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35 milhões de brasileiros não têm água potável

35 milhões de brasileiros não têm água potável

Se você abre a torneira e a água corre imediatamente, transparente, abundante, e sabe que vai estar lá quando você quiser, não tenha dúvida: você faz parte de uma parcela privilegiada da população.


Sabia que 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável? 

Esse número apavorante é do Ranking do Saneamento Básico – 100 Maiores Cidades – 2018, do Instituto Trata Brasil, com dados Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).  

E não para por aí: quase metade da população (48%) não tem esgotos sequer coletados, o mínimo do saneamento básico. Mesmo com microplástico, veneno e tudo, quem tem acesso ilimitado a água está incrivelmente melhor do que a maioria.   

Quando a gente tem água em abundância no dia a dia, acaba esquecendo da sua importância. Faz um tempo rolou uma polêmica no nosso Instagram: trouxemos o dado de que lavar louça na máquina reduz o gasto de água em relação a lavar à mão. Surgiram vários questionamentos mega importantes - nem todo mundo pode ter máquina, o gasto de energia, as peças plásticas, o lixo eletrônico e a logística reversa dos fabricantes, entre outros. E tá todo mundo mais do que certo, viu?

Mas também vieram muitas dicas e ideias para gastar menos água nesse momento cotidiano que às vezes a gente faz no piloto automático.

A @juschagas lembrou que a gente pode usar uma bacia para coletar a água da torneira, ensaboar a louça, enxaguar na bacia e dar uma última passada com água limpa, também na bacia.

Aproveitamos pra trazer outras dicas pra você gastar menos água no dia a dia sem esforço:  

  • Feche a torneira enquanto ensaboa as mãos, escova os dentes, faz a barba, etc…
  • Ao enxaguar a louça, faça em grupos, e não peça por peça. 
  • Tome banhos mais curtos, pulando o momento de contemplação dos mistérios do universo (você pode pensar na vida enquanto se seca).
  • Varra a calçada ou o pátio ao invés de usar mangueira. Se for preciso, use um balde com água reaproveitada. 
  • Conserte vazamentos para não gastar água que você nem chega a usar.
  • Lave frutas e verduras em uma bacia com bicarbonato de sódio.
  • Use pouco detergente em qualquer situação.
  • Recolha a água da chuva para regar as plantas ou lavar o quintal.
  • Reaproveite a água do cozimento dos alimentos.
  • Enquanto a água do chuveiro esquenta, deixe um balde no box. Use essa água para a descarga, lavar o pátio, regar plantas (quando esfriar, claro), lavar o chão… 
  • Repense o consumo de carne e derivados de animais (pensou que a gente não ia lembrar disso?).

É bom lembrar que nós, meros mortais, não chegamos nem perto do gasto de água de uma indústria, da produção de uma calça jeans ou dele mesmo, o agronegócio. Tem até aquela piada: “não esquece de fechar a torneira pra economizar água pro agronegócio gastar.”

Mas nessas pequenas ironias a gente vê uma certa derrota, um “se não conseguir salvar o mundo, não vou fazer mais nada”.

Só que não podemos nunca desistir, e a mensagem que deve ficar é, além das pequenas ações individuais, procurar por soluções coletivas.

Em muitas cidades do Brasil já existe o IPTU verde, que dá descontos para imóveis residenciais, comerciais, mistos, institucionais e industriais que adotem estratégias ecológicas. O valor do desconto vai de 5% até a isenção total do imposto, dependendo da cidade.

As construções podem usar medidas como captação da água da chuva para reuso, painéis fotovoltaicos, separação dos resíduos e encaminhamento para reciclagem, plantio de árvores nativas, entre várias outras pequenas mudanças que são boas pra todo mundo. Você pode usar o temido momento da reunião de condomínio para sugerir a implementação de práticas sustentáveis no seu prédio, vila, condomínio, ou onde você morar, e ajudar a correr atrás desse isenção, que é bacana pro seu bolso e pro planeta.

E se na sua cidade não tiver IPTU verde ou afins, não desista. Cobre da prefeitura, se reúna com vizinhos e amigos e faça o melhor que pode.   

