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Um dia em Belém, Lisboa

Um dia em Belém, Lisboa
Tá, primeiro acho importante explicar o que é Belém: não, não é uma cidade ou município, também não é um bairro, é uma freguesia. Não ajudou né? Bom, freguesia é menos que um distrito mas mais que um bairro. É uma região que, de grande, por vezes possui uma administração independente. São Paulo, por exemplo, não tem as subprefeituras? Pois bem, freguesias são mais ou menos isso: regiões que abrigam bairros e possuem uma administração. Belém até já foi independente de Lisboa, mas isso não vem ao caso. O que é importante saber é que está localizado no extremo oeste da cidade. Sua relevância se deu por ter sido um grande ponto de saídas de embarcações durante a expansão colonialista portuguesa. De lá saíram as três caravelas responsáveis por colonizar o Brasil: Santa Maria, Pinta e Nina. Bom, essa história já conta um pouco a do bairro, a Torre de Belém e o vento forte que vem do Tejo eram grandes instrumentos para navegação, fazendo aquele ponto ser perfeito para lançar caravelas ao mar. Em geral o bairro reforça aspectos da própria Lisboa: grandes mosteiros e igrejas que abrigam a história cristã de Portugal. Lá está localizado o Mosteiro dos Jerónimos, belíssimo com sua arquitetura renascentista-manuelista, com peso gótico. Demorou cem anos para ficar pronto e hoje abriga o Túmulo de Camões, monumento que contém (há controvérsias) os restos mortais do grande poeta clássico. Nenhum outro lugar seria tão perfeito para homenagear o poeta, que tanto celebrou o Tejo e seus corajosos navegantes. O maior atrativo da região próxima ao rio são os belos jardins, como o Jardim de Belém, do Império e o Jardim Botânico Tropical, que ainda hoje concentra espécies trazidas de regiões tropicais colonizadas pelos portugueses (boa parte brasileiras). O lugar todo, assim, relembra a história expansionista imperialista portuguesa, seus poetas, desbravadores e a estrutura que proporcionou seu sucesso. Mas tem um aspecto importante da região que não poderia ser mais português: foi lá que nasceu o original e único pastel de Belém. Para o resto de Portugal, pastel de Belém é aquele que você come na padaria na frente da estação, em Belém! Qualquer outro lugar pode te oferecer, tão somente, um pastel de nata (que é a mesma coisa, em forma e sabor). É etapa obrigatória do seu dia em Belém, eles vêm quentinhos e são maravilhosos! Uma grande dica é ir para Belém em um dia ensolarado, já que a maioria dos passeios serão a céu aberto. O percurso é tranquilo, de trem, que te deixa perto da região dos jardins e do Mosteiro. Mas uma observação importante: a Torre de Belém não fica tão perto quanto parece, não importa o que te digam! Continue lendo

Um dia por La Candelaria, em Bogotá

Um dia por La Candelaria, em Bogotá
A Colômbia é um desses países em que, dependendo da região que você visitar, vai ter um tipo completamente diferente de viagem do que se tivesse visitado outro. Do litoral caribenho ao frio das montanhas e às florestas de reservas ecológicas, esse país reserva muitas maravilhas para quem o visita, e por isso tem sido um destino de viagem cada vez mais procurado. Bogotá, sua capital, parece sintetizar toda essa pluralidade nos seus diferentes bairros. Da zona T a La Candelaria, tem sempre algum cantinho interessante pronto para surpreender. E na Candelaria, o centro histórico, essas surpresas vem a cada esquina, por isso prepare a mochila e o corpo para se aventurar pelo coração da Colômbia. IMG_4165 Todos os dias a prefeitura da cidade oferece um tour gratuito a pé que passa pelos principais pontos históricos do bairro, com início às 10hrs e às 14hrs. O tour sai do Punto de Información Turística que fica em uma das esquinas da Plaza Bolívar, bem no coração do bairro, ponto perfeito para começar o dia. 635744016388183600_Afterlight_Edit Tours a pé são sempre os melhores, mesmo com o clima super instável de Bogotá, porque caminhando você tem uma experiência muito mais real na cidade e pode aproveitar cada cantinho por onde passa. E Bogotá é uma cidade para curtir assim: devagarinho. Sua cena cultural é riquíssima, então vai ter sempre algo interessante acontecendo. Por exemplo, quando conheci o Centro Cultural Gabriel García Marquez, acabei surpreendida por uma exposição de Miró. No Museu do Botero, me encantei pelas galerias de arte moderna. Isso sem mencionar o café colombiano, encontrado em todo lugar. IMG_4217 Por isso, depois do tour, o ideal é tirar a tarde para conhecer os centros culturais e museus. Comece pelo Botero, visite todas as suas galerias e, depois, dê uma passadinha no Centro Cultural Gabriel García Marquez, um complexo cultural com restaurantes, café, galeria, jardim e, como não poderia faltar num lugar que homenageia o Nobel de literatura, uma biblioteca de deixar qualquer um apaixonado. Antes que a tarde chegue ao fim, vá até o Cerro Monserrate, montanha que circunda a Candelaria, e pare por alguns minutinhos para curtir a sensação de olhar a cidade a 3.152 metros de altura, onde é quase impossível lembrar de todo o agito da cidade. IMG_4196 IMG_4210 Continue lendo

