Vera Fróes, grande conhecedora de plantas medicinais que tive a honra de me iniciar nesse caminho; a amiga, mulher medicina e temaskaleira Adriana Ocelot e seu lindo com as Medicinas da Terra;  a saboeira Mara Maria; o professor e pesquisador Fabian Laszlo, idealizador do IBRA (Instituto Brasileiro de Aromatologia e Aromacologia); ao Índio Gallo, mestre e fundador da Escola de Espagiria; a aromaterapeuta Malu Lobo; e a todos os pajés, erveiras, benzedeiras rezadeiras que tive a honra de conhecer em meu caminho”, finaliza. nnuu   Para acompanhar o trabalho do Nii Atelier, siga o Instagram @nii_atelier ou a página do Facebook Nii.  Esclarecimentos  
  • Aromaterapia: Técnica que envolve a utilização de óleos essenciais com o objetivo de equilibrar a mente, o corpo e o espírito.
  • Aromatologia: Termo agregado pelo Scientific Institute of Aromathology da França, e que concebe todo o estudo científico dos efeitos e propriedades dos óleos essenciais, desde sua ação psicológica, aspectos clínicos, gastronômicos, estéticos e energéticos. É o estudo científico dos óleos essenciais.
  • Espagíria: A espagíria é a aplicação da arte da alquimia na preparação de tinturas vegetais e metálicas e, bem assim, na de compostos minerais, de espíritos e de mênstruos. Ela consiste em provocar uma evolução da matéria para a purificar e exaltar o que não é possível fazer sem longas e sutis operações que alguns autores antigos nunca revelaram claramente.
Espagíria, na terminologia grega, significa separar, dividir e coligar ou unir. A arte espagírica foi praticada desde os mais recuados tempos, florescendo nos principais núcleos de civilização conhecidos. Continue lendo

#FeitoNoBrasil: Ttrappo

#FeitoNoBrasil: Ttrappo
Desde 2012, a marca carioca Ttrappo vem conquistando seu espaço dentro do segmento de moda autoral nacional. Rafael Joaquim, estudante de Design de Moda, prova que a cidade maravilhosa esbanja criatividade muito além da Zona Sul. “Zona Oeste, a Zona Norte, o pós urbano, o afrontamento pós túnel, gritam aos quatro cantos sobre a cultura e o refinamento esquecidos atrás do Rebouças. O AFROntamento pode e clama por uma moda própria, que as grandes grifes infelizmente não entendem e nem parecem querer comunicar”, contextualiza Rafael. Desse AFROntamento surgiu a Ttrappo. Primeiro, era um brechó na sala da casa de Rafael, que sempre gostou de festas e começou a promover eventos para vendar as peças garimpadas. Logo depois, ele vislumbrou outra oportunidade: transformar essas peças garimpadas em algo completamente  novo. O resultado descolado e divertido dessa mistura entre brechó e upcyling, com o propósito pulsante de resgatar as raízes da beleza e do movimento negro, talvez seja a melhor definição para Ttrappo hoje. De olho na gringa, Rafael cita a Yevu, marca com DNA vinculado a causas sociais de Gana, como maior referência para seu trabalho com a Ttrappo. As peças são criadas por Rafael e  toda a produção é feita em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro pelas mãos de três costureiras de bairro, que têm seus ateliês e produzem para Ttrappo e outras marcas. Quando a produção é maior e precisa de reforço, principalmente no final do ano, Rafel recorre às mulheres da Cooperativa Costurarte, em Santa Cruz. 11120920_942401219131590_7581150410835565502_o Devido à grande quantidade de material de descarte recebido da indústria, a marca criou duas linhas. Trappo e Trappo Pop’s. A primeira conta com coleções cápsulas de peças produzidas com grades metros de tecidos recebidos pela marca como descarte têxtil. Já  a Ttrappo Pop’s é o vínculo com a origem da marca: camisas garimpadas em brechós, ateliês e confecções e ressignificadas por Rafael. Para o designer, esse movimento afro fervilhando e ganhando espaço também na moda é maravilhoso.  “Nós negros, jovens designers e empreendedores estamos  preocupados em trazer em nossas criações visibilidade à estética afro brasileira. Não queremos mais alfabetizar as grandes marcas brasileiras na questão racial. Então estamos criando o nosso! Descobrindo que temos grandes talentos em nossas favelas e fazendo um trabalho lindo e autêntico”. Acompanhe a Ttrappo pelo Instagram e Facebook. Continue lendo

#FeitoNoBrasil: Crua

#FeitoNoBrasil: Crua

“Através de um olhar atento e sensível busca-se a harmonia de materiais reutilizados ou inusitados com novos elementos, para a construção de produtos de moda e design”.

