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Pra inspirar: Não Recomendados na inauguração do casulo paulista

Pra inspirar: Não Recomendados na inauguração do casulo paulista
Já tá sabendo que nesta quinta-feira rola a inauguração da nova loja da Insecta em São Paulo? Pois é, o besouro desceu um pouco a Artur de Azevedo (agora no número 1295) e encontrou um lugar maior e mais aconchegante pra chamar de seu. Pra estrear esse novo cantinho bem, vão rolar comidas e bebidas delícia, além da discotecagem com as lindas Camila Cornelsen & Giu Viscardi. Pra completar esse line, ainda teremos o show incrível da Não Recomendados. Esses são alguns dos motivos do porque você não deveria perder essa apresentação: 1_ Um manifesto-show mais do que necessário “Não olhe nos seus olhos/ Não creia no seu coração/ Não beba do seu copo/ Não tenha compaixão/ Diga não à aberração”.  Nesse trecho de “Não Recomendado”, música de Caio Prado que inspirou a criação do show, já dá para ter uma ideia dos conceitos que guiam o trio formado por Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes. não recomendados Transformar, questionar e provocar os padrões não comportamentais e burocráticos da sociedade através da força das mensagens das músicas é o que move o grupo. No show, o coletivo canta sobre racismo, homofobia, machismo e busca quebrar preconceitos de gênero e dar voz a uma fatia marginalizada da sociedade ao se apresentar travestido de mulher - um ato político e tanto em uma sociedade machista. 2_ Um show pra se surpreender Prepare-se pra se surpreender. O show é sempre uma festa imprevisível. E, acima de tudo, uma ode ao amor e à liberdade. Nada na Não Recomendados lembra o original, o óbvio. A regra da banda é clara: transgredir, encontrar novas formas de comunicar e atingir através da sonoridade ímpar do grupo. Pra ter uma ideia do som do grupo, dá play na Insecta Apresenta, nossa playlist do Spotify onde apresentamos artistas nacionais incríveis. Eles já estão por lá com a faixa de Caio Prado que deu nome ao grupo.  3_ Um setlist democrático, pra todos os gostos Com referências inspiradoras como Secos & Molhados, Tropicália e Dzi Croquettes, o show vai além do lugar-comum. Além disso, o repertório agrada gregos e troianos. As músicas autorias são intercaladas por versões de músicas brasileiras incríveis que vão desde clássicos da MPB como Chico Buarque, Gilberto Gil até hits da axé music (Cheiro de Amor) e nostálgicos pagodes 90 (Alexandre Pires).

 

4_ Um show pra entrar de um jeito e sair de outro

O espetáculo provoca não só através do grito cantado, mas tudo é construído pra levar sensações e reflexões ao público: o cenário, as projeções, o figurino, a luz e os textos recitados. Como num palco laboratorial, o show é uma extensão das vivências de cada integrante, os becos, as ruas, as noites, as lutas. Tudo refletido no palco, provocando o público às lágrimas e também às gargalhadas. Ou seja, é um daqueles shows pra sair de alma lavada, pra sair diferente. Não perde, o evento começa às 18h ♥ Confirme presença clicando aqui! 

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Lugar de mulher é no palco: 10 iniciativas que colocam elas nos holofotes

Lugar de mulher é no palco: 10 iniciativas que colocam elas nos holofotes
Em Falo, uma das melhores músicas do ano passado, Salma Jô canta: “Não é um gosto pessoal/ Às vezes é o que pede o som/ Eu ainda posso ser a backing vocal/ E posso pagar pau”. Na faixa, a vocalista da Carne Doce ainda afirma: “Meu sexo sempre é um impasse/ É a razão pra me acusar”. É revoltante saber que em 2017, o que Salma Jô canta é a mais pura verdade. O meio musical ainda é um ambiente majoritariamente masculino e machista. A boa notícia é que tem muita mulher lutando por si e por outras pra ter lugar de fala e liberdade artística. Sinal disso é que nós sempre saudamos esses movimentos aqui no blog. Já fizemos post sobre mulheres incríveis da música brasileira, sobre as diretoras que andam contando a história da música nacional no cinema e ainda rolou uma conversa sobre iniciativas que dão visibilidade pras minas da música. Falar de mulher nunca é demais, ainda mais quando elas estão se movimentando pesadamente pra mudar essa realidade. Nesse mês das mulheres, nós vamos te presentear com 10 iniciativas que unem mulheres e música, e que vão fazer você sentir ainda mais orgulho por ser mina:   1_ ZONA LAMM

Se pararmos para pensar que o Brasil, de norte a sul, é diverso demais, imagina só ampliarmos este olhar para a América Latina. São dialetos, ritmos de vida e sistemas culturais diferentes. Ainda assim, sempre é possível encontrar características em comum entre nós, latinos. Foi isso que o Zona LAMM - Laboratório de Artes Musicais para Mulheres - propôs na sua primeira edição, em outubro de 2016.

A residência artística reuniu sete mulheres latino-americanas por três semanas para que pudessem trocar figurinhas sobre estética, ritmos e até mesmo linguagem. Além da residência em si, també rolaram oficinas e rodas de conversas que contaram com a participação do público local. Você pode ver um pouquinho do que aconteceu durante essa iniciativa incrível no canal delas no YouTube.

 

  2_ SONORA Por vergonha ou por falta de espaço, muitas mulheres já engavetaram seus poemas e letras de música. O Sonora: Festival Internacional de Compositoras chegou pra mudar essa realidade. A mostra não competitiva começou de forma despretensiosa, depois que a compositora mineira Deh Mussulini lançou a #mulherescriando e junto com Joana Knobbe, Amorina e Isabella Bretz criaram um festival de compositoras. A ideia se multiplicou rapidamente e hoje já se concretizou em capitais brasileiras como São Paulo, Porto Alegre, Natal e também fora do país em Barcelona e Dublin.

Além das apresentações, o Sonora também propõe debates temáticos e rodas de conversa em torno de temas como educação musical e gênero, acessibilidade às composições de mulheres e representatividade de minas na música. Fica ligado na página delas no Facebook, a sua cidade pode ser a próxima a receber o festival.   3_ QUASE TODO DIA UMA BANDA DE MINA DIFERENTE Pare para pensar: dos seus top 10 artistas preferidos, quantos deles são mulheres? É provável que nem 50% sejam. Acontece que muitas vezes nós gostaríamos de ampliar essa gama, porém a visibilidade das mulheres na música ainda se restringe muito a música pop, principalmente vinda de fora do país. Mas, calma, a Quase Todo Dia Uma Banda de Mina Diferente vai te ajudar. Quase todos os dias, como sugere o nome da página do Facebook, você vai receber na sua timeline uma sugestão de uma banda nacional e independente, que tenha pelo menos uma garota em sua formação. Não perde essa chance, de conhecer MUITA mina massa, e segue a página! E, ah, elas também estão no Twitter e fazem essas mixtapes aqui.

