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Cálculo de impacto: olha o tanto de coisa que reaproveitamos em 2017

Cálculo de impacto: olha o tanto de coisa que reaproveitamos em 2017

Dia 25 de janeiro a Insecta sopra velinhas (no bolo vegano, claro). Em 2018, chegamos ao nosso quarto ano de vida e temos nosso próprio ritual de renovação. Fazemos um cálculo de tudo que reaproveitamos no ano anterior pra saber a quantas anda a nossa caminhada na direção de produzir de um jeito cada vez mais sustentável.

Dá uma olhada no tanto de coisa que a gente transformou em sapato e mochila em 2017:

Foram 6640,16 garrafas plásticas, que viraram tecidos lisos e estampados. Todo esse material poderia estar em algum aterro ou mesmo boiando no mar, e olha que incrível: foi reciclado e virou uma coisa totalmente nova.

Em tecidos e roupas reaproveitadas, chegamos a 391,69 m². Isso inclui as peças de roupas vintage garimpadas por nós, jeans doado, e ainda tecidos que vieram do Banco de Tecido. Mais material que pra muita gente era lixo, mas pra gente é oportunidade e inspiração.

Sabe os solados dos nossos sapatos? Usamos 2120,70 kg de borracha reciclada pra fazer. Isso tudo era excedente da produção e também teria como destino o lixo. Ao invés disso, deu vida a solados bonitos, resistentes e super ecológicos.  

Em 2017 a gente também reaproveitou mais de 1000 caixas de sapato. Assim, deixamos de produzir novas caixas e foi possível economizar matéria-prima, energia e deixamos de gerar resíduos. Essas caixas foram devolvidas por muitos de vocês! Muita gente, ao comprar na loja, prefere não levar a caixa pra casa. Elas voltam para o estoque, novinhas e sem uso.

Esse foi um ano de crescimento por aqui. O número de garrafas pet recicladas subiu 129% em relação a 2016. Começamos a usar uma proporção muito maior de borracha reciclada em relação à borracha virgem nos solados. Reavaliamos processos, melhoramos muita coisa.

A partir de agora, 100% das nossas embalagens serão recicladas graças à nossa parceria com o eureciclo (que a gente contou por aqui). Já estamos recebendo os Insectas usados e estragados, que você não quer mais, pra usar na nossa produção. Isso é o fechamento de ciclo que a gente sempre fala. Sem gerar lixo e sem precisar de materiais novos.  

Você pode nos mandar os seus Insectas no fim do ciclo pelo correio ou deixar nas lojas de SP ou POA. Vamos juntos num 2018 ainda mais verde?

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Insecta + Amni Soul Eco: fechamento de ciclo cada vez mais possível

Insecta + Amni Soul Eco: fechamento de ciclo cada vez mais possível

Lembra que a gente falou que vinha novidade por aí? Já vamos começar a te adiantar uma delas, então. Estamos participando do Inspiramais, que é um salão de design e inovação de materiais. Esse evento rola todo semestre e por lá são apresentadas novidades em termos de materiais com foco em vestuário, calçados e acessórios. Nessa edição, participamos em conjunto com a Rhodia, a Innovativ e a ProPU. Quem estiver passeando pelos corredores da feira (ou pelos nossos stories) já pode espiar as novidades em primeira mão. Trouxemos o Amni Soul Eco®, fio biodegradável da Rhodia, pro universo dos calçados. É um movimento inédito que vai abrir caminhos pra produção de sapatos ainda mais ecológicos daqui pra frente.

O Amni Soul Eco® é um fio especial de poliamida especial desenvolvido pela Rhodia pra ser um aliado no fechamento de ciclo dos produtos. Ele se decompõe em menos de três anos após descartado em um aterro (no pior dos cenários), diferente de outras fibras que levam décadas, ou mesmo séculos. O fio também pode ser reciclado (o melhor dos cenários), e toda a sua produção é pensada pra ser o mais sustentável possível. Os cabedais dos besouros que estão expostos por lá foram produzidos pela Innovativ. Essa tecelagem também trabalha com um olhar ecológico e criou novas possibilidades para os nossos Insectas: sapatos com texturas diferentes!