Indo além do IPTU, exigir ações efetivas dos governantes (mesmo que às vezes pareça que estamos falando sozinhos) é o que devemos fazer para que mais pessoas tenham acesso a água e condições dignas de vida.

Não deixe de se informar e saber o que está acontecendo na sua cidade, participe de protestos, se articule, mesmo que pela internet.  

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Molho de Tomate com Borogodó!

Molho de Tomate com Borogodó!

Massa é aquela comida fácil, rápida e que aquece a alma. Mas fazer o seu próprio molho dá aquela preguiça porque tem que cozinhar por muito tempo e dá trabalho demais tirar a pele e as sementes...

Assar o tomate para fazer o molho faz toda a diferença e da um borogodó para um simples molho de tomate! Essa receita é bem fácil e você pode ajustar para o seu gosto.

- 12 tomates maduros

- 6 dentes de alho

- Manjericão fresco

- Azeite

Eu quis fazer um molho bem rústico e não tirei a pele nem a semente, mas se preferir um molho mais fino você pode tirar.

Pique os tomates em 4, esmaguei os alhos, espalhei os galhos de manjericão, temperei com sal e azeite. Levei o ao forno pré aquecido a 180 graus por 2 horas. Se gostar do molho bem pedaçudo é só tirar os galhos, as cascas do alho e dar uma amassada com o garfo. Eu usei o liquidificador ou mixer para fazer um purê. Acerte o tempero a gosto e pode incrementar com outros ingredientes. Dicas: Ele pode ser congelado por até 3 meses e usado para fazer outra receitas ;) Os 2 melhores tipos de tomate para fazer molho são o italiano e o carmem, mas pode usar o que tiver na sua geladeira mesmo. 3 dicas para fazer a Massa Perfeita:

  1. Litro de água para cada 100g de massa crua
  2. Água salgada igual ao mar!
  3. Siga o tempo de cozimento da embalagem da massa para ter o ponto perfeito

Siga o tempo de cozimento da embalagem da massa para ter o ponto perfeito

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Eco-Gentrificação: viver mais verde está ficando inacessível?

Eco-Gentrificação: viver mais verde está ficando inacessível?

Lembra quando existia um estereótipo do “ecologista” - aquela pessoa super engajada, ativista, que põe a mão na massa e vive com poucos luxos? Em algum momento, não se sabe quando, rolou uma metamorfose radical e essa pessoa se tornou um ser inatingível, com uma vida perfeita e feed de Instagram irretocável.

Que fim levou aquela vida verde raiz? De uma hora pra outra parece que é preciso ter todos os produtinhos da moda (ao invés de reusar o que você já tem), comer e comprar em lugares caros (ao invés de aprender receitas e fazer mais visitas ao mercadinho do seu bairro).

Essa blogueira que fala sobre maternidade e sustentabilidade fala das icônicas jarras de lixo da galera do lixo zero: “Quando eu leio alguns blogs de lixo zero, tenho a nítida sensação de que eu deveria desistir. Quando uma pessoa tenta me inspirar mostrando uma jarra com um ano de lixo, estou pronta para desistir antes mesmo de começar. Isso está tão longe da minha realidade que me desencoraja até mesmo de considerar o objetivo”.

Ou seja, quando é tudo ou nada, se você não está acabando com todo o seu lixo, 100%, parece que é melhor nem tentar. E quem tem filhos sabe que viver completamente sem lixo é um desafio longe de ser alcançado. Vamos pensar aqui: por que a sustentabilidade seria sinônimo de riqueza quando as camadas mais pobres da sociedade sofrem mais com os impactos das mudanças climáticas? Essas pessoas deveriam ter tanto acesso a um estilo de vida mais sustentável quanto qualquer outra.

Parece que a vida mais verde se tornou algo mais “ego” do que “eco”. Uma provocação nesse sentido saiu desse post aquique fala sobre o estilo de vida eco-friendly estar sendo esvaziado e elitizado. Dê uma volta pelos bairros mais hypados da cidade e você verá áreas verdes, hortas, bicicletários, restaurantes orgânicos e um mundo lindo e limpo. Mas a poucos metros você poderá encontrar uma comunidade esquecida, sem coleta de lixo, sem saneamento básico e sem acesso aos serviços mais indispensáveis.