 

4_ VOZES FEMININAS Na mesma vibe da Quase Todo Dia Uma Banda de Mina Diferente, o blog Vozes Femininas pode ampliar - e muito - o número de mulheres nas suas playlists. Criado em janeiro deste ano, o site garimpa bandas femininas - ou com vocais femininos - e as apresenta à você. Além disso, ele funciona como uma fonte ótima de hard news, pois tá sempre por dentro dos lançamentos importantes de mulheres da música nacional e gringa, performances que foram incríveis e ainda clipes femininos que merecem seu play. Ou seja, o Vozes Femininas é um ACHADO pra quem quer estar por dentro do que as gurias andam fazendo Brasil à fora.   5_ CABEÇA TÉDIO Cabeça Tédio é outro blog incrível que dá visibilidade às minas da música. O site foi criado em 2006 e passou por várias fases distintas, mas hoje tem como norte o movimento Riot Grrrl. O blog fala sobre cultura feita por mulheres, seja ela contracultural ou não, seja feita por meio de músicas, zines, documentários ou outras plataformas. tedio   6_ WANWTB As minas que frequentam shows sabem que muitas vezes somos vistas como acessórios das bandas: namoradas, groupies, acompanhantes. Não importa se você é compositora, toca 7 instrumentos ou é apenas fã da banda. Na cabeça de muita gente, as mulheres sempre estão na sombra de um homem. Daí que surgiu o We Are Not With The Band. wantwnb Como diz o nome do projeto, nós não estamos com a banda, nós somos a banda. O projeto multimídia busca ampliar, arquivar, divulgar e empoderar as minas na música através de retratos, entrevistas e vídeos que apoiam quem muitas vezes tem de se esconder na sombra de um mundo que ainda é majoritariamente masculino. Segue ela, fazendo isso você também ajuda a mudar esta realidade.   7_ PWR RECORDS Entre julho e setembro do ano passado, Hannah Carvalho e Letícia Tomás, meninas que tem agitado a cena nordestina, se uniram a Nanda Loureiro, do selo cearense Banana Records, pra fazer uma lista colaborativa on-line que desse conta de mapear as mulheres que trabalham com música independente, desde carreiras solo até bandas. O resultado da pesquisa é esse aqui. pwr records Sim, são mais de 300 grupos femininos Brasil à fora. Mas o que fazer com tanta informação? Com esses números em mãos, as garotas que fizeram a pesquisa chegaram à conclusão que mais importante que dados, era ação e fundaram, em Recife, a PWR Records. O selo hoje não só revela meninas como também dá suporte a todo o ciclo de lançamento e fortalecimento da cena, que precisa de muita força pra ficar de pé. Vida longa ao selo.   8_ SÊLA O Sêla está festival, ainda não é um selo, mas um dia pode vir a ser. O formato de ação do coletivo pouco lhe importa, a ideia principal é criar alianças entre mulheres nos palcos e nos bastidores da música, sejam elas da forma que forem feitas. As fundadoras do Sêla acreditam que só se apoiando, que as mulheres vão ganhar mais projeção. E não é mesmo?

 

O coletivo é feito por mulheres, para mulheres e por mais mulheres: cantando, compondo, produzindo, tocando. O projeto não tem nem um ano e já organizou um festival em São Paulo com 5 dias seguidos de shows. Teve Tássia Reis, As Bahias e a Cozinha Mineira, Sara Não Tem Nome, Tiê e muito mais coisa incrível! O que mais  será que vem por aí? Fica de olho na página delas, pra não perder nada.   9_ WOMEN'S MUSIC EVENT O Women’s Music Event chegou pra ficar. A primeira parte do projeto foi lançada em dezembro do ano passado: um portal de conteúdo, negócios e tecnologia visto por uma perspectiva feminina. A plataforma lança conteúdos exclusivos semanalmente. O site traz playlists, matérias, programas em vídeos e colunas fixas. O WME Sessions, por exemplo, é uma série de vídeos de shows intimistas gravados exclusivamente pro canal. As maravilhosas Tássia Reis e Lay já passaram por lá, dá um olhada. https://www.youtube.com/watch?v=_JjHldtvN4A Mas, pera, não acaba por aí. Neste mês será lançada a segunda parte do projeto: um evento que rola dia 17 e 18 de março, em São Paulo, e vai contar com 11 painéis de debate, 6 workshops e 3 shows. Nomes como Marina Lima, Mahmundi, Karina Buhr, Lay vão participar da edição. Isto sem contar com as minas que estão por trás de super eventos como Lollapalooza, Popload Festival e até mesmo produtoras de bandas incríveis. Se você é de São Paulo, não pode perder. Mais infos sobre o evento aqui.   10_ FESTIVAL NOSOUTRAS O NosOutras é um festival de artistas mulheres, produzido por mulheres. Criado em Porto Alegre, o festival nasceu pra mostrar que o lugar das minas é no palco, nos bastidores, em frente às câmeras ou atrás delas: onde elas quiserem. A primeira edição rola dia 9 de março e vai contar com shows da rapper Negra Jaque, da sambista Nani Medeiros, do bloco “Não Mexe Comigo Que Eu Ando Sozinha” e do grupo As Três Marias. Além dos shows, ainda vão rolar rodas de conversa e um sarau com a presença da criadora do movimento Vamos Juntas, Babi Souza. Mais informações sobre o festival aqui. nosoutras Continue lendo

7 motivos para dar play na Insecta Apresenta

7 motivos para dar play na Insecta Apresenta
No começo de janeiro, o casulo da Insecta no Spotify foi repaginado. No nosso novo espaço, guardamos um lugarzinho pra compartilhar com vocês as bandas brasileiras que acompanhamos e que uma galera (infelizmente) ainda não conhece. Pra instigar ainda mais vocês a dar uma forcinha pra esse pessoal independente, nós contamos um pouquinho mais sobre 7 artistas incríveis que estão nessa playlist. Vem conhecer:   1_TOM GANGUE A Tom Gangue vem lá de Queimados, interior do Rio de Janeiro. O quarteto foi formado em 2012 por primos, mas só lançou o primeiro registro em 2015: o EP “Pra Praticar”. No début, eles apostaram em um indie rock inspirado no lo-fi dos anos 1990. Mas, ano passado, a banda voltou sintonizada em outra década: a de 1980 e seu new wave. O EP “Grande Esperança”, produzido pelo incrível Gabriel Guerra, vocalista do Séculos Apaixonados (que também tá na Insecta Apresenta), é bem dançante e ensolarado. Rola até uma música chamada “Baladinha”, pra ninguém ficar parado. tom gangue   2_HAICU Ele é compositor, ela é atriz. A Haicu é formada por um casal que desde o início tinha tudo para ser uma banda, e agora é. O álbum do duo carioca saiu no ano passado e mescla batidas leves, inspiradas principalmente na MPB dos anos 1960 e 1970, acompanhadas de letras duras em forma de haicu. Pra quem não sabe, haicu é o nome em japonês pra haicai, aquelas poesias, sabe? Ou seja, essa banda é só ♥ Haicu1   3_PRATAGY Aila, Jaloo, Felipe Cordeiro: o Pará só anda dando fruto bom. A delícia da vez é Pratagy. O projeto liderado por Leonardo Pratagy lançou faz pouquinho tempo o disco “Búfalo”. Surpreendente, o álbum contém sete faixas que vão do orgânico ao eletrônico com facilidade. Uma combinação perfeita quando a gente fala em misturar música popular brasileira e dream pop. Só podia dar coisa boa :) pratagy   4_AYMORÉCO Tá, pode mentir. Pode dizer que você tava passando pela sala quando a sua mãe tava vendo TV e deu de cara com o Chay Suede em uma novela qualquer da Globo ou até mesmo da Record. O importante é que você sabe quem ele é, e que, assim como a gente, gamou nesse rostinho. Acontece que o cara é bem mais que um rostinho bonito. Recentemente, ele lançou um projeto bem legal: a Aymoréco, um duo ao lado do Diogo Strausz. Pra quem não sabe, o Diogo é multi-instrumentista e além de ter um álbum solo interessante (Spectrum Volume I), ele também produziu o INCRÍVEL “Rainha dos Raios”, da Alice Caymmi. aymoreco Mas, falando de Aymoréco, a banda surpreendeu bastante ao lançar o primeiro single “Chuva de Like”, uma música que fala sobre amor e solidão em tempos de interwebs e que transita entre o pop radiofônico e os ritmos suingados do norte brasileiro. De quebra, o disco homônimo que veio em seguida continuou na mesma vibe do hit, o que encheu nosso ♥ de alegria! Enche o seu também?   5_QUARUP O primeiro álbum de uma banda, na maioria das vezes, serve como um espaço pra mostrar tudo que os seus integrantes acumularam de experiência até aquele momento. Com a Quarup não foi diferente. O début da banda paulista faz tanto referência ao axé dos anos 1990 (“Quero Ir Pra Bahia com Você”), como aposta em guitarras e letras psicodélicas inspiradas em veteranos como Os Mutantes (“O Mensageiro”, “Foi Isto Um Homem”) e ainda sobra espaço pra canções mais acústicas a lá Fleet Foxes, Father John Misty (“Três da Tarde”). Como um típico registro de estreia, cada música desse disco evoca uma nova emoção, uma nova sonoridade. É de dar play e perder o fôlego com tanta surpresa. Quarup   6_FELIPE S A Mombojó é uma das bandas pernambucanas mais inventivas desde Chico Science & Nação Zumbi. Muito dessa característica do grupo se deve ao vocalista Felipe S, nome artístico de Felipe Souza de Albuquerque. Acontece que o Felipe vem trilhando uma carreira solo já faz um tempinho, mas foi no início desse ano que lançou o seu primeiro registro solo: “Cabeça de Felipe”. felipe s O nome do disco faz referência a uma pintura produzida pelo pai do músico ainda nos anos 1980. Além de ilustrar a capa do álbum, a obra diz muito sobre o début. As 10 faixas do disco são como extensões da consciência do Felipe, que ora tem vontade de estar perto da praia, da natureza, de viajar e outras de simplesmente estar perto de quem gosta. Não é à toa que a lista de convidados do álbum é extensa: Alessandra Leão, China, Leo Cavalcanti, Tibério Azul, Vitor Araújo. Vale muito a pena ouvir :)   7_ANNE JEZINI Anne Jezini estudou Biologia e Economia antes de embarcar na carreira musical. Foi em Londres, onde morou por mais de um ano, que se descobriu cantora. De volta ao Brasil, ela entrou em contato com Lucas Santtana, com quem descolou a produção do seu segundo disco: “Cinética”, lançado em 2016. anne jezini O álbum é norteado por beats contagiantes envoltos de letras reflexivas e tensas cantadas em inglês, espanhol e português. A mistura de idiomas, a preferência pelo eletrônico e o tema do disco tem tudo a ver. Cinética fala sobre uma sociedade que está conectada 24h por dia e que às vezes só quer ficar em modo de voo e se divertir um pouco longe offline. Só isso já deixa o álbum super interessante, mas ainda tem mais. Ele carrega referências que vão desde Michael Jackson, passam pelos contemporâneos do Major Lazer e terminam na cumbia incrível do Bomba Estéreo.   Curtiu? Então, vem ouvir todos esses sons na nossa Insecta Apresenta :) Continue lendo

