Calce Uma Causa

Meca é Love: 7 motivos para ir ao festival

Meca é Love: 7 motivos para ir ao festival
O maior menor festival do Brasil tá de volta! E pela primeira vez em Porto Alegre. Pra quem não tá por dentro, o MecaFestival desse ano vai rolar nesse sábado, no Butiá, em Itapuã. Já passou aqui no Casulo do Besouro (Lima e Silva, 1519) pra garantir o teu ingresso? Estamos abertos das 14h até as 20h. Não vai perder essa chance de participar desse festival que vai reunir muitas good vibes, música boa e natureza. Tem coisa melhor? Saca só o line up e o que esperar de cada um dos shows:   1- Lumen Craft A noite começa com Lumen Craft. O projeto audiovisual paulista une tecnologia ao humano. Formada por um cineasta, um engenheiro e um produtor de som, a banda utiliza instrumentos digitais pra reproduzir sons convencionais. Adicione isso a uma cenografia interativa que eles utilizam no palco e só vai dar pra concluir uma coisa: esse show é de fazer qualquer cérebro bugar. 2 - Miami Horror Altas doses de sintetizadores, teclados alucinantes, vocais ensolarados e uma forte ligação com a dance music do final dos anos 1970. Prepare-se pra absorver todas essas referências incríveis no show do headliner Miami Horror nesse sábado :) Com 2 álbuns no currículo, a banda de Melbourne, na Austrália, volta ao Brasil depois de 5 anos para divulgar o seu último disco “All Possible Futures” - que conta com participações especial de nomes de peso da música alternativa como a Kimbra e o Neon Indian. Vai carregando as baterias pra curtir esse show energético incrível: 3 - Oh Wonder Outra banda que promete aquecer corpos e corações é a Oh Wonder. A dupla britânica formada por Josephine Vander Gucht e Anthony West faz um indie pop leve e gostoso que costuma agradar até quem não curte muito o estilo. Pra ter uma noção do nível de aceitação do Oh Wonder, no ano passado eles foram a segunda banda mais citada em blogs, lotaram a maioria das casas de shows pelas quais passaram e emplacaram todas as músicas do seu primeiro álbum no #1 do Hype Machine. Olha só a harmonia entre os vocais da dupla: 4 - Jerry Paper “Uma entidade de onze dimensões que eventualmente ocupa o corpo 3D de Lucas”: é assim que Jerry Paper, nome artístico do excêntrico Lucas Nathan, se apresenta. Mas, acima de tudo, Lucas é um workaholic! Nos últimos 2 anos ele gravou 7 discos, criou um videogame pra acompanhar o lançamento de um deles e ainda achou tempo para produzir um documentário de mentira sobre a sua vida: Se você se lembrou do Mac DeMarco e seu documentário maluco “Pepperoni Playboy”, qualquer semelhança não é mera coincidência! A sonoridade de Jerry Paper lembra um pouco o disco “Rock And Roll Night Club” do canadense. Uma mistura de vaporwave, computação gráfica dos anos 1990, robes de seda e synth pop é o mínimo que podemos esperar do show do americano. O resto é surpresa. 5 - Database Lucio Morais e Yuri Chix são o Database. A dupla formada por um paulista e um recifense já recebeu elogios de Jaz-Z, foi remixada por Fatboy Slim e lançou EPs pelo selo francês Kitusné (o mesmo de Two Door Cinema Club, Phoenix, La Roux, Klaxons). Além disso, os caras acabam de divulgar o disco “Vivid Exposition” com participação de nomes como Savoir Adore, Patrick Baker, French Horn Rebellion e Aldo The Band. A primeira live desse disco vai rolar no Meca. Então, não perde, porque até figurino especial eles prepararam: 6 - Lia Paris Se nós temos certeza de 1 coisa sobre esse Meca é que o show da Lia Paris vai ser super performático. Isso porque antes de ser render a música, a paulista estudou moda e trabalhou uma temporada como trapezista e pirografa no circo! Foi só em 2015 que a cantora lançou o seu primeiro disco. Produzido pelo Carlos Miranda, o álbum conta com participações especiais do Samuel Rosa (Skank), Marcelo Jeneci, Alexandre Kassin, Adriano Cintra (CSS) e até mesmo Pupillo (Nação Zumbi). De som, o disco é autobiográfico e utiliza influências que vão do pop dos anos 1950 até o indie eletrônico atual. Um spoiler: 7 - Jaloo Jaloo é um dos nomes mais incríveis da cena tecnobrega brasileira. O paraense ganhou esse apelido depois que suas versões de hits como “Back To Black”, da Amy Winehouse” e “I Feel Love”, da Donna Summer, bombaram no Youtube. 4 anos depois de viralizar, ele lançou seu primeiro disco pela Skol Music. #1 é um daqueles álbuns pra dar play, dançar, chorar, rir e no fim sair com a alma lavada. A gente não espera menos do show! “Ah, vem pra cá, balançar, se acabar. Sente o som, tudo é bom”: Continue lendo

