Calce Uma Causa

Um dia em Dongcheng District, Pequim

Um dia em Dongcheng District, Pequim

Em Pequim a gente até encontra os clássicos estereótipos chineses, como reflexos do comunismo, produtos baratos (e haja disposição para negociar!), comidas estranhas, poluição, gente com máscaras, sombrinhas e leques… mas a cidade também surpreende pela mistura de tudo isso com muita modernidade. Pequim, capital da China, é um importante centro político, comercial e cultural da China. Ao mesmo tempo em que se vê imensos prédios, também pode-se ver e visitar inúmeros palácios, templos, parques, túmulos, muralhas e portões. A história e a tradição estão presentes por toda a cidade. Apesar de o inglês não ser muito falado pelos pequineses, a cidade já está bem sinalizada nessa língua, então é possível se virar sem o mandarim, porque né. O metrô, com suas várias linhas, funciona super bem e é a melhor forma de deslocamento pela cidade, que é enorme. Um dia em Pequim é pouco para experienciar a fundo essa cultura vibrante e tão diferente da nossa, mas é possível juntar tradição e modernidade em 24 horas, tendo um gostinho do que a cidade oferece. O Dongcheng District é o coração e bairro central de Pequim, e é dele (e um pouquinho de seus arredores) que vou falar:   MANHÃ BEM CHINESA: Comece o dia descendo na estação de metrô Nanluoguxiang e indo para o sudoeste, em direção ao Parque Beihai. Já que cafés e padarias não são tão comuns por lá, sugiro tomar o café da manhã pela rua mesmo, provando bolachinhas e pãezinhos que são vendidos em barraquinhas, parando em fruteiras que são lindas e organizadas ou sentando pra tomar um iogurte natural (essa do iogurte é super comum para os pequineses!). É preciso devolver a embalagem, por isso, dá para sentar e curtir o iogurte observando quem passa. beijing Aí uma boa pedida é começar o dia no Parque Beihai, o maior parque imperial chinês. Ele é fantástico! Dá para caminhar pelo lago, admirar templos budistas e, provavelmente, ver chineses praticando esportes, como dança e peteca. De lá, vale a pena esticar até o Parque Jingshan. Bem menor, mas com um dos melhores cenários da cidade: vista panorâmica da Cidade Proibida! Sem contar que há várias trilhas gostosas para se chegar até o topo.   TARDE MODERNINHA: Depois de uma manhã tranquila, recomendo seguir para uma das partes hipsters de Pequim: a Nanluoguxiang Street. No meio da multidão de gente, estão lojinhas, cafés, restaurantes, hostels… enfim, uma variedade de coisas para se fazer que vão te ocupar a tarde inteira! Essa é uma região de hutongs preservados, que são ruas estreitas onde se encontram casas amontoadas com arquitetura tradicional. Hoje em dia, os moradores de hutongs são pessoas mais pobres, que contam com pouca privacidade e utilizam banheiro público, por exemplo (banheiros que se vê aos montes por essas ruas, inclusive). Os hutongs são uma das coisas mais legais de Pequim, na minha opinião. Almoce no Dante’s Coffee, um café/restaurante com uma decoração super fofa e com opções de massas, risotos, bolos, etc. Depois, continue a caminhada pela Nanluoguxiang St. até a Beijing Postcards, uma rede de lojas de cartões postais que até quem não curte enviar vai amar! O preço é ótimo e as fotos também! Além disso, dá para escrever e enviar ali pela loja mesmo :)   NOITE NO AGITO: Depois de uma tarde explorando os hutongs, os lagos Qianhai e Houhai estão ali pertinho. O lugar é cheio de bares aos redor. Tem opções de música ao vivo e outros restaurantezinhos com terraço, de onde se vê o agito todo. Não deixe de provar a cerveja Yanjing, que é de lá mesmo! Dá para curtir do fim de tarde à noite por ali, em meio às luzes e cores que Pequim proporciona em qualquer horário. SAMSUNG CAMERA PICTURES SAMSUNG CAMERA PICTURES   - Extra (porque não me contento em falar apenas desse roteiro): Reserve um dia (ou pelo menos uma tarde e noite) para conhecer o 798 Art District! É um bairro mais afastado da região central de Pequim, mas aí você já aproveita para ver o quão gigante a cidade é. O 798 era uma área de antigas fábricas que em 2002 começaram a ser divididas e alugadas por artistas e organizações culturais que as transformaram em galerias, estúdios, lojas, cafés, bares e restaurantes. SAMSUNG CAMERA PICTURES Depois de visitarem as galerias e ver um lado mais crítico dos pequineses, sugiro terminar o passeio comendo o melhor hambúrguer da vida no Café Flat White. Pronto! Você vai voltar para casa de barriga cheia e com um sorriso no rosto.