O Spotify do Besouro tá de cara nova

O Spotify do Besouro tá de cara nova
O besouro tá de casa nova. Não, nós não estamos falando de uma loja nova, mas sim do nosso Spotify TODINHO repaginado. Com a intenção de deixar o nosso cantinho musical ainda mais com a cara da marca, criamos 5 playlists novas e atualizamos uma outra que mora no nosso coração já faz um tempo: a Tropical Insecta. Quer saber mais sobre o canal? A gente te conta tudo nesse post :)   1 - TROPICAL INSECTA A Tropical Insecta é uma velha conhecida da casa. Presente no nosso Spotify desde o início do canal, lá em 2015, a playlist reflete o clima da trilha sonora das lojas: um mix de música brasileira fresquinha, com uma pitada de nostalgia tupiniquim, músicas dos nosso vizinhos latinos e muito +. https://open.spotify.com/user/insectashoes/playlist/0nS19QaYDZWjt8GkzWyXaK   2 - INSECTA APRESENTA Uma das experiências mais incríveis para quem curte música é passar adiante projetos, artistas novos. Nós não poderíamos deixar de reservar um cantinho no nosso novo casulo pra compartilhar com o mundo bandas novas. Na Insecta Apresenta você vai encontrar músicas fresquinhas, de novos artistas brasileiros que nos encantaram nos últimos tempos ou que já estão a um tempinho na correria e infelizmente ainda não são muito conhecidos. https://open.spotify.com/user/insectashoes/playlist/4cqQSztDac11DNIcjHO5JZ   3 - NOVO SOM BR Diferente da Insecta Apresenta, a Novo Som BR é uma playlist reservada pra artistas brasileiros que tem lugar cativo no nosso ♥. É uma seleção pra extravasar a alegria que sentimos quando uma banda que curtimos demais lança música nova e podemos, finalmente, sair do repeat dos discos antigos. https://open.spotify.com/user/insectashoes/playlist/4nCijzcPPd28bwNHh5X0ph   4 - SOUNDS LIKE BR Sabe quando você tá numa fase de só ouvir música brasileira, quer continuar na mesma vibe tropical, mas mudando um pouquinho de rumo? A Sounds Like BR é uma playlist com artistas que não são daqui, mas poderiam muito bem ter nascido em terras verdes e amarelas. Um mix de sons que não são cantados em português, porém que foram influenciados claramente pela riqueza de timbres e ritmos brasileiros. E o melhor: o resultado entre a mistura da nossa cultura com outras é incrível. https://open.spotify.com/user/insectashoes/playlist/1HD8F1jHBeQqcVgG1D2vJO   5 - GARIMPO Quem já visitou as nossas lojas deve ter percebido um cantinho com vinis. Garimpar também é um hobby nosso e, além de sustentável, também nos faz conhecer músicas que nem sempre estão facilmente ao nosso alcance no Spotify. Seja um lado B de um artista brasileiro super consagrado ou uma banda das antigas mais desconhecida: a Garimpo chegou pra mostrar pra que sempre é tempo de descobrir coisas novas ♥ https://open.spotify.com/user/insectashoes/playlist/60yJCn8IsjAtlTmr9Hvde9   6 - BUENA ONDA Todo o respeito - e admiração - a Manu Chao e Jorge Drexler, mas a música latino-americana não é só feita desses dois artistas. Pra sair do lugar comum e explorar, de peito aberto, essa maravilha que é a América Latina, criamos a Buena Onda. Um mix de sons good vibes dos nosso vizinhos, que estão quebrando TUDO quando o assunto é música. https://open.spotify.com/user/insectashoes/playlist/106VGf2IZNhOyPb4i2U4bT Curtiu alguma das plays? Então, não esquece de seguir elas no Spotify. Seguindo as seleções, você fica sabendo quando as playlists são atualizadas :) Continue lendo

