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Como uma caneta pode fazer a gente repensar nossos hábitos

Como uma caneta pode fazer a gente repensar nossos hábitos

Quando o meio ambiente entra em pauta, ultimamente se fala muito sobre plástico. Mas isso não quer dizer que deixamos de pensar em poluição do ar, não. Essa palavrinha ~poluição~ parece até um pouco batida, de tanto que a gente ouve desde os tempos de escola, mas é um sério problema. E não é algo controlado. Só piora.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório que falava da urgência em reduzir as emissões de gases poluentes. Além de serem causadores de mudanças climáticas, são ligados a 7 milhões de mortes todos os anos. Em seguida, foi a vez do Banco Mundial publicar o seu relatório, em 2016. Segundo eles, a poluição atmosférica é o quarto fator de morte prematura no mundo. O ar contaminado causou a morte de 2,9 milhões de pessoas em 2013. As doenças causadas pela poluição ambiental são responsáveis por uma morte em cada dez todos os anos.  

Mas parece que só falar esse monte de número (incrivelmente) não causa tanto impacto como se tiver uma prova visual. Lá na Índia, onde nas grandes cidades o nível de poluição é assustador, um grupo de inovação desenvolveu uma caneta que usa tinta feita de fuligem.

Para fazer a Air-Ink, eles usam um dispositivo acoplado em escapamentos e chaminés para coletar as emissões. Toda a fuligem é tratada para remover metais pesados e poluentes cancerígenos, e em seguida vira ingrediente principal dessa tinta atóxica. A fabricação tem uma grande vantagem: eles não só tiram fuligem do ar, mas também deixam de emitir CO2 ou queimar combustíveis fósseis na produção dos ingredientes da tinta. Eles pegam um elemento que está literalmente flutuando por aí e aproveitam pra fazer algo que é útil, e ainda com essa pegada de conscientização.

O problema virando arte

de fuligem a tinta

Fazendo a tinta eles chegaram a uns números bem impactantes. Cada 45 minutos de emissão de poluentes podem virar 30ml de tinta, que equivale a uma caneta comum. Imagina quanta caneta sairia de um dia numa cidade grande? Quantas pessoas dariam conta de usar tudo isso? O recado que fica é esse. Só no Brasil, são 51.296.981 automóveis e 20.942.633 motocicletas, segundo uma pesquisa de 2016 do IBGE.  

Reduzir as emissões é necessário, tanto quanto parar de usar canudinho de plástico. São novos hábitos que a gente precisa - urgente! - adotar. Aqui na Insecta a gente também procura fazer o máximo possível. As nossas entregas do ecommerce são feitas de bicicleta na cidade de São Paulo, uma metrópole conhecida pelo alto índice de poluição atmosférica. O pessoal que trabalha por aqui também prioriza a bicicleta, sempre que possível, como transporte para ir até os escritórios.

E a gente quer te convidar pra fazer as suas próprias revoluções também. Pense em organizar ou usar carona, usar o transporte coletivo ou a bicicleta quando puder. Deixe o carro em casa durante a semana e quando for viajar, procure saber se tem mais alguém indo para o mesmo lugar que você para aproveitar ao máximo os lugares. Tem vários aplicativos de carona solidária pra te ajudar a se organizar (Bynd, Caronetas, Blablacar, Carona Direta e Meleva, só pra citar alguns) e ter menos carros indo pro mesmo lugar.

Editorial Monóxido

Do nosso editorial "Monóxido"

Pra se aprofundar mais nessas ideias e saber como se engajar, dá um pulo nesse post aqui, que a gente deu várias informações sobre as questões climáticas. Vamos repensar maneiras de fazer coisas e começar a questionar? Como no caso da tinta da caneta, às vezes a solução está (com o perdão do trocadilho) flutuando no ar.

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Por cidades com mais pássaros

Por cidades com mais pássaros

Se você mora na cidade, já deve ter percebido que a cada ano menos pássaros dividem o espaço urbano conosco, e essa é uma situação bastante preocupante. O avanço das grandes metrópoles sobre as áreas rurais está acabando com árvores e matas, expulsando nossos amiguinhos cada vez para mais longe. Pensando nesse problema, um grupo de arquitetos e designers criou o Printednest, que nada mais é do que um ninho criado por impressão 3D feito para convidar os pássaros a voltarem para as cidades. 