Música e Feminismo: Uma Só Voz

Música e Feminismo: Uma Só Voz
Felizmente nos últimos anos, o feminismo saiu dos livros acadêmicos e passou a ser uma pauta mais presente na política, na mídia e no nosso dia a dia. Na música não é diferente. Se antes já tínhamos bandas formadas só por mulheres e composições voltadas para causas feministas, agora o volume desse conteúdo está maior. Ainda falta muito espaço para a discussão, mas é fato que as mulheres estão cada vez mais empoderadas. Logo, estão surgindo movimentos e coletivos femininos na indústria fonográfica que contestam o espaço da mulher na música e buscam empoderar e dar visibilidade a essas artistas. Vem conhecer algumas iniciativas incríveis que surgiram nos últimos tempos: 1 - Many Many Women Não faltam mulheres produzindo música experimental, o que falta é visibilidade. Steve Peters, um músico e curador de Seattle, confirmou essa hipótese quando criou o site “Many Many Women” - um arquivo online colaborativo dedicado a artistas mulheres que trabalham com música clássica, experimental, avant-garde, jazz - e recebeu nos 3 primeiros dias de projeto mais de 400 nomes de artistas do mundo inteiro :) Yoko Ono A ideia do banco de dados surgiu depois que o curador conheceu uma pianista de Juilliard - uma das escolas mais conceituadas de música dos Estados Unidos - que só tinha ouvido falar sobre 5 compositoras durante a faculdade inteira, sendo que 3 delas estavam mortas. Conhece alguma artista destes estilos? Envie para o banco de dados clicando aqui. 2 - Primavera das Mulheres Em janeiro desse ano, nasceu no Rio de Janeiro o espetáculo “Primavera das Mulheres”. Inspirado na militância dos anos 1970, o show-protesto é encenado por 25 artistas engajadas na luta pelos direitos das mulheres. Elas são mães, musicistas, cantoras, roteiristas e atrizes que se unem a cada encontro para cantar músicas próprias e interpretar composições de autoras como Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Zélia Ducan, Rita Lee, entre outras. PrimaveraDasMulheres A ideia é botar a boca no trombone, mesmo que o trombone sejam flautas, violões, pandeiros e atabaques :) 3 - Girls Camp Rock O Girls Camp Rock empodera garotas de 7-17 anos através da música há 4 anos. O acampamento de verão acontece em Sorocaba e funciona assim: as meninas se reúnem por uma semana e aprendem a tocar um instrumento de sua escolha (guitarra, baixo, bateria, teclado ou voz), formam uma banda, compõem uma música e no final do projeto fazem um show <3 Além disso, quem se matricula também pode participar de aulas de defesa pessoal, produção de fanzines e composição musical. Em 2014, rolou um vídeo para o Catarse explicando o projeto. Olha que incrível:   4 - Female:pressure Não é nenhuma novidade que a música eletrônica é dominada por homens. Pra ter uma ideia, o Tomorrowland Brasil 2016 terá 135 atrações no line up e apenas 8 delas são meninas - sendo que 3 delas fazem dupla com um homem. GrooveDelight Observando essa discrepância entre gêneros na cena eletrônica, a produtora finlandesa Antie Greie-Ripatti, que é DJ há mais de 15 anos, criou o coletivo female:pressure. O projeto faz pesquisas em festivais, baladas e gravadoras desde 2013 e procura saber qual a taxa de igualdade de gênero nesse ambientes. Olha esse gráfico de 2015: gráfico femalepressure 5 - Visibility O coletivo se expandiu e agora também é tumblr. Visibility, lançado no dia da mulher de 2015, é um banco de dados com perfis de produtoras e DJS de todo o mundo. visibility Você mesma pode enviar seu nome, foto e descrição para lá :) 6 - Mulheril Inspiradas pelo Visibility, em São Paulo, surgiu o coletivo Mulheril. O grupo primeiramente queria descobrir quantas mulheres DJs haviam no Brasil, mas acabou se transformando também em um coletivo que organiza festas incríveis com discotecagem e bate-papos protagonizados por garotas. Mulheril 7 - Curved Marginz Visibility Projects Pare pra pensar nos grandes nomes do hip-hop hoje. Você consegue lembrar de uma rapper que não seja norte-americana? Um documentário chamado “Through The Lens Of Hip-Hop: UK Women” foi lançado em 2015 pra dar visibilidade as garotas que fazem hip-hop no Reino Unido. Com entrevistas de diversas rappers, o longa busca destacar e validar vozes femininas por meio de narrativas pessoas e reflexões sobre gênero, identidade, raça e educação. O documentário foi dirigido por Silhouette Bushay e Samantha Calliste, ativistas do projeto colaborativo Curved Marginz Visibility Projects. O coletivo funciona através de um blog e trata da ausência de histórias sobre mulheres negras na Grã-Bretanhã. Continue lendo

Pra Inspirar: Bandas Latinas Que São Buena Onda!

