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5 atitudes que podemos aprender (e levar pra vida) com a Semana do Meio Ambiente

5 atitudes que podemos aprender (e levar pra vida) com a Semana do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado todo dia 5 de junho e é o maior evento relacionado ao tema que existe. 💚 Esse ano (2019, pra você que chegou depois), com sede na China, o tema das discussões durante a semana que vai de 3 a 7 é “poluição do ar”.

Qual a importância disso?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 7 milhões de pessoas morrem todo ano vítimas de doenças relacionadas à poluição do ar. No ano passado, alguns estudos ligaram esse problema até a casos de diabetes. A poluição do ar afeta inclusive o crescimento das árvores em grandes cidades como São Paulo.

Em 2018 foi lançado o relatório “Poluição do Ar na Ásia e no Pacífico: Soluções Baseadas em Ciência” que estabelece 25 medidas com uma meta ousada: garantir ar limpo para 1 bilhão de pessoas até 2030. Dá uma olhada nelas (em inglês) aqui.

O que fazer a respeito?

Você deve ter percebido que a maioria das medidas é relacionada a indústrias, governos, e mudanças em larga escala. Mas não é por isso que nós vamos sentar e esperar que eles se mexam, né? Nós já falamos sobre poluição do ar aqui no blog e sobre como todos podemos ajudar a melhorar esse problema com pequenas mudanças. O que a gente pode fazer? (e dá pra começar agora!)

  1. Deixar o carro em casa e dar preferência ao transporte coletivo ou, quando possível, bicicleta, patinete e afins.
  2. O clássico desligar luz, computador e qualquer coisa alimentada pela energia elétrica quando não estiver usando (incluindo o carregador do celular que fica esquecido na tomada).
  3.  Consumir produtos locais é ótimo para reduzir as emissões de poluentes do transporte. Se ligar na hora de escolher geladeiras e refrigeradores de ar: muito da poluição doméstica vem de gases produzidos por esses aparelhos. Use com responsabilidade e confira a eficiência energética antes de comprar. Consumir produtos locais também é ótimo para reduzir as emissões de poluentes do transporte.
  4. Reduza (ou zere, se possível) o consumo de Isopor, e quando for necessário utiliza-lo faça o descarte correto, nós já falamos sobre isso aqui no Blog. O isopor é um dos maiores poluidores dos oceanos e quando descartado do jeito errado, se aventura e sai por aí indo parar em lagos, rios e mares, onde fica boiando e é engolido por animais.
  5. Além de tudo isso, vamos falar daquele assunto velho conhecido: precisamos gerar menos lixo, principalmente o plástico que não pode ser reciclado. E precisa ser uma ação global. Em março desse ano, a União Europeia aprovou uma lei para proibir até 2021 itens como talheres, pratos, canudos outros descartáveis. A queima de resíduos plásticos a céu aberto é uma das principais fontes de poluição do ar, liberando gases tóxicos responsáveis também pelo efeito estufa. Cerca de 40% de todo o lixo do mundo é queimado, segundo estudos.   Incinerar lixo não é a solução, e sim parar de produzir (e usar!) coisas que não podem ser recicladas, pra começar.
No Brasil ainda estamos engatinhando nessa mudança em termos de políticas públicas, inclusive com algumas falhas. Mas cabe a nós fazer o possível para mudar o cenário enquanto medidas maiores não são tomadas. Vamos? Continue lendo

O seu cristal pode ser um problema

O seu cristal pode ser um problema

Sabe aquele cristal de quartzo ou ametista que você tem aí pra atrair boas energias? Você por acaso sabe de onde essa pedra veio? É bem provável que não, porque não é moleza ter esse tipo de informação. E lamentamos informar, até os inofensivos cristais podem ser fruto de exploração de pessoas e danos ao meio ambiente. ):

Você já ouviu falar em toda a questão dos diamantes e de como a sua extração envolve crimes seríssimos contra pessoas, animais e o planeta, né?

Os cristais de menor valor (as chamadas “pedras semi-preciosas) também podem ser bem problemáticos, principalmente por conta dos garimpos clandestinos. É problema que não acaba mais: trabalho escravo, desmatamento, degradação ambiental, riscos à saúde dos trabalhadores e outros impactos que vão muito além, como a produção de lixo nos acampamentos, fogueiras, caça de animais silvestres e escavações feitas sem nenhum cuidado. Ainda tem o impacto social, que chega nas cidades próximas. Vai desde o aumento na demanda dos serviços locais até o aumento da violência e prostituição.