Germana Lópes é a mente por traz da marca de acessórios catarinense Crua. Através da ressignificação de madeira descartada pela indústria moveleira, Germana cria peças contemporâneas com essência minimalista.

Formada em Design de Moda, Germana nunca pensou em trabalhar com acessórios, mas sempre teve vontade de ter sua própria marca. O caminho até o universo da joalheria se deu através de sua paixão por trabalhos manuais e curiosidade pelo universo ainda não experimentado.

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Há um ano nascia então a Crua, a materialização de todas as vontades e interesses da Germana com um toque minimalista e que conversa também com as artes plásticas e a arquitetura.

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 “Ter acesso fácil a matéria-prima e a preocupação em transformar ela em algo útil, dar uma nova vida, também foi um propulsor para o surgimento da marca”, explica.

A matéria-prima principal da marca, a madeira, é garimpada em marcenarias e caçambas de entulho, e alguns pontos também cedem resíduos semanalmente para a marca. “A produção de móveis gera muitas sobras, pra eles não são úteis, mas pra nós é ouro. É com esses pedacinhos que realizamos nosso trabalho. Recolhemos madeiras nobres como canela, peroba, imbuia”, completa.

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Quando olhamos de perto, é possível ver a pintura manual, extremamente cuidadosa, em cada peça, refletindo as referências das artes plásticas e da arquitetura. “A ideia da pintura surgiu por conta da paixão por cores e formas geométricas, essas linguagens em contraste com a beleza crua da madeira me encanta muito”, finaliza Germana.

Para ver mais sobre a marca, acesse a loja online da Crua, clicando aqui!

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#FeitoNoBrasil: Boa

#FeitoNoBrasil: Boa

Feito a mão, feito no Brasil, com ingredientes naturais e muita dedicação. Esse é o lema da Boa Saboaria, marca paulistana comandada pela designer Ana Luiza Vilela, que produz sabonetes,  xampus sólidos (um dos poucos que você encontrará por aí) e buchinhas vegetais. 

A marca começou de forma despretensiosa, como um hobby, a partir da vontade de sua criadora em ter acesso a produtos mais naturais na hora do banho. Logo foi conquistando clientes e fazendo sucesso nas feirinhas de produtores de São Paulo, atraindo fãs não só pela qualidade dos produtos como também pela apresentação cuidadosa e design pontual.

Boa

Não é difícil notar a saboaria artesanal ganhando cada vez mais força no mercado,  graças a um conhecimento e interesse maior do público nos produtos que consome. Sabonetes produzidos em massa contam, quase sempre, com sulfatos, parabenos, lauril e outros ingredientes químicos e nocivos, isso sem falar na gordura animal.

Por outro lado, a saboaria artesanal preza por ingredientes naturais, como azeites, manteigas vegetais e óleos essenciais – ingredientes responsáveis por deixar a pele saudável e super hidratada. Nada de gordura animal ou químicas, além de um aroma delicioso para um momento relaxante diário de aromaterapia.

Outra coisa que pouca gente sabe, mas que faz toda a diferença é relacionada à glicerina. No sabão natural, a tão preciosa glicerina, que surge durante o processo de saponificação, não é retirada para ser vendida separadamente, que é o que acontece na produção de sabonetes em massa. Além disso, no sabão artesanal, existe o superfatting, uma dose extra de manteigas ou óleos vegetais livres no sabão e que ajudam  ainda mais na hidratação da pele. 

Na Boa, os sabonetes são prensados a frio e demoram cerca de 30 dias para ficarem prontos, o que faz os estoques acabarem rapidamente. Mas sempre tem novidades disponíveis na loja online da marca para testar, desde sabonetes compostos 80% por azeite de oliva, até opções com carvão ativo de bambu ou sabonetes de cerveja para barbear.

A Boa é vegetariana (alguns produtos levam mel ou própolis) e conta com diversas opções veganas. É possível acompanhar as novidades frequentes da marca através do Facebook.