Será que trazer espaços verdes para certas regiões das cidades podem acabar expulsando as pessoas que se pretende ajudar? A resposta é sim, às vezes pode. Essas melhorias tornam o bairro mais atrativo para novos empreendimentos, o que faz os preços subirem, e assim a população de renda mais baixa é obrigada a fugir por não dar mais conta do novo padrão de vida.

Isso é eco-gentrificação em poucas palavras.

Mas então trazer melhorias para a cidade é ruim? Não, se essas melhorias não forem maquiagem. Isso é um olhar limitado do que significa tornar uma cidade mais sustentável. O que torna uma cidade (ou um bairro, uma comunidade, que seja) mais sustentável é garantir a qualidade de vida e a qualidade ambiental - por exemplo, trazer o saneamento básico para um bairro carente, ou garantir a coleta seletiva de lixo. Essa seria uma “anti-gentrificação consciente”, como falam nessa matéria aqui

um bairro fofo com hortinha orgânica, mas sem separação de lixo não resolve nenhum problema

É por conta dessa maquiagem que muitos pensam que viver de forma mais responsável é mais caro. Como a gente falou aqui, não é e não deveria ser. Há um conceito errôneo por aí de que viver mais verde é sobre comprar produtos melhores, quando, na verdade, viver mais verde é sobre comprar menos e ter mais consciência. Ações que não custam nada, como se esforçar para garantir a coleta seletiva na sua casa, comer frutas e verduras da época e aproveitar os alimentos de maneira integral, por exemplo, devem ser pensamentos rotineiros de quem se preocupa com o meio ambiente.

Bom, e quando a gente fala nesse assunto, não dá pra deixar de lado o preço dos nossos sapatos. Explicamos direitinho nesse post  toda a relação dos nosso valores e fomos além nesse aqui, respondendo dúvidas que vocês tiveram.

Ainda não somos perfeitos, mas estamos (mesmo, nesse momento) pesquisando maneiras de trazer produtos mais acessíveis sem prejudicar nenhum elo da nossa cadeia de produção. Entendemos como tornando produtos sustentáveis mais acessíveis todos saem ganhando, e é isso que buscamos ;)

Começamos o post falando sobre uma nova geração que torna a sustentabilidade inacessível, mas não podemos deixar de falar das pessoas que estão aí pra ajudar a mudar essa ideia. Aqui e aqui contamos quem são essas pessoas e quais são as iniciativas que nos inspiram (vale a leitura!).

Ah, e se você vê o preço das coisas como uma barreira para veganizar de vez ou para levar uma vida mais verde, nossa dica eterna é ler esse texto que bombou e não deve parar nunca de bombar. Indicamos também o canal da Nátali Nery, sempre maravilhosa que falou nesse post sobre como ser vegana na vida real. Pra um feed vegano acessível, pode começar a seguir agorinha: @vegana.raiz , @veganoperiferico, @veganapobre e @oqueosveganoscomem_

Quer nossa ajuda? Estamos sempre disponíveis pra responder dúvidas e levar essas e outras questões mais adiante no hello@insectashoes.com

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Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Onde estão as proteínas na dieta vegetariana?

Esse post foi originalmente ao ar no dia 1 de Novembro, o Dia Mundial Vegano, ou Dia Mundial do Veganismo. Mas as informações que a gente trouxe valem para o ano todo, o tempo todo. Segundo o portal Vista-se, a data foi criada em 1994 por Louise Wallis, presidente da Vegan Society da Inglaterra, comemorando o aniversário de 50 anos da instituição.

Sim, desde 1944 os veganos já se organizavam em prol do ativismo pelos animais, e provavelmente desde 1944 uma pergunta não quer calar: e-as-proteínas? Se você ainda não é e está pensando em veganizar, ou tem interesse em uma alimentação sem crueldade e quer saber mais a respeito, trazemos verdades: uma alimentação sem ingredientes de origem animal não é sinônimo de falta de nutrientes. Listamos os alimentos com maior teor proteico* pra você lembrar de ter sempre em casa (e pra responder a perguntinha mais ouvida por vegetarianos e veganos desse mundão).