Um dia pelo Centro Histórico, em Cartagena

Um dia pelo Centro Histórico, em Cartagena
Ca-ri-be. Não precisa de muito mais do que três sílabas para a nossa mente rapidamente se transportar pra um lugar mágico, quente e exótico, desses que mesmo sem nunca ter visitado, você consegue vislumbrar o retrato exato na frente dos olhos. Um retrato bastante parecido com o da foto abaixo, por sinal. Depois de ter conhecido Cartagena, na Colombia, posso confirmar: é tudo verdade. Uma cidade litorânea, patrimônio cultural da Unesco, que faz jus ao slogan de turismo do país  ~O perigo é querer ficar~. Também não é de se esperar menos da cidade que deu chão ao realismo mágico de Gabriel García Marquez, tendo inspirado o cenário onde histórias como O Amor Nos tempos do Cólera se passaram. Ainda no avião, é possível enxergar a muralha que circunda a cidade, herança do passado que há séculos servia ao propósito de proteger a região de ataques piratas. E quando você chega mais pertinho, é possível compreender o misto de magia e de história que fazem com que Cartagena seja tão apaixonante. O centro histórico de Cartagena é onde se encontra a maior parte do encanto, e é composto pelos bairros San Diego, Centro e Gestemaní.  San Diego e Centro ficam localizados dentro da muralha e fazem parte da área mais turística da cidade, e é ali onde estão os restaurantes e hotéis mais refinados. Já o simpático e fervente Getsemaní é o local ideal para viajantes jovens, com hospedagens mais simples mas perfeitas para acomodar aqueles que vivem no estilo ~low-budget de ser.  A parte boa é que os três encontram-se a pouco mais de 10 minutos de caminhada um do outro. Um detalhe importante: Cartagena é QUENTE. E o sol de lá é muito mais forte do que estamos acostumados, então não esqueça de muito protetor solar e aproveite pra se aventurar no clima caribenho com um chapéu de abas largas. Além disso, certos passeios são bem mais agradáveis se feitos pela manhã. Então, acorde cedinho e vá em direção ao Castillo de San Felipe, que fica a uns 5 minutos a pé do Getsemaní. O castillo, que na verdade é um forte, é uma edificação histórica que foi construída pelos espanhóis para proteger a cidade, e é um bom ponto de partida pra conhecer um pouco melhor o passado de Cartagena. Depois desse passeio, a dica é retornar ao centro histórico para fazer a Free Tour Cartagena, que são tours caminhados pelo centro histórico com uma taxa simbólica de pagamento. Os guias do Free Tour são excelentes e sabem te contar os detalhes mais incríveis de cada cantinho da cidade, e como o passeio é inteiro a pé, você acaba vivenciando muito mais tudo o que Cartagena tem a oferecer. Recomendo, depois do tour, dar uma paradinha para se refrescar na Abaco Libros y Café, uma livraria muito charmosa com opções de limonadas e cafés para reabastecer as energias. Agora que os principais pontos já foram riscados da lista, chega a hora de passear pelas estreitas calles de La Heroica (apelido da cidade) e permitir-se a se perder por caminhos recheados de cores vibrantes, sacadas floridas, música, muita música, e tudo que a tropicaliência Caribenha tem de melhor. Ah, pra fechar o dia com a experiência completa, a dica é caminhar pelas muralhas no fim da tarde e curtir o pôr-do-sol por ali, aproveitando esse tempo para curtir a magia de ver a cidade, tão colorida, se transformar com a luz do entardecer. Bem como disse Gabo, “me bastou dar um passo dentro da muralha para vê-la em toda a sua grandeza à luz malva das seis da tarde e não pude reprimir o sentimento de ter voltado a nascer.”.   Continue lendo