Conectando moda e música com Jackson Araújo

Conectando moda e música com Jackson Araújo
“Se pararmos para pensar na música como fio condutor dos maiores movimentos comportamentais do século passado e desse em que vivemos, fica claro que estamos sempre embalados por uma trilha sonora”, é o que acredita Jackson Araújo. Para ele, hoje (e sempre) a música, consciente ou inconscientemente, vem influenciando as nossas vidas. Nesse sentido, não iria demorar muito para que as marcas também começassem a entender que esse elemento tão fundamental nas nossas vidas também importa para elas. Afinal, marcas são feitas por pessoas e para pessoas, e a música tem o poder de nos unir como ninguém. É desse encontro, entre música e gente, que Jackson entende. O cearense, que trocou a praia por São Paulo já faz um tempinho, é jornalista de formação, mas hoje trabalha como consultor de moda e analista de tendências, estudando principalmente os jovens e suas preferências quando o assunto é comportamento, moda e música. Ele também é o cara por trás do blog-rádio http://www.shhh.fm/, onde produz conteúdos que refletem sobre como a música pode reverberar nas nossas relações de consumo.   jackson-araujo Em junho, participou do Rio Moda Discute Internacional, idealizado pelo Instituto Rio Moda, onde ministrou o workshop Pretty Ugly: Conectando Moda, Música e Comunicação. Na oficina, ele compartilhou um pouco da sua experiência como sound-stylist de marcas como BMW, Box1824, 2nd Floor, Cavalera, Ellus e Tok & Stock, e deu dicas de como o mercado de produção de conteúdo, de moda e de música podem andar lado a lado. Para ele, “se uma marca está em sintonia com uma trilha sonora, um movimento musical, se ela propicia experiências de consumo que fazem sentido para quem se identifica com esse astral, certamente estará influenciando a aproximação dos consumidores com seus produtos e ambientes de venda e por consequência, o consumo”. Ao optar por esse posicionamento, as marcas também podem beneficiar (e muito) os artistas, ao promover, por exemplo, produções independentes. No entanto, Jackson faz uma ressalva: “Não acredito em marcas que surfam ondas. Prefiro aquelas que traduzem com fidelidade um lifestyle (música faz parte disso)”. Uma das formas mais conhecidas de unir música e moda são as trilhas sonoras de desfiles. Há três anos, Jackson vai à Luanda para trabalhar como consultor criativo e de comunicação para o Angola Fashion Week. A semana de moda angolana é uma referência não só na moda, mas também na música, pois promove uma série de shows durante os desfiles. “É impressionante a relação que o angolano tem com a música, com o ritmo. O corpo funciona como uma espécie de peça-de-resistência do africano e tem sido moldado durante os séculos como uma forma de escudo. É o corpo que chega primeiro. E nele, vem a roupa, as cores, as estampas, a elegância”, comenta. Ele também conta que a produção musical local é intensa. “Sempre procuro escutar Cabo Snoop, Maya Zuda,Titica e The Groove, que estão sempre produzindo hits incríveis”. angolafashionweek Mas, falando agora em Brasil, pedimos para o Jackson nos indicar bandas cearenses que nós não podemos deixar de conhecer. Ele nos passou um TOP 5, e nós não poderíamos deixar de compartilhar com vocês:   1 - Cidadão Instigado “O maior nome é Cidadão Instigado, a banda de Fernando Catatau que imprime personalidade única em poesia, vocal e guitarra”. cidadao-instigado Conheça mais clicando aqui.    2 - Astronauta Marinho “Outra banda que gosto é Astronauta Marinho, de viés instrumental, tem astral que mistura praia e cidade, bem a cara de Fortaleza”. astronauta-marinho Conheça mais clicando aqui.    3 - Paula Tesser “Paula Tesser é uma cantora com tom de neo bossa que bebe na riqueza do movimento musical Massafeira, dos anos 70, com influências de forró, música francesa e psicodelia”. paula-tesser Conheça mais clicando aqui.   4 - Soledad “Soledad é performática, sensual e dona de uma voz rouca muito interessante; está lançando seu primeiro álbum agora”. soledad Conheça mais clicando aqui.    5 - Mel Matos “Mel Mattos, uma garota de voz doce que em seu mais novo álbum se encontrou com uma pegada dançante, bebendo em fontes de guitarrada, bolero, mambo e brega”. mel-matto Conheça mais clicando aqui.    Curtiu? Pra se despedir com chave de ouro, o cearense também criou uma mixtape no Soundcloud. Não deixa de ouvir :) Acesse clicando aqui! Continue lendo

As bandas mais bonitas da cidade de Curitiba

As bandas mais bonitas da cidade de Curitiba
O som é uma onda, e por mais que seja mais confortável surfar nos acordes das bandas que nós já conhecemos e gostamos, sempre é bom explorar novos mares, aprender novas manobras. Melhor ainda se for pelo Brasil afora, explorando novos territórios, e incentivando eles a se desenvolverem. A praia de Curitiba é de pedra, mas pulsa mais do que nunca e o melhor, se reinventa, toda hora. E tá louca pra te receber, vem :) 1 - ILUMINIGHTS O Iluminights faz parte da novíssima cena de bandas da cidade. O primeiro trabalho do projeto do produtor e músico Cinho Knows, o EP “Iluminights #1”, foi lançado em maio deste ano. O projeto nasceu da vontade de Cinho de produzir músicas com a mesma rapidez que as ideias fluíam na sua cabeça, uma espécie de válvula de escape mesmo para a sua criatividade. Para isso, ele passou um pouco mais de um ano estudando produção musical até que se sentisse confortável pra se expressar através da música. Adepto da filosofia “Faça Você Mesmo”, Cinho foi aprendendo técnicas de produção enquanto produzia o EP, que foi gravado na sua casa, assinado por ele e remasterizado pelo Thiago Trosso, da banda Lou Dog. “Iluminights #1” tem seis faixas que transbordam a paixão do cara pela música pop, pelos synths e pelos refrões e chorus pra cantar junto, com letras que todo mundo consegue se identificar. Embora ele seja super à favor dessa estrutura de música pop, o som “Ego” é experimental, sem refrão, com muito synth e um sample do filme Clube da Luta. Descobre qual é?   2 - POMPEU E OS MAGNATAS A Pompeu e Os Magnatas surgiu em fevereiro de 2015 pra somar a cena autoral curitibana. A facilidade e a versatilidade do grupo em misturar ritmos (desde o funk americano até o rock progressivo, garantindo o groove e a psicodelia) fez com que no início deste ano, a banda fosse chamada para participar do Break Time Sessions, da Red Bull. Eles não ganharam a competição, mas se destacaram por ser a primeira banda brasileira a levar pra casa um Disco de Platina. Mas o encontro entre James Brown, Mandrill, The Meters e o idioma tupiniquim não parou por aí. A banda promete presentear 2016 com um disco. Segundos eles, o primeiro álbum vai ter uma vibe mais conceitual. As letras irão retratar um mundo abstrato chamado Pompeia, que espelha o cotidiano da sociedade atual. Pompeu seria o grito sufocado dos oprimidos que buscam a igualdade social e radical nessa sociedade em que os Magnatas abusam do poder. Curiosos? Saca só as músicas do disco que já estão disponíveis no soundcloud deles :)   3 - MARRAKESH Se você leu esse item e se perguntou de onde vem o nome exótico da banda, a gente responde: ele surgiu em uma conversa aleatória entre os integrantes e faz menção tanto a cidade marroquina quanto a música “Marrakesh Express”, folk clássico do Crosby Stills Nash & Young. Mas de folk mesmo a banda não tem nada. Os paranaenses apostam em um psicodelia garageira inspirada tanto nos clássicos do gênero (The Beatles, Pink Floyd) quanto em referências contemporâneas do estilo (Tame Impala, Unknown Mortal Orchestra, Mac Demarco). O primeiro material da banda foi lançado no final de 2014 - o EP “Crux”, uma série de três músicas gravadas ao vivo em áudio e vídeo. Em 2016, eles lançaram o segundo EP: “Vassiliki”, pela Honey Bomb. Assim como nos álbuns clássicos da psicodelia, as músicas do EP também fazem sentido e contam uma história que começa na primeira faixa e acaba na última. Demais!   4 - TROMBONE DE FRUTAS A criatividade do Trombone de Frutas vai muito além do nome da banda. O sexteto curitibano reúne referências do jazz, da bossa nova, da música latina, da música africana, do rock clássico, do pop à distorções, coros, explosões e silêncios. É uma daquelas bandas imprevisíveis, com uma sonoridade rica, surpreendente. Um prato cheio pra quem curte fechar os olhos e mergulhar em músicas longas: de cinco, seis, sete minutos. E também pra quem gosta de ir além dos álbuns. No primeiro disco da banda, por exemplo, as primeiras nove notas ouvidas são exatamente as mesmas dez notas que encerram o trabalho anterior, o EP “Chanti, Charango?”, de 2014.   5 - ESPERANZA Os integrantes da Esperanza não tem medo de mudança. De 2004 a 2013, o grupo conquistou um espaço na cena independente nacional sob o nome de Sabonetes. Em 2014, com o amadurecimento artístico e pessoal dos integrantes, a banda mudou não só de sonoridade como também de nome. O nome Esperanza surgiu em um sonho do guitarrista Roman e faz referência a índia mexicana que é protagonista do livro Tristessa, do Jack Kerouac ♥ Enquanto os Sabonetes faziam um rock mais urgente, inspirado em clássicos do rock inglês e com letras cheias de metáforas. O Esperanza é dono de músicas mais complexas, com letras que vão direto ao ponto e que bebem muito do que feito no Brasil nos anos 1970 por nomes como Roberto Carlos, Novos Baianos e Clube da Esquina.   6 - NAKED GIRLS AND AEROPLANES Naked Girls and Aeroplanes é um projeto formado por artistas de diferentes bandas de Curitiba. Artur Roman e Wonder Betim são da Esperanza e Rodrigo Lemos da A Banda Mais Bonita da Cidade. No primeiro EP, que leva o nome do grupo, eles ficaram conhecidos por fazer um indie folk fofinho, querido. Agora, em 2016, a banda lançou “Going Down”. O EP traz três músicas bem diferentes entre si: a primeira é um soul aconchegante com direito a instrumentos de sopro e backing vocals, a segunda é um indie pop ensolarado, fofo e a última retoma o folk que a banda já fazia lá em 2012. Tudo isso em apenas 10 minutos, vale muito a pena dar o play.   7 - HEAVY METAL DRAMA Quem viveu o começo dos anos 2000, se lembra da geração de músicos influenciados pelo punk setentista, o pós punk oitentista e o garage-punk dos anos 1990, que transformaram essas referências em um indie rock digno de pistas de dança. LCD Soundsystem, Block Party e tantas outras bandas abriram espaço pra essa cena que segue viva até hoje. A Heavy Metal Drama, que não tem NADA de heavy metal, é dessa turma. A banda de curitiba está na ativa desde 2014 e não poupa esforços pra levar o seu ouvinte pra Londres dos anos 1980. Com músicas poéticas, cruas e dançantes, eles conquistaram nosso ♥   8 - JENNI MOSELLO Com apenas 22 anos, Jenni Mosello já tem todo o jeito de diva. Ela nasceu em Curitiba, mas morou em Roma, na Itália, até os dez anos. Foi lá que ela se apaixonou pelo jazz, blues e soul. Quando voltou pro Brasil, em 2005, começou a prestar atenção em referências nacionais como a bossa nova, a MPB e o samba. Esse conjunto de referência é o que faz o EP, “Sketches”, de 2015, tão único. O disco mistura os ritmos com o vozeirão potente da artista. Ela está participando do programa X-Factor, da Band, atualmente e o seu jeito teatral e performático tem tudo para estourar Brasil afora :)   9 - TUYO Composta por Lay Soares, Jean Machado e Leio, a banda é uma dissidência da Simonami, que acabou no ano passado. Com sonoridade que lembra o jazz dos mexicanos do Buena Vista Social Club e o twee pop de duplas como Tegan & Sara e CocoRosie, o trio acaba de divulgar o seu primeiro disco ♥ O disco tem 7 faixas e o maior clima intimista. São músicas com sons orgânicos, beats estilo lo-fi, vocais com várias camadas e o violão sempre como base principal. Isso sem contar nas melodias que abraçam a gente. São letras sobre saudade e desilusões que conversam com diferentes momentos da vida de qualquer um que ao menos um dia já relembrou o passado.   10 - BANDA GENTILEZA O bom humor sempre foi uma peça fundamental no trabalho da Banda Gentileza. Desde que postaram as suas primeiras músicas no MySpace, lá em 2005, passando pelo lançamento do primeiro álbum, em 2009, e até mesmo no mais novo trabalho deles, o humor é a peça chave do sucesso do grupo curitibano. Muito além da habilidade deles de compor um álbum onde cabe desde a viola caipira até o piano, o trombone e as guitarras surpreender, está nas letras criativas que fazem a gente se divertir com situações banais, do dia-a-dia :)   11 - FAROL CEGO De uma geração que não se encaixa em rótulos, a Farol Cego mantém uma inquietude viva desde o seu primeiro trabalho, em 2013. Eles acabam de lançar “Do desespero eu fiz a paciência”, um disco que foi produzido por dois anos e retrata as experiências da banda nesse tempo todo. As composições falam sobre fardo, sobre manter a calma pra seguir em frente em situações difíceis. Parece pesado, mas juramos que é um daqueles discos pra dar o play, fechar os olhos e sentir um alívio, uma calmaria.   12 - LEMOSKINE Rodrigo Lemos é um nome conhecido em Curitiba. O criador do Lemoskine também faz parte da Banda Mais Bonita da Cidade e da Naked Girls & Aeroplanes. Pro projeto solo, ele guardou uma série de composições existencialistas, que ao mesmo são íntimas e também dialogam com a cidade. Por um lado, ele observa tudo de longe, e por outro trata de forma dura a realidade que faz parte. É de uma sensibilidade que fica até difícil descrever, só ouvindo ♥ Continue lendo

