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10 mudanças fáceis pra ter uma vida mais verde

10 mudanças fáceis pra ter uma vida mais verde

Dizem por aí que o ano só começa depois do Carnaval. Pra muita gente, a virada que conta é astrológica, que acontece em março. E mesmo pra quem conta o novo ano a partir de 1º de janeiro, sempre é tempo de fazer resoluções (e revoluções também).

A gente te ajuda a dar os primeiros passos. Confere 10 dicas bem facinhas que você pode ir incorporando ao dia a dia, adaptando à sua realidade sempre que precisar:

1 - Chega de desperdiçar comida Planeje o cardápio da semana. Você vai saber exatamente do que precisa (e do que não precisa). Sabe aquela técnica tradicional de fazer a lista de compras e tentar ir ao mercado\feira o mínimo possível? É isso. Evita compras por impulso e você não fica com a geladeira cheia de comida estragando. Ah, e ainda economiza em $ pra investir em você.

2 - Considere o veganismo Se você não quiser (ou não puder) cortar totalmente os ingredientes de origem animal, tudo bem. Cada um tem o seu tempo e a sua realidade. Mas você pode considerar reduzir esses ingredientes da sua alimentação em 2018. Faça um dia da semana vegano, conheça novas receitas (no blog temos vaaarias), descubra novos sabores. É bom pra sua saúde, pro planeta e claro, pros animais.    

3 - Ame as suas roupas O tema do Fashion Revolution de 2018 foi “Loved Clothes Last”, mas vale pra qualquer ano. Isso quer dizer, na prática, que quando você cuida do que tem, você tem por mais tempo. E assim não precisa renovar guarda-roupas a cada virada de estação. Observe as instruções de lavagem. Faça pequenos reparos, pregue novos botões, ajuste, reajuste. Sempre vale mais a pena manter uma peça do que comprar outra.

4 - Deixe o carro em casa A gente sabe, nem sempre tem como. Ainda mais pra quem tem dias puxados com várias paradas. Mas promete que vai tentar? Ande de carona com amigos, use a bicicleta ou vá a pé pra compromissos perto de casa. Aliás, priorize os compromissos perto de casa - vá no mercadinho do seu bairro e não no mercadão lá longe, por exemplo.

5 - Se informe Esse é o melhor jeito de saber qual a melhor atitude tomar. Sair da zona de conforto é um movimento que tem que vir lá de dentro, e quando você tem informação fica tudo mais fácil. Descubra quem fez suas roupas. Saiba de onde vem os alimentos que você consome. Se informe sobre as marcas que você consome e decida quem você vai apoiar. Se informe também sobre pontos de coleta de resíduos recicláveis, sobre como funcionam as coisas na sua cidade. Curiosidade abre um tanto de portas. ;)

6 - Se liberte da sacola plástica plmdds Vamos falar disso mais uma vez? Vamos sim, até todo mundo abandonar essa praga da vida moderna. Já mostramos aqui no blog que as sacolinhas são um problema e que reduzir ao máximo é a melhor saída. O segredo é ter uma ecobag sempre por perto. Não quer andar carregando muita coisa? A ecobag do besouro é pequena e se for bem dobrada, cabe até no bolso #ficadica.  

 

7 - Evite alimentos embalados Parece difícil, mas não é. Ainda mais se você já tem o hábito de fazer feira e comprar a granel. Alimentos prontos e embalados vendidos nos supermercados têm uma lista de pequenos problemas, e evitando consumir esse tipo de produto a gente corta o mal pela raiz: normalmente os vegetais são cultivados de forma industrial, com muito uso de agrotóxicos. As embalagens são de plástico, isopor ou plástico filme, que não é reciclável. Empresas que comercializam esse tipo de produto costumam descartar frutas e vegetais com aspecto “imperfeito”, ou seja, é comida totalmente comestível indo fora.  

8 - Economize energia Pelo valor da conta da luz (taí um ótimo incentivo), mas também pelo meio ambiente. Pequenas práticas podem ajudar no cotidiano e juntas viram uma baita economia: desligue computador, tv e outros eletrônicos durante a noite e quando sair de casa. Até na função standby eles consomem energia, sabia? Troque suas lâmpadas por LED. Elas podem parecer mais caras na hora da compra, mas duram muito mais e economizam energia.