 

Cereais 

Chia 16,5g

Quinoa crua 4,4g

Arroz Integral cozido 2,6g

 

Verduras  

Espinafre 2,9g

Brócolis cozido 2,1g

Couve-Flor 1,9g

 

Leguminosas  

Grão de Bico 8,8g

Ervilha em Vagem 7,5g

Tofu 6,6g

 

Oleaginosas  

Amendoim grão cru 27,2g

Amendoim torrado salgado 22,4g

Amêndoas torradas 18,6g

 

*Valores para cada 100g de alimento.

Lembramos que não somos nutricionistas, assim como 99% das pessoas que perguntam sobre as proteínas da sua dieta. Pra que você tenha a melhor alimentação para as suas necessidades específicas, independente de ser ou não vegana, não deixe de consultar um profissional qualificado. E aproveita pra descobrir receitas maravilhosas aqui no blog!

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Pão de batata-doce vegano

Pão de batata-doce vegano

Ótimo para sanduíches e hambúrgueres, esse pão de batata-doce vai bem em qualquer momento do dia, café da manhã, lanchinho da tarde ou até jantar. Ele fica levemente adocicado, por causa da batata-doce e do azeite de oliva.

Uma delícia!

A mistura de farinha de trigo integral e branca, na mesma proporção, permite que a massa fique leve, macia e nutritiva. Se você usar somente a farinha branca, o pão fica bem mais leve e macio, porém pobre em nutrientes. Agora se utilizar somente a farinha integral, o pão fica mais pesado, porém rico em nutrientes. Por estes motivos isso indico misturar as duas na mesma proporção, assim temos um equilíbrio.

Você vai precisar de:

- Batata-doce cozida e amassada

- 1 xícara Farinha de trigo branca

- 1 1/2 xícara (180 g) Farinha de trigo integral

- 1 1/2 xícara (220 g) Água morna

- 3/4 de xícara (180 ml) Azeite de oliva

- 2 colheres de sopa (30 ml) (+ um pouco para untar) de Fermento biológico seco

- 2 colheres de chá (6 g) Açúcar demerara

- 2 colheres de chá (8 g) Sal

- 1 colher de chá (5 g)

 

Como fazer:

1- Comece ativando o fermento. Num recipiente pequeno misture a água morna, o fermento e o açúcar. Reserve por cerca de 10 minutos, ou até começar a espumar.

2- Em outro recipiente maior, misture as farinhas com o sal. Adicione o purê de batata-doce, o azeite de oliva e o fermento dissolvido. Misture bem com as mãos até obter uma bola de massa homogênea.

3- Transfira para uma bancada limpa e lisa, se necessária polvilhe farinha para não grudar. Sove a massa por cerca de 10 minutos, amassando e esticando.

4- Modele uma bola e volte a massa para a tigela. Cubra com um pano de prato e reserve por cerca de 30 minutos em temperatura ambiente para crescer.

5- Unte com azeite uma assadeira grande.

6- Separe a massa em 9 porções iguais. Forme bolas e transfira para a assadeira untada, deixando espaço entre cada uma para crescer e não grudar. Cubra com um pano de prato e reserve por cerca de 30 minutos para crescer.

7- Preaqueça o forno a 200 ºC.

8- Leve os pães ao forno preaquecido por cerca de 20 minutos, ou até dourar.

9- Retire do forno e desenforme ainda quente sobre uma grelha para não acumular vapor e amolecer. Espere esfriar antes de servir. Rendimento: 9 pães

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Biscoito de amendoim (sem glúten)

Biscoito de amendoim (sem glúten)

É sempre bom ter alguns biscoitos em mãos para aquela hora que a fome surge entre as refeições, ou até mesmo quando não se tem tempo para preparar o café da manhã. Claro que estou falando de biscoitos caseiros, sem conservantes, aromatizantes e corantes. Com alguns ingredientes, todos acessíveis e fáceis de encontrar, e em pouco tempo, você consegue preparar esses biscoitos de amendoim. Eles ficam bem sequinhos e crocantes, uma delícia! São levemente adocicados, não são açucarados. Mas se preferir pode adicionar um pouco mais de açúcar, isso fica a gosto do freguês.

