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Como estamos garantindo os direitos dos animais na prática?

Como estamos garantindo os direitos dos animais na prática?

O Dia Internacional dos Direitos dos Animais é comemorado em 10 de Dezembro.
No Brasil, o 11 de Setembro foi a data escolhida para o tema, é o Dia dos Direitos dos Animais.

Há várias outras datas voltadas para esse assunto com nomes e enfoques diferentes, mas a verdade é que ainda há muito o que melhorar. 

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi criada pela Liga Internacional dos Direitos dos Animais em 1977, sendo proclamada numa Conferência da UNESCO em 1978. Porém, diferente do que muitos pensam, o órgão não oficializou o documento.

Apesar de servir como base para muitos debates sobre ética, é também cercada de polêmicas. Essa Declaração é composta por 14 artigos que falam sobre a senciência animal, existência digna e direito à vida, porém, artigos como o 9º são alvos de muita discussão.

Esse artigo específico fala que "animais destinados ao abate devem sê-lo sem sofrer ansiedade nem dor", deixando passar aí o fato de que eles poderão ser explorados por humanos, contrariando a ideia de que todos têm direito à vida e à liberdade.

Já é comprovado que os animais passam por sofrimento psicológico, emocional e claro, físico. Um exemplo são as orcas, que sofrem de depressão e tédio vivendo em cativeiro, tendo inclusive fazer uso de antidepressivos. Animais em zoológicos frequentemente apresentam comportamentos ansiosos que não são encontrados entre os que vivem na natureza, indicando altos níveis de estresse. 

É preciso também falar sobre os números assustadores ligados ao uso dos animais como “produtos”. Há estimativas de que cerca de 200 milhões de animais são mortos diariamente para o consumo humano. DIARIAMENTE!

Os Estados Unidos são grandes responsáveis pelo que é chamado “agricultura industrial”, onde os animais são criados de forma cruel, em ambientes fechados onde mal podem se mexer, como se fossem máquinas, feitas para produzir leite, carne e ovos em escala. 

Como chegamos nisso?



Senta que lá vem história

Olhando para trás, a ideia de que os animais estão a serviço dos humanos vem de muito, muito tempo, há cerca de 12 mil anos, quando foi iniciada a domesticação para comer, usar suas peles para se aquecer e etc.

Sim, naquela época era tudo diferente, o próprio ser humano era outro, mas o problema é que ao longo da evolução humana, essa relação de poder não mudou muito. 

Em IV a.C, Aristóteles dizia que os animais são irracionais e estão aí para nos servir. No século XVII, Descartes afirmava que os animais não possuem alma nem razão. Ele foi um dos grandes responsáveis por consolidar o uso de animais para experimentos científicos - na época, recebeu críticas e foi questionado por outros pensadores, mas o barulho não foi suficiente para mudar o que já estava estabelecido. 

As bases filosóficas do pensamento dos direitos dos animais só começam a ter mais estrutura por volta do século XVIII. Dessa época, Jeremy Bentham é o autor da famosa frase: "A questão não é eles pensam? ou eles falam?, a questão é: eles sofrem?Além de levar em consideração a dor e a existência de um sofrimento entre os animais, ele descartava a ideia previamente estabelecida de que a falta de raciocínio, lógica ou “inteligência” deveria ser um critério para como tratamos outros seres.

Outra famosa frase é do escocês John Oswald, que em seu livro de 1791 “The Cry of Nature or an Appeal to Mercy and Justice on Behalf of the Persecuted Animals”  argumentou que se cada humano testemunhasse a morte do animal que come, a dieta vegetariana seria bem mais popular. 

Em 1892, outro livro influente abordou os direitos dos animais: “Animals' Rights: Considered in Relation to Social Progress”, do britânico Henry Salt. Ele também formou a Liga Humanitária na época com o objetivo de banir a caça como esporte.

Aqui no Brasil, a história do direito dos animais tem nomes como Laerte Levai, Sônia Felipe e Daniel Braga Lourenço. Laerte Levai foi promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, e durante esse período promoveu ações civis públicas contra o uso de animais em rodeios, circos, vaquejadas, rinhas, experimentação científica e matadouros, além de denunciar criminalmente quem maltratasse ou torturasse animais. Ele também é autor do livro “Direito dos Animais”, de 1998, além de vários artigos e capítulos de livros jurídicos nesse tema.

Atualmente, não são poucos os nomes de pessoas ligadas à política, sociedade civil, artistas, influenciadores (e até empresas, como nós!), que lutam pela causa animal, ampliando cada vez mais a discussão e principalmente a propagação da informação. 

Especismo

O termo especismo é usado para descrever a discriminação praticada pelo ser humano contra outras espécies. É essa crença que temos desde sempre que nós, humanos, somos moralmente superiores às outras espécies e podemos fazer o que quisermos com elas.

Na prática, o especismo é a ideia que sustenta o uso de animais em indústrias como a alimentícia, têxtil, cosmética e farmacêutica - tanto como ingrediente como para testes. O especismo não é uma questão de odiar ou não gostar deles. Você provavelmente conhece muitas pessoas que amam animais, mas mesmo assim apoiam seu uso em testes, usam couro e comem carne. 