Outubro Rosa: Uma primavera de mulheres incríveis floresce na música brasileira

Outubro Rosa: Uma primavera de mulheres incríveis floresce na música brasileira
“Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”, o trecho de “Maria da Vila Matilde” é apenas um dos versos incríveis de “A Mulher do Fim do Mundo”, mas que simboliza toda a força do disco que não se cala diante da violência contra a mulher, do racismo e do machismo. Foi esse disco que, no ano passado, coroou Elza Soares, no auge dos seus 78 anos, como a Cantora do Milênio. Negra, mulher e feminista, Elza há décadas vem fazendo do seu canto um mecanismo para se empoderar e também para fortalecer outras mulheres. Hoje, felizmente, além de Elza, floresce uma primavera de mulheres incríveis na nova música brasileira. Yzalú, Larissa Luz, Iara Rennó, Salma Jô (Carne Doce) e tantos outros nomes são destaque esse ano ao cantar sobre e para mulheres. Para divulgar ainda mais estas artistas, nesse outubro rosa, nós fizemos uma playlist tropical e poderosa no nosso Spotify com artistas incríveis que surgiram nos últimos tempos.  Clique aqui para conferir a play que preparamos no Spotify!    1 - “Minha Bossa é Treta”, Yzalú Yzalú carrega nas longas tranças a força das mulheres que abriram caminho para ela: Dina Di, Lauryn Hill, Elza Soares, Gal Costa e tantas outras que a influenciaram. Batizada Luiza Yara Lopes Silva, a rapper vem chamando a atenção do público desde 2012 quando lançou o vídeo da música “Mulheres Negras”, mas foi só esse ano que ela lançou o seu primeiro disco “Minha Bossa é Treta”, lançado no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

O disco é a concretização de um trabalho feito pela cantora desde os 15 anos de idade, hoje ela tem 33. O álbum relata o cotidiano das mulheres periféricas, negras e milita a favor do feminismo negro, contra o racismo e também faz um protesto contra a revista vexatória, utilizada nos presídios brasileiros até hoje. Na capa do disco, por exemplo, a cantora aparece nua, na posição em que os presos devem ficar quando são revistados. Além disso, a foto é uma homenagem à um retrato de Gal Costa nos anos 1970. A musa da MPB é uma das principais influência de Yzalú, que faz um rap genuíno acompanhado por violão. Para completar, a capa icônica, expõe a perna direita da cantora, uma prótese, que utilizada por ela desde que nasceu.

“Minha Bossa é Treta” é de uma sensibilidade sem tamanho. Traz para o holofote pautas negligenciadas e dá voz para uma parcela da sociedade que historicamente foi silenciada. E merece seu play :)