Pra Inspirar: Bandas Latinas Que São Buena Onda!
As bandas indie latino-americanas até podem estar escondidas nas letras pequenininhas dos line ups de grandes festivais, mas não deveriam passar despercebidas pelos nossos fones de ouvido! A cena alternativa dos nossos países vizinhos nunca foi tão incrível e merece ser mais explorada e, claro, ouvida em terras tupiniquins. Pra dar um empurrãozinho, separamos uma seleção de bandas alternativas da América Latina que ganharam o <3 do besouro nos últimos tempos e que, quem sabe, vão até ganhar o seu também:   1 - Onda Vaga (ARG) A Onda Vaga nasceu no Cabo Polonio, balneário uruguaio, em 2007, mas seus integrantes são argentinos. Não sabemos se foi a vibe do lugar, mas da união surgiu uma mistura brilhante de rumba, cumbia, reggae, folk e rock. Pra entender a riqueza da sonoridade dos caras, dá play em qualquer um dos três discos da banda. O som é sem dúvida um dos mais interessantes da cena latino americana e já foi eleito como revelação pelo Clarín, MTV e Rolling Stone Latinoamérica. onda-vaga   2 - Bomba Estéreo (COL) Unir música folclórica com ritmos populares não é novidade. Dezenas de grupos já fizeram isso por terras latinas. A diferença é que o Bomba Estéreo foi um dos primeiros a misturar música eletrônica com cumbia na Colômbia. Hoje, 10 anos depois da formação da dupla, eles arrastam multidões pros shows onde apresentam as músicas energéticas que os consagraram e ainda arranjam espaço no repertório pra inserir referências a cultura africana. Vale muito a pena ouvir o último disco deles, “Amanecer”, que traduz bem essa mistura linda de culturas. bombaEstereo   3 - Astro (CHL) É comum nós ouvirmos bandas que tem o electro-rock americano como referência e acabam soando cópias do estilo. A Astro, do Chile, canta em espanhol e saber dosar muito bem os sintetizadores característicos do ritmo com o pop e o suingue caribenho. O último disco da banda, “Chicos de La Luz”, ganhou espaço em super festivais como o Lollapalooza Chicago e o Primavera Sound. E merece entrar pra suas playlist do Spotify também. 12742534_980464718697451_4441521230392339653_n   4 - Natalia Lafourcade (MEX) A Natalia Lafourcade é uma das grandes revelações da música mexicana e ficou conhecida depois de fazer uma participação especial no MTV Unplugged da Julieta Venegas, em 2008. Mas o que alavancou mesmo a carreira da mexicana foram os 5 prêmios que ela levou no Grammy do ano passado. Você deve estar se perguntando o que essa garota tem de tão especial, a gente te conta: uma voz doce incrível e músicas que soam nostálgicas, mas que tem uma roupagem bem moderna. É muito <3 natalia-lafourcade-06   5 - Ibeyi (CUB) Na língua iorubá, Ibeyi significa “irmãos gêmeos”. Já na música, a palavra dá nome a dupla formada pelas irmãs gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz. As garotas são filhas do lendário percussionista Anga Díaz, do Buena Vista Social Club, e reúnem em sua música referências do jazz cubano, do soul e cantam em iorubá e em inglês. Incrível, não? Pois não foi só a gente que achou: no ano passado, as cubanas passaram de coadjuvantes nos shows do Damon Albarn pra protagonistas e ainda foram apadrinhadas pela diva Beyoncé. Ibeyi (1)   6 - Cineplexx (ARG) Entender o Cineplexx passa por entender o seu idealizador Sebastian Litmanovich. O argentino já morou em Barcelona, Nova York e Londres. Tem influências que vão de The Velvet Underground à ABBA e participou de várias bandas, além de fazer participações especiais em álbuns de amigos e ter lançado nove discos solo. O último álbum dele é de 2014, se chama “Florianopolis” e apresenta um indie pop eletrônico de primeira, legítimo de botar abaixo qualquer festa! Cineplexx   7 - Caloncho (MEX) Caloncho é o apelido de infância de Oscar Castro. E não teria nome melhor pro projeto, já que o seu idealizador descobriu a música quando ainda era pequenino. O primeiro instrumento que Oscar tocou foi a bateria e quando sentiu necessidade de compor migrou pro violão - que usa como instrumento principal até hoje pra cantar sobre amor, decepções e suas experiências. Folk mexicano, uma pitada de praia e outra de cidade: é isso que você vai encontrar nas músicas orgânicas de Caloncho, que adota instrumentos como a água, frutas, sementes e isqueiros pra encher as suas músicas de vida. dddd   8 - Fémina (ARG) A Fémina é formada por um trio de argentinas, que de local não tem nada. O som das garotas é universal. Tem como norte o folk e o rap, mas flerta com a cumbia, a chacarera, o samba, o bolero, a rumba e por vezes o funk e o reggae. O que chama a atenção no trabalho delas são as apresentações quase teatrais e a forma como conseguem aliar todas essas sonoridades globais a poesias intimistas que são entendidas em qualquer lugar do mundo. “Traspasa”, de 2014, e “Deshice De Mi”, de 2011, estão no Spotify, esperando o seu play! Femina   9 - Ximena Sariñana (MEX) Já ouviu a versão em espanhol de Lucky, do Jason Mraz? A voz que acompanha o cantor em “Suerte” é da mexicana Ximena Sariñana! Se você curte Feist, Regina Spektor e Fiona Apple, não pode deixar de conhecer o trabalho dela. A mexicana tem claramente essa cantoras como referência. Além de se inspirar em clássicos do jazz como Ella Fitzgerald e na Bjork. Bom, dessa mistura não teria como não dar coisa boa, né? Ximena-Sarinana   10 - LosPetitFellas (COL) Cinco garotos são a cara da banda de Bogotá do LosPetitFellas, banda que ganhou tantos prêmios quanto qualquer banda pop nos últimos tempos. A gente pode afirmar que uma coisa a LosPetitFellas não é: pop. Mas quem sabe um dia? Os caras são tão camaleônicos, que a gente não dúvida que um dia eles vão incorporar o estilo ao seu som que perambulam entre o hip-hop, rock, jazz e funk. O primeiro álbum deles, “Historias mínimas” é catastrófico! Levanta diversos questionamentos, faz declarações ao cotidiano e ainda encontra lugar pra músicas doces. 12140173_1011431725563203_7470137503937701015_o Continue lendo