No livro “Por que amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas?”, a psicóloga Melanie Joy explica que temos percepções diferentes dos animais: podemos reconhecer uma espécie como uma praga, outra como um bichinho fofo de estimação e outra como comida. Um exemplo disso é quando tendemos a nos importar menos, ou sentir menos empatia, com os animais pequenos. Muitas pessoas consideram um cavalo mais “evoluído” do que um rato. Existe essa tendência a considerar animais menores menos conscientes ou desenvolvidos. Isso é especismo.

Outro clássico é o uso de animais como insulto. Chamar de “vaca”, “burro”, “cobra”, dizer que alguém “fez cachorrada” e outros termos são formas de comparar alguém que você quer xingar com uma outra espécie, como se ela fosse inferior à nossa. 

Essas e outras questões estão profundamente ligadas à cultura e à maneira como nos organizamos como sociedade. Aprendemos desde a infância que os animais de outras espécies são seres inferiores. Além disso, o ser humano se beneficia da exploração dos animais, tendo, dessa forma, pouco incentivo para desafiar essas crenças. Enquanto não questionamos isso, estamos dentro da zona de conforto. 

Bem-estarismo

Outro “ismo” muito presente na discussão dos direitos dos animais é o bem-estarismo. Em linhas gerais, os direitos dos animais dizem que os humanos não têm direito de usar os animais para os seus interesses. Já o bem-estarismo é a ideia de que os animais podem ser usados, desde que tratados de forma ética. 

O bem-estarismo defende que animais podem, por exemplo, ser criados para o abate e o uso para a indústria alimentícia, se tiverem uma vida digna, observando determinadas práticas e processos. 

Hoje em dia, o bem-estar animal está em alta, especialmente no que se refere aos animais de fazenda. É muito comum encontrar nos supermercados “ovos de galinha feliz”, selos que garantem que os animais são criados soltos, fazendas orgânicas e por aí vai.

É uma saída encontrada por muitas pessoas que se preocupam com a crueldade, mas ainda não conseguiram transicionar para uma alimentação à base de plantas. Infelizmente, não é uma solução, e é preciso estar atento, porque muitas indústrias cooptam esse termo para continuar explorando animais, ao invés de encontrar novas alternativas. Afinal, mesmo tendo uma vida boa, não existe abate humanizado para quem não quer morrer. 

O bem-estarismo é considerado também uma forma de especismo, já que não condena o uso e exploração dos animais para benefício humano.

Nesse contexto, alguns animais (vacas, galinhas, peixes) podem ser explorados enquanto outros são considerados membros da família (gato, cachorro).


E na lei, como funciona?

Muita gente não sabe, mas há um artigo na Constituição de 1988 que condena a crueldade contra os animais. O Artigo 255 trata sobre meio ambiente, “impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Fala sobre a preservação da fauna e da flora, o cuidado com os nossos biomas e proíbe “práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade".

É sério, está tudo lá. Parece brincadeira, pois o que vemos no cotidiano é, muitas vezes, o exato contrário.

E agora, para piorar, ainda houve um grande retrocesso: em 2017, foi acrescentada uma Emenda Constitucional que determina que práticas esportivas que utilizem animais não são consideradas cruéis “desde que sejam manifestações culturais, registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro”. O texto fala sobre regulamentações que assegurem o bem-estar dos animais envolvidos, mas na prática, será que isso existe?

No fim das contas, o que temos é uma legislação de bem-estar animal, protetiva dentro da exploração humana, que permite que práticas cruéis como vaquejada e outros “esportes” sejam constitucionais. 

Outro exemplo é a Lei Arouca, que estabelece procedimentos como a “insensibilização através de sedação” e outros protocolos para o uso de animais em pesquisas científicas e criou o CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), exigindo a criação de Comissões de Ética no Uso de Animais.

A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) condena quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Também inclui atos de crueldade em animais vivos, mesmo que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos - foi inclusive por conta dessa parte que foi criada a Lei Arouca, que abre uma brecha enorme nesse sentido. 

Quanto aos animais selvagens, a Lei de Crimes Ambientais determina ser crime “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”. Na prática, o que a gente vê é: você não deve matar animais, mas se quiser pode.

O viés bem-estarista ainda aparece na Lei 7.705/92 do estado de São Paulo, que fala do tal do “abate humanitário”. Essa lei determina a obrigatoriedade, em todos os matadouros e abatedouros, de métodos de insensibilização do animal para que o abate não seja cruel e doloroso. Como se isso fosse possível. 

Para melhorar pelo menos um pouco, recentemente foi sancionada a Lei 1.095/2019, que aumenta a punição para maus-tratos de animais. Estão abrangidos os animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A nova lei tem um item específico para animais domésticos, inclusive. 

Com uma análise mais aprofundada encontramos facilmente brechas e o viés bem-estarista em grande parte da legislação que trata dos direitos dos animais no Brasil. Além disso, até o ano de 2019 eles eram considerados objetos, de acordo com o Código Civil.

Depois de muitos anos, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto Lei 27/2018, que confere a eles a natureza jurídica “sui generis”, sendo sujeitos de direitos despersonificados, reconhecendo também que possuem natureza biológica e emocional e são seres sencientes, passíveis de sofrimento.