O sistema do projeto é open source, então cada um pode visitar o site, imprimir seus ninhos (que são customizáveis), colar onde quiser e registrar o local online, para fazer parte de uma comunidade crescente que hoje conta com mais de 130 ninhos instalados em 102 cidades em 30 países. 

Outro ponto muito bacana dessa iniciativa é que os ninhos são feitos em uma fibra eco-friendly, o PLA. Essa é um polímero orgânico e biodegradável semelhante ao plástico. Além disso, eles estão constantemente pesquisando novas possibilidades e alternativas para tornar o produto cada vez melhor para o meio-ambiente. 

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Moda Consciente É Mais Que Um Produto

Moda Consciente É Mais Que Um Produto

Algumas pessoas imaginam que quando falamos em consumir “moda consciente” estamos falando, única e exclusivamente, sobre comprar produtos taxados como eco-friendly ou “sustentáveis”. Porém, moda consciente, ou consumo consciente, não é necessariamente sobre escolher um produto eco-friendly, mas sim sobre ser consciente do que se está comprando.

Por exemplo, quando compramos um chiclete de morango, a maioria de nós não sabe exatamente do que aquele chiclete é feito, nem como ele chegou até as nossas mãos. Não sabemos muito sobre a composição da tal goma de mascar, provavelmente não fazemos ideia que o corante vermelho responsável por deixar o chiclete vermelho é derivado dos insetos cochonilha, ou que a goma pode ser composta por sebo de carneiro.

O mesmo acontece na moda. Nós tendemos a comprar roupas sem saber de onde elas vierem, quem as fabricou e em quais condições. Às vezes, nem mesmo sabemos do que ela é composta – algodão, poliéster, lã? E como e sobre quais condições essas fibras foram produzidas? Muitos de nós não faz ideia que as peças produzidas têm uma etiqueta de composição, imagine então pensar no processo de produção da fibra.

Mas a realidade é que não estamos mais em tempo de consumir com tamanha falta de conexão. Cada vez mais, “a mercadoria que consumimos tornou-se apenas uma parte do amplo sistema de significações que nos constitui enquanto indivíduos pertencentes a um laço social”. É exatamente nesse momento de ressignificação, quando começamos a entender nossa responsabilidade não só como consumidor, mas como protagonista social, que a moda (e o consumo) consciente têm espaço para florescer.

A partir da nossa curiosidade e vontade de saber, buscamos informações e nos tornamos aptos para fazer escolhas realmente conscientes. Podemos comprar uma peça de roupa por R$15, mas saberemos que esse não é o valor mais justo a se pagar por um produto de moda. Podemos comprar aquela goma de mascar de morango, porém conscientes do que estamos colocando na boca.  Sabendo das diversos questões socioambientais envolvidas na produção de um produto, provavelmente teremos chance de fazer escolhas melhores, não só para nós, mas para o mundo.

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Você sabe porque o upcycling é tão importante?

