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5 passos simples para levar uma vida mais sustentável

5 passos simples para levar uma vida mais sustentável
Oi, gente. Eu não sou blogueira, nem youtubber, nem instagrammer de sustentabilidade e vida natural, mas tenho algumas boas dicas de mudanças que fiz para mim mesma e para minha casa com o objetivo de ser um ser humano menos ~poluente~ e menos irresponsável com o impacto que minha simples existência gera na natureza. E aí fiquei afim de compartilhar essas experiências com mais gente justamente porque são todas coisas absurdamente simples. Que dá pra começar hoje ou, no máximo, amanhã. Que não requerem nenhuma habilidade extraordinária, nem produtos difíceis de achar nem nenhum dinheiro a mais. Inclusive, são vários dinheiros a menos. Então, embora eu não seja expert e nem deixe de ter meu telhadinho de vidro na equação lifestyle e ecologia, vai que esse relato encoraja alguém a mudar também, né? 1 1 - Troquei o sabão em pó e o amaciante pela dupla sabão de coco & vinagre. Ralo as barras de sabão de coco, coloco num vidro e “sirvo” do jeito habitual. O vinagre (não pode ser de vinho tinto, ok?) entra na equação igualzinho ao amaciante, no mesmo recipiente da máquina de lavar. Não tem química pesada que polui a água, não tem cheiros artificiais enjoados e sai BEM mais barato. Não, não fica com cheiro de vinagre. Juro. Também não mancha as roupas. E aqui em casa resolveu inclusive o problema de o sabão em pó deixar marcas esbranquiçadas nas roupas escuras. Agora não acontece mais. Dica: quando lavar roupas brancas, coloque uma colher de sopa de bicarbonato de sódio junto do sabão. É sucesso.
2 Foto do maravilhoso Um Ano Sem Lixo
  2 - Troquei os absorventes pelo ~copinho~ (a.k.a. coletor menstrual). (já falamos sobre ele por aqui, lembra?) Há mais ou menos 1 ano e não poderia ter tomado decisão melhor. É muuuuito menos poluente, muito mais agradável de usar (pelo menos pra mim), pode entrar na piscina e no mar, pode correr, pode suar, pode fazer invertida sobre a cabeça, pode fazer o que você quiser sem preocupação nenhuma. Você não vai colocar produtos químicos pesados em contato com a parte mais querida do seu corpo (risos), nem ter alergias, nem correr risco de doenças bizarras, nem se preocupar com o cheiro e comprar uma versão ~perfumada~ que fica pior ainda (pra quem não sabe, sangue não tem cheiro, não importa de onde ele saia, e desculpa de você ficou incomodadx com o papo), e nem gerar um montão de lixo — pensa no pacote de absorventes + a embalagem de cada um + o plastiquinho que protege cada adesivo + o absorvente em si, socorro — , que é o assunto desse post. E ainda sai BEM mais barato também, já que você só vai comprar uma vez.   3 - Troquei os esfoliantes corporais comprados por um que eu mesma faço com: óleo de coco (sempre ele ❤), azeite de oliva e café. A textura fica simplesmente perfeita, é amor ao primeiro uso, eu garanto. Se os ingredientes forem orgânicos, melhor ainda; se não forem, segue sendo uma opção muito mais saudável para entrar em contato com a nossa pele e com a água que desce pelo ralo, não contém parabenos, óleos minerais nem nada daquelas coisas com nome difícil. Pra completar, o cheiro é incrível e, de novo, sai BEM mais barato. Caso você queira fazer o seu e ser feliz também, a receita é: 1/2 xícara de café moído 1/2 xícara de açúcar 1 colher de sopa de azeite de oliva 2 colheres de sopa de óleo de coco 1 colher de sopa de sal marinho Misture tudo bem misturadinho, coloque num vidrinho bem vedado (reaproveite os de geleia e tal) e corra pro banho. Depois que sair e se vestir, me agradeça. ;)
3 A foto é desse blog ótimo, onde aprendi a receita.
  4 - Troquei o desodorante comum por um de pedra. Isso, é uma barra mineral. A marca que eu uso é Crystal e é bem fácil de achar online ou em lojas de produtos naturais na sua cidade. Pra quem também é de Porto Alegre, fica a dica: tem pra vender na feirinha orgânica da Redenção. Esse desodorante não é antitranspirante (importante, principalmente para mulheres), não tem químicas tóxicas, não mancha as roupas e não causa nenhuma irritação na pele, mesmo logo após a depilação. É eficiente e dura muito, então — lá venho eu de novo — sai BEM mais barato. Eu sempre tive muita alergia a desodorantes, ao longo da vida testei muitas e muitas marcas e versões, e esse foi o que melhor se adaptou à minha pele. Se você vai testar, é importante saber que ele não tem cheiro, não é perfumado, é um antisséptico que impede que as bactérias que causam aquele ~cecê~ se proliferem. Portanto, a vibe é outra, ok? Mas funciona. Ele vem numa embalagem de plástico, o que não faz desse produto a escolha maaaais sustentável. :/ Porém, dura muito mesmo e você consegue usar até a última ponta (cof cof), então você vai gerar esse lixo bem menos vezes. Se, ainda assim, você não se sentir confortável, nesse post tem outras dicas ótimas para substituir o desodorante tradicional por opções mais conscientes.   5 - Montei uma pequena composteira de apartamento e agora desperdiço muito menos rejeitos orgânicos. Só não entra nela o que for industrializado ou que já estiver temperado (tipo restos de comida com sal, pimenta etc.), o resto todo vai ali — muito embora, cabe ressaltar, a gente também tenha aprendido a deixar muito menos "resto" aqui em casa. Comemos ou aproveitamos de alguma forma talos e cascas sempre que possível. Mas ainda assim, há coisas que sobram. E que daí se transformam em um adubo incrível que alimenta nossa hortinha. ❤ Pra também realizar o sonho do adubo próprio, você só vai precisar de 2 galões de água de 25l, uma redinha daquelas de sacos de fruta e 2 atilhos (borrachinha, elástico, liga, não sei como chama na sua região). Pra aprender como fazer, cola aqui.
4 A foto é do post da Teia Orgânica
  GOSTOU? 5 Isso é só o começo. E isso é bem pouca coisa. Mas já causou muito impacto na minha vida, no meu bolso e na minha consciência. Espero que possa ajudar ou inspirar vocês também. Além de poluir menos, desperdiçar menos e consumir menos, todos esses passos também significam amor pelos bichinhos: fazemos e usamos coisas que não são testadas em animais, como acontece em cerca de 70% da indústria. Não estou inventando a roda em nenhuma dessas dicas, só venho tentar mostrar como pode ser fácil, barato e gostoso cuidar mais da gente e do planeta. ❤ Continue lendo