 

O caminho ainda é longo

Apesar da nossa legislação ainda ser incipiente, o crescimento do veganismo e a luta constante dos ativistas estão ajudando a transformar essa realidade. Mesmo assim, é preciso lembrar que quando o assunto é direitos dos animais, há camadas muito mais profundas para serem trabalhadas. A dependência da sociedade nos produtos de origem animal é uma barreira para rever esses conceitos. Eles podem ser encontrados em lugares onde menos esperamos, e muitas indústrias se baseiam há séculos no seu uso. 

As crenças culturais são outra grande barreira. Por exemplo, as concepções patriarcais de masculinidade, que pregam que o homem másculo e bem sucedido deve comer muita carne vermelha. A caça e a pesca esportiva e outras atividades semelhantes estão no cerne das identidades masculinas hegemônicas. 

E é impossível não tocar no viés social. Quando começamos a falar sobre direitos dos animais, é comum sentir um certo desconforto ou até culpa, pensando no cenário político e social que vivemos. Um mundo cheio de fome, violência, opressão, trabalhadores perdendo seus direitos, pessoas sendo mortas por preconceitos de religião, orientação sexual ou cor de pele parece ter muitos assuntos urgentes. 

Como falar em direitos dos animais quando nem os humanos os têm? Não podemos esquecer que uma luta não invalida a outra. Por aqui, acreditamos que todos os animais têm direito a viver de forma digna, em liberdade e da maneira que a sua natureza merece.

E convidamos você a pensar sobre isso junto com a gente. 


Mais links pra quem quer aprofundar no assunto!

https://www.ecycle.com.br/especismo/ 

https://www.animal-ethics.org/etica-animais-secao/especismo-pt/ 

https://www.projetodraft.com/verbete-draft-o-que-e-especismo/ 

http://www.justificando.com/2016/10/27/por-que-falar-em-especismo/ 

https://www.treehugger.com/what-are-animal-rights-127600 

https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/11446/A-protecao-aos-animais-no-Brasil-objetos-ou-sujeitos-de-direitos 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_dos_animais

https://animalequality.org.br/blog/direitos-dos-animais-quais-sao-e-por-que-eles-precisam-ser-defendidos/ 

https://www.worldanimalprotection.org.br/blogs/bem-estar-ou-direito-dos-animais 

https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-ambiental/a-verdadeira-natureza-juridica-da-declaracao-universal-dos-direitos-dos-animais-e-sua-forca-como-carta-de-principios/ 

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Pilares da sustentabilidade: entenda a importância

Pilares da sustentabilidade: entenda a importância

No mundo corporativo, a proteção ao meio ambiente e os pilares da sustentabilidade têm sido conceitos amplamente explorados. Isso se dá principalmente na promoção da imagem de empresas que, muitas vezes, não possuem práticas tão sustentáveis assim.

Na Insecta, a sustentabilidade não é apenas uma palavra bonita utilizada para enfeitar os nossos produtos e ações. Por aqui, ela permeia toda a nossa cadeia de produção e nossos valores, tanto é que sempre debatemos o assunto no blog. 

Por isso, hoje vamos explicar quais são os três pilares da sustentabilidade e como os aplicamos em todos os aspectos e ações da Insecta. Continue a leitura para saber mais.

O discurso sustentável e o mundo corporativo

Nunca se falou tanto em sustentabilidade. Seja em campanhas publicitárias ou em rótulos de produtos, essa palavrinha mágica pode ser vista com frequência estampando os anúncios das mais diversas empresas e marcas por aí. E não é à toa! Com o passar do tempo, as cobranças por práticas sustentáveis têm se tornado cada vez maiores.

No entanto, o que deveria ser uma prática séria se tornou apenas uma palavra vazia utilizada para autopromoção. Não é difícil encontrar grandes empresas usando a palavra sustentabilidade, mas que, na prática, não são nem um pouco sustentáveis. 

O problema do greenwashing

A tática de utilizar a sustentabilidade como mera estratégia de marketing é conhecida como greenwashing, palavra que pode ser traduzida para algo como “lavagem verde”. Aqui, as empresas utilizam discursos e propagandas com características ecologicamente corretas e sustentáveis, mas que não são realmente aplicadas. 

Com isso, muitos consumidores acabam sendo enganados, já que são levados a comprar algo acreditando que estão contribuindo para alguma causa ambiental, o que costuma não ocorrer. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), 48% das embalagens de produtos possuem informações falsas sobre responsabilidade ambiental.

Quais são os três pilares da sustentabilidade?

Agora que você já sabe o que é greenwashing e como as empresas utilizam a sustentabilidade a seu favor, chegou a hora de conhecer um pouco mais sobre os três pilares da sustentabilidade e como eles devem ser aplicados. Dá só uma olhada.

Pilar social

O pilar social da sustentabilidade está relacionado ao capital humano, ou seja, as atividades desenvolvidas pela empresa e que afetam a comunidade em geral, além de funcionários e público-alvo. Portanto, para que uma empresa seja socialmente sustentável, é preciso nutrir relações respeitosas com fornecedores, consumidores e colaboradores.