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Feito no Brasil é bom pra todo mundo

Feito no Brasil é bom pra todo mundo
Sabia que cada vez que você compra na Insecta você está apoiando o movimento #feitonoBrasil e ajudando a indústria nacional a se desenvolver e tornar-se mais competitiva? Isso é simplesmente incrível e todo mundo pode participar: quem produz, quem compra, quem fala a respeito com os amigos, quem publica a hashtag nas redes sociais, enfim. Tá todo mundo convidado.
A iniciativa criada pelo Bureau de Estilo Renata Abranchs se diz mais do que um manifesto pela moda nacional, e sim um movimento a favor da nossa indústria, pensando para potencializar a geração e riquezas financeiras (porque todo mundo precisa) e culturais (ponto importantíssimo!) do nosso país. É hora de deixar de lado aquela mentalidade de que "tudo que é importado é melhor" e começar a olhar para a nossa própria produção, que tem muita coisa maravilhosa pra oferecer. Pra você ter ideia, a indústria têxtil é a segunda maior geradora de empregos no Brasil, sendo mais de 1,5 milhão diretos e 8 milhões indiretos.
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Lá no site da iniciativa eles ainda botam o dedo na ferida e brincam com o 7x1, só que invertem a dinâmica: a proposta é comprar sete produtos 100% brasileiros pra cada produto gringo. Se apaixonou por uma peça gringa? Não tem problema. Nas próximas sete vezes que for às compras, prestigie produtos feitos por aqui. Melhor ideia.E como falamos lá no começo, super apoiamos o movimento. Todos os nossos besouros vêm acompanhados de uma tag identificando, porque acreditamos que o país tem muito a oferecer.
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Por que comprar moda feita no Brasil também é ativismo?

