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Mulheres que Inspiram: Jéssica Behrens

Mulheres que Inspiram: Jéssica Behrens
A primeira startup a ser incubada em Harvard é comandada por uma mulher. Conheça a história de Jessica Behrens na série especial em colaboração com o Mulheres que Inspiram. Se você tá a fim de vender ou trocar aquela roupa esquecida no armário, vai curtir demais a entrevista de hoje. O Tradr é um aplicativo baseado em economia colaborativa onde você cria a sua própria loja, cadastra seu produto e pode vender ou TROCAR à vontade. Os objetos aparecem como perfis no Tinder e você pode indicar seu interesse ou simplesmente deslizar a tela para o lado e visualizar um novo produto. A ideia começou como um desafio do desapego. A brasiliense Jéssica Behrens estava no final do curso de Comunicação, sem saber ao certo que carreira gostaria de seguir e numa daquelas crises existenciais de quem está prestes a cair no mercado de trabalho, quando se propôs o desafio de se desapegar de uma coisa por dia durante 1 ano. Nesse exercício de desapego, ela percebeu que não existia uma forma fácil de conectar seus desapegos à sua rede de contato. Até criou um grupo no Facebook com essa finalidade, mas não deu muito certo. Comprometida com o desafio, persistiu na sua missão: resolveu colocar os objetos nos pontos de ônibus. “Eram coisas legais, não podiam ir pro lixo. Então todo dia eu deixava algum objeto com um bilhetinho no mesmo ponto. No dia seguinte, o objeto já não estava mais lá, alguém sempre pegava. Nesse tempo, continuei pensando se não existiria uma forma de conectar pessoas a objetos e, meses depois, surgiu a ideia de desenvolver uma espécie de Tinder que fizesse essa conexão de forma divertida, inteligente e personalizada. Comecei a contar a ideia pros meus amigos e um deles sugeriu que eu aplicasse pra Harvard. E foi assim que a TRADR foi a primeira startup do Brasil a ser incubada por lá". jessicaegabrielle (1) Em 6 meses, Jéssica recebeu todo suporte de mentores, estudou muito sobre Empreendedorismo e Tecnologia, e começou a encarar sua ideia como um business. De volta ao Brasil, convidou a Gabrielle Lobo, que já cultivava um enorme interesse por Slow Fashion e Consumo Consciente, pra tocar o projeto com ela. Em dezembro do ano passado, o app foi lançado oficialmente e selecionado pra startup Farm, que é a maior aceleradora de startups da América Latina. Uma característica importante do app é o seu algoritimo capaz de mapear os seus gostos. Quanto mais você demonstra interesse por determinadas peças, mais o  TRADR passa a oferecer outros produtos que podem chamar sua atenção. Ou seja, quanto mais usa, mais chances de ser apresentada a roupas e objetos que são a sua cara! E ainda tem mais uma vantagem: se você confecciona algum produto e ainda não tem loja física ou virtual, pode usar o TRADR como uma plataforma de venda, uma ótima solução pra facilitar a vida dos pequenos produtores e de quem trabalha com artesanato, por exemplo. O "Tinder do Desapego" é mais um case super inspirador de empreendedorismo feminino e inovação social pra te ajudar a dar um pontapé nas suas ideias e colocar em prática os seus sonhos e desejos mais profundos. Continue lendo

Mulheres que Inspiram: Natália Pietzsch

Mulheres que Inspiram: Natália Pietzsch
