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De 2015 para 2015: 5 discos pra brindar a primavera

De 2015 para 2015: 5 discos pra brindar a primavera

Ela chegou mais cedo do que se esperava. Trouxe pra alguns flores e pra outros estranheza. Afinal, quando foi a última vez que a natureza tentou acompanhar o nosso passo acelerado? Pois parece que o ritmo frenético de 2015 não nos trouxe só rinite, mas também uma gama de sons que tem tudo a ver com esse clima apressado e florido.

Não importa se você é fã de rock, samba ou música experimental. Queremos te apresentar uma lista de discos nacionais lançados esse ano com músicas e histórias inspiradoras pra você começar a primavera com o pé direito. E com um sorriso estampado no rosto.

 

  1. Ava Rocha, Ava Patrya Yndia Yracema

“Ava Patrya Yndia Yracema” é um disco libertário. E ponto.

Primeiro porque quebra o tabu de que uma artista não pode lançar o seu primeiro álbum aos 36 anos e ser bem sucedida. Segundo porque mostra que uma mulher pode escrever letras universais sobre relacionamentos sem parecer personagem de si mesma. E é bem isso que Ava Rocha, filha do talentoso cineasta Glauber Rocha, deixa claro logo no título do disco: ela é quem bem entende ser.

E é livre. Livre de concepções, de fórmulas prontas. “Ava Patrya Yndia Yracema” prova que pode ser sim a mistura entre a atitude de Cássia Eller e a voz marcante de Gal Costa. Assim como a união entre as guitarras distorcidas típicas da tropicália com música experimental eletrônica, rock barulhento e bossa nova. O importante é que dê certo. E deu :)

Ava Rocha

 

  1. Gal Costa, Estratosférica

“Não pense que me apaixonei por mim/ Bom é ver-me assim/ De fora de si” <3

É assim que Gal Costa abre a sua mais nova revolução interior: Estratosférica. Provando que mesmo com 70 anos, ainda há tempo de se reinventar.

Gal que já cantou bossa nova, jazz, samba e até rock ao longo dos seus 50 anos de carreira, hoje aposta nas batidas eletrônicas misturadas com elementos da MPB. E pra dar uma mãozinha nas composições, a baiana recebeu músicas escritas por nomes como Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Céu, Criolo, Jonas Sá, Moreno e Caetano Veloso, Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Tá bom ou quer mais?

Gal Costa

 

  1. Dingo Bells, Maravilhas da Vida Moderna

Da banda de colégio até “Maravilhas da Vida Moderna” se passaram 10 anos. Durante esse período, os caras da Dingo Bells tiveram tempo suficiente pra colecionar uma porção de histórias pra contar. E é sobre isso que o disco se trata.

As letras do álbum falam sobre rotina, trabalho, amor, maturidade, o papel do homem na terra e todas essas “maravilhas da vida moderna” - dando espaço tanto pras derrotas quanto pras vitórias. E o melhor: todas essas canções fáceis são embaladas por um ritmo um tanto sessentista, com um toque de soul, sem deixar de ser pop.

Tudo isso pra dizer que: se você tá chegando aos 30 e ainda não entendeu que bagunça é essa que a gente chama de mundo, esse disco é pra você. Se joga!

 

Dingo Bells

 

  1. Trupe Chá de Boldo, Presente

A Trupe Chá de Boldo passou por um momento difícil recentemente: a morte do músico Rayraí Galvão, vítima do câncer. O grupo poderia ter desistido da gravação do novo disco, mas optou por seguir em frente. E deu o “Presente” que o colega de banda tanto merece: um álbum lindo, explosivo e que ultrapassa os limites do rock psicodélico do qual a banda sempre foi taxada.

Esse é um daqueles discos bonitos pra dar play e lavar a alma. Experimenta ouvir músicas como “Diacho” e “Smex Smov” e não sair animado por aí.

Trupe

 

  1. Tulipa Ruiz, Dancê

Tulipa Ruiz estourou em 2010 com “Efêmera” e rapidinho foi considerada uma das vozes da “geração solar” ao lado de nomes como Tiê e Marcelo Jeneci. As melodias alegres e leves que falavam sobre o cotidiano agora foram substituídas por músicas dançantes. Por esse motivo, a mineira não poderia ter escolhido um nome melhor pro seu novo trabalho: “Dancê”.

Não é como se ela tivesse mudado completamente de estilo, mas o legal é que Tulipa explicou pra Rolling Stone Brasil que fez esse disco pra quebrar o pessimismo que o país vive fazendo com que todo mundo esqueça por uns minutinhos a crise política e econômica dançando. Tulipa <3

Tulipa

E aí, já escolheu qual vai ouvir primeiro?