2 -Larissa Luz

“Nem vem como quem quer fazer de mim ninguém. Eu sou uma mulher livre de sina e da obsessão. Eu sou o que quiser”: é assim que Larissa Luz abre a faixa título do seu segundo álbum, “Território Conquistado”, lançado em março deste ano. Não é só neste trecho que a baiana deixa clara a sua mensagem. Em “Meu Sexo”, ela canta “Despudorada. Empoderada. Eu não abro mão do meu sexo”. E na faixa “Descolonizada”, manda um “Eu quero voar, escrever meu enredo. Liberdade é não ter medo”. larissaluzterritorioconquistadocapa Nós poderíamos citar aqui boa parte deste álbum incrível, de empoderamento, principalmente das mulheres negras. Afinal, o tema não é citado só nestas faixas, mas está presente em cada uma das dez canções do disco que carregam referência que vão desde o cinema nigeriano, presente na letra de “Nollywood”, à escritora Carolina de Jesus, em “Letras Negras” e passagens que dão luz ao ícone da luta negra, a cantora Nina Simone. Todas as referências misturadas a trap, dubstep, rap e rock de altíssima qualidade. É muito amor.   3 - Iara Rennó Iara Rennó não lançou apenas um, mas dois discos ao mesmo tempo em junho deste ano. “Arco” e “Flecha” são diferentes, mas complementares. O disco “Arco” é feminino,“Flecha” é masculino. O primeiro foi tocado por uma bandas só com mulheres - Iara na guitarra, Mariá Portugal na bateria e Maria Beraldo Bastos no claro. Enquanto o segundo foi executado por homens, incluindo Curumim, Lucas Martins (Céu) e Maurício Fleury (Bixiga 70). Embora os discos estejam separados por gênero, a cantora não os limita a classificar apenas dessa maneira - há momentos que um pode ser mais feminino e outra mais masculino ou até mesmo trans. header_img_b Porém, o disco “Arco” é o que mais chama a atenção para a libertação da mulher através do empoderamento dos corpos femininos e da liberação sexual. Temática que já vinha sendo explorada pela cantora no livro de poemas eróticos “Língua Brasa Carne Flor”, lançado pela editora Patuá, em 2015. O single do disco “Mama-me”, um contraste a “Querer Cantar”, single do álbum “Flecha”, é um manifesto em relação a liberdade do corpo feminino. No clipe, a cantora e um elenco que conta com Bárbara Eugênia, Alice Ruiz, Juliana Perdigão, Assussena Assussena e várias outras artistas, representam as “mulheres de peito”. E dão um spoiler do que você vai ouvir no álbum completo.

 

4 - Aíla

“Não vou me calar. Eu vou gritar. Se insistir, eu vou berrar mais alto”: Aila Magalhães é um dos nomes que surgiram na cena paraense nos últimos anos e não, ela não é de se calar. Em agosto, a artista, de timbre marcante e presença forte de palco, lançou o seu segundo álbum “Em Cada Verso um Contra Ataque”. E o título do álbum não mente. Do início ao fim do disco, as canções combatem o assédio, o racismo e exploram questões de gênero, do amor livre e do feminismo.

No seu novo álbum, a cantora não quebra só paradigmas nos versos, mas também no som. Ela explora o pop, distorções do rock, dubs graves e beats eletrônicos, misturados a música tradicional do Pará. De quebra, ainda rolam participações especiais como a do Chico César em “Melanina” e da rainha do carimbó, Dona Odete, em “Lesbigay”.

5 - Tássia Reis

Tássia Reis e o seu “rap jazz” vem conquistando fãs desde 2014, quando a cantora lançou o seu primeiro álbum. Devido ao sucesso do primeiro disco, hoje a paulista é uma das promessas do rap nacional e usa este espaço para falar com um discurso articulado sobre feminismo, racismo e a importância da identidade da mulher negra. cover O seu novo disco “Outra Esfera”, lançado em setembro, ora é rima, ora é canto leve. É um daqueles discos suaves, leves, que passam rápido e quando você vê já acabou, mas que ao mesmo tempo carrega poesias políticas poderosas e necessárias. Como em “Ouça-me”, música em que Tássia canta que a revolução será crespa e que não passará na TV. Ou ainda em “Desapegada”, onde ela parafraseia: “Tão solta quanto o vento indica, voando por onde se quer e vai querer. Ninguém manda na tua vida. Ela criou um jeito novo de viver”. Toda essa poesia costurada por influências do neo-soul de Erykah Badu, por clássicos da soul music como Nina Simone e por referências atuais da música brasileira como a cantora Juçara Marçal, do Metá Metá.   6 - Carne Doce Nós já falamos do Carne Doce aqui, em um post sobre a nova cena de Goiás. Na época, a banda recém havia lançado o seu primeiro e excelente disco. Em entrevista, os goianos contaram que o primeiro disco serviu para mostrar ao que a banda veio. Agora, com mais reconhecimento, no segundo álbum foi possível escolher um tema. Salma Jô, vocalista e compositora da banda, não teve dúvida, ela tinha que falar sobre mulheres. “Princesa” nasceu pra reivindicar o lugar de fala dessas mulheres, pra falar sobre a descoberta sexual e psicológica de todas nós e também para valorizar e incentivar essas mesmas mulheres a não se calarem.

Salma Jô é porta voz de todas essas questões, mas não deixa as suas de lado. Dos cantos políticos as inquietações internas, ela se pergunta sobre o que é ser mulher e estar na frente de um palco. Em “Falo”, por exemplo, ela denuncia o sexismo na música independente brasileira. Em “Artemísia”, primeiro single do álbum, a banda tenta desmistificar o aborto através de uma letra linda, leve. Para completar, o álbum todo foi inspirado por uma personagem, uma princesa anônima, criada através da obra de Beatriz Perini, vista na capa do disco. Que sutileza ♥

  7 - Serena Assumpção Por último, não poderíamos deixar de prestar uma homenagem a Serena Assumpção. Desde 2009, a artista vinha preparando um material para registrar as canções dos orixás cantadas nos terreiros de candomblé. Para gravar o disco, Serena se cercou de amigos. Tulipa Ruiz, Tatá Aeroplano, Karina Buhr, Anelis Assumpção, Curumim, Juçara Marçal, Moreno Veloso, Bem Gil, Tetê Espíndola, Céu, Mariana Aydar, Filipe Catto e tantos outros que fizeram parte do álbum.   450xn Acontece que antes do disco ser lançado, Serena, que lutava contra um câncer desde 2011, nos deixou, em março deste ano. O disco póstumo, “Ascensão”, não poderia ter saído diferente depois de passar por tantas mãos talentosas: nasceu com uma energia que nao dá nem pra explicar. O disco é de uma beleza, de uma sutileza que não cabe em palavras. Da grandeza da Serena ♥

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Precisamos falar sobre as diretoras que contam a história da música brasileira no cinema nacional

Precisamos falar sobre as diretoras que contam a história da música brasileira no cinema nacional
Pense no último filme que você assistiu. Ele tinha pelo menos duas mulheres no elenco? Elas conversavam uma com a outra? Os diálogos eram sobre algum assunto que não fosse homens? Se você respondeu “sim” para todas as perguntas, o filme passou pelo Teste de Bechdel, que mede o preconceito de gênero no cinema, mas saiba que isso é uma raridade. Apesar dos avanços das últimas décadas em termos de equiparação de gêneros, o setor audiovisual ainda é majoritariamente masculino e branco, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Geena David de Gênero e Mídia revelou que apenas 37,1% das personagens de filmes brasileiros são mulheres e que só 20% são protagonistas. Além disso, apenas 30% falam durante os filmes, sendo muitas vezes utilizadas apenas com finalidade sexual dentro das narrativas. Nos bastidores do cinema, a desigualdade de gênero é ainda maior. Dados divulgados pela Ancine (Agência Nacional de Cinema), revelaram que, em 2015, dos 2606 produtos audiovisuais que foram certificados pela categoria, apenas 19% são dirigidos por mulheres e 23% tiveram uma mulher como roteirista. Nesse sentido é urgente e importantíssimo que estas mulheres tenham visibilidade. Começamos separando uma lista de filmes incríveis dirigidos por mulheres, que contam a história da música popular brasileira através de documentários:   1- Palavra (En)Cantada, Helena Solberg (2008) Em 1995, a diretora e roteirista Helena Solberg retratou a música brasileira sob o olhar de Carmen Miranda, um dos principais ícones brasileiros da década de 1940. O documentário foi muito bem recebido pela crítica e pelo público e abriu caminho para que em 2008 a diretora lançasse o seu segundo filme sobre a música feita no Brasil: o documentário Palavra (En)Cantada. O filme não retrata uma figura da MPB como o primeiro, mas traça um diálogo entre diversos interlocutores da nossa música, utilizando a própria música brasileira como protagonista do documentário. No filme, artistas que vão de Chico Buarque até BNegão interpretam letras brasileiras e as relacionam com a poesia e a literatura. Os depoimentos ainda são costurados por fotos e vídeos de shows inesquecíveis, dando um toque especial e único para o documentário.