A sexta entrevista do Mulheres que Inspiram pro Insecta é sobre uma iniciativa que quer mudar o mundo: a Re-ciclo, da engenheira ambiental Natália Pietzsch, vem mudando o destino do resíduo orgânico em Porto Alegre. Uma ideia transformadora que tem como desejo criar uma sociedade mais equilibrada e sustentável.   - Me conta um pouquinho sobre você! Onde nasceu e cresceu? Quais são as suas melhores lembranças de infância? Meu nome é Natália Pietzsch. Sou natural de Porto Alegre e sempre morei aqui. Minhas melhores lembranças da infância me remetem a parques e teatros. Meu pai me levava para o Parcão ou para o Marinha para andar de bicicleta, roller e brincar, ou me levava a apresentações de teatros infantis ou cinemas. Eu tive muitos primos, então uma das lembranças que eu tenho é estar sempre por perto de algum deles, aprontado. Eu era muito espoleta. Minha mãe me conta que eu queria trabalhar no Green Peace quando criança, ajudando o planeta e os animais, e que também queria ser professora. Hoje, quando olho o que venho traçando para minha vida, vejo como esses sonhos de criança se concretizaram, parte por ter fundado a Re-ciclo, que tem por principal objetivo contribuir para uma sociedade mais sustentável, e parte por ter dado aulas no mestrado e realizar as oficinas que a Re-ciclo oferece. - Qual a sua formação? Já passou pelo mundo corporativo? Entrei na faculdade de Engenharia Ambiental da UFRGS em 2007. Como eu gosto muito de estar sempre em movimento, colocando em prática tudo que aprendo, a partir do 4º semestre na faculdade eu comecei a fazer estágios, bolsas de iniciação científica e voluntariados. No final da faculdade, decidi trancar um semestre para fazer dois intercâmbios pela AIESEC. Primeiro fui para Camarões trabalhar por 2 meses em uma consultoria ambiental local e depois fui direto para Itália, ensinar inglês e temas relacionados a sustentabilidade para jovens do ensino médio. Foram duas experiências completamente diferentes que me ensinaram a valorizar muito o país que vivo e as coisas simples da vida. Quando eu voltei, comecei a atuar como consultora ambiental em projetos de licenciamento, planos de saneamento para municípios e tudo mais que estivesse relacionado a resíduos sólidos, que é a minha paixão desde a faculdade. Antes de me formar eu já havia sido aprovada para o mestrado da Engenharia de Produção. Escolhi como tema da minha dissertação a filosofia Lixo Zero, que incentiva ao máximo a redução na geração de resíduos e o total reaproveitamento e reciclagem dos resíduos. Segundo esta filosofia, menos de 10% dos resíduos deveriam ser descartados, todo o restante teria valor para ser reciclado. Infelizmente, hoje vemos o contrário acontecendo: 10% do material sendo reciclado e 90% sendo encaminhado para aterros sanitários. DSC_1803   - O que é a Re-Ciclo? Quando e como surgiu essa ideia? Qual foi a sua maior inquietação pra dar início a essa iniciativa? Quando terminei o mestrado estava muito inquieta, querendo aplicar na prática o resultado de dois anos de pesquisa e aliar à isso a vontade de contribuir para uma sociedade mais equilibrada e sustentável. Foi aí que comecei a pesquisar modelos de negócios, viáveis técnica e economicamente, para colocar em prática na minha cidade. Descobri que estados como RJ, MS e SC vinham implementando, através de iniciativas privadas, modelos de gestão de resíduos orgânicos de casas e condomínios e, em março deste ano, fui visitar algumas destas. Foi paixão à primeira vista e a ideia não saiu mais da minha cabeça. Todo o resíduo orgânico gerado nas casas e condomínios do município de Porto Alegre vão direto para um Aterro Sanitário, localizado há 120Km de distância da capital. É um desperdício de dinheiro público, de matéria prima rica para adubação de hortas, parques, jardins e, ainda por cima, gera diversos danos ao meio ambiente como poluição atmosférica e superlotação de aterros sanitários e geração de gás metano – gerador do efeito estufa. A Re-ciclo surgiu do grande desconforto