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Upcycling: uma alternativa consciente

Upcycling: uma alternativa consciente
Quando criança a gente ouvia falar sobre os três “R” da sustentabilidade: reduzir, reutilizar e reciclar. Reduzir era repensar seu consumo, comprar menos, sem excessos, evitar produzir lixo; reutilizar significava não jogar fora na primeira vez que algo parecesse sem uso, era olhar de novo para as coisas e usá-las em outras funções. Se depois de todo esse processo, algo precisasse ser descartado, a reciclagem garantia que o produto pudesse passar por um novo processo, ser refeito para ser utilizado de outra maneira. Hoje esses conceitos foram desenvolvidos e aprofundados: o upcycling pode ser definido como “dar um novo uso para algo”, passando pelo processo transformador da reciclagem, mas sem perder a qualidade do material. Ele é viável porque não precisa necessariamente de grandes estruturas para acontecer. Aqui na Insecta, por exemplo, nosso processo de fabricação reutiliza produtos como tecido de roupas usadas, borracha e tecidos produzidos a partir de garrafa pet, dando novas formas e finalidades para eles. Processed with VSCO with f2 preset No dia-a-dia a gente pode transformar muita coisa que aparentemente perdeu a função: por exemplo, você mesmo pode pegar uma roupa antiga e transformá-la numa nova, ou trocar com alguém, um móvel antigo pode ser restaurado ou transformado, entre outras ideias. Tem muitas propostas interessantes por aí, como a da Comas, que é uma marca que produz novas roupas apenas com aquelas que seriam descartadas pela grande indústria, porque possuem pequenos defeitos e imperfeições. A Agustina, idealizadora do projeto, esteve na nossa loja em São Paulo e ensinou o pessoal a transformar uma camisa velha em uma peça nova e linda. O processo de upcycling é importante ao pensarmos em impacto ambiental do consumo, porque reduz a quantidade de objetos descartados e de quebra diminui a demanda por novos produtos. Esse processo criativo ajuda a reduzir o descarte de objetos que ainda têm vida útil, dando uma alternativa a quem busca viver de maneira mais verde e responsável. "O produto mais verde é o que já existe, porque não depende de mais recursos naturais para ser feito." - Rick Ridgeway Continue lendo

Especial FRW: Como a Insecta propõe mudanças nas relações de produção e consumo

Especial FRW: Como a Insecta propõe mudanças nas relações de produção e consumo
A Fashion Revolution Week é um movimento que busca trazer uma discussão sobre o consumo de moda. Não qualquer moda, mas a indústria chamada “fast fashion”, que tem produção em larga escala e poucas preocupações quanto aos impactos sociais e ambientais dos seus processos. Já falamos sobre a iniciativa no início dessa semana, lembra?  Uma das ações mais legais que o movimento propõe é a “ask the brand” (pergunte à marca), onde os consumidores devem questionar de onde vieram as roupas que as marcas vendem: Quem fez? Como fez? Quais eram as condições? A ação e a hashtag #QuemFezMinhasRoupas nos inspirou a falar mais sobre nosso processo de produção. Partindo disso, durante toda essa semana vamos não só discutir o consumo de moda, mas mostrar nossa proposta dentro dessa indústria. Pra gente, é importante falar nisso tudo porque foi justamente nesse contexto, de produção desenfreada que não leva em consideração o impacto social e ambiental, que ela nasceu. A ideia sempre foi construir uma marca que fosse uma alternativa ao "fast fashion", que levasse em consideração a construção dos sapatos em todas as etapas, prezando por processos com menos impactos social e ambiental. A partir disso nasceram os besouros, todos feitos com matérias primas sem origem animal, reutilizando materiais num processo de upcycling (que você vai conhecer mais nos próximos dias), além do cuidado na escolha dos nossos fornecedores e parceiros. Os resultados já apareceram: de lá pra cá foram reaproveitadas 2.100 (aproximadamente 480 kg) peças de roupas e 1.000 garrafas pet, dando forma ao sapato que carrega consigo mais do que um “rostinho bonito”: carrega a força das pequenas mudanças, das pequenas ações que transformam. Nosso objetivo não é apenas vender sapatos, mas ajudar na conscientização das pessoas no processo de compra, sendo uma alternativa de consumo responsável. Convidamos você a acompanhar o conteúdo da nossa semana de revolução da moda e repensar alguns hábitos. aaaa   Continue lendo