Música Nordestina Pra Todo Brasil Ouvir

Música Nordestina Pra Todo Brasil Ouvir
Estamos cansados de saber que o nordeste brasileiro é um dos mais bonitos do mundo. E não é que além de vibes pra lá de positivas, praias lindas e gente receptiva, a região também possui uma cena alternativa efervescente? Ao contrário do que a grande mídia vende, o nordeste não se limita ao axé e o forró. Todo ano são lançadas bandas que vão desde o reggae até a música experimental vindas de lá. Vem conhecer as que ganharam o <3 do besouro nos últimos tempos:   - Karina Buhr (BA) Karina Buhr é baiana, mas aos 8 anos se mudou pra Recife. Ainda nos anos 1990, começou a cantar ao lado de bandas como Comadre Fulozinha e Eddie. Foi só em 2010 que a garota partiu pra carreira solo, que já lhe rendeu vários prêmios. Não é à toa: Karina é uma artista completa. Fez teatro a vida inteira, lançou livro no ano passado e ainda arranja tempo pra compôr e cantar como ninguém. O seu último álbum, “Selvática”, foi lançado em 2015 e mistura rock, ritmos regionais e letras feministas. Claro que o resultado não poderia ser outro senão incrível. E o melhor: ele está disponível gratuitamente no site da cantora Karina Buhr   - Mahmed (RN) A Mahmed é uma banda instrumental de Natal com influências que vão da música eletrônica experimental ao rock barulhento. Se você não é lá muito chegada em um som instrumental, precisa apostar nessa banda aqui. O primeiro disco deles foi lançado no ano passado e encabeçou diversas listas de melhores do ano. “Sobre A Vida Em Comunidade” é uma viagem experimental muito bonita que tem tudo a ver com o verão. O álbum cria um ambiente calmo e passa rápido como uma brisa. Tá esperando o que pra ouvir? Mahmed   - Mombojó (PE) É uma pena que o Mombojó esteja há quase 15 anos em atividade e tanta gente ainda não conheça o som deles. O grupo de Recife tem 5 discos na bagagem, que são presença confirmada na trilha da Insecta. Nesse tempo de carreira, a banda passou por poucas e boas. Foram aposta na cena alternativa brasileira com o disco “Nadadenovo”, de 2004, e três anos depois perderam um colega. O último sinal de vida dos pernambucanos é de 2014 e se chama “Alexandre”, que eles mesmos descreveram como “mais música e menos canção”. Um álbum improvisado, experimental. Não indicado pra quem curte achar resposta em tudo (ou também pode servir como um exercício de desconstrução desse hábito - isso quem escolhe é você) :) Mombojó   - Cidadão Instigado (CE) Cidadão Instigado é Fernando Catatau. O guitarrista é a alma da banda: cria os arranjos, compõe e dá vida as canções. Músicas que têm como influência clara os clássicos do rock dos anos 1970 (Led Zeppelin, Pink Floyd, Neil Young) e da música regionalista nordestina que de vez em quando chega a beirar o estilo brega. A banda contabiliza mais de 20 anos de existência e 4 discos lançados. “UHUUU!”, de 2009, é essencial pra quem quer entender a música psicodélica criada no Brasil. E o recém lançado “Fortaleza” é imperdível: uma homenagem cheia de riffs lisérgicos à cidade onde a banda nasceu. Cidadão Instigado   - Maglore (BA) Os baianos da Maglore surgiram em 2009 e lançaram seu segundo disco no ano passado. De “Vamos Pra Rua” até “III”, a banda evoluiu demais. Nesse meio tempo de dois anos entre os lançamentos dos discos, os garotos acharam um caminho pra misturar a sonoridade da música popular brasileira com a de bandas de rock alternativo como Arctic Monkeys e Los Hermanos. Prova disso é a faixa “Se Você Fosse Minha”, do álbum III, que capta essa vibe meio indie meio MPB da banda. Maglore   - Johnny Hooker (PE) Você até pode acabar não curtindo o trabalho de Johnny Hooker, mas sair ileso ao final das músicas do pernambucano é difícil. Ele é exagerado, dramático, performático. Assim como a “santíssima trindade” que elege como seus maiores ídolos: Madonna, David Bowie e Caetano Veloso. Embora ele jure de pé junto que não foi influenciado por Ney Matogrosso, tá na cara que o seu figurino, maquiagem e a sua atitude tem tudo a ver com a de Ney - principalmente na fase dos Secos & Molhados. No ano passado Johnny, que também é ator global, lançou o seu primeiro disco: “Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!”. Não diferente da sua figura, o álbum é super emocional. É do tipo pra dar o play, chorar, rir e no final sair com a alma lavada. Johnny Hooker   - Russo Passapusso (BA) Russo Passapusso é um nome pra não esquecer. O baiano já fazia apresentações explosivas com os grupos Baiana System, Bemba Trio e Ministereo Público, mas foi quando iniciou a sua carreira solo que decolou. Reunindo pitadas de MPB, rock dos anos 1970, soul, samba, rap, dub e letras autobiográficas, Russo encontrou um som pra chamar de seu. O primeiro álbum “Paraíso da Miragem”, de 2014, é o resultado dessa mistura de sonoridades e foi produzido por Curumim, Lucas Martins e Zé Nigro. No disco também rolam participações especiais Anelis Assumpção, Thalma de Freitas e BNegão. RussoPassapusso Continue lendo

7 vinis que todo amigo secreto gostaria de ganhar

7 vinis que todo amigo secreto gostaria de ganhar

Final de ano é sinônimo de amigo secreto. Você até pode tentar fugir do ritual natalino da família, mas de uma forma ou outra ele vai chegar em você: seja na ~firma~ ou pelos amigos. E não tem nada mais agoniante neste mundinho do que não saber o que dar de presente nessas ocasiões.

Então, aqui vão 7 motivos pra você dar um clássico da MPB pro seu amigo e 7 histórias pra contar quando presenteá-lo:

E, ah, todos esses discos estão disponíveis na Insecta Shoes,  de Porto Alegre :)

 

1 - A Tábua de Esmeralda, Jorge Ben

Nenhum outro violão, em nenhum outro disco, soa nem soará como Jorge Ben em “A Tábua de Esmeralda”. Não adianta nem tentar. O carioca inventou uma batida própria pra tentar transformar as regras da alquimia - crença que o inspirou a fazer o LP - em acordes. E não foi que ele conseguiu!? Como ele chegou lá? Só ouvindo o disco pra tentar desvendar esse enigma.

Diga pro seu amigo ouvir: “Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas”, “Menina Mulher da Pele Preta” e “Minha Teimosia, Uma Arma pra te Conquistar”.

A Tábua de Esmeralda

 

2 - Gal Costa, Gal Costa (1969)

Falar que todo mundo que curte MPB deveria ter pelo menos um disco de Gal Costa na estante chega até a soar redundante. A baiana é uma das figuras mais icônicas do movimento e uma das únicas que passou pelo regime militar sem precisar se exilar em outro país.

“Gal Costa” é o primeiro disco solo da cantora e carrega referências de Janis Joplin, James Brown e Jimi Hendrix. Pra completar, o álbum foi composto por Caetano Veloso, Erasmo e Roberto Carlos, Jorge Ben, Gilberto Gil e Tom Zé. Bom, se isso não te convenceu a correr pra toca e levar esse disco…

Diga pro seu amigo ouvir: “Se Você Pensa”, “Divino, Maravilhoso” e “Baby”.

gal

 

3 - Secos & Molhados, Secos & Molhados (1973)

Sabia que essa capa foi eleita a mais legal da música popular brasileira? Tem quem discorde e diga que o título foi marmelada, mas o fato é que os caras da Secos & Molhados tiveram que ficar uma madrugada inteira sentados em tijolos - e sem poder comer nada que estava na mesa - pra ter ela como resultado. Além da capa histórica, esse LP contém APENAS as músicas mais famosas do trio, que são um retrato da Ditadura Militar falando sobre a liberdade de expressão, o racismo e as guerras.

Diga pro seu amigo ouvir:   "Sangue Latino", "O Vira", "Assim Assado" e "Rosa de Hiroshima".

secos e molhados

 

4 - Novos Baianos, Acabou Chorare (1972)

Não há como falar de Acabou Chorare sem lembrar do Sítio de Jacarepaguá. Os Novos Baianos se refugiaram durante quatro anos no retiro que serviu de lar, estúdio e campo de futebol. O disco nada mais é do que o fruto de uma experiência coletiva e livre, que ousou transformar loucura coletiva em poesia e, sobretudo, misturar samba com rock pela primeira vez na história da música brasileira.