6 Passos Para Garantir Boas Refeições Aos Veggies Viajantes

6 Passos Para Garantir Boas Refeições Aos Veggies Viajantes
Pensar em um guia vegetariano para viajantes não é uma tarefa tão simples. Isso porque pessoas são muito diferentes – não é porque elas compartilham dos mesmos ideais que elas necessariamente cabem no mesmo pacote. Entretanto, existem boas dicas que podem ser colocadas em prática para facilitar a hora da refeição de um ovo-lacto vegetariano, vegetariano e vegano* em outros países de maneira unânime e é sobre elas que vamos falar agora.   Primeiro Passo: Garantindo Sua Refeição No Avião Ao comprar sua passagem você pode escolher sua refeição. No site da companhia aérea existe uma área que lhe permite personalizar sua comida conforme sua preferência ou necessidade: há opções ovo-lacto vegetarianas, vegetarianas, sem glúten e sem lactose por exemplo. Comece a viagem com o pé direito e de bom humor, sem precisar passar fome porque as opções são só “frango ou pasta”.  Programe sua refeição e você vai ver que a programação é a melhor amiga de um veggie viajante.   Segundo Passo: Faça Sua Pesquisa Antes Da Viagem Não há motivos para sair pela cidade às cegas quando temos a Internet ao nosso alcance para conhecermos os lugares mesmo há quilômetros de distância. Use o Trip Advisor para mapear os restaurantes mais interessantes perto da onde você vai ficar ou pela cidade inteira caso ela for pequena. Os comentários, de viajantes do mundo todo, vão te contar sobre os lugares que reservam as melhores opções sem carne ou sem nada de origem animal. Consulte listas de sites especializados. No Modefica já falamos sobre locais veggiefriendly em Paris, em Medellín, em Santiago, na Califórnia e em Nova Iorque... Você vai encontrar detalhes dos locais visitados e vai saber se vale a pena colocar ele na sua lista e até mesmo desviar da sua rota só para comer aquele doce super bem cotado. Nesse processo, você encontrará várias dicas boas, desde lugares totalmente veganos que adaptam os pratos locais com ingredientes livres de crueldade, até restaurantes famosos que contam com opções veggiefriendly no cardápio. Depois, é só fazer uma lista no Fousquare e salvar todos os locais nela – assim você terá todos os restaurantes pesquisados em mãos, para acessar a hora que quiser e saber qual está mais perto de você.   Terceiro Passo: Aprenda Algumas Palavras Para não passar aperto em qualquer viagem é importante aprender algumas palavras essenciais como “água”, “por favor”, “obrigada”, “ajuda”, “sim”, “não” na língua local. Para as pessoas vegetarianas as palavras “ovo”, “leite”, “vegetariano”  e até a construção “não posso comer” também precisam fazer parte do vocabulário básico. Assim como conhecer os certificados veganos e crueltyfree nos produtos. No mercado (afinal, quem não adora uma visita ao mercado para entender os costumes e se sentir um verdadeiro cidadão local?) tenha em mãos também o aplicativo do Google Translator. Viu algum ingrediente suspeito na lista de ingredientes de algum produto? Está na Islândia e não faz a menor ideia do que a palavra “matarlím” significa? É só usar o app.   Quarto Passo: Esteja Aberto A Novos Sabores Normalmente, vegetarianos e até mesmo ovo-lacto vegetarianos estão sempre dispostos a experimentar sabores novos. E essa disposição é imprescindível para se jogar na culinária local livre de crueldade. Na Colômbia, por exemplo, a Cazuela de Frijoles é um prato típico que mistura ingredientes como feijão, banana, batata palha e abacate (a versão não vegetariana conta também com a carne do porco ou do frango). Para muita gente, comer feijão com banana e abacate pode parecer inaceitável, mas para eles é completamente normal e uma delícia. A dica é: experimente e evolua o paladar para além do que você considera normal. A culinária global é uma das experiências mais ricas que podemos ter no nosso “currículo” pessoal. Vai lá e come! E claro, faça um seguro viagem para garantir auxílio caso alguma coisa que você coma faça realmente mal ao seu organismo. Pode acontecer então seja uma pessoa preparada.   Quinto Passo: Seja Uma Pessoa Educada E Paciente Aos poucos, todos os lugares estão se adaptando com a ascensão da culinária livre de ingredientes de origem animal, mas isso ainda é novidade para muita gente e, principalmente em cidades que não são grandes centros urbanos, como São Paulo, Nova Iorque, Paris, Berlim, Lisboa, etc, a chance é que você tenha dificuldade em ter seu desejo compreendido quando pede uma pizza sem queijo ou uma salada Cesar sem frango. Respire, compreenda, e seja uma pessoa educada e simpática com quem está te atendendo. Essa pessoa é a única que pode te ajudar a conseguir uma boa refeição que não consta no cardápio. Se você está sozinha ou com alguém que te entenda, e perceber que não há boa vontade por parte da casa, levante tranquilamente e procure outro restaurante. Recorra ao Foursquare (onde você já tem sua lista de locais a serem visitados, certo?), e ache um local que vá conseguir te alimentar bem.   Sexto Passo: A Marmita Pode Ser Sua Melhor Amiga Falamos de restaurantes e mercados, mas não falamos sobre um passeio longo onde a única comida disponível provavelmente não é veggiefriendly. Quando um passeio a um lugar remoto for o rolê do dia, faça um lanche ou marmita fria (tipo salada de quinoa) e leve com você junto com alguns petiscos que você mais gosta. Assim, você não passa fome hora nenhuma. Resumidamente, a dica é sair de casa (e do hotel) o mais preparado possível. Alguns perrengues são inevitáveis, mas vários deles você pode evitar com um pouco de planejamento. Sim, depois de muitos apuros aprendemos que planejamento é a alma do negócio! Então planeje para não passar aperto e esteja preparado caso você passe aperto. Isso dito, boa viagem!   *Notas do vocabulário: Ovo-lacto vegetariano: pessoa  que não come nenhum tipo de carne dos animais seja a carne do peixe, da vaca, do frango, do porco, etc. Pratos aptos para ovo-lacto vegetarianos normalmente contém ovo e/ou derivados do leite. Vegetariano: erroneamente usado com o mesmo significado de ovo-lacto vegetariano, o termo foi criado para designar pessoas que não comem nenhum ingrediente de origem animal. Além das carnes de animais, pratos vegetarianos não deveriam conter nenhum ingrediente de origem animal como ovo, leite, queijo, gelatina, etc. Entretanto, é importante ficar atento porque a maioria dos lugares usam o termo vegetariano para pratos com leite e ovo (e até presunto e peixe!), enquanto outros permanecem fiel à nomenclatura original. Sempre confirme os ingredientes com o garçom quando você ler o termo “vegetariano” no cardápio. Vegano: Originalmente, vegano foi um termo criado para designar pessoas que são vegetarianas e também não consomem produtos testados em animais, não usam produtos de couro, etc. Hoje, com o afrouxamento do significado de “vegetarianismo”, o termo passou a significar também uma alimentação vegetariana estrita. Se você ver o termo “vegano” no cardápio ou o certificado “vegano” em algum produto, você pode ficar tranquilo que ali não tem nenhum ingrediente de origem animal. Veggiefriendly: Local apto à receber vegetarianos e fazer pratos amigáveis a eles, sejam eles ovo-lactos ou não. Continue lendo