 

Garimpo ilegal de ametista em Sento Sé, Bahia (foto: Arisson Marinho)

Lá em 2011 aconteceu a Operação Senzala em Diamantina. Foram libertadas 31 pessoas que viviam em condições análogas à escravidão numa mina de cristal de quartzo. Estavam sem água potável nem instalações sanitárias, sem treinamento pra operar máquinas (o que aumenta o risco de acidentes) e trabalhando em jornadas exaustivas sem equipamentos de proteção individual (os famosos EPIs). Se quisessem botas, luvas, chapéus e material de higiene, isso era por conta de cada um. Outro problemão é em relação à saúde dos trabalhadores. Nas galerias subterrâneas, eles fazem perfurações nas rochas e usam explosivos pra abrir novos caminhos. Isso libera poeira e gases tóxicos que podem causar danos à saúde como a silicose, uma doença pulmonar crônica e incurável, causada pela exposição à sílica, muito comum nesses ambientes.

Garimpo ilegal de ametista em Sento Sé, Bahia (foto: Arisson Marinho)

Por isso, quando você vai comprar aquela pedra toda mística e energizada é muito importante exigir do comerciante que ele trabalhe com mineradoras de acordo com o comércio justo. Segundo o presidente do Sindijoias de Minas Gerais, os comerciantes só podem comprar pedras preciosas de mineradoras legalizadas ou de cooperativas de garimpeiros - sejam esses empresários daqui mesmo ou de fora do Brasil.  

Mas a realidade do contrabando e do garimpo clandestino ainda é muito comum. Comprar pedra lá fora pode ser cilada também. Muitos comerciantes da Índia, China, Tailândia e Japão enriquecem garimpos clandestinos levando pedras daqui para fora do país E aí se o papo é clandestinidade você já sabe, né? O consumidor final paga barato por um produto que deixou pra trás trabalhadores explorados, invasão de terras indígenas, violência e danos ao meio ambiente.

Até o garimpo legalizado precisa de etapas como o desmatamento da área antes de fazer a perfuração, então pense nos ecossistemas que podem ser degradados pra sempre se isso for feito sem planejamento. A exploração mineral ilegal, feita com equipamentos como escavadeiras hidráulicas, brocas e furadeiras, pode ainda trazer mercúrio à superfície. Ele contamina a água e entra rapidinho na cadeia alimentar, prejudicando desde os menores bichinhos até as pessoas que vivem perto. Trabalhos de garimpos ilegais soterram nascentes e acabam com a água de comunidades próximas, que são, muitas vezes, comunidades carentes que dependem desses rios para ter acesso à água e viver. Já o garimpo mecanizado (com máquinas), pode destruir margens de rios e acabar com ecossistemas locais.

Garimpo ilegal em Sento Sé, Bahia (foto: Arisson Marinho)

E aí, como fazer pra saber se estamos compactuando com isso tudo? Infelizmente, ainda não é fácil ter uma garantia da origem dos cristais em questão. Pra esse caso não temos uma resposta simples. A melhor saída é aquela mesma de sempre: dar preferência pra produção local, comprar de marcas menores e de quem vende pedras extraídas em garimpos próximos (onde é possível ter o contato mais direto com os responsáveis), exigir da sua marca ou loja preferida que ela corra atrás desse controle. Pensar, questionar, se informar e exigir que as empresas se atualizem. Assim como você pergunta quem fez suas roupas, saber de onde veio qualquer coisa é muito, muito importante para um consumo mais consciente e responsável.

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Brasil Eco Fashion Week: uma moda mais sustentável é possível

Brasil Eco Fashion Week: uma moda mais sustentável é possível

Bom mesmo é ver o que a gente acredita ganhando cada vez mais força, né? Por isso queremos te contar, com muita alegria, que a Insecta estará no primeiro grande evento dedicado à moda brasileira com foco na sustentabilidade - a Brasil Eco Fashion Week, ou BEFW. Vai rolar no Unibes Cultural, no Sumaré, zona oeste de São Paulo entre 22 e 24 de novembro (com uma abertura só pra convidados no dia 21), então já vai separando um espaço na agenda pra dar um pulo. É imperdível e aberto a todos que quiserem visitar. ♡

Feito nos moldes da Eco Fashion Week, que rola desde 2010 no Canadá, a nossa semana de moda também é pensada para apresentar soluções e mostrar pra todo mundo que um consumo mais consciente é possível. Aliás, o BEFW vai muito além de um evento de moda, porque não fica limitado a lançamentos de coleções e modismos. A proposta é dar força a novas ideias, conectar quem faz com quem quer consumir essa moda mais sustentável e ainda apresentar essa possibilidade pra quem não conhece.