Resumindo: é um clássico atemporal e solar que todo mundo deveria ter na estante :)

Diga pro seu amigo ouvir: “Brasil Pandeiro”, “A Menina Dança”, “Mistério do Planeta” e “Besta é Tu”.

acabou chorare

 

5 - Chico Buarque, 1978 (1978)

"Feijoada Completa": assim que esse álbum, um dos maiores clássicos de Chico Buarque, ficou conhecido depois da sua primeira faixa fazer tanto sucesso. Aqui você encontra músicas que eram inéditas até a década 70, regravações de canções que foram censuradas pelo regime militar e até uma faixa em castelhano. É poesia pura, política e cantada.

Diga pro seu amigo ouvir:  “Cálice”, “Feijoada Completa” e “Apesar de Você”.

Chico

 

6 - Marisa Monte, Mais (1991)

Beija eu, beija eu, me beija! Quem nunca se pegou cantando essa música que atire a primeira pedra. E ela faz parte de “Mais”, segundo disco da carreira de Marisa Monte. Além de trazer super hits, covers de Caetano Veloso, Pixinguinha e Cartola, o disco marcou uma nova fase mais pop na carreira da cantora - que pra muitos é a melhor da carreira dela. Leva eu, leva eu, leva eu...

Diga pro seu amigo ouvir:  “Beija Eu”, “De Noite Na Cama” e “Ainda Lembro”

Marisa Monte

 

7 - Elis, Essa Mulher (1979)

“Essa Mulher”, de 1979, é o décimo sexto álbum de Elis Regina e prova que nunca é tarde pra mudar. O disco é de transformações, de faixas mais suaves e de referências do jazz americano da década de 50 <3

Foi nesse álbum que Elis deu adeus ao corte de cabelo “joãozinho” e as apresentações teatrais, que ficaram muito SUPER conhecidas no seu trabalho na década de 1970, pra adotar uma postura mais suave e feminina e incrivelmente ainda mais política.

Elis, Essa Mulher

Diga pro seu amigo ouvir:  “O Bêbado e o Equilibrista”, “Essa Mulher”

Continue lendo

Música é poder: 6 artistas que usam a música pro bem

Música é poder: 6 artistas que usam a música pro bem

A música é a forma de arte mais “viralizável” do mundo. Se você duvida disso, pare pra comparar a quantidade de vezes que ficou com um som na cabeça esse mês em relação ao número de falas de filmes e parágrafos de livros memoráveis ao longo da sua vida inteira.

Nesse sentido, música é poder sim. Consequentemente os músicos são grandes influenciadores, muitas vezes até mais que os políticos. Mas quem disse que essas áreas não andam de mãos dadas? Separamos uma lista de artistas incríveis que usam a sua visibilidade pra tentar mudar realidades e propagar causas SUPER do bem <3

 

1 - David Byrne

Muita gente não sabe, mas o David Byrne é super a favor das bikes e da sustentabilidade. O vocalista e ex-guitarrista do Talking Heads utiliza a bicicleta como meio de transporte desde os anos 1980 e hoje em dia aposta nos modelos dobráveis, que carrega entre as guitarras e os amplificadores durante as turnês.

DavidByrne

Segundo o escocês, não tem forma melhor de conhecer lugares diferentes do que sobre duas rodas. Inspirado por essas experiências, ele escreveu um livro chamado “Diários de Bicicleta” em que conta através de histórias e fotografias pessoais a sua experiência pedalando pelo mundo.

DavidBook

O prefácio do livro é escrito por Tom Zé - que é bem amigo de Byrne. Pro brasileiro , “a vista sobre o guidão é mais alta e abrangente do que a janela de um automóvel”. E pra você?

 

2 – Thom Yorke

Thom Yorke, do Radiohead, também se preocupa com a situação do planeta. O líder do Radiohead já chegou a forjar que era jornalista pra poder participar da Conferência do Clima, que ocorreu na Dinamarca em 2009.

Hoje, o vegetariano é um dos apoiadores da campanha Friends of The Earth’s Big Ask, que pressiona o governo inglês a adotar medidas incisivas para conter o aquecimento global. Além disso, em 2012, o Radiohead incentivou mais de um milhão de pessoas a assinarem uma petição online chamada “Stop Global Warming”, que discute o papel dos EUA diante das mudanças climáticas. Isso sim que é poder!

Em dezembro, o cara se junta a nomes como Patti Smith e Flea (Red Hot Chilli Peppers) no Pathway to Paris, um show pela conscientização pela preservação climática do planeta.

Thom Yorke

 

3 – M.I.A.

O disco “Arular”, de 2005, colocou MIA no topo das paradas e fez com que músicas como “Galang”, “Bucky Done Gun” e “Sunshowers” fossem parar na boca do povo. O que muita gente não sabe é que aquela batida boa (mistura de reggaeton com funk carioca e hip-hop) carrega letras super complexas e inteligentes que fazem críticas religiosas, políticas, étnicas e ideológicas.

MIA

Essa vontade de representar a música do terceiro mundo sob uma visão ampla e globalizada veio de berço. Inclusive, o nome do disco é igual ao nome de guerra do pai dela. Nascida no Sri Lanka e criada parte em Londres e parte na Índia, M.I.A. viveu todo esse pluralismo étnico que os ritmos dos seus discos carregam. E o mais legal: ela conseguiu fazer letras inteligentes super chiclete. Ponto pra M.I.A. que provou que pra ser politizado, não precisa falar difícil.

 

4 – Joan Baez

Aos 74 anos, Joan Baez é uma das artistas folks mais importantes de todos os tempos e utilizou muito da sua visibilidade como ferramenta para causas políticas importantíssimas.

O seu lado ativista, assim como o de M.I.A também veio de casa. Joan morou na Inglaterra, Suíça, Canadá e Iraque porque o seu pai trabalhava para a UNESCO (Organização das Nações Unidas). Esse intercâmbio cultural constante fez com que ela se identificasse com movimentos sociais antes mesmo da fama.