gerado por essa situação e da vontade de mudar essa realidade, sem esperar a ação de órgão públicos ou outras iniciativas. Junto com mais dois sócios, Filipe de Ávila Soares e Thiago de Melo Rocha, realizamos a coleta dos resíduos orgânicos (cascas de frutas, legumes, borra de café, e outros) de casas e condomínios e transformamos esse material, que era antes considerado “lixo”, em adubo para ser utilizado em hortas e jardinagem. Temos como desejo fechar o ciclo da matéria orgânica. Ou seja, após o consumo dos alimentos, as sobras de alimentos são transformadas em composto orgânico que é utilizado em hortas para produção de alimentos que serão comercializados e consumidos, gerando mais resíduos orgânicos que serão compostados, reiniciando o ciclo NATURAL dos alimentos, que a Re-ciclo tem por objetivo reintroduzir no nosso dia-a-dia. DSC_1526 - Por enquanto só funciona em Porto Alegre? A Re-ciclo atua apenas em Porto Alegre, por enquanto. Temos muito desejo de expandir nossas atividades para outros lugares, pois nosso desejo é que todas as pessoas tenham o poder de escolha de dar uma destinação mais adequada para seu resíduo orgânico.   - Quais são seus planos e sonhos para a Re-Ciclo? São tantos... Ideias nunca faltam! Temos desejo de introduzir hortas comunitárias e composteiras em diversos terrenos na cidade, propiciando maior sensibilização ambiental para os moradores, maior contato e aproximação com a natureza e o contato com a terra – que no meio urbano são raros – e ocupando áreas que antes era marginalizadas, dando mais vida a esses locais. Esse sonho já está virando realidade e em breve teremos novidades. Queremos expandir as oficinas, que a Re-ciclo já vem realizando, para quebrar essa visão de que o “lixo” não tem valor e, desta forma, capacitar as pessoas para fazerem sua própria composteira ou optar por uma coleta adequada para seu resíduo. Queremos ainda viabilizar esse serviço para a cidade inteira, já que hoje alguns bairros ainda não são atendidos, gerando emprego, renda, capacitação e inclusão para jovens profissionais. DSC_1633 Nosso sonho grande é ter uma Re-ciclo em cada cidade! E isso é possível. Um mundo melhor é possível, começando por cada um de nós. Tenho certeza que a Re-ciclo alcançará cada um desses sonhos e geraremos muitos impactos positivos.   Continue lendo

Mulheres que Inspiram: Cristal Muniz

Mulheres que Inspiram: Cristal Muniz
Ela decidiu tentar parar de produzir lixo e viver uma vida sem desperdício, mais natural, mais saudável e mais feliz. A entrevistada de hoje é a incrível Cristal Muniz do "Um ano sem lixo". Ah! E se você quiser se inspirar com outras mulheres e suas iniciativas maravilhosas, veja aqui as últimas entrevistas do Mulheres que Inspiram pra Insecta!    - Me conta um pouco sobre você! Onde nasceu e cresceu? Quais são as suas melhores lembranças de infância? Eu nasci em Florianópolis, onde morei com meus pais até os 4 anos e meio. Vivia na barra da saia da minha mãe, atrás do meu pai (que é artista e tinha um ateliê no mesmo terreno) e perto dos meus avós: o vô que era um doce e a vó que era um furacão e tinha uma fábrica de roupas ali na casa. Depois fui morar em São Carlos - SC, uma cidadezinha de 5 mil habitantes na época, onde a família da minha mãe morava e pra onde ela foi quando separou do meu pai. Morávamos com meus avós numa rotina super do interior. Tudo o que a gente quer hoje em dia eu tinha lá: produção local (o que não tinha na horta na própria casa, tinha na fazenda do produtor vizinho) e orgânica (tudo da horta era sem agrotóxico, a maioria das coisas que a gente pegava dos vizinhos também). Eu era uma criança bem quietinha e