A gente vai participar do showroom, que é um espaço inovador no evento. Além das vendas para varejo e atacado, será aberto para a visitação do público. Além de nós, mais de 30 marcas estarão por lá esperando pra mostrar a sua produção sustentável pra quem quiser conhecer. Quem visitar a BEFW pode participar de várias atividades, oficinas, palestras, workshops e rodas de conversa. E pra pausa entre uma atividade e outra, terá praça de alimentação com slow food pra recarregar as energias com saúde. O evento é gratuito, mas é necessária uma inscrição prévia. 

Brasil Eco Fashion Week

Onde: Unibes Cultural - Rua Oscar Freire, 2500

Quando: Dias 22 a 24 de novembro das 10h às 21h

Mais informações e programação completa no site oficial. 

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Como uma caneta pode fazer a gente repensar nossos hábitos

Como uma caneta pode fazer a gente repensar nossos hábitos

Quando o meio ambiente entra em pauta, ultimamente se fala muito sobre plástico. Mas isso não quer dizer que deixamos de pensar em poluição do ar, não. Essa palavrinha ~poluição~ parece até um pouco batida, de tanto que a gente ouve desde os tempos de escola, mas é um sério problema. E não é algo controlado. Só piora.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório que falava da urgência em reduzir as emissões de gases poluentes. Além de serem causadores de mudanças climáticas, são ligados a 7 milhões de mortes todos os anos. Em seguida, foi a vez do Banco Mundial publicar o seu relatório, em 2016. Segundo eles, a poluição atmosférica é o quarto fator de morte prematura no mundo. O ar contaminado causou a morte de 2,9 milhões de pessoas em 2013. As doenças causadas pela poluição ambiental são responsáveis por uma morte em cada dez todos os anos.  

Mas parece que só falar esse monte de número (incrivelmente) não causa tanto impacto como se tiver uma prova visual. Lá na Índia, onde nas grandes cidades o nível de poluição é assustador, um grupo de inovação desenvolveu uma caneta que usa tinta feita de fuligem.

Para fazer a Air-Ink, eles usam um dispositivo acoplado em escapamentos e chaminés para coletar as emissões. Toda a fuligem é tratada para remover metais pesados e poluentes cancerígenos, e em seguida vira ingrediente principal dessa tinta atóxica. A fabricação tem uma grande vantagem: eles não só tiram fuligem do ar, mas também deixam de emitir CO2 ou queimar combustíveis fósseis na produção dos ingredientes da tinta. Eles pegam um elemento que está literalmente flutuando por aí e aproveitam pra fazer algo que é útil, e ainda com essa pegada de conscientização.

O problema virando arte

de fuligem a tinta

Fazendo a tinta eles chegaram a uns números bem impactantes. Cada 45 minutos de emissão de poluentes podem virar 30ml de tinta, que equivale a uma caneta comum. Imagina quanta caneta sairia de um dia numa cidade grande? Quantas pessoas dariam conta de usar tudo isso? O recado que fica é esse. Só no Brasil, são 51.296.981 automóveis e 20.942.633 motocicletas, segundo uma pesquisa de 2016 do IBGE.  

Reduzir as emissões é necessário, tanto quanto parar de usar canudinho de plástico. São novos hábitos que a gente precisa - urgente! - adotar. Aqui na Insecta a gente também procura fazer o máximo possível. As nossas entregas do ecommerce são feitas de bicicleta na cidade de São Paulo, uma metrópole conhecida pelo alto índice de poluição atmosférica. O pessoal que trabalha por aqui também prioriza a bicicleta, sempre que possível, como transporte para ir até os escritórios.

E a gente quer te convidar pra fazer as suas próprias revoluções também. Pense em organizar ou usar carona, usar o transporte coletivo ou a bicicleta quando puder. Deixe o carro em casa durante a semana e quando for viajar, procure saber se tem mais alguém indo para o mesmo lugar que você para aproveitar ao máximo os lugares. Tem vários aplicativos de carona solidária pra te ajudar a se organizar (Bynd, Caronetas, Blablacar, Carona Direta e Meleva, só pra citar alguns) e ter menos carros indo pro mesmo lugar.