9 - Use pilhas e baterias recarregáveis Infelizmente, nem essas duram pra sempre. Mas com certeza duram mais do que pilhas comuns, que levam até 100 anos pra se degradarem na natureza. E você já sabe, né? Muitas vezes elas vão parar em lixões, liberando toda aquela química no solo e na água subterrânea. Além disso, é um gasto ($) e a geração de resíduo com embalagem.

10 - Tenha um kit permanente na bolsa Aqui você vai adaptar conforme a sua necessidade, sabendo o que você mais consome e o que você pode cortar com preparo antecipado. Tem gente que leva garrafinha de água, outros preferem copinho, tem quem leve guardanapos de pano e até canudinho de metal ou bambu na bolsa. E aqui uma dica que é ótima pra quem não dispensa o cafézinho na rua: você pode ter uma colherinha de café na bolsa. E nunca mais vai precisar usar aqueles palitinhos plásticos que duram um total de 3 segundos e depois viram lixo.  

Viu? Tudo moleza. Ter atitudes mais sustentáveis é fácil e quando você vê já faz parte do cotidiano.

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Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? – Parte 2

Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? – Parte 2
Como já comentamos no primeiro post, novos comportamentos estão emergindo, principalmente entre os jovens, que são os protagonistas de uma mudança iminente em relação ao entendimento do que é sustentável e ético. Nesse segundo post damos continuidade ao tema:   Recusar, reduzir, reusar, reciclar e compostar Fazer sua comida ou seus cosméticos em casa faz repensar as embalagens e os descartes. E é isso que o movimento Zero Waste pretende: encarar o consumo e o lixo de frente, questionar para onde vai todo o excesso e qual é a contribuição das pessoas com esse problema. Os adeptos desse movimento param de agir de forma automática e enxergam a necessidade de reduzir ou zerar sua produção de lixo. A nova-iorquina Lauren Singer é um exemplo desse comportamento ativo, que reduz totalmente a produção de lixo. O incômodo começou quando ela notou que um colega, repetidamente, levava lanches para a faculdade em uma sacola plástica de uso único,uma garrafa de água descartável e um pote de plástico. Lauren, enquanto estudante de um curso de ecologia, pensou que não bastava dizer que amava o meio ambiente, ela tinha que viver como se ela amasse o meio ambiente. A partir dessa percepção, começou o Trash is for Tossers, um blog onde ela documenta sua rotina sem produzir lixo.   Como colocar em prática? Como primeiro passo, você pode pensar sobre o seu lixo. Parece estranho, mas é exatamente por não levarmos esse assunto a sério, que temos um problema tão grande. Analise seu lixo, descubra quanto você produz e do que ele é composto (mais lixo orgânico, mais lixo reciclável?), descubra se seu condomínio tem coleta seletiva ou onde tem um posto de reciclagem próximo a sua casa e faça um plano de redução de resíduos. Parar diminuir sua produção de lixo, você não precisa substituir nada que tem em casa. A tentação de comprar coisas novas, como canudos de metal pode ser grande, mas vendo o que já tem nos armários e usando a criatividade é possível encontrar soluções sem gastar dinheiro e recursos da natureza. A Cristal Muniz, do projeto Um Ano sem Lixo, já fez um post para o nosso blog com cinco dicas básicas para seguir em direção à produção zero de lixo. Clique aqui para ler e botar em prática já!   