Pilar ambiental

O pilar ambiental da sustentabilidade diz respeito às condutas da empresa em relação ao meio ambiente. Aqui, a empresa ou a marca devem buscar formas de reduzir o impacto ambiental em todo o processo de produção, desde insumos até as matérias-primas, reduzindo o desperdício de recursos.

Pilar econômico

O pilar econômico da sustentabilidade se refere à produção e oferta de produtos de forma economicamente sustentável, respeitando os concorrentes e mantendo um crescimento que não desrespeite funcionários e o meio ambiente em nome do lucro.

Como a Insecta aplica os três pilares da sustentabilidade?

Na Insecta, a sustentabilidade não é só uma palavra para enfeitar as nossas ações e produtos. Por aqui, a gente busca levar os três pilares da sustentabilidade para toda a nossa cadeia de produção. Abaixo, elencamos de que forma aplicamos essas práticas em nossos processos.

Veganismo

O veganismo entende que animais são seres sencientes e não temos direito de explorá-los para obter lucros. Por isso, todos os nossos produtos são feitos sem nada de origem animal. Além disso, sempre buscamos melhorar nossos processos em termos de materiais e temos o certificado do selo Peta.

Reutilização de materiais

Por aqui, a gente acredita que o produto verde é aquele que já existe. Então, nada melhor do que reutilizar materiais para a produção de novos produtos. Para isso, a gente reaproveita diversos recursos, como garrafa PET reciclada, borracha reciclada, algodão reciclado, tecidos reutilizados e roupas de brechó, que dão vida a novos Besouros.

Remuneração justa e valorização de produtores locais

A Insecta também acredita muito na transparência de cada processo de produção dos produtos. Portanto, trabalhamos com custos abertos para que você saiba quanto custa cada calçado feito aqui. Além disso, nossos sapatos são todos feitos localmente por trabalhadores devidamente remunerados.

Economia circular

A economia circular é outra prática que a gente aplica no nosso processo de produção. Então, quando você tem um Besouro parado em casa, é possível enviá-lo por Correios ou entregar nas nossas lojas para que ele seja desmontado e transformado em novos calçados. Com isso, a gente espera reduzir a produção de lixo e incentivar a reciclagem.

Insecta: construir um mundo mais sustentável é possível

A Insecta entende os impactos da sustentabilidade na criação de um mundo melhor, com mais respeito pelos recursos naturais e pela vida animal. Por esse motivo, levamos a sério os pilares da sustentabilidade e a nossa responsabilidade nesse processo. 


Por aqui, você fica sempre sabendo de como a gente busca procurar novas formas de fazer produtos que consideram os pilares da sustentabilidade. Então, que tal ficar por dentro do nosso blog e saber mais sobre como consumir de forma sustentável?

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35 milhões de brasileiros não têm água potável

35 milhões de brasileiros não têm água potável

Se você abre a torneira e a água corre imediatamente, transparente, abundante, e sabe que vai estar lá quando você quiser, não tenha dúvida: você faz parte de uma parcela privilegiada da população.


Sabia que 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável? 

Esse número apavorante é do Ranking do Saneamento Básico – 100 Maiores Cidades – 2018, do Instituto Trata Brasil, com dados Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).  

E não para por aí: quase metade da população (48%) não tem esgotos sequer coletados, o mínimo do saneamento básico. Mesmo com microplástico, veneno e tudo, quem tem acesso ilimitado a água está incrivelmente melhor do que a maioria.   

Quando a gente tem água em abundância no dia a dia, acaba esquecendo da sua importância. Faz um tempo rolou uma polêmica no nosso Instagram: trouxemos o dado de que lavar louça na máquina reduz o gasto de água em relação a lavar à mão. Surgiram vários questionamentos mega importantes - nem todo mundo pode ter máquina, o gasto de energia, as peças plásticas, o lixo eletrônico e a logística reversa dos fabricantes, entre outros. E tá todo mundo mais do que certo, viu?

Mas também vieram muitas dicas e ideias para gastar menos água nesse momento cotidiano que às vezes a gente faz no piloto automático.

A @juschagas lembrou que a gente pode usar uma bacia para coletar a água da torneira, ensaboar a louça, enxaguar na bacia e dar uma última passada com água limpa, também na bacia.

Aproveitamos pra trazer outras dicas pra você gastar menos água no dia a dia sem esforço:  

  • Feche a torneira enquanto ensaboa as mãos, escova os dentes, faz a barba, etc…
  • Ao enxaguar a louça, faça em grupos, e não peça por peça. 
  • Tome banhos mais curtos, pulando o momento de contemplação dos mistérios do universo (você pode pensar na vida enquanto se seca).
  • Varra a calçada ou o pátio ao invés de usar mangueira. Se for preciso, use um balde com água reaproveitada. 
  • Conserte vazamentos para não gastar água que você nem chega a usar.
  • Lave frutas e verduras em uma bacia com bicarbonato de sódio.
  • Use pouco detergente em qualquer situação.
  • Recolha a água da chuva para regar as plantas ou lavar o quintal.
  • Reaproveite a água do cozimento dos alimentos.
  • Enquanto a água do chuveiro esquenta, deixe um balde no box. Use essa água para a descarga, lavar o pátio, regar plantas (quando esfriar, claro), lavar o chão… 
  • Repense o consumo de carne e derivados de animais (pensou que a gente não ia lembrar disso?).