Editorial Monóxido

Do nosso editorial "Monóxido"

Pra se aprofundar mais nessas ideias e saber como se engajar, dá um pulo nesse post aqui, que a gente deu várias informações sobre as questões climáticas. Vamos repensar maneiras de fazer coisas e começar a questionar? Como no caso da tinta da caneta, às vezes a solução está (com o perdão do trocadilho) flutuando no ar.

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Prepara que vem aí: Insecta + Shwe

Prepara que vem aí: Insecta + Shwe

Faz tempo que a gente quer contar pra vocês da nossa nova collab. Chegou a hora! Dessa vez a gente se uniu à Shwe, uma marca Sul-Africana que trabalha com artesãs em situação de vulnerabilidade. O nome é uma alusão ao Shweshwe, tecido estampado tradicional da África do Sul.

É esse o material que vai ser usado nessa Collab. Um tecido 100% algodão com estampas simplesmente incríveis, daquelas de fazer o olho brilhar. Olha só essas cores e geometrias:  Bom, e por que a gente se apaixonou pela Shwe? Como você já sabe, escolhemos a dedo nossas parcerias para Collabs. Queremos unir forças com iniciativas e marcas que compartilhem os nossos valores. Dessa vez, claro, não foi diferente.  

Esse projeto que atua em três frentes: moda, empoderamento feminino e dar voz às histórias de mulheres incríveis, com vivências únicas, porém que não chegam ao grande público. O projeto trabalha com 64 mulheres sul-africanas, que são treinadas em costura, tricô e crochê por professores e alunos da Universidade de Durban. Graças a esse trabalho, elas podem ter uma profissão para gerar renda para as suas famílias, valorizar as suas habilidades e se sentirem mais fortes e empoderadas.

Além disso, eles também são parceiros das senhorinhas do asilo municipal. Elas passam o tempo tricotando, bordando e crochetando enquanto conversam e tomam o chá da tarde. Essa ideia de valorizar as histórias vem justamente desses momentos, que são espaços seguros onde mulheres se juntam para trocar experiências e vivências. É um ambiente perfeito pro aprendizado e para o fortalecimento de laços entre elas. ♡

A Shwe criou com elas uma coleção de tecidos chamada “SHWE – The Wearable Library”. A brincadeira com a “biblioteca vestível” fala justamente das histórias contadas pelas costureiras. Para a eles, cada peça carrega a história de quem a fez, como se fosse um livro. Por enquanto a gente não quer estragar a surpresa revelando o que vai sair dessa parceria. Mas pra não deixar todo mundo morrendo de curiosidade, aqui tem uma prévia do que vem por aí:

Só lindeza, né? Então fica de olho que logo, logo a gente vai mostrar o resultado da Collab Insecta + Shwe. Enquanto isso, aproveita pra conhecer melhor essa marca linda e colorida. Dá um pulo lá no site pra saber tudinho sobre essas mulheres incríveis. E pra saber em primeira mão tudinho sobre essa Collab, é só cadastrar o email aqui. 

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Roupas de Brechós São um Caminho para o Consumo Consciente