Comer seus vegetais As recomendações alimentares menos polêmicas, incluindo as do jornalista Michael Pollan, incentivam o consumo de comida de verdade, principalmente vegetais. A atual oferta alimentar é muito pobre por ser ultra processada e cheia de açúcares e gorduras. Por excluir quase que totalmente alimentos frescos, deixa-se de consumir frutas e verduras no dia a dia. Essa onda dá força ao veganismo, que não é apenas uma dieta alimentar e inclui também preocupação com as roupas e cosméticos, por exemplo. Veganos são contra qualquer tipo de exploração animal e não consomem leite, ovos, mel, couro, gelatina ou outros derivados. Sendo impossível separar preocupação ambiental da alimentação, a escolha de viver de acordo com suas crenças passa pela compaixão animal. Recusar a dieta onívora ou resgatar animais abandonados tem tudo a ver com esse comportamento.   Como colocar em prática? Você pode começar comendo mais vegetais, depois experimentar passar as segundas-feiras sem carne até trilhar o caminho do vegetarianismo. Receitas podem ser úteis e a gente te indica várias aqui no blog. É provável que você queira ler alguns livros para ter certeza de que é esse o caminho que você quer seguir. Algumas opções que discutem ética e maus tratos são Comendo Animais, do Jonathan Safran Foer; Libertação Animal, do Peter Singer. Para não descuidar da nutrição, veja os conselhos do Dr. Eric Slywitch nos livros Alimentação sem Carne e Virei Vegetariano, E Agora?. O documentário Cowspiracy, do qual já falamos por aqui, também pode ajudar nessa expedição. De nada adianta reclamar da falta de opções veganas sem deixar isso claro para os donos de estabelecimentos comerciais. Você pode escrever uma carta e mandar para os seus restaurantes e lojas favoritos. 994545_395790273859040_1801934394_n imagem: Fazenda Santa Adelaide   Comprar local e orgânico Preferir comprar de perto além de diminuir a pegada ambiental do produto também colabora para o crescimento da economia brasileira, pra tirar o dinheiro da mão de meia dúzia de bancos de investimento e distribuir entre pessoas que tem nome de verdade. Quanto menos elos na cadeia de produção, mais fácil de descobrir se todo mundo está recebendo direito, se a forma como as coisas são feitas é ética. Quando um produto atravessa três continentes só no processo produtivo, fica quase impossível controlar tudo que acontece em cada deslocamento. Comprar orgânicos diretamente do produtor é uma atitude que assegura e incentiva a plantação de alimentos melhores, sem o uso de agrotóxicos. Esse comportamento cria a possibilidade de conversar e conhecer os responsáveis pelo cultivo dos alimentos, que muito provavelmente são mais saudáveis por trabalharem sem veneno, sem pesticidas. Existem comunidades, chamadas CSA (Community Supported Agriculture, ou Comunidade em Suporte à Agricultura) que se comprometem a comprar a produção de uma pequena fazenda, pagando mensalmente e retirando cestas semanais de produtos. Os participantes dividem os benefícios e também os riscos para garantir que o trabalho continue. Em caso de chuvas intensas, por exemplo, em que se perde parte da produção, é justo que os trabalhadores ainda sejam remunerados. Também são feitas assembleias para discutir assuntos de interesse comum, como as variedades plantadas a cada estação.   Como colocar em prática? O Idec tem um mapa de feiras orgânicas em todo o Brasil, esse conteúdo preciso pode ser acessado aqui. São 500 feiras no país todo, quem sabe você não acha uma pertinho da sua casa? Outra opção é participar de uma comunidade CSA, você pode conferir a lista com alguns produtores brasileiros aqui. Comprar pão daquele seu vizinho que deixa a rua mais cheirosa, ou geleia do seu colega de trabalho. Por enquanto não tem jeito tecnológico de encontrar essas pessoas, mas é garantido que se você perguntar entre os amigos ou os vizinhos vai conseguir boas dicas. Quem mora no Rio de Janeiro tem a sorte de ter a Junta Local por perto. Eles reúnem produtos artesanais feitos em pequena escala em eventos no site, onde é possível montar sua cesta com itens locais. Continue lendo

Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? - Parte 1

Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? - Parte 1
maxresdefaultImagem: divulgação Assumir a responsabilidade e fazer sua parte para tornar o mundo um lugar mais sustentável ainda é, infelizmente, uma atitude que está distante da maior parte da população. Na maioria dos casos, uma mudança de modo de agir só acontece em situações de urgência e necessidade (como uma crise no abastecimento de água), ou por iniciativa do governo, por meio de leis que obrigam o cidadão a adotar alternativas mais ecológicas (como leis que proíbem a distribuição de sacolinhas plásticas em supermercados, ou que proíbem a circulação de carros em dias específicos de acordo com o final da placa). Uma das causas para esta inércia por parte da população é o fato de que os impactos da produção em massa, do uso de energia não renovável e do desmatamento estão muito distantes do dia a dia das pessoas, especialmente aquelas que vivem nas cidades. Também a solução parece muito distante, e é normalmente delegada ao governo, que deve fazer valer a legislação existente e encontrar maneiras de resolver novos problemas. Mas essas soluções não devem ousar tocar nos privilégios da população! Ou seja, o cidadão quer que o problema seja resolvido, mas não quer ser parte da solução! E os governantes, com medo de perder popularidade, acabam recuando de decisões importantes. À falta de iniciativa da sociedade soma-se a ganância das grandes corporações, que tentam demonstrar um falso equilíbrio entre preocupação ambiental e obtenção de lucros. Falso porque, nesta balança, o lucro sempre pesa mais. Com isso, exploram cada vez mais os recursos naturais e humanos, até o limite (e frequentemente além) do que permite a legislação - que muitas vezes é pouco restritiva justamente para atender aos interesses das empresas. Dentro desse cenário, novos comportamentos emergem. Principalmente entre os jovens, que são os protagonistas de uma mudança iminente em relação ao entendimento do que é sustentável e ético. Eles questionam como o estilo de vida deles pode impactar negativamente no meio ambiente e na sociedade e resolvem por vontade própria mudar.   Comprar menos, desperdiçar menos, ter menos Todos os comportamentos emergentes que reforçam a preocupação com o futuro do meio ambiente têm em comum a consciência de que é preciso diminuir o ritmo. Ou seja, para começar a reparar o estrago já feito temos que reavaliar nossos desejos e necessidades de consumo. Apesar do estímulo constante da publicidade e dos veículos de massa, as pessoas que escolhem um estilo de vida minimalista conseguem filtrar tantos incentivos para consumir e passam a adotar soluções práticas que permitem que elas vivam com menos desejos e mais propósito. Elas questionam o tempo todo o que realmente agrega valor às suas vidas; o que não tem essa característica, simplesmente não deve fazer parte dela. E por deixar o caminho livre para o que realmente importa, sobra espaço para relacionamentos, cuidados com a saúde e contribuições com a sociedade. O que pode parecer simplesmente livrar-se de posses materiais é na verdade muito mais que isso. A vida com menos coisas abre portas para um comportamento onde a troca e o compartilhamento conseguem suprir as necessidades por objetos e até serviços.   Como colocar em prática? O Tem Açúcar? facilita e incentiva o empréstimo de objetos entre vizinhos. Alguns eletrodomésticos ou ferramentas, por exemplo, são usados poucas vezes por ano. Por meio dessa rede poderosa, quem já tem pode compartilhar com os outros. O recém-criado grupo Share Sugar promete promover a troca de serviços ou produtos. É possível propor o escambo entre um espaço em seu escritório e o trabalho de um designer, por exemplo. Conceito parecido com o do Bliive, que propõe a troca de tempo e possui um site bem estruturado que permite que você compartilhe seus conhecimentos e acumule fichas de tempo para explorar atividades do seu interesse. (Para quem lê em inglês) O site The Minimalists convida para uma jornada de 21 dias em busca do minimalismo, com desafios e propostas realistas para transformar isso em um hábito, sem que isso traga excesso de pressão ou infelicidade. Screen-Shot-2015-10-12-at-9.44.01-AM-1024x678Imagem: death to stock photo   Fazer em casa, fazer com as mãos Fazer é ter a habilidade de construir, transformar e criar algo a partir do nada. Se agir é mais valioso que falar, colocar a mão na massa é enfrentar de frente seus próprios valores e ter autonomia completa de escolha de ingredientes e materiais. O "fazer" entrega a possibilidade de testar o valor intangível das coisas, de entender o que é realmente difícil, trabalhoso ou demorado. Principalmente nas cidades grandes, o consumidor está muito distante (física e intelectualmente) do lugar onde os alimentos são plantados, as roupas são produzidas, etc. O resultado é que as pessoas se acostumam a isso e passam a questionar menos, a ter menos curiosidade. Por outro lado, nasce uma corrente de pessoas querendo fazer, resgatando técnicas esquecidas lá no tempo das avós como bordado, costura manual ou massa caseira. Não à toa as feiras de trabalhos manuais e de design independente crescem tanto, e alguns jovens trocam o trabalho formal no escritório pelo que era hobbie e virou paixão.   Como colocar em prática? Não precisa nascer sabendo, dá pra aprender muita coisa com tutoriais em vídeo na internet. Duvida? Aqui vai uma lista de coisas para aprender pelo Youtube: (Em inglês) Como fazer seu próprio desodorante, pra não depender dos industrializados, no canal Trash is for Tossers. Como fazer molho de tomate caseiro, com a chef Paola Carosella que defende a comida de verdade, no canal Do campo à mesa. Como plantar alecrim em casa, e ter uma casa perfumada, no canal Sabor de Fazenda. Como fazer conserva de berinjela, pra presentear ou pra ter para servir, no canal Banquete. Quem preferir aprender com aulas no modo offline pode sempre contar com a programação cuidadosa do SESC da sua região. Quem já souber costurar pode frequentar as oficinas do Ateliê Vivo, que disponibiliza modelagens de estilistas a quem quiser ter uma nova experiência com a moda, que não envolva consumo. Continue lendo
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