É bom lembrar que nós, meros mortais, não chegamos nem perto do gasto de água de uma indústria, da produção de uma calça jeans ou dele mesmo, o agronegócio. Tem até aquela piada: “não esquece de fechar a torneira pra economizar água pro agronegócio gastar.”

Mas nessas pequenas ironias a gente vê uma certa derrota, um “se não conseguir salvar o mundo, não vou fazer mais nada”.

Só que não podemos nunca desistir, e a mensagem que deve ficar é, além das pequenas ações individuais, procurar por soluções coletivas.

Em muitas cidades do Brasil já existe o IPTU verde, que dá descontos para imóveis residenciais, comerciais, mistos, institucionais e industriais que adotem estratégias ecológicas. O valor do desconto vai de 5% até a isenção total do imposto, dependendo da cidade.

As construções podem usar medidas como captação da água da chuva para reuso, painéis fotovoltaicos, separação dos resíduos e encaminhamento para reciclagem, plantio de árvores nativas, entre várias outras pequenas mudanças que são boas pra todo mundo. Você pode usar o temido momento da reunião de condomínio para sugerir a implementação de práticas sustentáveis no seu prédio, vila, condomínio, ou onde você morar, e ajudar a correr atrás desse isenção, que é bacana pro seu bolso e pro planeta.

E se na sua cidade não tiver IPTU verde ou afins, não desista. Cobre da prefeitura, se reúna com vizinhos e amigos e faça o melhor que pode.   

Indo além do IPTU, exigir ações efetivas dos governantes (mesmo que às vezes pareça que estamos falando sozinhos) é o que devemos fazer para que mais pessoas tenham acesso a água e condições dignas de vida.

Não deixe de se informar e saber o que está acontecendo na sua cidade, participe de protestos, se articule, mesmo que pela internet.  

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Molho de Tomate com Borogodó!

Molho de Tomate com Borogodó!

Massa é aquela comida fácil, rápida e que aquece a alma. Mas fazer o seu próprio molho dá aquela preguiça porque tem que cozinhar por muito tempo e dá trabalho demais tirar a pele e as sementes...

Assar o tomate para fazer o molho faz toda a diferença e da um borogodó para um simples molho de tomate! Essa receita é bem fácil e você pode ajustar para o seu gosto.

- 12 tomates maduros

- 6 dentes de alho

- Manjericão fresco

- Azeite

Eu quis fazer um molho bem rústico e não tirei a pele nem a semente, mas se preferir um molho mais fino você pode tirar.

Pique os tomates em 4, esmaguei os alhos, espalhei os galhos de manjericão, temperei com sal e azeite. Levei o ao forno pré aquecido a 180 graus por 2 horas. Se gostar do molho bem pedaçudo é só tirar os galhos, as cascas do alho e dar uma amassada com o garfo. Eu usei o liquidificador ou mixer para fazer um purê. Acerte o tempero a gosto e pode incrementar com outros ingredientes. Dicas: Ele pode ser congelado por até 3 meses e usado para fazer outra receitas ;) Os 2 melhores tipos de tomate para fazer molho são o italiano e o carmem, mas pode usar o que tiver na sua geladeira mesmo. 3 dicas para fazer a Massa Perfeita:

  1. Litro de água para cada 100g de massa crua
  2. Água salgada igual ao mar!
  3. Siga o tempo de cozimento da embalagem da massa para ter o ponto perfeito

Siga o tempo de cozimento da embalagem da massa para ter o ponto perfeito

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Eco-Gentrificação: viver mais verde está ficando inacessível?

Eco-Gentrificação: viver mais verde está ficando inacessível?

Lembra quando existia um estereótipo do “ecologista” - aquela pessoa super engajada, ativista, que põe a mão na massa e vive com poucos luxos? Em algum momento, não se sabe quando, rolou uma metamorfose radical e essa pessoa se tornou um ser inatingível, com uma vida perfeita e feed de Instagram irretocável.

Que fim levou aquela vida verde raiz? De uma hora pra outra parece que é preciso ter todos os produtinhos da moda (ao invés de reusar o que você já tem), comer e comprar em lugares caros (ao invés de aprender receitas e fazer mais visitas ao mercadinho do seu bairro).

Essa blogueira que fala sobre maternidade e sustentabilidade fala das icônicas jarras de lixo da galera do lixo zero: “Quando eu leio alguns blogs de lixo zero, tenho a nítida sensação de que eu deveria desistir. Quando uma pessoa tenta me inspirar mostrando uma jarra com um ano de lixo, estou pronta para desistir antes mesmo de começar. Isso está tão longe da minha realidade que me desencoraja até mesmo de considerar o objetivo”.

Ou seja, quando é tudo ou nada, se você não está acabando com todo o seu lixo, 100%, parece que é melhor nem tentar. E quem tem filhos sabe que viver completamente sem lixo é um desafio longe de ser alcançado. Vamos pensar aqui: por que a sustentabilidade seria sinônimo de riqueza quando as camadas mais pobres da sociedade sofrem mais com os impactos das mudanças climáticas? Essas pessoas deveriam ter tanto acesso a um estilo de vida mais sustentável quanto qualquer outra.