Roupas de Brechós São um Caminho para o Consumo Consciente
Quando falamos de consumo consciente normalmente relacionamos a comprar menos e melhor. De fato, entender a importância do não-consumismo e trabalhar para chegar num estado de espírito onde comprar não seja tido como solução para os nossos problemas ou válvula de escape é essencial, assim como fazer escolhas melhores na hora de comprar também é. Mas normalmente associamos escolhas melhores a comprar peças novas seguindo uma determinada cartilha (que gira em torno de escolher peças atemporais e de boa qualidade para terem vida longa nos nossos guarda-roupas) e muitas vezes esquecemos que comprar peças usadas pode, e deve, ser uma solução para quando você está em busca de um item de moda. Afinal, a peça mais sustentável é aquela que já existe – e precisa de uma segunda chance. Comprar em brechós e lojas de segunda-mão, participar de feiras de troca ou até mesmo organizar uma festa para fazer escambo de roupas com as amigas são opções muito válidas para quem está se esforçando para praticar um consumo mais consciente. No Brasil, ainda não é tão comum para determinadas classes sociais se engajar na compra e troca de roupas usadas, mas esse movimento como um todo está ganhado força: o mercado de brechós está crescendo e a variedade em seus formatos também. Antes, podíamos notar dois tipos diferentes de brechó: aquele com uma seleção mais afinada, com peças mais caras e muitas opções de itens vintage. A outra opção era o oposto: o brechó com peças de segunda-mão com uma seleção menos seletiva, muitas vezes funcionando em forma de bazares beneficentes. Agora as variedades são muitas: lojas online com itens que seguem uma seleção cuidadosa e parecem peças de coleções novas, mas com preços bem mais amigos quando comparados aos brechós mais conceituados e lojas que misturam itens novos e usados, por exemplo. Isso só falando de brechós porque quando vamos pensar na venda direta entre pessoas, as opções não param de crescer: sites e apps de venda e trocas como o Enjoei, Trocaria e Tradr, além dos eventos offline como o Projeto Gaveta demonstram como esse mercado de segunda-mão está cada vez mais movimentando pessoas. E isso não tem só a ver com a preocupação em relação ao consumo consciente que está diretamente relacionada aos impactos sociais e ambientais negativos de uma produção e consumo de moda desenfreados. Esse movimento todo tem a ver também com preço: comprar de segunda-mão é mais barato. Segundo o Sebrae, a economia pode chegar a 80% em relação às compras em lojas tradicionais. Se você não é muito fã de comprar de segunda-mão nós garantimos: depois que você começar, não vai querer mais parar. Continue lendo

6 Passos para Comprar e Presentear Consciente nessa Semana

6 Passos para Comprar e Presentear Consciente nessa Semana
Fim de ano não é só sinônimo de férias, é sinônimo também de compras. Nós falamos sobre o quanto é legal presentear as pessoas e vê-las desfrutando das nossas escolhas e demos dicas de presentes para aproveitarmos a data e fortalecermos as mulheres, o feito no Brasil e o local. Mas agora chegou a hora de irmos um pouco além, afinal, estamos no ápice da euforia de compras essa semana então vamos respirar e nos permitir pensar, em passos, sobre como podemos consumir (ou não consumir) de maneira consciente esse final de ano.   1 - A única alternativa é um produto? Viagens, experiências gastronômicas, um passeio, ingressos para um show ou peça de teatro, um curso, até mesmo a assinatura de uma revista independente ou do Kindle Unlimited – tudo isso é um tipo de consumo, mas é um consumo muito diferente se comparado à compra de produtos. Primeiro, porque são coisas que realmente nos deixam mais felizes e ficam marcadas na memória. Segundo, porque a produção de produtos (como roupas, tecnologia, cosméticos, etc) é apontada como a principal causa dos problemas e impactos ambientais hoje. Sendo assim, por que não presentear com coisas que não são coisas? 