Você sabe porque o upcycling é tão importante?
A essa altura todo mundo já sabe o que é upcycling. Se não sabe, vamos explicar de novo: Sem tradução para o português, o upcycling é o método de transformar materiais que já existem em produtos novos, mas sem que eles precisem passar por um processo de reciclagem. Para aplicar o upcycling é preciso boa dose de criatividade e técnicas de design. Usar tecidos de roupas antigas para fazer sapatos, do jeito que a Insecta faz, é um método de upcyling, por exemplo. Jeans Boots O que talvez muita gente não saiba é porque ele é um processo importante e um dos mais eco-friendly quando falamos de uma moda mais sustentável. Lembra quando contamos aqui um pouco sobre as fibras que compõe tecidos que são as mais amigas do meio ambiente? Pois então, todas elas são muito bacanas e muito melhores que as fibras convencionais. Mas a verdade é que o upcycling de tecidos têm duas vantagens sobre todas as fibras virgens e até mesmo as recicladas. A primeira vantagem é que esse método de reaproveitamento não exige energia e outros processos para transformar o tecido (ou roupa) descartado em material próprio para uso. A segunda é que ele é capaz de evitar que toneladas de roupas e sobras de material têxtil terminem no lixão, onde, independentemente da composição, vão demorar anos e mais anos para se degradarem e vão poluir muito o meio ambiente no processo.antes-e-depois_NEO (1) No quesito economia de energia e recursos, zero nesse caso é muito melhor que qualquer outro número. No processo de poliéster reciclado, por exemplo, utiliza-se cerca de até 85% menos em energias não renovéaveis quando comparado ao processo de produção de um tecido novo do mesmo material. É uma queda impactante, mas mesmo assim o processo gera uso de recursos e emissão de gás carbônico e outros poluentes. O método de upcycling é o que mais se aproxima do ideal proposto pela economia circular (que difere da economia linear da qual dependemos em massa hoje) onde nada se perde e tudo se reaproveita. Basicamente, a economia circular é um modelo econômico global que separa crescimento e desenvolvimento ecônomico do consumo de recursos finitos, concentrando-se em projetos eficazes que visam otimizar o fluxo do uso de materiais e aumentar o estoque de recursos naturais. Pensar numa gestão de resíduo zero (o chamado ciclo fechado) na moda ainda é muito novo, mas o caminho já começou a ser trilhado por empresas pioneiras que estão repensando design, produção e consumo de fibras, tecidos e peças. Design, inclusive, que é um dos pontos mais importantes dessa cadeia, pois é o único processo criativo capaz de transformar o que seria lixo em algo com novo apelo, ou criar uma produto que gere desperdício zero. Ellen MacArthur Foundation Para entender mais sobre o processo de economia circular e o e suas propostas, acesse o site da Ellen MacArthur Foundation. Continue lendo