2 - Na Trilha da Canção, Vera Egito (2013)

Vai ser difícil assistir esse documentário e ouvir MPB da mesma forma. Em “Na Trilha da Canção”, Vera Egito, a mesma diretora de filmes como “Amores Urbanos” e “Serra Pelada”, concretiza um sonho da apresentadora e ex-VJ da MTV Sarah Oliveira: encontrar as conexões entre grandes clássicos da música brasileira. No documentário, Sarah entrevista nomes consagrados como Rita Lee e Ney Matogrosso e nomes da “nova MPB” como Criolo e Tulipa Ruiz. Mostrando que os artistas não estão ligados apenas no âmbito musical, por meio de influências de som, mas também no campo emocional porque compartilham histórias afetivas sobre as músicas. É fascinante :)   3 - Los Hermanos - Esse é Só o Começo do Fim da Nossa Vida, Maria Ribeiro (2015) Em 2007, depois de uma década juntos e quatro discos lançados, o Los Hermanos anunciou um hiato por tempo indeterminado. Cinco anos depois, a banda fez uma turnê por 12 cidades brasileiras. Foi aí a chance de Maria Ribeiro - atriz, diretora e fã da banda - pedir permissão pra documentar o reencontro. Depois de muitas tentativas, Maria conseguiu permissão pra acompanhar cinco desses shows bem de pertinho - desde os bastidores até os palcos. O documentário é inspirado pela música “Conversa de Botas Batidas”, cujo trecho dá nome ao filme, e mostra com uma sutileza de detalhes de pertinho a relação da banda com os fãs e dos próprios integrantes. É lindo demais, a melhor declaração de amor que a diretora e fã dos Los Hermanos poderia ter feito para a banda.

  4 - Paulinho da Viola - Meu Tempo é Hoje, Izabel Jaguaribe (2004) Izabel Jaguaribe jogou luz sobre a história de um dos nomes mais importantes da música popular brasileira: Paulinho da Viola. Em 2004, no documentário “Meu Tempo é Hoje”, a diretora expôs para o mundo, em tom de crônica, a relação de Paulinho com a escola de samba Portela, a herança musical do pai, segredos do cotidiano do músico, como a paixão pela marcenaria, e ainda encontros memoráveis com Marina Lima, Zeca Pagodinho, Marisa Monte e outros artistas que marcaram a carreira do sambista.

  5 - Vou Rifar Meu Coração, Ana Rieper (2011) Desde o começo dos anos 2000, quando o historiador Paulo César de Araújo lançou o livro “Eu Não Sou Cachorro Não”, a música brega de artistas como Odair José e Amado Batista vem passando por uma revalorização na cena brasileira. “Vou Rifar Meu Coração”, dirigido por Ana Rieper em 2011, segue a linha do livro e conta como as músicas desses e outros artistas genericamente chamados de cafonas mudou a vida de muita gente nos últimos 40 anos. É muito <3

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"Se faltar paz, Minas Gerais": 10 artistas mineiros que são brisa pros ouvidos

"Se faltar paz, Minas Gerais": 10 artistas mineiros que são brisa pros ouvidos
“Se você ficar sozinho/ Pega a solidão e dança/ Se faltar a paz/ Se faltar a paz, Minas Gerais”: os versos de “Três Dias”, do Marcelo Camelo, nunca fizeram tão sentido. Depois de pesquisar à fundo o cenário musical mineiro, ficou claro o motivo de tamanha admiração por um lugar que já nos presenteou com Clube da Esquina, João Bosco e Ary Barroso, e que hoje floresce novos sons. Separamos uma leva de 10 artistas dessa nova safra, que você vai gostar de ouvir :)   1 - GUSTAVITO Gustavo Amaral, o Gustavito, não é um nome novo na cena independente de Belo Horizonte, mas merece destaque nessa lista por estar sempre ajudando a reinventar a cena local. No ano passado, por exemplo, o  músico participou como cantor e violonista do bloco “Pena de Pavão de Krishna”. O movimento cultural, social e político vem transformando o carnaval de rua de BH com a sua celebração singular feita com mantras e clássicos da MPB em ritmo de Ijexá - ritmo africano, comum no candomblé. De quebra, as referências afro-brasileiras e indianas do bloco serviram de influência para o último disco de Gustavito e a Bicicleta - nome da banda que o acompanha. “Quilombo Oriental” tem uma sonoridade brasileira, alegre e solar, que alegra qualquer dia cinza :) Gustavito   2 - NOBAT Luan Nobat é outro músico mineiro que se reinventou um tanto no ano passado. Em 2012, ele ficou conhecido pelo ótimo “Disco Arranhado”, que veio recheado de jogos de guitarras, batidas e vozes rápidas. Parece que o tempo fez Nobat desacelerar. Em 2015, ele lançou seu segundo disco, “O Novato”, com um viés bem mais delicado. Se você procura por músicas alegres, meigas e bonitinhas, esqueça. O álbum é denso, intenso e dono de uma psicodelia própria. E ainda rolam participações especiais do Hélio Flanders, da Vanguart, e de Tatá Aeroplano <3 Nobat   3 - JONATHAN TADEU Jonathan Tadeu é fotógrafo, videomaker, músico e integrante do coletivo artístico Geração Perdida - grupo mineiro de músicos, poetas e artistas visuais que produzem arte colaborativamente. Mas, acima de tudo, é apaixonado pelo estilo “Faça Você Mesmo” (o Do It Yourself, da gringa). Jonathan Thadeu Prova disso é que ele gravou, compôs, arranjou, produziu e fez todo o projeto gráfico - da capa até o encarte - do seu primeiro disco. “Casa Vazia” é lo-fi real, não por estilo, e dialoga com álbuns introspectivos e tristes que misturam folk e indie-rock, como o lindo Carrie & Lowell do Sufjan Stevens, lançado no ano passado. Vale muito a pena ouvir.   4 - COLETIVO A.N.A. Na ativa desde 2011, o A.N.A. (ou Amostra Nua de Autoras) é um coletivo mineiro que dá voz e espaço para mulheres que produzem arte em diversas área, desde música até artes plásticas. Atualmente, o grupo é composto por 8 cantoras que usam a sua voz como instrumento para disseminar pautas importantes feministas. Coletivo A.N.A. Além de questionar o sistema através das letras das músicas, o coletivo também é diferente na forma como é construído, de forma completamente horizontal, onde todos tem voz. O primeiro disco delas, “Mulher”, de 2014, tem diversas influências. Cada mulher do coletivo gosta de um tipo de som: uma é rock, a outra samba e ainda tem MPB e congado, mas juntas elas produzem uma sonoridade própria, que você só descobre ouvindo o disco.   5 - ICONILI Ser uma banda independente no Brasil não é uma tarefa fácil. Agora, imagina produzir música independente, instrumental e com 12 integrantes? Só o fato da Iconili existir, já é um mérito. Iconili E não é a toa que existe. A banda, ao lado da Bixiga 70, fez o cenário instrumental brasileiro mais rico nos últimos anos. Com dez anos de carreira, o grupo faz hoje um som que mistura sopros, guitarras e teclados à ritmos como jazz, ethio, rock, samba, carimbó e cúmbia. Essa é daquelas bandas pra dar play e deixar o cérebro “explodir”. Que sonzeira!   6 - DOM PEPO A Dom Pepo nasceu da união dos mais diversos instrumentos (sanfona, choro, cavaquinho, sintetizador, guitarra) e da vontade mútua de seus integrantes em querer fazer um som que fugisse de um gênero musical estático. Passeando pela soul music, pelo rock, pela MPB e pela psicodelia, tudo que a banda não quer é ser rotulada. Dom Pepo Em 2013, eles ganharam bastante atenção durante as manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus, pois realizavam diversos shows durante os atos em Belo Horizonte. Depois da repercussão, a Dom Pepo lançou seu primeiro EP, “Mu”, com um som frenético e letras que falam sobre assuntos contemporâneos como, por exemplo, o orgulho das etnias e a importância de valorizar o cabelo crespo <3   7 - ABSINTO MUITO Absinto Muito é rock, MPB e psicodelia. Muito pautados pelo rock progressivo produzido nos anos 1960 e 70, a banda não poupa o ouvinte de guitarras distorcidas, letras desconexas e roupas extravagantes nos shows. O grupo parece (realmente) ter vindo de tempos passados. O som deles, definido como MPB (música psicodélica brasileira), nos faz ir e voltar do presente pro passado à cada estrofe. E é eletrizante. Absinto Muito   8 - MAMUTTE Mamutte é funk, viola caipira, rabeca, abôio, ijexá, maculelê, maracatu, carimbó e muito mais. Mesmo assim, o mineiro batizou o seu EP como “Quase-Disco”, mas de metade ele não tem nada! Com uma estética e uma dinâmica própria, o álbum é rico em canções que contam histórias de amor, refletem sobre as políticas culturais brasileiras e relembras histórias das artes visuais e da música popular brasileira em seus versos. É pura poesia :) Mamutte   9 - TIÃO DUÁ  O Tião Duá é um power trio feito por músicos mineiros bem conhecidos na cena local. Luiz Gabriel Lopes é do Graveola, Gustavo Amaral tem projeto solo, o Gustavitto e a Bicicleta, e Juninho Ibituruna faz parte da banda Cabezas Flutuantes. Tião Duá De nomes, a banda não traz novidades, mas isso não quer dizer que o som deles é igual aos projetos dos quais participam. O grupo é a união das referências dos três e faz um som marcado pela brasilidade e pelo suingue. Além de compor músicas próprias, a banda também faz releituras de clássicos da MPB de 1960 e 70. Pra descobrir quais são, só dando play no Radio Mandinga, primeiro e único disco deles :)   10 - CABEZAS FLUTUANTES A Cabezas Flutuantes se define como um grupo de noise-canção. A banda tem dois discos no currículo: Registro, de 2013, e Experimental Macumba, lançado agora em março de 2016. Os álbuns são marcados por uma mistura de ritmos brasileiros (que vão da lambada ao axé), com um toque de psicodelia e um acabamento alegre e leve, que colore até dia cinzento.   Continue lendo