Além disso, também apresentamos um solado especial. Ele é levíssimo foi desenvolvido pela Pro P.U., que faz solados de PU reciclado. Esse material é excedente da própria produção da empresa, onde todos os descartes da fábrica voltam a ser solados. Fechamento de ciclo na prática.        

Tá aí a nossa primeira novidade de 2018! Por enquanto, temos apenas protótipos (então segura o coração), mas já estamos trabalhando em novos modelos pra chegarem às nossas lojas em breve. <3

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Economia Circular: Para Além da Redução, Reuso E Reciclagem

Economia Circular: Para Além da Redução, Reuso E Reciclagem
A economia circular ainda está distante da nossa realidade de produção em massa, mas cada vez mais vemos ideias e iniciativas propondo como repensar cadeia de produção e logística reversa para um sistema mais sustentável. Hoje, a cadeia de suprimentos funciona de maneira linear, ou seja: extração, produção e descarte. Esse sistema nos deixa com excesso de resíduos com os quais não sabemos lidar, enquanto nos força a extrair tudo da natureza sem respeitar seu ritmo de regeneração. Essa nova economia de ciclo fechado e circular, por sua vez, propõe não só o redução, reuso e reciclagem como também a restauração e regeneração. Existem vários conceitos agregados à economia circular como 'do berço ao berço', bioomimética e design regenerativo, todos propondo novas maneiras de pensar produção integrada à natureza. Basicamente, a economia circular busca garantir que nada é desperdiçado – ou volta para a natureza para ser transformado em energia (como a compostagem, por exemplo), ou o material volta para o ciclo de produção. A Apple lançou seu novo robô Liam que consegue desmontar e separar todas as peças de um Iphone em 11 segundos. A ideia é reaproveitar todos os componentes, até porque muitos deles são feitos de metais valiosos e que podem ser reutilizados eternamente como cobre e ouro. liam2 Mas para a economia circular funcionar é preciso mais do que tecnologia, é preciso uma quebra de paradigmas. As empresas precisam dizer adeus à obsolescência programada e repensar o modelo de negócios totalmente dependente de despejar, literalmente, produtos no mundo. Produtos precisam voltar a serem feitos para durar e as corporações precisam se alinhar ao sistema de produção circular, do design à logística reversa, pensando em novas maneiras de fazer negócios. Quando isso acontecer, não teremos mais produtos mal pensados, não recicláveis e descartáveis. Se a Nestlè fosse obrigada a implementar a logística reversa e a economia circular no seu modelo de negócios, ela nunca teria jogado no mercado um produto de difícil reuso e reciclagem como as cápsulas de expresso descartáveis, por exemplo. Por isso que não é possível só esperar a boa vontade das empresas. Governos precisam garantir legislações que forcem as empresas e os cidadãos a se responsabilizarem por seus produtos. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos é um excelente começo, mas falha em não fiscalizar empresas e não conscientizar as pessoas, mostrando que ainda temos um longo caminho a seguir. Na ponta final, nós, cidadãos e consumidores, precisamos repensar o nosso consumo. Como, por que e de quem estamos consumindo? No ritmo de produção atual, com a demanda crescente do mercado Chinês e Indiano, é hora de quem consome demais repensar hábitos e procurar novos significados não só no consumo, mas também na vida. Sem essa mudança de comportamento, a economia circular não é possível. Mas, como cidadãos, nossa responsabilidade não vai só até o caixa de pagamento. Precisamos nos envolver mais na política, elegendo pessoas comprometidas, fazendo pressão para criação de leis que beneficiem a economia circular e nos mantendo de olho e ativos em encontros que promovam debates sobre o tema. Esse movimento está crescendo, cada vez mais pessoas estão exigindo um repensar de como tratamos o meio ambiente e você precisa aumentar esse coro. A implementação da economia circular não é uma jornada fácil, mas é uma jornada necessária. Continue lendo
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