Entendendo Sua Roupa Desde A Fibra

Entendendo Sua Roupa Desde A Fibra
Saber sobre a mão de obra e o lugar onde sua peça de roupa foi confeccionada (ou seja, transformada de tecido em peça) é importantíssimo, por isso que nós falamos sempre sobre isso por aqui. Mas é importante também ficar atento à fibra que compõe a peça que você está levando para casa e entender de onde ela veio. Primeiro, vale esclarecer que a fibra é o material do qual é composto o tecido das roupas, e que descobrir de qual fibra é feita cada peça não é difícil, basta olhar na etiqueta de composição (a mesma etiqueta que vai te contar como você deve cuidar da sua peça em casa). O segundo passo é entender o tecido e do onde ele veio – da árvore? Do petróleo? Do animal? – e como foi o processo de transformação de matéria prima em fibra. O processo de produção das fibras pode ser extremamente danoso – como é o caso do algodão ou couro – ou bem mais eco-friendly e consciente. Aqui, nós te contamos aos detalhes sobre as 5 fibras mais eco-friendly disponíveis no mercado e por que optar por elas pode te ajudar a preencher mais uma base do ‘diamante da compra consciente’, que mostramos no post “como praticar moda ética na hora de ir às compras?”.   1 - Lyocell O lyocell é um tipo de fibra extraída de árvores específicas e certificadas com o selo FSC™ (Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal). São árvores que crescem muito rápido e precisam de pouca água e poucos pesticidas durante o plantio, além de todo o processo de produção da fibra ser eco-friendly, livre de químicos e produtos tóxicos. O lyocell é uma fibra obtida através da transformação da celulose (polpa da árvore) em fibra, igual ao processo de obtenção da viscose. Porém, além da viscose ser normalmente extraída de árvores nativas, seu processo de produção pode ser muito tóxico e poluente, diferente do processo do lyocell. Existem dois tipos de fibras feitas através do lyocell:   - Tencel® Extraído de eucaliptos certificados com o selo FSC™, o Tencel® foi criado e patenteado pela empresa austríaca e eco-friendly Lenzing. O processo de produção do Tencel® tem ciclo fechado, isso significada que tudo é reciclado e nada é desperdiçado. Esse processo especial recebeu o prêmio europeu "European Award for the Environment". Além disso, tecidos de Tencel® são mais resistentes e absorventes que tecidos feitos de algodão, mais suaves que tecidos de seda e mais frescos que tecidos de linho. Ciclo fechado: closed_loop - Monocel® Obtido através do mesmo processo do Tencel®, com a diferença de ser extraído de bambus certificados com o selo FSC™. O bambu é uma espécie de grama abundante na natureza, especialmente na China, e que cresce de maneira orgânica, sem necessidade de água e pesticidas, e com muita rapidez – algumas espécies de bambu chegam a crescer um metro por dia. A diferença do Monocel® para os tecidos comuns de viscose de bambu é o processo de produção, que, diferente da viscose, se assemelha à produção do Tencel® - é eco-friendly, tem ciclo de produção fechado e precisa de muito menos energia para ser produzido.   2 - Modal Também da Lenzing, o Modal® é obtido através de um processo de produção simbiótico e auto-sustentável, a partir da extração da polpa das espécies de árvores Faia (beech) da Áustria. Chamado de tecnologica Edelweiss, seu processo é excepcionalmente ecológico porque a extração da polpa da faia é feita no mesmo local que a produção da fibra. A empresa explica: “A integração completa no local da Lenzing na Áustria torna possível produzir a fibra de uma forma ambientalmente correta devido à geração de energia excedente e a valorização de componentes da madeira. Mesmo a produção de celulose da Lenzing é auto-suficiente em termos de energia e é um importante fornecedor de energia para toda a operação”. Além disso, o Modal® é uma fibra macia e brilhosa, que absorve bem as cores e tem boa durabilidade, o que o torna excelente opção para malhas leves e frescas.   3 - PET Reciclado O tecido de PET reciclado não é novo, desde 2001 já se fala na transformação de garrafas PET em fios de poliéster para moda, mas foi só agora, com a tecnologia que alia o fio de poliéster ao de algodão mais avançada, que o tecido começou a ganhar mais apelo na moda. No ano passado, a G-Star RAW lançou sua primeira coleção RAW For The Oceans, com tecidos compostos de 30% de fios de poliéster provenientes de garrafas PETs recolhidas dos oceanos (iniciativa da Bionic Yarn e Parley For The Oceans). Segunda a diretora de marketing da G-Star RAW, Tracey Waters, a ideia é que essa porcentagem aumente nas próximas coleções e os tecidos ganhem maior quantidade de poliéster reciclado sem perder o toque e o conforto. Recentemente, a Adidas divulgou seu novo tênis feito com o mesmo poliéster reciclado, também em colaboração com a Parley For The Oceans, que deixou todo mundo intrigado e querendo um par. Por enquanto, é só um protótipo, mas a expectativa é que o tênis chegue ao mercado muito em breve. A Insecta, inclusive, já fez versões de PET reciclado para seus besouros. Obviamente que acabaram tão rápido que não deu nem para o cheiro, mas a promessa é de que venham outras edições de PET por ai. Pra ficar atento.   4 - Algodão orgânico Nós já contamos aqui sobre os problemas que a produção de algodão vem causando no mundo (secas, desmatamento, uso pesado de materiais poluentes e desvalorização da mão de obra). Todos os tecidos listados nesse post são ótimas alternativas para o algodão convencional, e o algodão orgânico é mais uma delas. Durante o plantio do algodão e produção da fibra, não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente. Não são utilizados fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. Para ser considerado orgânico, o produto tem que ser produzido em um ambiente de produção orgânica, onde se utiliza como base do processo produtivo os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais. O algodão orgânico tem o mesmo toque suave do algodão normal, a principal diferença entre eles, além do vital processo de produção, é a qualidade e durabilidade da fibra. Tecidos produzidos a partir de algodão orgânico são um pouco mais delicados e tendem a perder a forma com mais facilidade, estudos e pesquisas nesse campo já estão em andamento para melhorar o desempenho da fibra e torná-la ainda mais atraente para a indústria.   5 - Outras fibras recicladas Algodão, seda e lã são todas fibras passíveis de serem transformadas em roupas novas através de um processo inverso: descosturar, cortar e transformar o tecido em novos filamentos de fibra para daí produzir um novo tecido que será transformado em uma nova peça. Uma das primeiras grandes marcas que começou a recuperar roupas velhas para transformar em roupas novas foi a gigante do fast-fashion H&M, mas o processo ainda é muito trabalhoso e precisa ser aprimorado. Por exemplo, uma peça só pode ter 30% de algodão reciclado, os outros 70% precisam vir de fibras virgens – é melhor que nada, mas ainda é muito pouco. Outro ponto de vista sobre as fibras recicladas, nós podemos ver no documentário de 15 minutos Unravel, onde o diretor Meghna Gupta acompanha todo o processo de reciclagem das roupas que são despachadas do ocidente para o oriente e transformadas em cobertores, que depois são despachados novamente para o ocidente. São toneladas e mais toneladas de roupas, desconstruídas através das mãos de diversas mulheres indianas que pensam que não temos água para lavarmos nossas roupas, por isso jogamos elas fora e compramos outras: “Talvez a água seja muito cara para lavá-las”. É interessante e mostra, novamente, o quanto precisamos nos reconectar com o processo de produção e pós-consumo das nossas peças de roupa.