Um dia no Botafogo, Rio de Janeiro

Um dia no Botafogo, Rio de Janeiro
Botafogo é um bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro que passou por um processo de transformação nos últimos anos e destacou ainda mais a sua característica boêmia. O Soho carioca, em referência ao bairro artístico nova-iorquino, carrega em si uma alma descontraída e está sempre bem movimentado; seja pelas escolas, escritórios e centros empresarias que lotam as ruas de gente na hora do almoço ou pelas múltiplas opções de programação noturna, sua melhor faceta. Botequins, cinemas de rua, polo gastronômico e centros culturais são algumas das atrações que Botafogo oferece. Além, é claro, da bela vista da Enseada de Botafogo para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Tem muito o que se fazer, ver, comer e comprar em Botafogo. Suas ruas principais, Voluntários da Pátria, São Clemente e Mena Barreto, mais movimentadas, convivem com um outro lado do bairro, com ruas perpendiculares graciosamente menores e arborizadas, e até mesmo, pequenas vilas de casas antigas e sobrados. Hoje, esse guia de um dia do bairro carioca vai falar um pouco mais sobre os brechós, sebos, livrarias e comidas vegetarianas maravilhosos que encontramos por ali. Vamos começar o dia no final da Rua Voluntários da Pátria, essa região fica coladinho ao bairro Humaitá, ela será nossa referência geográfica para o guia. Já indo para as compras, dois brechós valem a visita: Brechó Só Traças e Acervo Retrô. Neles, você vai encontrar itens de decoração, roupas, sapatos e acessórios. Kate Moss visitou um deles na sua vinda ao Rio de Janeiro. Isso quer dizer algo, não? Aproveitando o percurso dos brechós, pare no meio do caminho para um suco com misturas de frutas criativas, como caju, abacaxi e cardamomo, é sempre uma boa pedida. O Naturalie Bistrô, localizado na Rua Visconde de Caravelas, é um vegetariano que todo mundo que vai, recomenda. Vale a visita na hora do almoço, o estabelecimento fica aberto até as 16h e possui um cardápio que muda sempre, para valorizar ingredientes sazonais, sempre priorizando os orgânicos. No quarteirão seguinte fica A Comuna, um lugar conectado com a economia criativa, que une bar e restaurante, um espaço expositivo (Casamata) e uma livraria compartilhada (A Bolha Editora). O grupo comuna desenvolve projetos em rede nos pilares de música, arte, publicações e comida/bebida, por isso o espaço já foi sede de algumas edições da Junta Local, uma iniciativa que promove um encontro/feira entre consumidores e produtores locais, oferecendo produtos por um preço justo. É bom ficar ligado nos eventos que eles fazem, são imperdíveis!
Verde por todos os lados Verde por todos os lados
Sobre a cozinha da Comuna, ela não passa desapercebida com pratos diferentes e deliciosos. Um destaque especial para o hambúrguer vegetariano Sakamoto, com tempurá de shimeji da Junta Local e picles de cenoura, nabo e maionese de coentro. Recomendo fortemente comprar a parte o molho picante de sweet chilli, é simplesmente incrível! Outra opção para o almoço, descendo em direção a praia de Botafogo, é o escondido Refeitório Orgânico, na Rua Dezenove de fevereiro, 120 - considerado por muitos um dos melhores vegetarianos da cidade. Com toque budista, o restaurante tem dois andares; o primeiro oferece o cardápio à la carte com opções de prato do dia e o segundo andar um buffet com muita variedade onde come-se à vontade por um preço bem amigo. Seguindo, nossa próxima parada é o tradicional sebo Baratos da Ribeiro, que após o fechamento de sua loja em Copacabana, se mudou para Botafogo, na Rua Paulino Fernandes, 15. Confie na seleção deste lugar, uma das pepitas cariocas para discos de vinil e livros. Um só problema, sair com as sacolas cheias. Sobre sebos, ainda existem 2 que valem a sua visita. O primeiro, mais tímido, é o Sebo do Natal que é uma banca perto da saída do Metrô. Há 4 anos o Natal, como é apelidado o simpático dono, vende gibis e livros diversificados para os transeuntes que passam em direção ao Metrô.  Já o segundo, há 14 anos em Botafogo, o Luzes da Cidade fica dentro do cinema de rua, Cine Estação Rio. O sebo/livraria tem um acervo extenso de livros, cd’s, dvd’s e discos de vinil. Quase chegando no início da Voluntários da Pátria, encontramos um lugar para sentar, tomar uma cerveja e descansar depois desse longo passeio. House of Food Botafogo, na Void, é daqueles lugares que sempre tem uma boa surpresa gastronômica. Com a cozinha aberta para experimentações e competições, sempre recebe gente muito boa. Foi assim que a Vegtal surgiu por ali, e hoje, atende a de alimentação saudável nas ruas, eventos, feiras e projetos independentes. Com um cardápio que vai desde hambúrguer de feijão com molho de alho, vinagrete e rúcula, até falafel de abóbora e sobremesas feitas de forma artesanal. Uhlalá! Depois desse percurso, o que nos resta é a vista pra Baía de Guanabara e a certeza de que aos sábados das 7h às 13h acontece a Feira Orgânica em Botafogo, uma outra ótima oportunidade de começar o dia bem, aproveitar a caminhada e comer coisas gostosas. Continue lendo