calma. Lia muito, muito mesmo! Não gostava de brincar na rua porque tinha medo de me machucar (#canceriana) e gostava de brincar com meus cachorros/gatos/coelho/tartaruga (a gente sempre teve um monte). Sempre tive blog, desde os 13 anos. Sempre escrevi muito, sempre falei muito sobre mim na internet. Meu álbum preferido da infância era o "Cravo Cor-de-rosa Carvão" da Marisa Monte, que eu ganhei do meu tio quando fiz 10 anos. Sempre quis aprender costuras: costurar, bordar, tricô, crochê, ponto cruz. Sei um pouco de tudo, aprendi com minha vó e depois uma tia que me deu algumas aulas. - Desde 2015 você se dedica ao "Um ano sem lixo". O que é esse projeto? Como começou? O Um ano sem lixo é um projeto de vida. Quero viver sem produzir lixo. Tudo começou quando descobri a Lauren Singer e seu blog Trash is for Tossers. Li uma matéria que ela dizia que não produzia lixo há alguns anos e fiquei super encantada. Depois, o fato dela ter quase a mesma idade que eu e morar em Nova Iorque, e não em uma fazendinha, também me pegou de jeito. Então criei o blog no final de 2014 pra em 2015 eu aprender a parar de produzir lixo. Sigo aprendendo, com novos desafios o tempo todo. - O que significa não produzir lixo ou lixo zero? Basicamente não produzir nenhum tipo de resíduo que precise ir pro aterro sanitário. Isso significa parar de usar e precisar de tudo aquilo que não for reciclável ou compostável. Mas também é reduzir muito a produção de lixo reciclável. Menos, melhor. A ideia do lixo zero é usar muito mais vezes as coisas antes delas precisarem ser descartadas. Vivemos num mundo que descarta coisas com segundos de uso. Isso não pode ser sustentável de ser mantido - e é isso que temos visto acontecer. - Até agora, qual a sua maior dificuldade com relação à não produção de lixo?  Sempre falo do papel higiênico, que ainda não consegui parar de usar e só consigo descartar pro aterro sanitário. Acho que a principal dificuldade é em ter opções. Preciso saber se as embalagens são 100% recicláveis (do que ainda preciso comprar embalado) e essa informação nem sempre está na embalagem, depois se tem uma opção melhor ou menos pior. Como descartar corretamente coisas que não são tão comuns, mas que fazem parte da vida de todo mundo como eletrônicos e lâmpadas. E onde comprar as coisas, isso parece uma caça ao tesouro! - Paris acaba de inaugurar seu primeiro mercado totalmente sem embalagens. Por aqui, ainda não vejo muito avanço nesse sentido. Você já descobriu algum estabelecimento assim? Acha que falta muito pra isso acontecer? Já existem muitas lojas a granel e a maioria aceita que a gente leve os próprios potes ou saquinhos. Acho que aqui a gente esbarra no problema de subestimar o consumidor, achando que ele não vai entender, não vai comprar a ideia ou não vai ser capaz. Ainda fazemos o comércio pensando na pressa das pessoas, em ter muitos saquinhos e tudo pronto pra facilitar a rapidez da compra. E também por várias questões legais: as normas de vigilância e a Anvisa tem muitas regras que indicam a utilização de descartáveis, por exemplo. Mas eu sei que existem muuuuuitas alternativas legais por aí, só que são geralmente marcas pequenas que aparecem pouco. - Na sua rotina diária, que produtos você teve que substituir pra zerar a produção de lixo?  