Você vai precisar de

Amendoim cru (com ou sem casca) - 3/4 xícara (120 g)

Polvilho doce - 1 xícara (130 g)

Açúcar demerara - 1/4 xícara (60 g)

Óleo vegetal (usei de girassol) - 1/4 xícara (60 ml) + um pouco para untar

Água - 1/4 xícara + 1 colher de sopa (75 ml)

Farinha de linhaça - 1 colher de sopa (6 g)

Fermento químico em pó - 1 colher de chá (3 g)

Canela em pó - uma pitada (opcional)

 

Como fazer

1- Coloque o amendoim e o açúcar no processador. Triture até ficar homogêneo, não precisa transformar em farinha, basta quebrar em pedaços pequenos.

2- Transfira para um recipiente e adicione o polvilho doce, farinha de linhaça, óleo, água, fermento e canela. Misture bem até obter uma bola de massa úmida. Reserve por cerca de 5 minutos.

3- Preaqueça o forno a 180 ºC e unte uma assadeira grande com óleo.

4- Modele os biscoitos com as mãos formando bolinhas, use uma colher de sopa para medir a quantidade de massa para cada um.

5- Coloque na assadeira deixando pelo menos 3 cm de espaço entre as bolinhas, elas irão crescer quando assar. Achate levemente os biscoitos com as pontas dos dedos.

6- Leve ao forno preaquecido por cerca de 20 minutos, ou até dourarem.

7- Retire do forno e vire os biscoitos enquanto estão quentes. Reserve até esfriarem.

8- Guarde em um recipiente bem fechado para manter a crocância.

Rendimento: 22 porções

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Chuchu gratinado

Chuchu gratinado

Apesar de não ter sabor marcante, o chuchu não precisa ser sem graça. Basta alguns ingredientes e um tempinho livre para gratinar e deixar irresistível esse legume. O segredo é combiná-lo com ingredientes de sabor mais forte, como o cominho e o parmesão de castanha nesta receita. Esse gratinado fica bem mais leve que o tradicional, já que leva leite vegetal e parmesão de castanha, ao invés de leite e queijo de origem animal. Pode ser servido tanto no almoço quanto num jantar especial.

Você vai precisar de

Chuchu - 2 médios (600 g)

Leite de castanha de caju, amêndoas ou arroz - 2 xícaras (500 ml)

Parmesão de castanha - 1/3 xícara (35 g) - receita aqui

Farinha de trigo branca orgânica - 3 colheres de sopa (18 g)

Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml)

Cominho em pó - 1 colher de chá (5 g)

Sal - 1 colher de chá (5 g)

Pimenta-do-reino moída - a gosto (opcional)

Como fazer

1- Descasque o chuchu e corte em cubinhos. Tempere com 1/2 colher de chá de sal, misture bem para envolver todos os pedaços. Coloque numa peneira e reserve por cerca de 30 minutos para drenar a água. Assim o gratinado não ficará aguado.

2- Enquanto espera, prepare o molho. Em uma panela aqueça o azeite e acrescente a farinha de trigo. Mexa sem parar por cerca de 3 minutos até começar a dourar.

3- Acrescente o leite vegetal e tempere com o restante do sal, cominho e pimenta-do-reino. Misture bem para dissolver todos os gruminhos de farinha.

4- Cozinhe, mexendo sem parar, até engrossar. Desligue o fogo e reserve.

5- Preaqueça o forno a 180 ºC.

6- Transfira os pedaços de chuchu para um pano de prato limpo e seco. Envolva os pedaços e pressione bem para tirar o excesso de água.

7- Coloque num refratário (24 cm x 16 cm) e espalhe até cobrir o fundo. Cubra com o molho e polvilhe com o parmesão de castanha.

8- Leve ao forno preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar.

9- Retire do forno e sirva ainda quente.

Rendimento: 8 porções

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Pavê vegano de maracujá com chocolate

Pavê vegano de maracujá com chocolate

Como não amar pavê? Sucesso garantido entre crianças e adultos, vai bem em qualquer ocasião, especialmente em reuniões de família e amigos. Já que é uma sobremesa simples de fazer, não requer muitas habilidades na cozinha, e agrada todo mundo. Hoje é possível encontrar várias receitas de pavê vegano na internet.