Parece que a vida mais verde se tornou algo mais “ego” do que “eco”. Uma provocação nesse sentido saiu desse post aquique fala sobre o estilo de vida eco-friendly estar sendo esvaziado e elitizado. Dê uma volta pelos bairros mais hypados da cidade e você verá áreas verdes, hortas, bicicletários, restaurantes orgânicos e um mundo lindo e limpo. Mas a poucos metros você poderá encontrar uma comunidade esquecida, sem coleta de lixo, sem saneamento básico e sem acesso aos serviços mais indispensáveis.

Será que trazer espaços verdes para certas regiões das cidades podem acabar expulsando as pessoas que se pretende ajudar? A resposta é sim, às vezes pode. Essas melhorias tornam o bairro mais atrativo para novos empreendimentos, o que faz os preços subirem, e assim a população de renda mais baixa é obrigada a fugir por não dar mais conta do novo padrão de vida.

Isso é eco-gentrificação em poucas palavras.

Mas então trazer melhorias para a cidade é ruim? Não, se essas melhorias não forem maquiagem. Isso é um olhar limitado do que significa tornar uma cidade mais sustentável. O que torna uma cidade (ou um bairro, uma comunidade, que seja) mais sustentável é garantir a qualidade de vida e a qualidade ambiental - por exemplo, trazer o saneamento básico para um bairro carente, ou garantir a coleta seletiva de lixo. Essa seria uma “anti-gentrificação consciente”, como falam nessa matéria aqui

um bairro fofo com hortinha orgânica, mas sem separação de lixo não resolve nenhum problema

É por conta dessa maquiagem que muitos pensam que viver de forma mais responsável é mais caro. Como a gente falou aqui, não é e não deveria ser. Há um conceito errôneo por aí de que viver mais verde é sobre comprar produtos melhores, quando, na verdade, viver mais verde é sobre comprar menos e ter mais consciência. Ações que não custam nada, como se esforçar para garantir a coleta seletiva na sua casa, comer frutas e verduras da época e aproveitar os alimentos de maneira integral, por exemplo, devem ser pensamentos rotineiros de quem se preocupa com o meio ambiente.

Bom, e quando a gente fala nesse assunto, não dá pra deixar de lado o preço dos nossos sapatos. Explicamos direitinho nesse post  toda a relação dos nosso valores e fomos além nesse aqui, respondendo dúvidas que vocês tiveram.

Ainda não somos perfeitos, mas estamos (mesmo, nesse momento) pesquisando maneiras de trazer produtos mais acessíveis sem prejudicar nenhum elo da nossa cadeia de produção. Entendemos como tornando produtos sustentáveis mais acessíveis todos saem ganhando, e é isso que buscamos ;)

Começamos o post falando sobre uma nova geração que torna a sustentabilidade inacessível, mas não podemos deixar de falar das pessoas que estão aí pra ajudar a mudar essa ideia. Aqui e aqui contamos quem são essas pessoas e quais são as iniciativas que nos inspiram (vale a leitura!).

Ah, e se você vê o preço das coisas como uma barreira para veganizar de vez ou para levar uma vida mais verde, nossa dica eterna é ler esse texto que bombou e não deve parar nunca de bombar. Indicamos também o canal da Nátali Nery, sempre maravilhosa que falou nesse post sobre como ser vegana na vida real. Pra um feed vegano acessível, pode começar a seguir agorinha: @vegana.raiz , @veganoperiferico, @veganapobre e @oqueosveganoscomem_

Quer nossa ajuda? Estamos sempre disponíveis pra responder dúvidas e levar essas e outras questões mais adiante no hello@insectashoes.com

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Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Esse post foi originalmente ao ar no dia 1 de Novembro, o Dia Mundial Vegano, ou Dia Mundial do Veganismo. Mas as informações que a gente trouxe valem para o ano todo, o tempo todo. Segundo o portal Vista-se, a data foi criada em 1994 por Louise Wallis, presidente da Vegan Society da Inglaterra, comemorando o aniversário de 50 anos da instituição.

Sim, desde 1944 os veganos já se organizavam em prol do ativismo pelos animais, e provavelmente desde 1944 uma pergunta não quer calar: e-as-proteínas? Se você ainda não é e está pensando em veganizar, ou tem interesse em uma alimentação sem crueldade e quer saber mais a respeito, trazemos verdades: uma alimentação sem ingredientes de origem animal não é sinônimo de falta de nutrientes. Listamos os alimentos com maior teor proteico* pra você lembrar de ter sempre em casa (e pra responder a perguntinha mais ouvida por vegetarianos e veganos desse mundão).

 

Cereais 

Chia 16,5g

Quinoa crua 4,4g

Arroz Integral cozido 2,6g

 

Verduras  

Espinafre 2,9g

Brócolis cozido 2,1g

Couve-Flor 1,9g

 

Leguminosas  

Grão de Bico 8,8g

Ervilha em Vagem 7,5g

Tofu 6,6g

 

Oleaginosas  

Amendoim grão cru 27,2g

Amendoim torrado salgado 22,4g

Amêndoas torradas 18,6g

 

*Valores para cada 100g de alimento.