Na década de 1950, por exemplo, a cantora se tornou amiga de Martin Luther King e começou a participar de várias manifestações do Movimentos pelos Direitos Civis. Com a carreira musical em alta nos anos 1970, Joan usou o folk pra chamar a atenção para a Guerra do Vietna, a Amnistia Internacional e as causas LGBT - temas sobre os quais ela se manifesta até hoje.

Joan-Baez-crop-1-770

 

5 – Nina Simone

Se é difícil ser mulher, negra e cantora em 2015, imagina nos anos 1950. Não foi nada fácil pra Nina Simone se tornar o ícone da soul music que ela é hoje em dia. Preconceito, violência doméstica e falta de incentivo foram só alguns dos problemas que a cantora enfrentou ao longo carreira.

Ela era tão forte que transformou todos os "não" que ouviu em combustível pra uma voz melancólica incrível e timbres de piano memoráveis. Em suas músicas de resistência, Nina falou com outras mulheres, exaltou a origem africana de seus cabelos e sua pele e contou suas motivações pra transformar a sociedade. Músicas como “Mississippi Goddmamn” , “The King Of Love is Dead”, “To Be Young, Gifted and Black” e “Backlash Blues” se tornaram símbolos do movimento negro.

Esse ano saiu um documentário incrível sobre a trajetória da diva, vale muito a pena assistir:

 

6 – Fela Kuti

Fela Kuti foi um dos mais importantes nomes da militância negra na África e no Mundo.  O músico foi tão ativo politicamente que chegou a se candidatar a presidência da Nigéria.

Tudo começou quando Fela Kuti fugiu da Guerra Civil na Nigéria para os Estados Unidos em 1968. Em terras americanas ele conheceu o Partido Panteras Negras e o movimento Black Power que o apresentaram Malcolm X, Eldridge Cleaver e outros militantes da causa negra.

Foi nesse período que o músico se sentiu inspirado para criar o Afrobeat: um estilo musical próprio que mistura jazz clássico americano, rock e highlife da África Ocidental. Outro projeto importante de Fela para a música africana foi a República Kalakuta: uma residência que abrigou músicos, serviu como clínica de saúde gratuita e um estúdio de gravação de discos independentes.

Fela Kuti

Continue lendo

De 2015 para 2015: 5 discos pra brindar a primavera

De 2015 para 2015: 5 discos pra brindar a primavera

Ela chegou mais cedo do que se esperava. Trouxe pra alguns flores e pra outros estranheza. Afinal, quando foi a última vez que a natureza tentou acompanhar o nosso passo acelerado? Pois parece que o ritmo frenético de 2015 não nos trouxe só rinite, mas também uma gama de sons que tem tudo a ver com esse clima apressado e florido.

Não importa se você é fã de rock, samba ou música experimental. Queremos te apresentar uma lista de discos nacionais lançados esse ano com músicas e histórias inspiradoras pra você começar a primavera com o pé direito. E com um sorriso estampado no rosto.

 

  1. Ava Rocha, Ava Patrya Yndia Yracema

“Ava Patrya Yndia Yracema” é um disco libertário. E ponto.

Primeiro porque quebra o tabu de que uma artista não pode lançar o seu primeiro álbum aos 36 anos e ser bem sucedida. Segundo porque mostra que uma mulher pode escrever letras universais sobre relacionamentos sem parecer personagem de si mesma. E é bem isso que Ava Rocha, filha do talentoso cineasta Glauber Rocha, deixa claro logo no título do disco: ela é quem bem entende ser.

E é livre. Livre de concepções, de fórmulas prontas. “Ava Patrya Yndia Yracema” prova que pode ser sim a mistura entre a atitude de Cássia Eller e a voz marcante de Gal Costa. Assim como a união entre as guitarras distorcidas típicas da tropicália com música experimental eletrônica, rock barulhento e bossa nova. O importante é que dê certo. E deu :)

Ava Rocha

 

  1. Gal Costa, Estratosférica

“Não pense que me apaixonei por mim/ Bom é ver-me assim/ De fora de si” <3

É assim que Gal Costa abre a sua mais nova revolução interior: Estratosférica. Provando que mesmo com 70 anos, ainda há tempo de se reinventar.

Gal que já cantou bossa nova, jazz, samba e até rock ao longo dos seus 50 anos de carreira, hoje aposta nas batidas eletrônicas misturadas com elementos da MPB. E pra dar uma mãozinha nas composições, a baiana recebeu músicas escritas por nomes como Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Céu, Criolo, Jonas Sá, Moreno e Caetano Veloso, Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Tá bom ou quer mais?

Gal Costa

 

  1. Dingo Bells, Maravilhas da Vida Moderna

Da banda de colégio até “Maravilhas da Vida Moderna” se passaram 10 anos. Durante esse período, os caras da Dingo Bells tiveram tempo suficiente pra colecionar uma porção de histórias pra contar. E é sobre isso que o disco se trata.

As letras do álbum falam sobre rotina, trabalho, amor, maturidade, o papel do homem na terra e todas essas “maravilhas da vida moderna” - dando espaço tanto pras derrotas quanto pras vitórias. E o melhor: todas essas canções fáceis são embaladas por um ritmo um tanto sessentista, com um toque de soul, sem deixar de ser pop.

Tudo isso pra dizer que: se você tá chegando aos 30 e ainda não entendeu que bagunça é essa que a gente chama de mundo, esse disco é pra você. Se joga!

 

Dingo Bells

 

  1. Trupe Chá de Boldo, Presente

A Trupe Chá de Boldo passou por um momento difícil recentemente: a morte do músico Rayraí Galvão, vítima do câncer. O grupo poderia ter desistido da gravação do novo disco, mas optou por seguir em frente. E deu o “Presente” que o colega de banda tanto merece: um álbum lindo, explosivo e que ultrapassa os limites do rock psicodélico do qual a banda sempre foi taxada.

Esse é um daqueles discos bonitos pra dar play e lavar a alma. Experimenta ouvir músicas como “Diacho” e “Smex Smov” e não sair animado por aí.