Música Sem Fronteiras

Música Sem Fronteiras
Com a internet, o mundo tem ficado cada vez mais globalizado. Nesse sentido, a mistura de culturas nunca esteve tão presente. E é tão legal quando encontramos artistas que conseguem unir ritmos de lugares diferentes não só no seu som, mas também no idioma de suas letras! Listamos os nossos favoritos, que cantam em mais de um idioma e tem a multiculturalidade enraizada tanto no som quanto na trajetória. Vem conhecer essas histórias:   1 - Devendra Banhart Não é difícil entender de onde vem a veia multicultural do Devendra Banhart. O cantor tem pai americano e mãe venezuelana. Nasceu em Houston, nos Estados Unidos, cresceu em Caracas, na Venezuela, e foi fortemente influenciado pela música popular brasileira na adolescência. Junte todas essas referências e você entenderá porque os álbuns dele são tão ricos culturalmente - tanto de idiomas quanto de ritmos. Inclusive, o último álbum dele dá uma atenção especial para a linguagem. Além de trazer faixas cantadas em inglês e espanhol, a palavra “Mala”, que dá nome ao disco, aparece em 4 idiomas (português, espanhol, kurdo e eslovaco) e tem significados completamente diferente em cada um deles (mala, ruim, casa e teve). Devendra 2 - Rodrigo Amarante Assim como “Mala”, “Cavalo”, primeiro disco solo do Rodrigo Amarante, também foi lançado em 2013 e batizado com um nome que carrega diversos significados: diz respeito a simbologia, espiritualidade e ao próprio animal, que também pode ser interpretado como um veículo. Qualquer semelhança com o álbum do Devendra é sim uma coincidência. Amarante tocou na banda dele por anos, Noah Georgesson produziu ambos os discos e o Devendra faz backing vocals nesse álbum. Pra completar o intercâmbio cultural, o álbum é cantado em português, inglês e francês! Rodri 3 - Sofi Tukker Quando o grude “Drinkee” viralizou no Spotify, o Sofi Tukker logo se tornou uma incógnita. Afinal, o duo é formado por uma alemã e um americano e as músicas são cantadas em português? Fomos atrás da história deles e descobrimos que Sophie Hawley-Wied é fã do Brasil e que a letra da música vem do poema “Relógio”, escrito pelo poeta carioca Chacal nos anos 1970. Incrível, né? Eles já lançaram mais duas outras músicas: “Matadora”, também em português, e “Hey Lion”, em inglês, e ambas tem uma forte influência de ritmos latinos e africanos. Infelizmente o EP da dupla só chega no final do primeiro semestre. O que será que vem por aí? SoffiTukker 4 - Ibeyi Ibeyi em iorubá significa irmãos gêmeos. Já na música a palavra dá nome a dupla formada por Lisa-Kaindé e Naomi Díaz. As gêmeas nasceram em Paris, na França, mas passaram a infância em Havana, em Cuba. Filhas do cubano Anga Díaz, percussionista do Buena Vista Social Club, e da francesa-venezuelana Maya Dagnino, as garotas são multiculturais desde o berço. E, claro, que essa mistura de culturas iria influenciar no som do projeto. A dupla reúne na sua música referências do jazz cubano, da soul music americana e cantam em iorubá e em inglês. Se você ainda não ouviu essa mistura riquíssima de ritmos e idiomas, corre pra dar play! Ibeyi (1) 5 - Àsgeir Já pensou em ouvir um álbum em islandês? Pera, o Àsgeir facilitou esse trabalho pra você. O islândes de 23 anos lançou em 2004, “In The Silence”, uma versão em inglês do álbum “Dýrð í dauðaþögn”, de 2012. Que ideia incrível! Assim como o disco :) asgeir 6 - Regina Spektor Regina Spektor nasceu em Moscou quando a Rússia ainda era União Soviética. Na época da Perestroika, período em que os cidadãos judeus tiveram permissão para emigrar pra outros países, a família da cantora se mudou para o Bronx, bairro de Nova York onde mora desde os 9 anos. Desde essa época, Regina toca piano. Não é a toa que a cantora é uma das pianistas mais incríveis da atualidade. E o melhor: ela consegue mesclar com a maior naturalidade música clássica com música pop. Quem nunca ouviu “Fidelity” e teve que dar repeat, que atire a primeira pedra. Regina Outra coisa legal sobre o trabalho dela é que as músicas são geralmente cantadas em inglês, mas  vez que outra nós somos pegos de surpresa por versos em russo, francês e até mesmo latim. Partiu encontrar essas passagens? 7 - Selton Há 10 anos, os porto-alegrenses Ramiro Levy, Daniel Plentz, Ricardo Fischmann e Eduardo Stein faziam intercâmbio em Barcelona, na Espanha, e se encontraram pra fazer música. Do encontro surgiu a ideia de escapar dos trabalhos convencionais e tentar ganhar dinheiro tocando covers de Beatles numa praça famosa da cidade. Acontece que a banda ganhou tanta notoriedade, que um dia um produtor da MTV italiana convidou eles pra trocarem Barcelona por Milão, na Itália, e gravar um disco. Hoje eles são bem conhecidos em terras italianas e cantam em português, italiano e inglês. Selton 8 - Manu Chao Manu Chao é tão do mundo, que fica difícil adivinhar onde ele nasceu. Pois bem, a resposta é França! Manu cresceu bilíngue e é filho de pai galego e mãe basca. Ao longo da sua carreira, seja solo ou no grupo grupo Mano Negra, o francês sempre utilizou a cultura como tema central dos seus trabalhos. Não é a toa que os seus discos solo são cantados em diversos idiomas: galego, inglês, francês, espanhol e português. E fizeram sucesso não só na América Latina e na França, mas como no mundo inteiro <3 ManuChao     Continue lendo
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