2 - Animal não é presente. Muitas pessoas têm a terrível ideia de presentear outras com animais – cães, gatos, coelhos, chinchilas – muitas vezes sem nem consultar a outra pessoa para saber se ela quer, pode e vai realmente se comprometer em cuidar do animal durante anos. Muitos presenteiam crianças sem falar com os pais ou responsáveis, o que pode resultar em abandono do animal e/ou falta de cuidados. O Brasil tem índices extremamente negativos em se tratando de posse responsável: menos da metade da população se compromete com os animais que compram ou adotam. E no final do ano, por causa das festas, os abandonos aumentam em 70%. São cerca de 30 milhões de animais abandonados, dos quais 80% tinham dono e não nasceram nas ruas. Número alarmante levantado pela Organização Mundial da Saúde e explica porque as ONGs e projetos de proteção animal não têm dado conta de resgatar e cuidar dos animais, muito menos de frear essa situação que é um caso de saúde pública e precisa do engajamento da sociedade civil. Não compre e não dê animais de presente. Se você tiver certeza que cuidará do seu animal até o último dia de vida dele, e da maneira como se deve, com carinho, amor e atenção, procure uma ONG e adote um para você. É muita responsabilidade para ser dada aos outros, principalmente sem consentimento. 3 - Faça você mesmo. Se você não é muito fã de trabalhos manuais, pule essa alternativa. Mas se você gosta de fazer você mesmo com as mãos, que tal fazer os presentes que vai dar? Docinhos veganos, cosméticos naturais, um bordado, desenho ou pintura autoral para quem têm veia artística. As possibilidades vão variar de acordo com suas habilidades e, claro, com os gostos de quem você vai presentear. 4 - Questione-se: isso vai ser realmente útil para a pessoa? Às vezes nós compramos sem nem pensar se o produto vai ser realmente útil para quem nós estamos presenteando. É claro que tentamos pensar em coisas que a pessoa gosta, e até imaginar o que ela precisa, mas muitas vezes só damos mais do mesmo: mais roupas, mais cosméticos, mais um item de decoração. Na hora de presentear, pense na utilidade do produto, se ele vai ter vida longa e não vai ser só mais um item parado na prateleira. 5 - Escolha de segunda mão. Reuso é necessário – as coisas precisam ter vida longa e uma boa maneira de você incentivar esse mercado é parar de olhar torto para itens usados e começar a ver a graça e o charme que eles têm. Vai presentear com roupas? Vale checar os brechós mais legais perto de você, lembrando que muitos deles já vendem online para quem não gosta muito de ficar fuçando nas araras abarrotadas por ai. Mas nem só de roupas vive o universo dos vintages e usados: decoração e arte você também pode encontrar em lojas especializadas e para quem tem um graninha extra, em antiquários. 6 - Presentei quem precisa. Normalmente, as pessoas que sempre presenteamos são aquelas que não precisam de mais nada. Para quebrar esse ciclo de dar só para quem já tem, que tal fazer um propósito consigo próprio que para cada presente dado, você vai presentear também quem precisa? Um presente para a mãe vai resultar em uma doação em dinheiro para uma ONG. O pai vai ganhar uma gravata nova e em contrapartida aquela moradora de rua perto do seu prédio vai ganhar um kit de higiene pessoal completo. Você pode fazer o mesmo para presentes ganhados e até mesmo incentivar quem presenteou você a entrar nessa e colaborar contigo com quem realmente precisa.   Continue lendo