Por que comprar moda feita no Brasil também é ativismo?
Existe ativismo no consumo e isso ninguém pode negar. As nossas escolhas de compra endossam as escolhas éticas e morais das empresas das quais compramos. É muito simples: se escolhemos dar nosso dinheiro para uma marca x, essa marca logo entende que nós estamos de acordo com todo o sistema de funcionamento dela. É igual votar, mas no consumo nós votamos com nosso dinheiro. Isso não quer dizer que a responsabilidade das escolhas de cada empresa é 100% do consumidor, mas quer dizer que as empresas estão ligadas no que os consumidores estão exigindo e isso pode ir muito além do produto.  Nós já demos a dica que ler a etiqueta é importante para saber: onde o produto foi feito e do que ele foi feito. Apesar das etiquetas não entrarem em detalhes, se nós entendermos um pouco do processo de produção da moda, ao checar a etiqueta já conseguimos saber mais sobre a peça que estamos levando para casa. Não vou sugerir que sejamos todos experts em cadeia de produção, afinal, para cada produto de moda que compramos, são mais de 100 processos e etapas até o produto chegar na loja.  Mas vou te contar um pouco sobre isso (da maneira mais interessante possível, prometo!) para te mostrar que comprar produtos “feito no Brasil” é um baita ativismo que ajuda toda a economia do país girar, economiza recursos e diminui emissão de poluentes, além de dar uma força para a indústria de design e criação brasileira (acredite, ela precisa muito). A Oficina de Estilo contou 5 atitudes sustentáveis na moda e entre elas estava o consumo de marcas de perto e pequenas. A Renata Abranchs lançou o movimento #FeitoNoBrasil (do qual a Insecta faz parte) para valorizar toda a indústria da moda brasileira e fazer nós entendermos que comprar local é comprar melhor. No mundo todo existe um forte movimento de valorização do “made local” e “sorced local” (em tradução literal “feito local” e “com matérias-primas locais”).  Inglaterra, Estados Unidos, Holanda, Itália, Espanha e Austrália são alguns dos países líderes do movimento que valoriza a moda da casa, feita com qualidade, através de mão de obra justa e que pode não ser a mais barata, mas com certeza é mais duradoura. Processed with VSCOcam with f2 preset Eu quero convidar você a pensar sobre isso, a ler a etiqueta antes de comprar uma peça e checar aonde essa peça foi feito. Aqui vai o porquê desse convite com mais detalhes:  1. Mão de Obra Justa No Brasil, nós temos uma lei trabalhista extensa e cheia de regras que garantem o bem estar do trabalhador. Nós temos também os sindicatos, que zelam pelos interesses dos trabalhadores do seu setor (uns são mais eficientes, outros menos), além do Ministério do Trabalho que é completamente “mãe” do trabalhador brasileiro. A China, por exemplo, nem leis trabalhistas tem, e grande parte da moda que compramos que é feita em países como Bangladesh, Serra Leoa, Índia, etc é produzida em zonas de livre acordo, uma terra de ninguém onde quem manda são apenas os donos das confecções. Já os governos locais fazem sua parte garantindo, através de terrorismo e força policial, que os funcionários não organizem sindicatos e não exijam direitos. A maioria dos trabalhadores na indústria da moda asiática, oriental, indiana e africana são mulheres entre 16 e 26 anos, que sofrem abusos físicos e verbais, mas não têm outras opções a não ser se submeterem a essas condições para garantir um salário  de, em média, USD 38 por mês. Você pode dizer agora: “mas tem trabalho escravo no Brasil também”.  Tem sim, mas a grande concentração de trabalho escravo no Brasil está na agricultura e pecuária, e não na moda. A chamada quarteirização do serviço de confecção torna, de fato, a cadeia mais sujeita a falhas, mas, se compararmos o número de casos entre o Brasil e a Ásia, os casos brasileiros na moda são ínfimos. Além do mais, a dica é comprar moda feita no Brasil não de grandes varejistas, mas sim de marcas pequenas, pequenos designers e empresas locais que estão conquistando seu espaço sempre preocupados com a produção e qualidade dos seus produtos. 2. Apoio À Indústria Nacional A indústria é uma das mais importantes fontes do PIB de qualquer país. Por isso, alguns países dos EUA e Europa estão retomando sua produção industrial, criando novamente seus pólos de produção. O Brasil é um dos únicos países que ainda é capaz de suprir toda a cadeia de moda: em terras tupiniquins é possível ter desde a produção da fibra (por exemplo, a plantação de algodão) até a confecção da peça final. Quando você compra um produto “feito no Brasil” você garante que esse processo se mantenha vivo e relevante, além de endossar o trabalho de milhões de trabalhadores de norte a sul do país. Não adianta reclamar que a economia vai mal, e não se dar ao trabalho de apoiar empresas brasileiras. O governo federal e estadual tem sua cota de responsabilidade, sem dúvidas, mas sem consumidor, a indústria brasileira também não vai pra frente. Processed with VSCOcam with f2 preset 3. Incentivo À Economia Criativa Se você é designer, artista ou estilista sabe o quão difícil é viver da economia criativa. Se você não é nada disso, saiba que é muito difícil garantir um espaço nesse meio onde os profissionais são tão desvalorizados. Quando você compra de uma marca de moda brasileira, principalmente as menores, você incentiva o trabalho desses profissionais locais talentosos, dando a chance desses se destacarem em um universo dominado pelas grandes varejistas e pelas marcas de fast-fashion, que trazem tudo de outro lugar, inclusive o trabalho criativo. Valorize os colegas e profissionais da terrinha. photo 4 (2) 4. Mais Perto É Igual A Menos Poluição Quando você compra um produto feito bem longe, tipo na China, além de você não saber nada sobre quem produziu aquele produto, você está garantindo um transporte extremamente custoso e poluente. No ano passado, o Natural Resources Defense Council divulgou um relatório que falava exatamente sobre isso. Segundo o relatório, “exceto quando se aproximam de docas em portos que exigem combustível mais limpo, como nos Estados Unidos ou na Europa, os navios containers que operam através de portos chineses usam um tipo de petróleo barato, que é pesado em enxofre e deixa um denso rastro de uma fuligem fina, e de poluentes à base de ozônio, nitrogênio e enxofre”. Então comprar dos EUA e Europa é menos pior? É sim, mas comprar aqui do ladinho também garante que você não está endossando esse tipo de dano ao meio ambiente. Vamos valorizar a moda feita no Brasil!? Se você quiser saber mais, pode perguntar nos comentários ou mandar um email pro Modefica ou pra Insecta, que vamos fazer nosso máximo pra te explicar porque nós acreditamos muito nesse movimento que valoriza a produção local. Aproveito e deixo vocês com o vídeo que mostra um pouco da produção da Insecta, feita de maneira artesanal no Brasil <3   Continue lendo

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Opssss

A gente tá trabalhando em algumas novidades e por isso a loja estará instável das 16h as 18h.

Logo, logo estaremos de volta, tá!