Continue lendo

E se você estivesse comprando couro de cachorro?

E se você estivesse comprando couro de cachorro?

Na cultura ocidental comer carne e usar couro – de vaca, porco, ovelha ou peixe – é completamente normal. Fazemos isso há séculos sem nunca dar muita atenção ou parar para pensar que aquele bife, ou bolsa e sapato, eram partes de um animal, vivo e senciente.

Na verdade, conforme os anos passam, a tecnologia avança e o ritmo do mundo fica cada vez mais acelerado, cada vez nos distanciamos mais dos processos de produção dos produtos e alimentos que compramos.

Mas e se comprássemos uma luva, como de costume sem olhar na etiqueta de composição, e depois víssemos que nela está escrito “couro de cachorro”? Como você se sentiria usando uma luva de couro de cachorro?

pta8

Como já é de conhecimento da maioria, na Ásia, principalmente na China e na Coreia é completamente normal matar cachorros para comer. O couro logo é aproveitado pela indústria da moda chinesa, que fornece roupas e produtos para o mundo todo, normalmente sob o nome de “couro de cordeiro” (porque no ocidente vender couro de cachorro pega mal).

Quem acompanha mais de perto as noticias da moda ou dos direitos animais, já sabia das grandes chances de, ao comprar produtos “feito na china” de “couro de cordeiro”, podermos estar comprando, na verdade, um produto feito com couro de cachorro.

Porém, foi em dezembro do ano passado que o PETA soltou vídeos, fotos e todas as suas informações após uma pesquisa de um ano dentro de um matadouro de cachorros chinês para o mundo. É claro, as notícias chocaram o ocidente – o impacto de ver um animal com o qual estamos acostumados a dividir a casa, e até mesmo a cama, brincar, jogar bolinha, abraçar, sendo morto (em condições terríveis, só vejam o vídeo se forem fortes) para virar comida e couro foi realmente chocante para alguns.

Para outros, se fazemos isso com vacas, ovelhas e porcos, que são comprovadamente mais inteligentes que cachorros, seria hipócrita apontar qualquer problema na cultura coreana e chinesa de comer cachorros.

Além do PETA, a agência mundial de noticias Reuters também visitou um curtume chinês e reforçou as investigações do PETA ao afirmar que peles de cachorros eram deixadas no sol para secar junto com outras peles. Quando questionada sobre como não compactuar com esse mercado, a diretora do PETA, Ingrid Newkirk, disse: “Não comprar roupas baratas vindas da Ásia e fazer opções de roupas e acessórios veganos”. "Quando há tantos tecidos amigos do ambiente e livre de crueldade disponíveis, desde a moda de luxo até a moda fast-fashion, não há nenhuma razão para cães, gatos, vacas, ovelhas, porcos, cabras e outros animais sofrerem por causa da moda ", ela acrescentou.

O Ministro da Agricultura chinês e os responsáveis pela Assossiação de Industrias Do Couro da China recusaram a falar com todos os jornais que os procuraram.

Apesar de serem frequentes as notícias de crueldade contra os animais na China, é importante lembrar que isso acontece todo dia, no mundo todo, com todo e qualquer tipo de animal. Por isso, nossa missão é reforçar a moda livre de crueldade, é incentivar as pessoas a lerem a etiqueta e entenderem que produtos muito baratos produzidos na Ásia escondem crueldades com animais, humanos e meio ambiente que não conseguiríamos enumerar aqui.

Que tal começar dar preferência a marcas que têm um preço justo ao invés de escolher o mais barato?

Acompanhe as marcas brasileiras, feitas localmente, que você tem a chance de conhecer os donos e entender seus valores e ideais. Entender os produtos antes de comprá-los é um caminho sem volta, mas muito feliz e recompensador, prometo. ;)

Continue lendo

Máquina que recicla garrafa pet e dá como recompensa bilhete de metrô

Máquina que recicla garrafa pet e dá como recompensa bilhete de metrô
Na China já é possível reciclar uma garrafa pet e ganhar uma recarga para celular ou créditos para viagens de metrô em troca! 132053804_11n São 34 máquinas automáticas espalhadas por 34 cantos de Beijing, onde a pessoa reaproveita uma garrafa e, dependendo do peso e do tamanho dela, a máquina reconhece seu valor de reciclagem e disponibiliza créditos de celular ou metrô. Ativa desde 2012, hoje a cidade chega a reciclar 15 mil toneladas de garrafas PET por ano. Tudo o que o Brasil precisa, né? Via. Continue lendo
x