Mas garanto que essa é uma das poucas que levam apenas cinco ingredientes. Sim, só isso mesmo! E detalhe, todos são bem acessíveis, fáceis de encontrar para comprar. Variando os ingredientes do creme é possível fazer pavê de chocolate, amendoim, morango, coco, limão, enfim, as possibilidades são infinitas. Decidi fazer de maracujá com chocolate porque pra mim é uma das melhores combinações. O azedinho do maracujá contrasta com a doçura do chocolate, além disso ambos são bem perfumados, deixando o pavê irresistível.

Você vai precisar de:

Leite de aveia (não pode ser outro leite vegetal) – 525 ml (receita aqui)

Açúcar demerara – 1/4 xícara + 2 colheres de sopa (85 g)

Chocolate 70% cacau, picado e sem leite – 1/4 xícara (40 g)

Polpa de maracujá integral e sem sementes - 3 colheres de sopa (45 ml)

Biscoito doce vegano tipo Maizena (170 g)

Como fazer:

1- Forre uma fôrma de pão (23 cm x 10 cm) com papel manteiga. Reserve.

2- Coloque 125 ml do leite de aveia em um prato fundo e reserve.

3- Separe o restante do leite em duas partes iguais, 200 ml cada, e coloque cada um numa panela. Adicione o chocolate picado e 1/4 xícara de açúcar em uma, e na outra adicione a polpa de maracujá e 2 colheres de sopa de açúcar. Misture bem.

4- Leve ao fogo médio e mexa sem parar até engrossar. Faça isso com um primeiro e depois com o outro. Reserve.

5- Mergulhe os biscoitos rapidamente no leite de aveia reservado para umedecer.

6- Forre o fundo da fôrma com uma camada de biscoito e monte o pavê alternando camadas de biscoito, de creme de maracujá, de biscoito, e de creme de chocolate. Finalize com os dois cremes por cima.

7- Cubra a fôrma e leve à geladeira por cerca de 4 horas, ou até gelar e firmar. 

8- Desenforme e sirva gelado.

Dica: você pode polvilhar as sementes do maracujá na finalização do pavê para dar uma camada de crocância e sabor.

Rendimento: 10 porções

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Peixes sentem dor e precisam de proteção

Peixes sentem dor e precisam de proteção

Mais uma vez o assunto entra em pauta. A notícia do momento começa assim: “Whether or not fish feel pain has been debated for years. But the balance of evidence says yes. Now the question is, what do we do about it?” (Peixes sentirem ou não dor vem sendo debatido há anos. Mas o balanço das evidências diz sim. Agora a questão é: o que fazemos a respeito?) Nós temos uma resposta bem simples pra essa pergunta: chega-de-matar-peixes

ei, você. me erra.

O  que você provavelmente já ouvi falar é que eles não sentem dor consciente como os mamíferos e que as suas reações são apenas reflexos. Se dizia que por não terem um sistema nervoso tão complexo ou semelhante ao nosso, eram incapazes de sofrer. Só que parece que não é bem assim, não.  

Lá em 2003  Victoria Braithwaite, professora de biologia na Penn State University, foi co-autora de um estudo que mostrava como a anatomia dos peixes era sim complexa a ponto deles sentirem vários níveis de desconforto e dor. E segundo esse artigo aqui, cientistas concordam que grande parte dos vertebrados (incluindo alguns invertebrados) são sencientes e que um córtex cerebral semelhante ao nosso não é o único pré-requisito para isso.  

Ou seja, eles sofrem. E não sofrem pouco: os peixes criados em tanques vivem uma vida infernal. As criações em cativeiro são sujas, lotadas, com doenças, parasitas e os peixes ainda têm o seu desenvolvimento acelerado. De acordo com um estudo no Journal of Experimental Biology, o salmão criado em cativeiro cresce tão rápido que quase sempre fica surdo. Esse outro estudo fala sobre depressão em peixes que vivem confinados - não é brincadeira.  

eu tô bem triste ):

Mas mesmo assim, os peixes não contam a mesma proteção que outros animais. Tá certo que parece até piada, mas existem leis prevendo “abate humanitário” e ética no uso de animais em testes, entre outras formas de exploração. Essas leis teoricamente proíbem práticas que submetam os animais a crueldade. Aí pensa, se com os animais protegidos por essas leis a coisa é do jeito que é, como fica pros peixes, que raramente são considerados? As técnicas de abate de peixe envolvem sufocamento, congelamento, descargas elétricas e isso tudo quando eles não são carneados ainda vivos. E normalmente o que influencia no método é a qualidade da carne para consumo, e não a minimização do sofrimento. Pesado.  