Um dia em Ciutat Vella, Barcelona

Um dia em Ciutat Vella, Barcelona
Se você tem planos de vir a Barcelona, prepare-se para se apaixonar. Estudos afirmam que 99% das pessoas que visitam esta cidade se encantam perdidamente por ela. Com sua arquitetura modernista por todos os cantos, Barcelona é uma cidade que respira arte, cultura e design. Você vai ter vontade de morar em todos os apartamentos com as suas sacadas charmosas e aconchegantes, entrar nas inúmeras galerias de arte e lojas de design e assistir a todos os shows incríveis que passam por aqui. Prepare-se também para ler e ouvir uma língua da qual você provavelmente nunca teve contato, o catalão. Barcelona é a capital da Catalunya, comunidade autônoma espanhola, e tem como idioma oficial o catalão. A Catalunya tem um movimento independentista muito forte, que vem tentando há muitos anos se separar da Espanha e se tornar um país independente. Você poderá notar um pouco disso nas icônicas bandeiras penduradas em janelas e sacadas por toda a cidade, listradas de vermelho e amarelo, com um triângulo azul e uma estrela branca. O distrito de Ciutat Vella, no centro, é o bairro mais antigo e um dos mais interessantes da cidade. Além de ser um local com um patrimônio histórico e cultural impressionante, é o local preferido dos barceloneses para “salir de copas” - em tradução livre, sair para beber algo (alcóolico). Comece o seu dia tomando café da manhã no Komo en Kasa, café/bar/restaurante com muitas opções vegetarianas deliciosas, na Carrer (rua em catalão) de Joaquin Costa. Peça um expresso, uma quiche ou uma empanada (ou os dois) e sente-se em uma das mesinhas da “calçada” que não tem erro. 1 copy Reserve o resto da manhã para caminhar pelo bairro. Esse é o momento de desligar o Google Maps e seguir sem rumo. A melhor maneira de conhecer esse lugar é descobrindo suas ruazinhas estreitas e seus becos que parecem sem saída, mas sempre te levam a algum lugar. Depois desse passeio a gente conversa. 222 copy Pro almoço, um dos meus favoritos é o Flax & Kale. Impossível não sair dali apaixonado. Sério. Começando pelo ambiente amplo, pé direito alto, iluminado por grandes janelas que te deixam olhar o ir e vir das pessoas na rua. A comida, baseada no que eles chamam de dieta flexitariana, algo como um vegetarianismo mais flexível, onde de vez em quando entra um peixe azul em alguns pratos, tem 80% dos alimentos com origem vegetal, sendo os outros 20% de peixes frescos. Pra comer bem e de uma maneira saudável, esse é o lugar. Recomendo começar com os tacos vegetarianos e seguir com um hambúrguer de verduras e legumes da estação. Para beber, peça uma das inúmeras combinações de sucos prensados a frio. O meu preferido, o “The Vegan Vampire”, leva pêra + cenoura + abacaxi + laranja + limão + gengibre e beterraba. 3 copy33 copyBarcelona tem um estilo próprio, uma pegada meio underground anos 80/90. Depois de passar pela Carrer dels Tallers, você vai entender. É nessa rua que se concentram os melhores brechós da cidade. Nao deixe de entrar no Flamingos, um dos mais famosos, com inúmeras peças únicas. Atenção para os blusões de lã estilo vovó-tricotou e para as jaquetas multicoloridas jogging/fitness, um clássico dos anos 80. 44 copy Na Carrer de Gravina, rua transversal a Carrer dels Tallers, fica a Loring Art, livraria de arte, moda, design, cinema e comunicação. Além de livros, você vai encontrar revistas, catálogos de exposições e livros de artista que nao se encontram em nenhum outro lugar. Minha única ressalva é: cuidado com o excesso de bagagem. 55 copy Termine o dia bebendo alguns drinks no meu bar preferido, o 33/45. O salão dos fundos é incrível, parece uma sala de estar enorme com vários ambientes dentro dela. Uma atmosfera intimista, acolhedora, que dá vontade de ficar ali por horas, de levar um livro, o gato e os amigos. Se tivesse uma lareira, diria que seria o melhor lugar da cidade. Na entrada ficam a barra e algumas mesinhas, mas não perca tempo e vá direto pros fundos. Sente-se e um dos sofás, peça um Spritz e/ou um Vermouth e finalize a noite em alto, grande, enorme e incrível estilo. BÔNUS: Fim de tarde com a vista mais incrível de toda a cidade nos Bunkers del Carmel. Construídos em 1937 durante a Guerra Civil Espanhola, eram um dos eixos de defesa antiaérea da cidade, com um vista panorâmica tanto para o lado do Mar Mediterrâneo quanto para o lado do continente. Pra chegar lá, pegue a linha de ônibus 24 na direção El Carmel, desça na parada Doctor Bové - Gran Vista, suba algumas escadas e se encante com a paisagem. O trajeto todo leva em torno de 45 minutos, mas pode ter certeza que vale a pena. Pra completar o clima, leve uma garrafa de vinho (vá bem agasalhado, caso seja inverno) e curta o encantador fim da tarde barcelonês. 77 copy 7 copy Continue lendo