Coletor Menstrual: Uma alternativa sustentável, vegana e empoderadora

Coletor Menstrual: Uma alternativa sustentável, vegana e empoderadora
Coletores menstruais ainda não são tão populares, mas provavelmente você já ouviu falar deles. Nos últimos meses, diversos sites e blogs abordaram o tema, trazendo mais visibilidade ao assunto. O coletor, ou copinho, como é chamado carinhosamente, dispensa o uso de absorventes descartáveis e é, inclusive, apontado por alguns especialistas como mais higiênico e seguro à saúde feminina. A primeira vez que cruzamos com a ideia do coletor menstrual foi ao saber que o acesso a ele por mulheres e adolescentes africanas e latinas é capaz de mudar suas vidas, evitando, inclusive, que muitas delas morram de doenças relacionadas a saúde sexual. Depois, pesquisamos mais a fundo e descobrimos que, no Brasil, já existem algumas opções, como o InCiclo e o Lunette, e eles são muito populares entre algumas mulheres. O coletor menstrual funciona como um absorvente interno, mas é reutilizável e pode ficar por até 12 horas dentro da vagina. Ele coleta todo o sangue da menstruação, e basta tirá-lo e higienizá-lo para que ele possa ser utilizado novamente. Feito de silicone, ele dura até 10 anos e pode parecer caro num primeiro momento (cerca de R$90), mas se você pensar que uma mulher usa mais de 11.000 absorventes em sua vida, definitivamente os R$ 90 saem praticamente de graça. Além disso, se fizermos as contas, são toneladas de absorventes que deixam de ir parar em aterros sanitários quando trocamos os absorventes convencionais por coletores menstruais. Os absorventes tradicionais do mercado não se degradam com facilidade, e quando vão parar nos aterros o processo fica ainda mais demorado. Isso sem falar que o algodão é uma das matérias-primas essenciais para produção de absorventes descartáveis e nós já falamos quão complicado o cultivo do algodão pode ser, lembra? Porém, os motivos para pensar em trocar seu absorvente comum por um coletor menstrual não param por ai: 99% das opções de absorventes que encontramos no mercado são de grandes empresas como a Johnson & Johnson que realizam periodicamente testes horripilantes (e desnecessários) em animais, deixando nossos absorventes descartáveis ainda mais problemáticos. 20150511161959804363o Nas questões de saúde, se você tem ou já teve algum problema ginecológico sério, a dica é passar no ginecologista antes de fazer a transição e checar se usar o coletor é ok para você. O coletor menstrual é indicado para a maioria das mulheres e, mesmo que feito de silicone, o que aparentemente pode parecer menos natural que as fibras de algodão, eles são melhores para a saúde vaginal. A plantação de algodão é hoje uma das plantações que mais utilizam agrotóxicos no mundo. Esse algodão cheio de pesticidas e herbicidas será depois branqueado com cloro, criando subprodutos que são bioacumulativos e permanecem no nosso corpo por décadas. Isso sem contar as fragrâncias e outros químicos adicionados no produto final. Fora isso, os absorventes descartáveis contêm uma boa dose de plástico, que bloqueia a ventilação necessária para manter a saúde vaginal. Na verdade, se você der um Google vão aparecer diversos textos que mostram as problemáticas dos absorventes descartáveis que são realmente sérias e precisam ser levadas em consideração. Entretanto, algumas mulheres por questões de saúde ou culturais, ou até mesmo meninas virgens, não podem usar o coletor menstrual. Essas questões não te impedem de se livrar para sempre do tradicional absorvente cheio de químicos. Já existem absorventes descartáveis orgânicos, veganos e biodegradáveis, como os da Natracare, disponíveis no Brasil, ou os absorventes reutilizáveis feitos de algodão orgânico por mulheres e pequenas marcas. Existe um tabu social que transformou a menstruação feminina em algo “sujo” e que deve ser escondido, quando, na verdade, não há nada mais natural do que nosso ciclo menstrual. Nós não devemos nos sentir envergonhas com isso e muito menos sentir nojo de lidar com algo tão frequente e natural. O que não quer dizer que devemos sair espalhando sangue em todos os banheiros públicos pelos quais passamos, mas sim que não há problema nenhum em lidar com o nosso íntimo de maneira mais natural e menos descartável. Para quem ainda não tinha pensado nisso, coletores menstruais podem ser empoderadores também. modo-de-usar Agora que falamos tudo isso, a Jout Jout vai te falar a experiência dela com o coletor para te convencer de vez de testar essa maravilha moderna. Vai de copinho?   Continue lendo
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