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Glossário Básico Da Moda Ética : Os 9 Termos Mais Comuns Da Indústria

Glossário Básico Da Moda Ética : Os 9 Termos Mais Comuns Da Indústria
Você está querendo saber, entender e consumir moda ética e consciente, mas não sabe muito bem por onde começar? Ainda não entendeu direito a diferença entre reciclado e upcyling? Nós esclarecemos aqui para vocês os 9 termos mais comuns da moda ética e o que exatamente eles significam.
  1. Eco-Friendly
A moda eco-friendly tem um olhar voltado para preservação do meio ambiente durante todo o processo de produção do produto. Por exemplo, marcas que optam por tingimentos naturais, biodegradáveis e de fontes renováveis, prestam atenção e minimizam seu consumo de água e energia, reduzem sua pegada de carbono produzindo local, e pensam em saídas para ter um processo de produção menos impactante possível.
  1. Zero Waste
“Desperdício zero” significa que a marca se preocupa em não gerar (ou gerar o mínimo possível) de lixo têxtil. Cerca de 15% de todos os tecidos consumidos pelas empresas são enviados para aterros sanitários. Só na região do Bom Retiro e Brás, em São Paulo, são produzidos em média 20 toneladas de lixo têxtil POR DIA. Quando uma marca une design e tecnologia com o objetivo de reduzir o desperdício de material, ela poupa todo uma cadeia que teria que produzir novos materiais para suprir a demanda de produção, além de deixar de enviar toneladas de tecidos para aterros sanitários. Marcas “zero waste” também utilizam embalagens reutilizáveis para embrulhar seus produtos, que são pensados para durar muitos e muitos anos – o desperdício zero é pensando do começo da produção até o consumo.
  1. Made Local
Incentivar o “made local”, ou seja, o feito local, é uma das formas mais fáceis de aderir ao movimento de moda ética e consciente. Isso porque é muito simples saber se uma empresa produz no seu próprio país, basta olhar na etiqueta. Nós já contamos porque comprar moda feita no Brasil é ativismo por aqui. Mas vamos deixar uma dica para quando você querer muito um produto gringo, que não tem no Brasil de jeito nenhum: certifique-se de que a empresa que você  está comprando produz em seu país de origem e se orgulha disso. Incentivar a moda local e consciente de outros países vale também! feito aqui
  1. Fair Trade
Para um produto ser considerado fair trade, ou troca justa, é necessário seguir diversas regras estipuladas pelo Fair Labor Association (FLA), ou Associação do Trabalho Justo. São elas: normas e guias que garantem salários justos, segurança de trabalho, ambiente livre de assédio, e o direito de lutar coletivamente por condições que oferecem a estrutura necessária para desenvolver rendimento justo e aumento de posição social. A maior parte das ações de trabalho fair trade na moda estão localizadas em comunidades em zonas de risco social na África e Ásia.
  1. Feito À Mão
Produtos feitos à mão valorizam a produção individual de cada peça e representam uma moda mais lenta, exatamente o oposto do fast-fashion de hoje.  Marcas e empresas que valorizam o produto feito à mão também colaboram para que técnicas manuais tradicionais continuem sendo perpetuadas através de novas gerações de artesãos. Processed with VSCOcam with f2 preset
  1. Vegan
Nós já falamos sobre os impactos da produção de artigos de origem animal na moda e porque optar por produtos veganos. De forma resumida, produtos vegan-friendly visam bem estar social para humanos, não-humanos e meio ambiente através de uma relação harmoniosa estabelecida com base no respeito.
  1. Reciclado
Produtos reciclados colaboram para reduzir o número de lixo no mundo. Hoje já é possível, por exemplo, transformar garrafa pet em jeans e outros tecidos para moda, e reutilizar o algodão de peças antigas em novos tecidos de algodão. Isso sem contar em outras possibilidades menos comuns, como a de transformar borracha usada em sola de sapato, processo esse que é, inclusive, utilizado aqui pela Insecta.
  1. Orgânico
Um produto orgânico, seja para alimentação, moda ou beleza, tem que seguir diretrizes rígidas de certificações como USDA ou IBD que atestam, basicamente, que o produto é produzido da maneira mais natural possível. O algodão orgânico, por exemplo, é livre de transgênicos, pesticidas e outros tóxicos, e costuma ser regado através das chuvas, consumindo bem menos água do que o algodão tradicional. Além disso, durante o processo de produção do tecido não são usados químicos e outros produtos tóxicos.  Produtos feitos com matéria-prima orgânica também garantem uma série de outras regras que tem a ver com boas condições de trabalho, produção responsável e que incentiva a preservação de todo ecossistema local. Lembra quando falamos do algodão e seus impactos na vida das pessoas e do meio ambiente? O algodão orgânico é uma boa saída para o problema. Processed with VSCOcam with f2 prese
  1. Upcyling
Sem tradução para o português, o upcycling é o método de transformar materiais que já existem em produtos novos, mas sem que eles precisem passar por um processo de reciclagem. Para aplicar o upcycling é preciso boa dose de criatividade e técnicas de design. Usar tecidos de roupas antigas para fazer sapatos, do jeito que a Insecta faz, é um método de upcyling, por exemplo. Outra técnica é transformar lonas de guarda-chuvas em forros de bolsas, e outra que todo mundo conhece e é a mais antiga de todas: transformar retalhos de roupas em colchas coloridas e novinhas. Muitas avós já manjavam de upcycling bem antes dele ser um processo da moda ética tão essencial para o mundo. Continue lendo