Um dia no Bom Fim, Porto Alegre

Um dia no Bom Fim, Porto Alegre
A sensação de inquietude, de querer conhecer o mundo inteiro está presente diariamente dentro de muitos de nós. Mas, antes de se aventurar pelo mundo, podemos conhecer todas as esquinas de nosso bairro e peculiaridades de nossa cidade para que o cotidiano também nos seja prazeroso. O Bom Fim (Bonfa para os íntimos), um dos bairros mais antigos de Porto Alegre e com uma história cheia de peculiaridades, é hoje o habitat de estudantes, senhoras de idade, judeus, artistas e vegetarianos. Um bairro de classe-média alta, por onde circulam toda as classes devido à intensidade do comércio, diversas linhas de ônibus e proximidade a dois grandes hospitais e ao principal campus da universidade federal.
Ruas arborizadas e floridas - sempre bom olhar para cima! Ruas arborizadas e floridas - sempre bom olhar para cima!
Vamos começar a manhã com velharias: sebos e brechós! A primeira parada é o Maria-Sem-Vergonha, um brechó mais tradicional, mas onde se encontra artigos com ótimo custo-benefício. Já o outro brechó não fica na Oswaldo, como toda a programação da manhã, mas vale a pena para quem quer algo um pouco mais chique ou peças de marca: Las Gallas Brechó, na Felipe com a Vasco. Na mesma quadra do Maria, um pouco de modernidade no melhor estilo “de tudo”: a loja Mistura Urbana, cheia de cacarecos bonitos, presentes inusitados e várias, mas várias coisas que você vai querer comprar, mas não vai poder pela comparação do tamanho da coisa com sua sala ou do valor com sua carteira, mas vale a pena dar uma olhada. O bairro tem dois sebos tradicionais, interessantes e próximos, com acervos que vão de lançamentos a relíquias: a Livraria Londres e a Traça Livraria e Sebo.
Av. Oswaldo Aranha: maior e principal rua do bairro. Av. Oswaldo Aranha: maior e principal rua do bairro.
O Bom Fim na hora do almoço torna-se um problema... São diversos opções maravilhosas e pouco estômago. O vegano Café Bonobo está promovendo almoço todos os dias, um PF delicioso, saudável e lindo, por 16 reais. Tem que subir metade da lomba da Felipe, mas vale a pena! Outra opção vegana é o Raw, que está fazendo muito sucesso. O Suprem, vegetariano indiano, já se tornou tradicional e é perfeito para quem adora comida bem saborosa e agridoce e não está lá muito preocupado com as calorias do prato. Para quem gosta de uma comida mais tradicional, a italiana Vicenzo Spaghetteria oferece várias opções de massas e uma boa carta de vinhos, além de um ambiente aconchegante. Para a sobremesa, dicas contrastantes na linha do tempo do bairro: Cronks, deliciosa sorveteria artesanal e veterana no bairro, e as novas Chocólatras, doceria com várias filiais na cidade que abriu uma na Fernandes, e El Churrero, um pedacinho do Uruguai no Bonfa, com churros sequinhos e bem recheados.
Chocólatras: difícil escolher qual doce pegar!
Para a tarde, uma boa ideia é encontrar estações do Bike Poa e desfrutar das ciclovias existentes pelo bairro, a maioria com árvores garantindo sombra. O Bar Ocidente tem recebido o Brique do Desapego em alguns domingos, com muitas roupas, acessórios e objetos, música alta e animada e local para lanche. Processed with VSCOcam with f2 preset
Brique do Desapego no Ocidente.
As feiras de rua também são ótima opção: às terças de manhã na Rua Gen. João Telles e aos sábados de tarde na Rua Irmão José Otão. Ambas ofertam produtos naturais e orgânicos para levar para casa, mas também muita coisa gostosa para comer no local. Na Av. Vasco da Gama encontram-se dois estabelecimentos vizinhos e muito interessantes: a Espaço Vídeo, uma das locadoras de vídeo mais antigas e duradouras de Poa, e a Palavraria, uma livraria pequena que, além de ótima seleção de livros, conta com cafeteria e eventos culturais.
Av Vasco da Gama: Palavraria e Espaço vídeo, muitas árvores e ciclovia. Av. Vasco da Gama: Palavraria e Espaço vídeo, muitas árvores e ciclovia.
O bairro é moradia de uma grande parte da comunidade judaica de Porto Alegre, abrigando, dessa forma, comércio kosher, duas sinagogas, a Associação Israelita Hebraica e o Instituto Marc Chagall. Este último abriga o Museu Nacional das Migrações Judaica, onde é possível conhecer um pouco da história não só do povo judaico, mas do próprio Bom Fim.
Museu judaico na Rua Gen. João Telles. Museu judaico na Rua Gen. João Telles.
Para o lanche da tarde existem opções bem saudáveis: várias bancas de fruta pelas ruas arborizadas e uma filial do Saúde no Copo, com seus smoothies coloridos e perfeitos para gelar o calor porto-alegrense.
Banca de frutas também na Rua Gen. João Telles Banca de frutas também na Rua Gen. João Telles.
Mas o local que não pode faltar no seu itinerário, seja de manhã, de tarde ou de madrugada, é a Lancheria do Parque, ou apenas Lanchera. O tradicionalíssimo estabelecimento do bairro serve vários pratos e lanches, porém a grande estrela é o suco. Ache um lugar para sentar no meio da confusão, escolha as frutas que vai combinar, ouça os gritos dos garçons (que ninguém sabe como se entendem tão bem com um sistema tão doido) e desfrute de um suco que vem no próprio liquidificador, serve de 2 a 3 pessoas e tem um preço delicioso como ele.
Lancheria do parque: suco e experiência imperdível. Lancheria do parque: suco e experiência imperdível.
De noite a calmaria do bairro é contrastada pela loucura do Ocidente, um dos bares/boates mais antigos e alternativos de Poa, com programação bem eclética e noite LGBT. Depois da festa dá para comer as delícias árabes do Sim Sala Bim, que por anos foi uma carrocinha (ou “food truck” nesses tempos de gourmetização) na frente do bar, mas hoje é um estabelecimento do outro lado da rua. Um bar de destaque no bairro é o Lagoom Brewery Pub, perfeito para os amantes de cerveja e para quem quer um lugar mais discreto e íntimo.
Brique da Redenção: passeio clichê, mas sempre divertido. Brique da Redenção: passeio clichê, mas sempre divertido.
Como comentei no início, os limites teóricos do Bom Fim (um retângulo formado pelas avenidas paralelas Oswaldo Aranha e Independência e pelas ruas também paralelas Felipe Camarão e da Conceição), não correspondem ao que a população de Porto Alegre reconhece. O Parque Farroupilha, mais conhecido como Redenção, fica, segundo os mapas da prefeitura, no Bairro Farroupilha. Mas quase ninguém sabe ou se importa com isso e, então, a Redenção fica no Bonfa. O parque é um dos mais importantes da cidade e conta com monumentos, um lago com pedalinho, chafarizes, muitos eucaliptos centenários... Ou seja, é um enorme e maravilhoso parque, mas que se diferencia de um parque comum por três atrações. O Auditório Araújo Viana, palco de shows históricos em Poa, que, após ficar anos abandonado, foi totalmente reformado e reaberto em 2012, passando a contar com intensa programação. O Parquinho da Redenção, um parque de diversões para crianças que oferece a melhor vista do bairro do topo da sua roda-gigante. E, por último, um dos passeios mais tradicionais e deliciosos do bairro: o Brique da Redenção, na Av. José Bonifácio. Sábados conta com a Feira Ecológica do Bom Fim e aos domingos com banquinhas de artesanato e antiguidades. Duas novas cafeterias nas proximidades do Bom Fim não poderiam ficar de fora desta lista. O Yami Café fica na Francisco Ferrer, logo, no bairro Rio Branco, mas é bem pertinho e vale a pena ir provar suas maravilhas: os mais diferentes cafés, salgados e doces, opções sem glúten, e interessantes PFs no almoço. A outra tem feito fila na rua nos finais de semana: a Pink Velvet Bakery tem uma pegada estadunidense e decoração rosa divertida, contando com vários sabores de donuts, cupcakes e cookies. A Pink alegrou o bairro logo na estreia por voltar a oferecer as maravilhosas tortas da antiga cafeteria Tortas do Parque, que fechou há alguns anos. É o Bom Fim e seus entornos se renovando, unindo arquitetura antiga, sinagogas e comércio tradicional, com estabelecimentos diferenciados, culinária vegetariana e moderna e muitas maravilhas açucaradas. Vale a pena conhecer, frequentar e amar. Continue lendo