E o consumo de peixes ainda traz uma longa lista de questões. A pesca predatória é um problema ambiental. Todos os anos entre 10 e 100 bilhões de peixes criados em cativeiro são mortos. Entre 1 e 3 trilhões de peixes são retirados do seu habitat. O número de peixes mortos todos os anos excede a quantidade de pessoas que já existiram na terra. Os cientistas já alertam sobre a real possibilidade de termos oceanos sem peixes em 2048. Ah, e não esquecemos das pessoas também, não. Trabalho forçado, tráfico humano e condições análogas à escravidão são algumas das incidências que você pode encontrar em diversos relatórios sobre o setor pesqueiro. Consumir peixes e frutos do mar é um problemão, bem longe daquela famosa ideia de "sou vegetariano mas como peixe".

Enquanto a lógica é ignorar o sofrimento animal, os peixes sofrem, o planeta sofre, todo mundo sofre. - Mas e nem peixe?  - Não. Nem peixe. Por favor.

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Torta vegana de berinjela (sem glúten)

Torta vegana de berinjela (sem glúten)

Usar legumes, frutos e hortaliças na preparação de tortas é uma ótima forma de inseri-los na alimentação, já que costuma agradar todos os paladares, até dos pequeninos que normalmente fazem cara feia para estes alimentos. É só dizer que é torta que todo mundo se anima em comer hahaha. Essa receita é tão fácil quanto aquelas de liquidificador.

Para a massa, basta misturar todos os ingredientes, e para a cobertura para cozinhar a berinjela por alguns minutos. O trabalho duro mesmo fica por conta do forno, que irá assar lentamente e deixar a berinjela e os tomates saborosos e suculentos. Não tem como resistir!

Você vai precisar: para a massa:

Farinha de aveia (sem glúten, se necessário) - 1 xícara (120 g)

Fubá - 1/2 xícara (70 g) + um pouco para polvilhar

Água filtrada - 150 ml

Azeite de oliva - 3 colheres de sopa (45 ml) + um pouco para untar

Fermento químico em pó - 1 colher de chá (3 g) Sal - 1/2 colher de chá (3 g) 

Para a cobertura:

Berinjela cortada em cubos - 1 média (300 g) 

Tomate cereja - 1/2 xícara (100 g)

Água filtrada - 1 xícara (250 ml)

Azeite de oliva - 2 colheres de sopa (30 ml)

Alho picado - 2 dentes (6 g) Sal - 1/2 colher de chá (3 g)

Cominho em pó - 1/2 colher de chá (3 g)

Pimenta-do-reino - a gosto (opcional)

Como fazer:

1- Comece preparando a cobertura. Em uma panela adicione o azeite de oliva e o alho picado. Leve ao fogo médio e refogue rapidamente, até começar a dourar.

2- Acrescente a berinjela e tempere com sal, cominho e pimenta-do-reino. Mexa bem e adicione a água filtrada. Cozinhe até evaporar e secar bem. Desligue o fogo e reserve.

3- Preaqueça o forno a 180 ºC.

4- Unte uma fôrma ou refratário (24 cm x 16 cm) com azeite e polvilhe fubá. Chacoalhe bem para espalhar sobre o fundo e as laterais. Bata sobre a pia para tirar o excesso. Reserve.

5- Em uma tigela coloque todos os ingredientes da massa e misture bem até ficar homogêneo.

6- Transfira para a fôrma e nivele o topo. Espalhe a berinjela refogada sobre a massa e disponha o tomate cereja cortado ao meio.

7- Leve ao forno preaquecido por cerca de 35 minutos.

8- Retire do forno e sirva ainda quente. Dica: depois de assar você pode polvilhar salsinha ou cebolinha fresca picada para deixar a torta mais saborosa.

Rendimento: 8 porções

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