Conheça a COSSAC

Conheça a COSSAC
Hoje é dia de conhecer mais uma marca linda, independente e cheia de ideias eco-friendly em seu DNA: a inglesa COSSAC. 467c4e0f77f3323f068282f30c25b23e_original O desafio da COSSAC é bem parecido com o nosso. A marca busca criar peças que sejam eternas, mas ao mesmo tempo modernas; lindas, mas ao mesmo tempo éticas. A designer e fundadora, Agata Kozak, usa o termo "Eco Hot" para definir as suas criações, traduzindo essa ideia de moda sustentável, transparente e sempre atualizada. Transparência, aliás, é uma grande preocupação da COSSAC, que garante estar sempre de olho no processo de produção das peças, na mesma linha da campanha "Who Made My Clothes?". As fábricas da marca ficam no Reino Unido e na Turquia, e o compromisso é garantir que todos os funcionários dessas empresas possuem salários e condições dignas de trabalho. 198021b64b50a54c3f64aa8713545acc_original A marca é dividida sempre em duas coleções: For the Eye, com peças mais moderninhas e alinhadas às tendências do momento, porém produzidas com materiais orgânicos ou reciclados e For the Soul, linha mais básica com camisetas e moletons produzidos com algodão orgânico e estampas à base de água. A maioria dos materiais utilizados nas coleções da COSSAC são reciclados, orgânicos ou possuem baixo impacto ambiental. A meta é trabalhar com materiais 100% eco-friendly, e isso inclui cartões de visita, tags e caixas, que são feitos de papel reciclado. Screen_Shot_2015-05-17_at_13.54.01_1024x1024 Screen_Shot_2015-05-17_at_22.03.17_1024x1024 Pra conhecer melhor a marca, clica aqui e dê um pulo lá no site.   Continue lendo

Ser sustentável está na moda

Ser sustentável está na moda
Já imaginou que legal poder trocar coisas que você não usa mais por outras novinhas e sensacionais? A MAMUT, empresa Uruguaia de calçados, trocou garrafas de plástico usadas por sapatos da sua coleção de verão. A ideia foi incentivar a limpar as praias da região, e,  por um período de 2 semanas, as trocas geravam até 40% do pagamento de um novo produto. Todas as garrafas recolhidas na ação foram encaminhadas para a Cooperativa Juan Charpa, que agora reciclarão tudo, fechando mais um ciclo bacana no mundo. mamut Spoiler Insecta: Grandes novidades estão surgindo também para nossos besouros, inclusive algo muito próximo e legalzão como o da MAMUT. Aguardem os próximos capítulos (ansiosos) :* Continue lendo
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