Chegou A Fashion Revolution Week: Conheça e Participe

Chegou A Fashion Revolution Week: Conheça e Participe
A iniciativa global Fashion Revolution chega ao seu terceiro ano e dessa vez arma uma semana inteira de eventos, do dia 17 ao dia 24/04, em diversas cidades do mundo. No Brasil, o evento acontece em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Caxias do Sul, Porto Alegre, Campinas , Salvador, Niterói, São José dos Campos... e a lista não para. Sempre em abril, Carry Sommers, a fundadora do projeto, explicou ao Huffington Post UK porque decidiu estender para uma semana completa: “Esse ano, o Fashion Revolution Day cairia em um domingo, então decidimos fazer uma semana inteira de eventos. Cada dia da semana terá um foco diferente, alguns exemplos: Vamos Ser Transparentes: Olhando para como as marcas estão se saindo quando o assunto é transparência na cadeia de produção; Como Ser Um Revolucionário da Moda, com o lançamento da campanha #haulternative e com o foco em melhores maneiras de comprar, vestir e descartar roupas; É Tempo Para Uma Revolução da Moda, com o foco em questões de política”. Para quem não conhece, o Fashion Revolution é uma iniciativa que começou em Londres, em 2014, depois de Carry Sommers ler em todos os jornais a notícia trágica do desabamento do Rana Plaza, prédio responsável por abrigar diversas oficinas de costura, em Dhaka, Bangladesh. Orsola de Castro, co-fundadora da Esthetica, e a jornalista Lucy Siegle engrossaram o coro e ajudaram a popularizar a campanha. whomademy-bg2 Segundo Sommers, no ano passado, o Fashion Revolution atingiu mais de 8 bilhões de pessoas nas redes sociais e esse ano a promessa é alcançar ainda mais pessoas. Mas, a grande questão acaba seno: além da Internet, é possível ver o impacto do Fashion Revolution na indústria da moda? Sommers acredita que, cada vez mais, as marcas estão sendo pressionadas pelo público, por meio de iniciativas como o Fashion Revolution, a serem transparentes. Ela também acredita na necessidade de marcas além do fast-fashion, como grandes conglomerados de luxo, começarem a entrar no jogo. “Muitas marcas não conseguem falar onde suas roupas foram feitas porque elas realmente não sabem onde as roupas foram feitas”, explica ela sobre o tamanho do problema. Entretanto, para além das ruas, diversos encontros contaram com a presença do Fashion Revolution: “Participamos em grandes eventos da União Europeia, G7, ONU e COP21. Nós co-organizamos eventos no Parlamento Europeu, House Of Commons, House of Lords”, conta durante a entrevista. O Fashion Revolution não está se limitando a atingir só os cidadãos consumidores, Sommers parece entender a complexidade do sistema quando diz “o escopo deste também deve ser estendido para cobrir toda a cadeia de vestuário, têxtil e moda: de fazendeiros a artesãos e trabalhadores até o consumidor final”. 9.-FRD_campaign_actions_horizontal1 Apesar do movimento ser comandado de Londres, as iniciativas acontecem de forma descentralizada. A organização do Fashion Revolution é independente em cada país e é simples ser um voluntário. Para quem quiser participar das diversas rodas de conversa, debates e oficinas que acontecem durante a Fashion Revolution Week acompanhe a página do Fashion Revolution Brasil (ou do seu país) pelo Facebook. Continue lendo
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