Lembramos que não somos nutricionistas, assim como 99% das pessoas que perguntam sobre as proteínas da sua dieta. Pra que você tenha a melhor alimentação para as suas necessidades específicas, independente de ser ou não vegana, não deixe de consultar um profissional qualificado. E aproveita pra descobrir receitas maravilhosas aqui no blog!

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Pão de batata-doce vegano

Pão de batata-doce vegano

Ótimo para sanduíches e hambúrgueres, esse pão de batata-doce vai bem em qualquer momento do dia, café da manhã, lanchinho da tarde ou até jantar. Ele fica levemente adocicado, por causa da batata-doce e do azeite de oliva.

Uma delícia!

A mistura de farinha de trigo integral e branca, na mesma proporção, permite que a massa fique leve, macia e nutritiva. Se você usar somente a farinha branca, o pão fica bem mais leve e macio, porém pobre em nutrientes. Agora se utilizar somente a farinha integral, o pão fica mais pesado, porém rico em nutrientes. Por estes motivos isso indico misturar as duas na mesma proporção, assim temos um equilíbrio.

Você vai precisar de:

- Batata-doce cozida e amassada

- 1 xícara Farinha de trigo branca

- 1 1/2 xícara (180 g) Farinha de trigo integral

- 1 1/2 xícara (220 g) Água morna

- 3/4 de xícara (180 ml) Azeite de oliva

- 2 colheres de sopa (30 ml) (+ um pouco para untar) de Fermento biológico seco

- 2 colheres de chá (6 g) Açúcar demerara

- 2 colheres de chá (8 g) Sal

- 1 colher de chá (5 g)

 

Como fazer:

1- Comece ativando o fermento. Num recipiente pequeno misture a água morna, o fermento e o açúcar. Reserve por cerca de 10 minutos, ou até começar a espumar.

2- Em outro recipiente maior, misture as farinhas com o sal. Adicione o purê de batata-doce, o azeite de oliva e o fermento dissolvido. Misture bem com as mãos até obter uma bola de massa homogênea.

3- Transfira para uma bancada limpa e lisa, se necessária polvilhe farinha para não grudar. Sove a massa por cerca de 10 minutos, amassando e esticando.

4- Modele uma bola e volte a massa para a tigela. Cubra com um pano de prato e reserve por cerca de 30 minutos em temperatura ambiente para crescer.

5- Unte com azeite uma assadeira grande.

6- Separe a massa em 9 porções iguais. Forme bolas e transfira para a assadeira untada, deixando espaço entre cada uma para crescer e não grudar. Cubra com um pano de prato e reserve por cerca de 30 minutos para crescer.

7- Preaqueça o forno a 200 ºC.

8- Leve os pães ao forno preaquecido por cerca de 20 minutos, ou até dourar.

9- Retire do forno e desenforme ainda quente sobre uma grelha para não acumular vapor e amolecer. Espere esfriar antes de servir. Rendimento: 9 pães

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Biscoito de amendoim (sem glúten)

Biscoito de amendoim (sem glúten)

É sempre bom ter alguns biscoitos em mãos para aquela hora que a fome surge entre as refeições, ou até mesmo quando não se tem tempo para preparar o café da manhã. Claro que estou falando de biscoitos caseiros, sem conservantes, aromatizantes e corantes. Com alguns ingredientes, todos acessíveis e fáceis de encontrar, e em pouco tempo, você consegue preparar esses biscoitos de amendoim. Eles ficam bem sequinhos e crocantes, uma delícia! São levemente adocicados, não são açucarados. Mas se preferir pode adicionar um pouco mais de açúcar, isso fica a gosto do freguês.

Você vai precisar de

Amendoim cru (com ou sem casca) - 3/4 xícara (120 g)

Polvilho doce - 1 xícara (130 g)

Açúcar demerara - 1/4 xícara (60 g)

Óleo vegetal (usei de girassol) - 1/4 xícara (60 ml) + um pouco para untar

Água - 1/4 xícara + 1 colher de sopa (75 ml)

Farinha de linhaça - 1 colher de sopa (6 g)

Fermento químico em pó - 1 colher de chá (3 g)

Canela em pó - uma pitada (opcional)

 

Como fazer

1- Coloque o amendoim e o açúcar no processador. Triture até ficar homogêneo, não precisa transformar em farinha, basta quebrar em pedaços pequenos.

2- Transfira para um recipiente e adicione o polvilho doce, farinha de linhaça, óleo, água, fermento e canela. Misture bem até obter uma bola de massa úmida. Reserve por cerca de 5 minutos.

3- Preaqueça o forno a 180 ºC e unte uma assadeira grande com óleo.

4- Modele os biscoitos com as mãos formando bolinhas, use uma colher de sopa para medir a quantidade de massa para cada um.

5- Coloque na assadeira deixando pelo menos 3 cm de espaço entre as bolinhas, elas irão crescer quando assar. Achate levemente os biscoitos com as pontas dos dedos.

6- Leve ao forno preaquecido por cerca de 20 minutos, ou até dourarem.