Trupe

 

  1. Tulipa Ruiz, Dancê

Tulipa Ruiz estourou em 2010 com “Efêmera” e rapidinho foi considerada uma das vozes da “geração solar” ao lado de nomes como Tiê e Marcelo Jeneci. As melodias alegres e leves que falavam sobre o cotidiano agora foram substituídas por músicas dançantes. Por esse motivo, a mineira não poderia ter escolhido um nome melhor pro seu novo trabalho: “Dancê”.

Não é como se ela tivesse mudado completamente de estilo, mas o legal é que Tulipa explicou pra Rolling Stone Brasil que fez esse disco pra quebrar o pessimismo que o país vive fazendo com que todo mundo esqueça por uns minutinhos a crise política e econômica dançando. Tulipa <3

Tulipa

E aí, já escolheu qual vai ouvir primeiro?

Continue lendo

Músicas pra Pisar Leve

Músicas pra Pisar Leve

Hoje tem dica musical por aqui, e vai especialmente pra quem tá precisando dar aquela desacelerada na correria do trabalho e relaxar ASAP!

Lá no nosso perfil no Spotify (já seguiu?) acabamos de publicar a playlist "Pise Leve". Corre pra curtir um sonzinho delícia com nomes como Tulipa Ruiz, Dingo Bells, Devendra Banhart, Tim Maia e Novos Baianos e começar a pisar leve antes do fim de semana chegar:

Ah, e não deixa de passear pelas outras listas do nosso perfil! Quem não pode nos visitar na loja física pode ficar por dentro do que rola por aqui e entrar no clima, mesmo à distância.

Continue lendo

De norte a sul: 10 festivais brasileiros pra fazer da música terapia

De norte a sul: 10 festivais brasileiros pra fazer da música terapia
A música tem o poder de conectar pessoas de gerações, religiões, sotaques e posições políticas diferentes. Usando apenas timbres e melodias, artistas e bandas transportam milhares de pessoas pra um espaço-tempo - geográfica e emocionalmente - onde nunca estiveram antes. Essa é a experiência que tem atraído milhares de pessoas a participarem de festivais de música há décadas no Brasil. Não é a toa que hoje o país é o segundo maior mercado de música ao vivo na América Latina, ficando atrás apenas do México, e recebendo gigantes da gringa como Tomorrowland e Lollapalooza. Mas você conhece os festivais BRASILEIROS que rolam por aqui? Fizemos uma listinha dos 10 mais legais, de sul a norte do país, pra você desbravar os quatro cantos do Brasil através da música:  
  1. Bananada
O Festival Bananada faz Goiânia respirar música e arte há 17 edições. E bota fôlego nisso: a cidade recebe durante 1 semana - geralmente de maio - em bares, restaurantes e centros culturais coadjuvantes e protagonistas da música independente brasileira. Só esse ano passaram pelos palcos do festival nomes como Caetano Veloso, Criolo, Karol Conká, Allah-Las, Pato Fú, Wannabe Jalva, Boogarins, Bike e muitos outros artistas incríveis. BananadaBananada  
  1. Morrostock
O Morrostock foi criado em 2007 e a sua primeira edição aconteceu em Sapiranga, no Rio Grande do Sul. Pro Paulo Zé, fundador do festival, um dos motivos do evento acontecer é mostrar que é possível fazer um festival em que o objetivo não é necessariamente lucrar, mas unir as pessoas e promover a música. Aleḿ disso, o festival tem todo um viés ambiental, de sustentabilidade. Durante o evento são oferecidas diversas oficinas sobre o assunto e o pessoal fica um final de semana em contato com a natureza <3 Morrostock E ainda tem as bandas (rsrs): na edição de 2015, que vai rolar dos dias 9,10,11 e 12 de outubro, já estão confirmados Júpiter Maçã, Francisco, El Hombre, O Terno, Inmigantes.  
  1. Psicodalia
Pra quem não gosta de Carnaval, aqui tá a solução: o Psicodalia é um mega festival (5 palcos + 100 atrações) que acontece todo ano em Rio Negrinho, Santa Catarina, durante os 6 dias do feriadão. O evento conta com 18 edições no currículo e já foi mais roqueiro, mas hoje abrange os mais diferentes públicos: desde jazz até o rock psicodélico. Psicodalia No ano passado, Ian Anderson, Arnaldo Baptista, Jards Macalé, Baby do Brasil passaram pelo evento. E, ah, sem contar que o festival tem todo um viés ecológico e, assim como o Morrostock, também oferece oficinas sustentáveis <3 Psicodalia  
  1. Cultura Inglesa Festival
O Cultura Inglesa Festival já faz parte do calendário dos grandes eventos de São Paulo. O evento já teve 19 edições e todo ano promove um intercâmbio cultural entre Brasil e Reino Unido com uma extensa programação de música, cinema, exposições. Na edição desse ano, rolaram shows do Johnny Marr e do The Strypes. Também já passaram pelo festival Franz Ferdinand, The Horrors e Kate Nash. E o melhor: o festival é GRATUITO :) Cultura Inglesa Festival  
  1. Popload Gig+ Festival
O Popload Gig e o Popload Festival são dois festivais  paulistas organizados pelo blog Popload em parceria com a agência Squat International. O primeiro é o único pocket festival do país e só esse ano já uniu Boogarins + The Horrors , Clap Your Hands Say Yeah + Aldo e Sharon Van Etten. Sharon Van Etten Já o Popload Festival é a versão GIGANTE do Popload Gig. Desde 2013, já reuniu The XX, Tame Impala, Cat Power, Metronomy, Pond e várias outras bandas brutais. Popload Festival E esse ano vai rolar uma edição dia 16-17 outubro com Iggy Pop, Natalie Press, Emicida, Belle And Sebastian e Spoon. Corre, que ainda dá tempo de comprar os ingresso! Além de contar com um baita line up, os caras ainda fazem ações super legais. Como, por exemplo, sortear ingressos pra quem fazer trabalho voluntário ou doar sangue <3  
  1. MECA
Diferentes dos grandes festivais de música, o MECA foi criado pra um público pequeno, que curte conhecer bandas novas. O line up dos caras sempre tenta antecipar o que vai bombar aqui no Brasil. Desde 2011 já passaram por lá CSS, Vampire Weekend, Friendly Fires, The Rapture, Two Door Cinema Club, La Roux, Years & Years..   Meca Festival O Festival originalmente acontece no litoral do Rio Grande do Sul, mas hoje já tem edições confirmadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Esse ano, também aconteceu uma edição especial em Inhotim (MG) - o maior centro de arte contemporânea ao ar livre da América Latina. Meca  
  1. Vento Festival
O Vento Festival teve sua primeira edição em julho desse ano, mas os shows de Tulipa Ruiz, Céu, Holger, O Terno, Inky, Charlie e Os Marretas, Guizado já deixam saudade. E o melhor: tudo acontece em Ilhabela (SP), um das praias mais bonitas do Brasil: Ilha Bela Além das apresentações de peso, o Festival Independente também dá oportunidades pra gigs espontâneas. A iniciativa se chama “open mic” e a único requisito pra uma banda se inscrever é ter pelo menos um membro que seja morador da Ilha.  
  1. Rec-beat
O Rec-Beat há 20 edições toma conta do Cais da Alfândega, um dos cartões postais do Recife, durante o carnaval pernambucano. O festival foi idealizado pelo jornalista e produtor cultural Antonio Gutierrez em 1995, que tinha como objetivo apresentar pros “foliões” a nova cena musical pernambucana, que na época era nada mais nada menos que Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. A marca registrada do evento é a presença do inusitado e do experimental e o encontro da tradição com as novas tendências. Esse ano passaram por lá Juçara Marçal, Luiz Melodia, Mombojó, Russo Passapusso, Thiago Pethit e Tagore. Rec Beat  
  1. Sofar Sounds
Você sairia de casa pra ir em um festival sem ter ideia do que vai ouvir por lá? E se a surpresa fosse Tiê, O Terno, Dingo Bells, Selton? O Sofar Sounds funciona assim: primeiro você precisa se inscrever no site do projeto antecipadamente e torcer pra ser convidado pro evento (como os shows são intimistas, o número de convidados é pequeno). Caso você seja um dos sortudos, receberá 48 horas antes do show o local do festival (são ambientes inusitados como casas, ateliês e galerias). Por último, é só colar no agito. O Sofar já passou por 8 capitais do Brasil. Então, fica de olho que a sua pode ser a próxima :)   10. Vaca Amarela Três dias + 45 bandas + 1 programação que se pauta na diversidade <3 O Vaca Amarela de Goiânia, Goiás, é um festival que apresenta artistas que são referências nacionais em seus estilos, que abraça a música alternativa/independente como um todo. Prova disso é o line up desse ano que tem Emicida, Tulipa Ruiz, Cone Crew, O Terno, Baleia, Fresno e também sobra pras revelações de Goiás, como a banda Carne Doce. Vaca Amarela Partiu? :) Continue lendo