5 perguntas para fazer a você mesmo antes de comprar roupas novas

5 perguntas para fazer a você mesmo antes de comprar roupas novas
Lá está você encarando uma peça na sua loja ou e-commerce preferido. Comprar ou não comprar, eis a questão. Não é raro nós ficarmos com essa dúvida quando vamos comprar itens que não são essenciais na nossa vida, mas fazem parte dela, como roupas, eletrônicos e objetos de decoração. Muitas vezes compramos por impulso, outras vezes compramos só para nos recompensar por um dia ruim que tivemos que aguentar, ou simplesmente porque o item está barato e parece uma oferta imperdível. Ah sim, tem também aqueles itens que são amor à primeira vista e parece que você não poderá viver sem ele (mesmo tendo chegado até esse momento sem o tal vestido ou calça que agora você pre-ci-sa). Não há nada errado em comprar coisas novas. Além de ser realmente prazeroso e fazer bem ao cérebro, é também a maneira como a economia funciona atualmente. Mas também não há nada errado em comprar com moderação e consciência. Pelo contrário, é imprescindível que você compre ciente do porquê você está comprando determinado item e com convicção de que ele realmente será útil para você. Hoje nós vamos falar especificamente sobre como fazer compras livre de impulso quando o assunto são roupas e acessórios de moda. Mas você pode aplicar essas perguntas para quase todas as compras que for fazer.  A única regra é: nunca se esqueça de fazer essas perguntas antes de passar o cartão de crédito.  
  1. Eu realmente preciso disso?
A não ser que você for um índio que acabou de chegar à cidade, dificilmente você precisa de roupas novas. Mas peças ficam velhas e surradas e precisam ser substituídas. Também não há nada de errado em acrescentar um ou outro item no seu guarda-roupa de vez em quando, afinal quem não gosta de peças com muito estilo, dessas que os designers criam todas as temporadas? Mas se questionar sobre a real necessidade da compra ajudará coloca-la em perspectiva. Se você estiver em dúvida entre comprar ou não uma calça preta, por exemplo, pense no seu armário e reflita se você já não tem calças pretas o suficiente para duas vidas. Muitas vezes compramos mais do mesmo sem perceber que podemos investir o dinheiro em outras coisas mais úteis. E não, não importa se está muito barato mesmo. Lembre-se: não é um bom negócio se você não precisa disso.
  1. É bonito, mas tem o meu estilo?
Ok, então é algo totalmente novo, mas você vai usar? Ou é tão diferente que, na verdade, não tem nada a ver com você? Essa pergunta é bastante importante principalmente quando vamos comprar peças de tendências. Há muitas peças de tendências que adoramos e realmente combinam com o nosso estilo, mas muitas outras, mesmo que lindas, não cabem bem no nosso guarda-roupa e não combinam com absolutamente nada do que já temos. Peças assim tem um futuro garantido: ficar mofando no armário até você perceber que nem sabe porque comprou aquilo em primeiro lugar e doar para alguém. Então pense no seu guarda-roupa, se essa nova peça harmoniza com ele e com o que você gosta de usar. É claro que às vezes é bom testar coisas novas, mas vá aos poucos e em pequenos passos. Não compre um vestido longo todo estampado logo de cara se você só está acostumada a usar apenas calça jeans e camisetas lisas. Passos de bebê na hora de experimentar novos estilos.
  1. Eu posso pagar por isso?
Você vai usar, tem seu estilo e realmente é algo que você está namorando há tempos. Mas custa 4 dígitos. Você pode pagar por isso? Compras são muito satisfatórias no ato, mas é importante que elas não te deixem enforcada com dívidas que você não poderá pagar e vão tirar seu sono, te deixar preocupada e ansiosa. Mais vale você tranquila do que uma peça nova no armário.
  1. Será que comprar novo é a única (ou melhor) saída? 
Já parou para pensar que talvez você encontre uma peça muito mais legal ou muito mais barata em algum brechó ou loja de segunda-mão? Ou ainda que você pode fazer uma renovação no guarda-roupa e trocar as peças que não quer mais em alguma feira ou evento de troca? Você pode ainda pedir indicação de costureira para as amigas e transformar algumas peças paradas no armário no item que você quer comprar. Nem sempre aquele casaco que você tanto quer vai estar necessariamente na loja do shopping. Você talvez encontre algo muito mais legal e inesperado em eventos beneficentes ou em brechós por aí. É claro, você vai precisar de um pouco mais de paciência, com disposição para ir à caça ao tesouro, mas é recompensador. Além do mais, a peça mais sustentável é aquela que já existe. Nada mais justo do que prolongar a vida do que já temos por aí.
  1. Eu posso comprar de uma marca menor e mais consciente?
Se você chegou até aqui é porque ponderou todas as questões  acima e chegou à conclusão que a melhor saída é realmente a compra de algo novo. Aqui você deve então parar um pouco e pensar em como fazer isso da melhor maneira possível. Lembra quando falamos que comprar roupas feita no Brasil também é uma forma de ativismo? Então porque não preferir marcas brasileiras que fazem suas peças em solo nacional? Às vezes o preço nem é tão mais alto quanto você pensa. Outra maneira legal de comprar é incentivar marcas de mulheres. Mulheres costumam ter maior preocupação social e ambiental quando comparadas aos homens e fazem negócios mais justos e sustentáveis do que eles. Outra dica é prezar por marcas que fazem upcycling ou usam materiais reciclados, oferecem políticas claras de logística reversa e são amigas dos animais. Comprar do pequeno também incentiva o comércio local e ajuda na economia do país. Continue lendo

Manifesto Insecta

Manifesto Insecta
O nosso manifesto ficou pronto! O texto foi criado com o objetivo de contar um pouco mais da nossa filosofia e dos motivos que nos levam a fazer o que a gente faz. A ideia é levar inspiração para além dos besouros. A partir de agora todas as compras acompanham o manifesto impresso, tanto nas lojas físicas quanto na loja online. Ficou curioso? Trouxemos o texto em primeira mão, olha só:

"Tem horas em que a vida acelera: anda com pressa, apenas por andar. Mas se cada pessoa pode mudar rumos, os próprios e os do mundo, por que permanecer no piloto automático? Passos conscientes levam a lugares mais justos, mais verdes e mais criativos. E fazem dançar além do dois pra cá, dois pra lá. Assim vamos com a Insecta Shoes. De sapatos estampados nos pés, com a certeza de impactar o que está à volta pela maciez e pela singularidade. Refazendo rotas o tempo todo - sem medir distâncias ou encurtar vontades -, diminuímos o ritmo para encontrar pelo caminho a inspiração que renova o cotidiano, dá fôlego ao futuro e transforma o chão em algo mais próximo das nuvens."