7- Retire do forno e vire os biscoitos enquanto estão quentes. Reserve até esfriarem.

8- Guarde em um recipiente bem fechado para manter a crocância.

Rendimento: 22 porções

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Chuchu gratinado

Chuchu gratinado

Apesar de não ter sabor marcante, o chuchu não precisa ser sem graça. Basta alguns ingredientes e um tempinho livre para gratinar e deixar irresistível esse legume. O segredo é combiná-lo com ingredientes de sabor mais forte, como o cominho e o parmesão de castanha nesta receita. Esse gratinado fica bem mais leve que o tradicional, já que leva leite vegetal e parmesão de castanha, ao invés de leite e queijo de origem animal. Pode ser servido tanto no almoço quanto num jantar especial.

Você vai precisar de

Chuchu - 2 médios (600 g)

Leite de castanha de caju, amêndoas ou arroz - 2 xícaras (500 ml)

Parmesão de castanha - 1/3 xícara (35 g) - receita aqui

Farinha de trigo branca orgânica - 3 colheres de sopa (18 g)

Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml)

Cominho em pó - 1 colher de chá (5 g)

Sal - 1 colher de chá (5 g)

Pimenta-do-reino moída - a gosto (opcional)

Como fazer

1- Descasque o chuchu e corte em cubinhos. Tempere com 1/2 colher de chá de sal, misture bem para envolver todos os pedaços. Coloque numa peneira e reserve por cerca de 30 minutos para drenar a água. Assim o gratinado não ficará aguado.

2- Enquanto espera, prepare o molho. Em uma panela aqueça o azeite e acrescente a farinha de trigo. Mexa sem parar por cerca de 3 minutos até começar a dourar.

3- Acrescente o leite vegetal e tempere com o restante do sal, cominho e pimenta-do-reino. Misture bem para dissolver todos os gruminhos de farinha.

4- Cozinhe, mexendo sem parar, até engrossar. Desligue o fogo e reserve.

5- Preaqueça o forno a 180 ºC.

6- Transfira os pedaços de chuchu para um pano de prato limpo e seco. Envolva os pedaços e pressione bem para tirar o excesso de água.

7- Coloque num refratário (24 cm x 16 cm) e espalhe até cobrir o fundo. Cubra com o molho e polvilhe com o parmesão de castanha.

8- Leve ao forno preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar.

9- Retire do forno e sirva ainda quente.

Rendimento: 8 porções

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Pavê vegano de maracujá com chocolate

Pavê vegano de maracujá com chocolate

Como não amar pavê? Sucesso garantido entre crianças e adultos, vai bem em qualquer ocasião, especialmente em reuniões de família e amigos. Já que é uma sobremesa simples de fazer, não requer muitas habilidades na cozinha, e agrada todo mundo. Hoje é possível encontrar várias receitas de pavê vegano na internet.

Mas garanto que essa é uma das poucas que levam apenas cinco ingredientes. Sim, só isso mesmo! E detalhe, todos são bem acessíveis, fáceis de encontrar para comprar. Variando os ingredientes do creme é possível fazer pavê de chocolate, amendoim, morango, coco, limão, enfim, as possibilidades são infinitas. Decidi fazer de maracujá com chocolate porque pra mim é uma das melhores combinações. O azedinho do maracujá contrasta com a doçura do chocolate, além disso ambos são bem perfumados, deixando o pavê irresistível.

Você vai precisar de:

Leite de aveia (não pode ser outro leite vegetal) – 525 ml (receita aqui)

Açúcar demerara – 1/4 xícara + 2 colheres de sopa (85 g)

Chocolate 70% cacau, picado e sem leite – 1/4 xícara (40 g)

Polpa de maracujá integral e sem sementes - 3 colheres de sopa (45 ml)

Biscoito doce vegano tipo Maizena (170 g)

Como fazer:

1- Forre uma fôrma de pão (23 cm x 10 cm) com papel manteiga. Reserve.

2- Coloque 125 ml do leite de aveia em um prato fundo e reserve.

3- Separe o restante do leite em duas partes iguais, 200 ml cada, e coloque cada um numa panela. Adicione o chocolate picado e 1/4 xícara de açúcar em uma, e na outra adicione a polpa de maracujá e 2 colheres de sopa de açúcar. Misture bem.

4- Leve ao fogo médio e mexa sem parar até engrossar. Faça isso com um primeiro e depois com o outro. Reserve.

5- Mergulhe os biscoitos rapidamente no leite de aveia reservado para umedecer.

6- Forre o fundo da fôrma com uma camada de biscoito e monte o pavê alternando camadas de biscoito, de creme de maracujá, de biscoito, e de creme de chocolate. Finalize com os dois cremes por cima.

7- Cubra a fôrma e leve à geladeira por cerca de 4 horas, ou até gelar e firmar. 

8- Desenforme e sirva gelado.

Dica: você pode polvilhar as sementes do maracujá na finalização do pavê para dar uma camada de crocância e sabor.

Rendimento: 10 porções

 

 

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Opssss

A gente tá trabalhando em algumas novidades e por isso a loja estará instável das 15h as 24h.

Logo, logo estaremos de volta, tá!