Música sustentável: um por todos ou todos por um?

Música sustentável: um por todos ou todos por um?
Ser músico não é mole. Afinal, como é que um trabalho tão essencial pra nossas vidas pode ser tão desvalorizado? Tá, você vai ir logo pensando que suas bandas favoritas estão todas ~ryyycas~ e a gente tá aqui chorando as pitangas por nada, mas a realidade é que a indústria fonográfica AINDA é muito injusta. E isso não é de hoje. Desde que o mundo é mundo talentos são desperdiçados por não preencher os pré-requisitos do showbiz. O bom é que a internet tá aí não só pra viralizar memes de gatinhos, mas também pra ajudar a tornar esse modelo mais democrático. Nesse sentido, alguém teve a simples e brilhante ideia de lançar o sistema de financiamento coletivo. Em português bem claro: uma vaquinha virtual. Mas como é que funciona isso aí, besouro? O crowdfounding funciona através de plataformas (Catarse, Kickante, Embolacha, Queremos, etc) onde são postados os projetos. Eles tem um montante a ser arrecadado por um determinado tempo e quem faz as doações são os fãs que em troca recebem recompensas que podem ir desde um disco da banda até um show particular (depende do valor que foi doado). Por que é legal? O contato entre público e artista. Os músicos perceberam que não precisavam mais de tanta gente entre eles e os fãs. Assim, um modelo que é originalmente mega engessado pelas gravadoras, está começando a ser tornar mais natural, direto, democrático mesmo. Além disso, o artista tem liberdade total pra criar e todo mundo saí ganhando (banda, plataforma e fãs). Quem já fez projetos legais? Muita gente já passou por esse meio. Nomes como O Terno, Dingo Bells, Cusco Bayo, Guri, Ian Ramil e muitos outros só conseguiram lançar seu primeiro álbum por causa do financiamento coletivo. Mas não vai pensando que não tem espaço pros veteranos: Nei Lisboa, Mundo Livre S/A, Júpiter Maçã, Vivendo do Ócio, Siba, Black Alien e Dead Fish também já tiveram projetos exitosos.  E os que chamaram mais atenção nos últimos tempos foram o da Apanhador Só e da fotógrafa do Mutantes. O Apanhador Só já havia lançado o álbum “Antes Que Tu Conte Outra” através do Catarse e agora a banda quer gravar outro disco financiado dessa maneira. A novidade é que a grana que eles arrecadaram não foi só pra produção do álbum, mas também pra uma turnê que vai passar pela sala de estar de muita gente ao longo desse e do ano que vem: Já a fotógrafa Leila Lisboa, que documentou Os Mutantes de 1969 até 1974, encontrou no crowdfounding uma forma de compartilhar fotos nunca vistas antes da fase mais rica dos Mutantes. Tem algum projeto legal rolando pra apoiar? O Ian Ramil tá precisando de ajuda pra finalizar o seu segundo álbum. Você pode conhecer melhor a história dele nesse vídeo: A banda Mohandas <3 também tá com projeto em aberto: Você ainda pode procurar outros artistas nas plataformas Catarse, Kickante, Embolacha. Bora mostrar que #amusicaimporta?   Continue lendo

X vinnu_lennartc

Opssss

A gente tá trabalhando em algumas novidades e por isso a loja estará instável das 16h as 18h.

Logo, logo estaremos de volta, tá!