Digamos que tudo?! hahahaha! Parei de comprar cosméticos convencionais. Tô usando o que tenho até acabar e aí procuro uma receita pra eu mesma fazer ou compro de uma marca que seja de preferência, orgânica e sustentável. Por isso também uso muito menos coisa hoje em dia e porque os produtos que faço geralmente são multiuso, como os hidratantes que servem pra todas as partes do corpo. Os produtos de limpeza: parei de comprar mil coisas embaladas e uso vinagre, bicarbonato de sódio e sabão de coco. Faço meu próprio sabão pra roupas, faço misturinhas com vinagre pra desinfetantes e também parei de usar esponja e troquei pela bucha vegetal. Escova de dentes normal de plástico troquei pela de bambu que é compostável. Pasta de dente normal troquei pela que faço com óleo de coco e bicarbonato de sódio. Absorventes troquei pelo coletor menstrual. <3 Vários descartáveis troquei pelos reutilizáveis como: guardanapos de pano, copo retrátil de alumínio, saquinho de pano, caneca, talheres, hashis, canudos de bambu. - Tem alguma coisa que você ainda não encontrou solução? Tem algumas coisas que, se tivéssemos um processo de descarte correto, iriam ser recicladas. Mas tenho muitas dúvidas sobre. Eletrônicos, pilhas e baterias, móveis, remédio, lâmpadas, coisas adesivadas, restos de coisas, coisas quebradas, roupas e calçados. Tento não descartar, tento comprar opções que durem muuuuuito e de 2ª mão, mas nem sempre é possível. Por isso eu não ostento um pote de lixos como outras blogueiras lixo zero. Aqui a quantidade de problemas ainda é maior (mas não é impossível). - Aos poucos, como podemos nos tornar mais conscientes da produção alarmante de lixo?  Acho que é importante encarar o lixo como um problema, sabe? A gente finge que acha tudo um absurdo, mas é fechar a sacolinha que passamos o problema pra frente. É um problema e é nosso problema, porque vivemos nesse mundo, nesse país e nessa cidade. A gente precisa fazer nossa parte, achar horrível toda vez que precisar jogar algo fora, se sentir mal quando pedir um delivery e vierem 50 embalagens. - E que ações simples podemos realizar em casa? Primeiro: olhar pro lixo que você produz e saber o que tem nele. Assim, você consegue saber que problemas tem que enfrentar. Depois: ter uma composteira em casa. É super simples e fácil de cuidar e você vai reduzir quase 50% do seu lixo em casa, transformando os resíduos orgânicos em adubo! Trocar os descartáveis pelos reutilizáveis é essencial também. Tudo que der, substitua pela versão em pano: toalha, guardanapo, saquinho, absorventes, fraldas, etc. - Pode dividir com a gente alguma receitinha especial?  Eu adoro a liberdade e independência que a receita de sabão pra roupas nos dá. Aqui: http://www.umanosemlixo.com/2015/10/receita-para-fazer-em-casa-sabao-de-coco-em-po-para-lavar-roupas.html E a receita de hidratante natural é sempre suuuucesso: http://www.umanosemlixo.com/2015/07/receita-para-fazer-em-casa-hidratante-natural-vegetal.html Continue lendo

Mulheres que Inspiram: Paloma Zaragoza

Mulheres que Inspiram: Paloma Zaragoza
A entrevistada de hoje é jornalista de formação e cozinheira de coração. Pós graduada em Gastronomia, é chef voluntária da ONG Banco de Alimentos e criadora do Como Me Lo Como, um blog que reúne paixões e inspirações na cozinha. Na quarta entrevista da série especial em parceria com o Mulheres que Inspiram, conheçam Paloma Zaragoza! Paloma 2 - Onde você nasceu e cresceu? Quando criança já sabia o que queria fazer? Nasci e cresci em São Paulo e Goiânia. Quando criança e até os 20 e poucos anos meu sonho era trabalhar no teatro, mais precisamente no teatro de comédia. Mas a vida e meus outros interesses foram me levando por outros caminhos e o que prevaleceu foi a Gastronomia e a Sustentabilidade. - Quais são as suas melhores lembranças de infância relacionadas à comida? Da fazenda dos meus avós maternos o lambari frito que pescávamos na represa e as laranjas descascadas pela minha avó. Da avó materna, sapatinhos de maçã (mini pastéis de massa folhada recheados de purê de maçã) e as enormes paellas. - Qual a sua formação? Que cursos já fez? Em que cidades já morou?  