Um dia em Pinheiros, o bairro da Insecta em São Paulo

Um dia em Pinheiros, o bairro da Insecta em São Paulo
Cinzenta e caótica? Sim, pero no mucho. São Paulo sempre teve – e sempre vai ter – a fama de selva de pedra, mas a gente sabe que generalizar nunca ajudou ninguém. A loja da Insecta fica no bairro mais delicinha da capital paulista: Pinheiros é cheio de verde, ciclovias, comidinhas geniais e umas casinhas que te fazem querer voltar no tempo. Tem tanta coisa legal fazer por aqui que a gente resolveu separar as nossas favoritas – daí, quando você for dar um oi pro besouro na nossa nova loja, já sabe pra onde ir depois. ;)   Pra começar o dia Pra comprar frutas e verduras frescas, o Mercado de Pinheiros é provavelmente um dos melhores lugares do bairro. Ele abre cedinho, às 8h da manhã, e é um baita ponto de partida pra bateção de perna pinheirense.  Além de ser fácil de chegar (é só descer na Estação Faria Lima), o Mercado fica do ladinho do Largo da Batata: dá pra comprar umas frutas e uma água de coco e já começar o dia de leve em um dos banquinhos do Largo.   Caminhando pelo bairro Na correria do dia a dia, muita gente cruza Pinheiros pela Avenida Rebouças ou pela Rua Teodoro Sampaio, as principais vias da região, e acaba não descobrindo as pérolas escondidas entre uma rua e outra. Na Rua dos Pinheiros dá pra encontrar dezenas de restaurantes de culinárias diferentes; na Artur de Azevedo, uma ciclovia passa por várias lojinhas interessantes; e, nas ruas transversais, você vê mais um punhado de endereços legais para descobrir. Aos sábados, dá pra dar uma olhada na feirinha de antiguidades da Praça Benedito Calixto, que também recebe uma feirinha natural às terças. A dica para andar no bairro é evitar as vias principais e se perder fazendo um zig-zag pelo trajeto. Não tem como dar errado.   Pra almoçar É fácil encontrar o que comer em Pinheiros, independente de que horas a fome bater. Pro almoço, alguns lugares sempre tem um prato garantido: no Goshala, uma mistura de culinária brasileira e indiana, todas as opções são vegetarianas ou veganas; um pouco mais em conta, o Barão Natural oferece buffet de salada e prato principal por R$15 – são duas unidades do bairro, 100% veganas. Um pouco mais acima, a Casa Jaya faz um buffet delícia de almoço, sempre vegano, e também oferece cursos e workshops de alimentação e qualidade de vida. Mais pertinho, aqui do lado da Insecta dá pra aproveitar as saladas maravilhosas do Feed Food em um pátio cheio de árvores e luz natural. Só cuidado pra não o perder de vista: o restaurante fica escondido nos fundos de uma galeria de arte.   Um café, uma sobremesa – e mais uma voltinha por aí Um dos cafés mais gostosos do bairro está no King of the Fork, uma cafeteria para ciclistas – mas não só. A onda dos bike cafés chegou com tudo por aqui, aliás, e é só andar mais um pouquinho pra esbarrar no igualmente gostoso Las Magrelas, com hamburguers de grão de bico e porções de coxinhas de abóbora com cogumelos. Se o dia estiver quente demais, vale deixar o café de lado e ir direto pro sorvete da Frida & Mina – as casquinhas são feitas lá mesmo e o cheirinho domina a rua. Todo dia eles servem pelo menos duas opções de sorbet, que não leva leite no preparo – os nossos favoritos são os de manga e cupuaçu, de longe.   Bons drinks pra encerrar o passeio Três coisas que nunca faltam em Pinheiros são: 1) jovens famílias passeando com seus cachorros, 2) lugares bonitinhos para matar a fome e 3) ótimos drinks. Se bater a vontade de matar a sede no início da noite, vale dar um alô pro pessoal do Boca de Ouro, que tem uma carta de drinks próprios, cervejas legais e uma porção de batata doce de chorar. O lugar é apertadinho e fica especialmente cheio depois das 20h. Pra fugir do auê, uma boa pedida sempre é o Pitico, onde dá pra aproveitar gin tônicas e mojitos geladíssimos relaxando em alguma das cadeiras de praia do bar a céu aberto. Pra quem quiser uma pedida mais arrumadinha (e mais carinha, também), o restaurante Le Jazz acabou de abrir um anexo só para coquetéis batizados com nomes de lendas do jazz. O primeiro drink sai às 17h e vale chegar cedo – são só nove lugares dentro da casa e mais alguns poucos na calçada. Na próxima visita à Insecta paulistana, não esquece de dar uma olhada no guia: já vai dar pra sair desfilando pelo bairro com seu besouro e conhecer vários lugares novos ;)   Continue lendo

Um dia em Palermo, Buenos Aires

Um dia em Palermo, Buenos Aires

Palermo, assim como San Telmo, é um bairro super clássico de Buenos Aires. Considerado como um dos mais boêmios da capital argentina, Palermo tem uma característica muito peculiar: ser muitos em um só. O porquê disso se torna evidente ao desbravar a região e descobrir suas várias sub-divisões (Palermo Holywood, Alto Palermo; Palermo Chico, etc), o que torna o bairro ainda mais incrível e charmoso.

O que há alguns anos foi uma “zona rural” do imigrante italiano Juan Domingo Palermo (o qual, inclusive, é tema para o nome do bairro), hoje, é recheado de lojas, restaurantes, cafeterias e pessoas. Visto que Palermo tem muitas (muitas mesmo) opções de passeios, fizemos uma seleção dos melhores lugares em Palermo Soho para ir:

BUENOS DIAS

Uma coisa que não se pode negar é que argentinos são pessoas incríveis para criar, decorar e gerenciar estabelecimentos. Por isso, Palermo é recheado de cafés maravilhosos, lindos e que te deixam com água na boca. Com certeza, para iniciar bem um dia, nada melhor do que comer umas medialunas, café e um suco de laranja feitinhos na hora. Nossa indicação para esse momento é o Felicidad, um café fofinho com ótimo atendimento.

BUENAS TARDES

Depois de um café da manhã delicinha e uma caminhada pelas ruas de Palermo, é hora do almuerzo. Para isso, a dica é ir no Bartola, um café/restaurante que é dividido em dois estabelecimentos (um na frente do outro): um com mais opções de “comida de verdade” e, o outro, com mais opções estilo “café”. Então, tudo vai depender do que você estiver afim de comer!

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Ainda aproveitando o clima da tarde, vale muito a pena bater perna pelas ruelas de Palermo, tomar um suco de limão com hortelã e gengibre no La Panera Rosa (no verão de Buenos Aires, não tem coisa melhor!), olhar os grafites incríveis que se espalham pelos bequinhos do bairro e, obviamente, passar na Miles Discos, uma loja de CDs sensacional que é recheada de vinis e discos incríveis.

Dica: Para quem topa ir mais longe, não deixe de visitar o Malba, um museu completamente voltado para a cultura latino americana e que sempre tem exposições super legais, o Rosedal (um parque repleto de rosas e outras flores lindas), o Parque Japones e o Planetário Galileo Galilei.

BUENAS NOCHES

Para encerrar o dia, nada melhor do que aproveitar uma das melhores coisas da Argentina: uma Quilmes bem gelada. O lugar mais indicado para isso é o Sheldon, um bar que fica exatamente do lado da Miles Discos (eles dividem espaço) e que tem as melhores batatas bravas do mundo! Além da decoração incrível, o atendimento é muito bom e sempre tem banda ao vivo ou DJ colocando musiquinhas agradáveis para melhor o clima.