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Músicas pra Pisar Leve

Músicas pra Pisar Leve

Hoje tem dica musical por aqui, e vai especialmente pra quem tá precisando dar aquela desacelerada na correria do trabalho e relaxar ASAP!

Lá no nosso perfil no Spotify (já seguiu?) acabamos de publicar a playlist "Pise Leve". Corre pra curtir um sonzinho delícia com nomes como Tulipa Ruiz, Dingo Bells, Devendra Banhart, Tim Maia e Novos Baianos e começar a pisar leve antes do fim de semana chegar:

Ah, e não deixa de passear pelas outras listas do nosso perfil! Quem não pode nos visitar na loja física pode ficar por dentro do que rola por aqui e entrar no clima, mesmo à distância.

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Quando a natureza encontra o fone de ouvido

Quando a natureza encontra o fone de ouvido
A natureza inspira artistas desde a pré história, mas hoje as suas cores e formas chamam mais atenção ainda no meio do cinza das grandes cidades. Pra gente que tá acostumado com o ritmo frenético da vida moderna, parar pra “contemplar” o verde pode ser uma experiência e tanto. E (ufa) tem muita banda legal por aí dando valor pra esses momentos! Reunimos aqui discos que tem como inspiração a natureza:   A Praia (Cícero) Cícero é carioca, mas nunca curtiu ir a praia. Bom, isso é o que ele pensava antes de se mudar pra São Paulo: “Vivendo no meio dos prédios, do concreto e das buzinas, percebi que a praia muda a personalidade das pessoas”. Foi aí que ele teve a ideia de levar o mar pra quem tá longe dele: escreveu um disco com letras e melodias ensolaradas e leves, onde tentou criar esse estado de espírito de estar na praia. E deu certo: dá quase pra sentir a areia entre os dedos.   Maravilhas da Vida Moderna (Dingo Bells) A Dingo Bells se isolou em um sítio em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, pra dar vida às 11 faixas de “Maravilhas da Vida Moderna”. No ~isolamento astral~ os caras aproveitaram pra captar sonoridades que transmitissem a aura do lugar. Em “Anéis de Saturno”, por exemplo, é possível ouvir o que acontece de noite na floresta. O resultado ficou genial: esse é um daqueles discos agradáveis, pop, excelentes pra ouvir numa viagem de carro.   Vista Pro Mar (Silva) “Eu não nasci do mar, mas sou daqui. Já mergulhei pra não sair, quem é de preamar se encontra aqui”: é assim que Silva abre o seu último disco, Vista pro Mar. Ele que é de Vitória, uma ilha, sempre teve o mar como inspiração pra suas músicas. Mas foi na viagem entre Miami, San Francisco e Lisboa que ele sentiu uma maior necessidade de escrever sobre o tema. O reflexo dessa paixão dele pelo azul permeia o disco inteiro, mas músicas como “Maré’, “Entardecer” e “Janeiro” deixam mais óbvia a homenagem.   Acabou Chorare (Novos Baianos) Não há como falar de Acabou Chorare sem mencionar o Sítio de Jacarepaguá. Os Novos Baianos se refugiaram durante quatro anos no retiro que serviu de lar, estúdio e campo de futebol. O disco nada mais é do que o fruto de uma experiência coletiva e livre junto à natureza, que ousou transformar loucura coletiva em poesia e, sobretudo, misturar samba com rock pela primeira vez na história da música brasileira. É um clássico atemporal que fala muito sobre como o verde pode unir as pessoas.   Into The Wild (Eddie Vedder) Pra quem não conhece, “Na Natureza Selvagem” é um filme que conta a história de Christopher McCandless: o cara largou tudo aos 22 anos pra viver junto à natureza. O longa é uma crítica ao capitalismo e ao estilo de vida moderno e tem trilha sonora feita pelo Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. A soundtrack ficou super famosa e acrescenta muito ao filme. Dá até vontade largar tudo também e ir morar no meio do mato.   Movimento Manguebeat Aqui não temos uma banda que se inspirou na natureza, mas um movimento da contra-cultura brasileira que utilizou um ecossistema como “mascote”. Em 1991, nasce em Recife o manguebeat: que pretendia misturar maracatu com rock, hip-hop e música eletrônica. O que os líderes do movimento queriam era formar uma cena musical tão rica e diversificada quanto os manguezais. Bandas como Mundo Livre S/A e Chico Science & Nação Zumbi fizeram o gênero ficar conhecido Brasil à fora e ser uma referência até hoje.   Continue lendo
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