Uma epopeia! rsrsrs! Sou formada em Jornalismo e especializada em Gastronomia. Já fiz cursos de teatro, dança, canto, roteiro... Já morei na Espanha, no Canadá e nos Estados Unidos. - Como a Gastronomia entrou na sua vida? E em que momento o Jornalismo saiu?! O Jornalismo e a Gastronomia se encontraram quando criei o blog comomelocomo. Aos poucos fui me envolvendo em eventos de gastronomia e quando vi estava produzindo e cozinhando nos meus próprios eventos. - Quais são as suas melhores lembranças com relação a esse processo de mudança de profissão? As dores e as delicias de ser uma empreendedora! Acho que a mais marcante foi quando fiz meu primeiro Mercado dos Chefs. Lembro de mim e de uma amiga que é tricoteira, no meu apartamento de 62m2, abrindo e limpando 30 quilos de milho pro evento. Eu não sabia se chorava ou se ria! Mas isso pra dizer que a melhor parte mesmo foi o apoio incondicional dos  meus amigos, que me ajudaram como puderam, seja descascando milho ou até trabalhando de graça comigo! - O que é o "Como me lo como"? Quando e como surgiu a ideia? "como me lo como" é o nome de um restaurante em Madrid. Na época eu era estudante de Jornalismo e tinha a grana curta. Portanto, quando juntava um pouco mais, ia comer nesse restaurante. Uso o nome hoje para me lembrar de como tudo começou e me orgulhar de onde cheguei. Gosto de dizer que a "como me lo como" é um grande guarda-chuva de ideias. Gosto de agregar todo tipo de projeto que envolva gastronomia, comer e beber culturalmente. Hoje tenho um espaço que é uma cozinha de produção e também um espaço cursos e eventos. Paloma 1 - Qual a sua especialidade na cozinha? O que ama fazer? E o que não faz de jeito nenhum? Minha especialidade na cozinha é comida brasileira / caipira e o conceito de Zero Desperdício nas receitas. O que eu não faço de jeito nenhum? Acho que  confeitaria. Não tenho mão para doces sofisticados. - O que é o Zero Desperdício? A questão do Zero Desperdício começou quando me tornei chef voluntária da ONG Banco de Alimentos, onde aprendi a importância de não jogar fora os talos, as cascas e as sementes dos alimentos. Pensando nisso, acabei evoluindo por este caminho e me especializando no tema. Hoje dou cursos e ministro workshops em empresas sobre a Otimização dos recursos e Zero desperdício, ou seja, ensinar as pessoas a aproveitarem melhor os seus alimentos, sejam in natura utilizando as partes não convencionais, seja dando uma segunda chance a comidas já prontas. O combate ao desperdício começa quando aprendemos a otimizar os recursos, ou seja, nem sempre reciclar é a melhor solução, mas sim saber consumir, comprar, armazenar e cozinhar os alimentos. Esse tipo de conceito pode ser tirado da cozinha e colocado em todos os aspectos da nossa como otimizar nosso tempo, nossas 'coisas', nosso trabalho. O exercício do Zero Desperdício começa na lista de compras e vai até a forma como vê e entende o que é realmente lixo. - Alguma receita simples e rápida pra salvar um domingo chuvoso? Um Penne qualquer, manteiga, queijo ralado e pimenta do reino. Quando o penne estiver al dente, retire todo o excesso de água da panela e deixe somente um fundo. Aumente o fogo, jogue uma colher de manteiga e mexa com delicadeza. Até a água começar a ganhar corpo e virar um creme. Jogue a pimenta do reino e o queijo ralado e pronto! - Qual foi o último sonho que você realizou? E qual será o próximo? Último sonho: conhecer o Japão. O próximo: comprar uma moto e viajar o Brasil. Paloma 3 Continue lendo
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