Como deu pra perceber, um só post é muito pouco para falar de Palermo. O bairro é realmente gigante, fantástico e possui uma estrutura muito legal para fazer todos os diferentes estilos de passeios. Então, anotem aí os endereços dos lugares que citamos para visitarem:

 

Felicidad

Gurruchaga 1711, Palermo Soho

Horário: de segunda a domingo, das 9h às 21h

 

Bartola

Gurruchaga 1806, Palermo Soho

Horário: de segunda a domingo, das 8h30 às 22h (1h nas quintas, sextas e sábados)

 

La Panera Rosa

Jorge Luis Borges 1685, Palermo Soho

Horário: de segunda a domingo, das 9h às 22h (1h nas quintas, sextas e sábados)

 

Sheldon

Honduras 4969, Palermo Soho

Horário: de seginda a quinta, das 18h às 3h e de sexta a domingo das 11:00 às 05:00

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Um dia na Asa Norte, Brasília

Um dia na Asa Norte, Brasília

Brasília é um lugar totalmente diferente de qualquer outro, super peculiar. Se nos permitirmos envolver, é uma cidade que nos surpreenderá a cada quadra. Saber um pouquinho sobre a história e a arquitetura de Brasília antes de explorá-la é uma dica sincera que dou, porque assim tudo fará muito mais sentido! E depois de entender a lógica da cidade, os endereços estranhos e descobrir as coisas legais que se passam por essa parte de cerrado, Brasília se tornará uma cidade encantadora.

Aqui vou falar da asa mais nova do Plano Piloto, a Asa Norte. As asas começam no Eixo Monumental (esse a gente pula aqui) e são numeradas dali aos seus extremos em ordem crescente, cada uma com 16 quadras de 500 metros cada. Caminhando de ~boa por esse roteirinho aqui exposto, dá para fazer tudo a pé! Mas também é massa ir de bicicleta, até porque a Asa Norte conta com ciclovias por túneis verdes muito lindas. Sim, Brasília é verde!

Para começar bem o dia, uma boa pedida é ir ao Objeto Encontrado, um café logo no início da Asa Norte (durante a semana ele só abre ao meio-dia, infelizmente), com galeria de arte no subsolo! É bom ficar de olho, porque, às vezes, rolam uns eventos legais no café. Em seguida, ali pertinho fica a BSB Memo, um loja fofíssima com coisinhas de Brasília super criativas, desde canecas até guarda-chuvas. Seguindo na vibe de objetos legais, suba em direção oeste até o Cobogó Mercado de Objetos. Para chegar lá, você vai passar pela W3, uma avenida que, digamos, lembra uma cidade normal, com todo o comércio e trânsito típicos; mas bem, faz parte. O Cobogó é loja e café (e alô, também tem galeria no subsolo!), com uma ficus elastica na esquina, uma árvore enorme com raízes que viram troncos. Esse tipo de árvore é encontrada em poucos lugares da asa norte.

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Já é hora do almoço? Um dos locais mais tradicionais de Brasília é o Beirute, com comida árabe e cerveja gelada. Ok, o da Asa Sul é o mais antigo (desde 1966), mas o da Asa Norte está valendo também, e muito! Para fazer a digestão, que tal uma caminhada pela quadras planejadas da cidade? A maior parte das quadras do Plano Piloto são compostas por prédios de 3 ou 6 andares, abertos no térreo. Esses espaços, chamados de pilotis, são destinados à livre circulação de pedestres, e são um grande charme de Brasília. Obrigada, Lúcio Costa! Alguns blocos famosos por seus pilotis são os blocos G e H da superquadra norte 107. Esses blocos rendem umas fotos legais e é muito bom dar um passeio por debaixo desses prédios, tão característicos da capital.

Agora vamos para a parte leste da asa. Para isso, é preciso atravessar por uma das passagens subterrâneas que ligam os dois lados do eixão (eixo rodoviário de Brasília). Faça isso e repare na arte urbana estampada nas paredes, é demais!

Caminhe até o Parque Olhos D’Água, um parque menorzinho e intimista em plena Asa Norte. Vale a pena dar uma caminhada por ali e, de repente, você até dá a sorte de encontrar uma aula de yoga ou outro evento gratuito por ali. Falando em eventos gratuitos, Brasília é cheia deles, lindo de se ver! A quadra ao lado do parque oferece muitas opções gastronômicas. Uma delas é o Quintal f/508. Com vista para o parque, esse café faz parte do Espaço f/508 de fotografia, onde rolam cursos, bate-papos, exposições e outros eventos voltados à fotografia.

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Depois da pausa pro café, não custa dar uma passada na Dom Pedro Discos, uma loja linda que vende vinis e otras cositas mais!

Fim de tarde chegando e o céu de Brasília guarda um pôr-do-sol maravilhoso no Lago Paranoá. No Calçadão (ou deck) da Asa Norte, que fica no final da asa, há caiaques à disposição, água de coco e um anoitecer que vale a pena conferir. Depois disso, aconselho se dirigir à área mais boêmia da asa, perto da UnB e, consequentemente, cheia de bares cheios de estudantes. Fica entre as quadras 408 e 411. Opções de bares “pé sujo” não faltam, entre eles, o Mendes, o Shisha e o Campinense. É em um desses que recomendo ir! E, certamente, você irá se deparar com figuras clássicas da noite brasiliense, como a mulher da “soste”, aquela que lê a sua sorte. Se bater a fome, tem fatia de pizza a 1 real (1 real!) na Molho de Tomate, onde se vendem as pizzas no balcão mesmo. Mas se quiser uma fatia um pouquinho mais elaborada, tem a do Alfredo’s, quase do lado.

Por fim, se estiver a fim de estender a noite, o Bendito Benedito é uma mistura de pub com mesas ao ar livre e festa inferninho no subsolo. Sempre acontecem showzinhos e eventos legais lá. Esse está meio longe para ir a pé, mas chama um Uber, funciona super bem em Brasília!

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