A frente do card que acompanha os besouros vai mais além, colocando o manifesto na prática:

Para garantir o seu, basta adquirir qualquer besouro! Se liga que o estoque tá cheio de novidades, clica pra ver.  Continue lendo

A Green Friday Veio Propor Um Novo Olhar À Black Friday

A Green Friday Veio Propor Um Novo Olhar À Black Friday

Talvez vocês estejam se perguntando por que a Insecta resolveu romper com a Black Friday e propor, ao invés de descontos que podem gerar compras impulsivas, um dia para reflexão sobre os problemas que permeiam a indústria do consumo e refletem, de maneira direta e impiedosa, no nosso planeta e na nossa vida.

O Green Friday surgiu como uma iniciativa norteada pela missão e valores da marca, onde um dos principais objetivos é incentivar novas empresas a pensarem mais verde. Estamos em um momento crucial, onde a economia, o meio ambiente e a sociedade pedem por ações melhores por parte das organizações políticas e privadas. Não é mais possível administrar novas empresas com base em velhas ideias.

Nós falamos que o primeiro passo para ser consciente na hora de comprar – e na hora de produzir produtos – é a curiosidade por informação. Nem sempre nós temos noção total do impacto das nossas ações ou o que o nosso dinheiro está financiando através da compra.

Para tornar mais clara a necessidade de falarmos cada vez mais sobre os impactos do consumo não só para fazermos escolhas de compras melhores, mas também para cobrar das empresas e do governo melhores práticas, nós trouxemos alguns dados da indústria da moda quando o assunto é meio ambiente.

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1- 1 bilhão de animais são mortos anualmente só para a indústria da moda.

Por isso, é importante que as marcas façam escolhas de produtos melhores e livres de ingredientes de origem animal. Além da crueldade para com os animais, produtos como couro e pele consomem 50% mais energia no processo de produção quando comparado a fibras de origem natural (como algodão e linho) ou sintética (como poliéster e poliuretano).

 

2 - 10% das emissões de CEO são provenientes da indústria da moda e 51% provem da criação de animais para abate. 

A moda é um dos grandes responsáveis pela poluição do ar, perdendo apenas para outras indústrias massivas como dos meios de transporte (13%) e criação de animais para abate e produção de subprodutos da indústria alimentícia (51%).

 

3 - ¼ (ou 25%) de todo o agrotóxico usado em plantações no mundo é usado em plantações de algodão.

As plantações de algodão representam apenas 3% de área plantada do planeta, mas consomem uma quantidade enorme de agrotóxicos, mais que qualquer outro tipo de plantação. Além de ser péssimo para o meio-ambiente e para os trabalhadores, o agrotóxico mata todo o ecossistema nos arredores das plantações, destruindo a fauna e a flora local.

 

4 - 80 bilhões de peças são consumidas por ano (imagine as produzidas e não vendidas!)

E o mundo só tem 7 bilhões de habitantes. Se a distribuição fosse igualitária, o que não é, cada cidadão consumiria cerca de 11 peças ao ano.

 

5 - Nos EUA, 75% das roupas são jogadas fora e apenas 15% são doadas ou recicladas. Esses 75% representam 10,5 milhões de toneladas de roupas por ano, das quais 90% poderiam ser recicladas – isso só nos EUA.

Esses dados comprovam a importância do reaproveitando e de iniciativas que prolongam a vida útil das peças já fabricadas. São 10,5 milhões de toneladas de matérias-primas (fibras, insumos químicos, água e energia) sendo indiretamente jogadas no aterro sanitário por ano. Só nos EUA.

 

6 - 40 milhões de empregados no setor têxtil e de confecção dos quais 85% são jovens mulheres de 16 a 25 anos.

 

7 - A indústria têxtil é responsável por 20% da poluição das águas do planeta.

 

8 - Além de ser uma grande consumidora também, cerca de 8. 387 bilhões de litros de água são consumidos anualmente pela indústria têxtil.

 

9 - No Brasil, o faturamento da cadeia têxtil e confecção já chegou a 58 bilhões de dólares.

Isso mostra a importância e a dimensão da indústria da moda brasileira, que emprega cerca de 1,5 milhões de trabalhadores formais e cerca de 8 milhões de trabalhadores informais. Sem dúvidas, é uma indústria impactante não só no âmbito da economia, como também no âmbito socioambiental.

 

Depois de toda essa informação, nessa Black Friday (e em todos os outros dias) nossa dica é pensar bem antes de comprar. Você realmente precisa do produto que está desejando? 

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