Calce Uma Causa

Para fazer em casa: creme para cutículas

Para fazer em casa: creme para cutículas

O aspecto das cutículas é determinante para uma boa aparência das unhas. Aquelas que estão sempre “soltando pelinhas” ou mesmo machucadas são uma porta de entrada para bactérias e fungos. Para quem tem o hábito de roer as unhas, então, mais ainda. Mantê-las hidratadas é uma solução simples e eficaz. Esta é a missão da receita que apresento este mês. A manteiga de cacau é emoliente é ótima para manter a flexibilidade da pele, enquanto o óleo de coco é antifúngico. A lavanda entra para conferir a ação cicatrizante e, claro, um aroma natural. Dica: coloque em um potinho pequeno e leve sempre na bolsa.

Ingredientes

½  xícara de manteiga de cacau

1 colher (sobremesa) de azeite

1 frasco pequeno de vidro com tampa (potinho de 30g é o ideal)

4 gotas de óleo essencial de lavanda

Como fazer

1- Em um recipiente de vidro, derreta a manteiga de cacau e o óleo de coco em banho-maria. Misture bem até perceber que a textura está homogênea.

2- Transfira para o frasco, tampe e deixe-o durante 1 hora em uma superfície plana.
Outra opção é levar a mistura à geladeira para endurecer mais rápido.

Aplique 

Sempre que sentir necessidade. Exemplo: ao perceber que as cutículas (tanto das unhas das mãos quanto as dos pés) estão ressecadas e ásperas. Você também pode aplicar direto nas unhas (sem esmalte) para conferir brilho.

Validade

Esta receita pode ser armazenada (longe da luz e do calor) por até três meses – mas a data de validade deve seguir o prazo determinado no rótulo de cada ingrediente utilizado. Mantenha o potinho fechado e fique atentx ao aroma e cor.

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Café: ingrediente multifuncional para a beleza

Café: ingrediente multifuncional para a beleza

O café está no DNA do brasileiro. Ele desperta e conforta; traz clareza mental e quebra a tensão dos momentos mais sérios. Café é versátil por si só. Tanto que ele também tem suas propriedades estéticas, já que a cafeína é um antioxidante poderoso. No autocuidado, além de ser um ótimo esfoliante, tem outras funções: melhora o aspecto da pele como um todo e ajuda ativar a circulação, minimizando inchaços.

Que tal unir todas estas vantagens em fórmulas práticas e fáceis? Vou ensinar três versões: um esfoliante corporal que evita celulite, uma máscara facial que deixa a pele lisinha e revitaliza, e uma misturinha ótima para aliviar inchaço sob os olhos!  

ESFOLIANTE CORPORAL

Ingredientes

1/2 xícara (chá) de azeite

1/2 xícara (chá) de pó de café

1 xícara (chá) de açúcar cristal

Opcional: 2 gotas de óleo essencial de junípero e 3 gotas de óleo essencial de lavanda 1 pote de vidro com tampa

Como fazer:

Em um pequeno refratário de louça ou vidro, misture todos os ingredientes e mexa bem, até formar uma mistura homogênea. O ideal é que fique um creme denso, com a textura grossa! Se necessário pingue o blend de óleos essenciais. Ambos vão ajudar na ativação da circulação. Guarde por até três meses (desde que a validade de todos os ingredientes esteja dentro desse prazo).

Como usar:

Faça o ritual a cada 15 dias ou quando sentir necessidade. Aplique no corpo em movimentos circulares e firmes, de preferência de baixo para cima. E não se esqueça de observar o aroma do seu banho que, na verdade, já terá se transformado em um ritual de bem-estar.  

MÁSCARA FACIAL REVITALIZANTE

2 colheres (sopa) de borra de café

1 colher (sopa) de óleo de coco

1 colher (sopa) de açúcar cristal

Como fazer:

Misture todos os ingredientes até formar uma pasta homogênea. Não armazene esta fórmula: use no mesmo dia que fizer!   

Como usar:

Aplique no rosto, delicadamente, em movimentos circulares. Deixe agir por 15 minutos. Remova com água morna ou fria. Use a cada 15 dias ou quando sentir necessidade.

MÁSCARA XÔ OLHEIRAS

1 colher (sopa) de borra de café

1 colher (sopa) de óleo de coco

Como fazer:

Misture bem os ingredientes. Aplique nas olheiras e deixe descansar por meia hora. Repita o ritual semanalmente. Não armazene a mistura.

Como usar:

Use no mesmo dia que fizer.

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Escalda-pés: autocarinho que relaxa

Escalda-pés: autocarinho que relaxa

Desacelerar após um dia cheio de afazeres não é fácil. Mas pode ser simples. Alguns rituais de autocuidado são um convite para relaxar, repensar a vida e se amar. Um deles é o escalda-pés. A receita abaixo leva ingredientes que acalmam a mente, o corpo e ativam a circulação das penas. Mais do que isso: rosas secas e óleos essenciais trabalham as emoções, trazem clareza mental e fazem deste ritual uma experiência multissensorial.

Ingredientes:

1 punhado de rosas secas

3 gotas de óleo essencial de gerânio

3 gotas de óleo essencial de laranja doce

1 balde de sal grosso

Como fazer:

Coloque as ervas e o sal grosso no fundo do balde. Depois, leve dois litros de água ao fogo. Pingue os óleos essenciais no balde, sobre as ervas. E encha com a água quente, porém confortável para mergulhar os pés. Antes, sinta com as mãos. Se necessário, misture um pouco de água fria.

Leve o balde para um local silencioso e confortável. Sente-se em uma cadeira, mergulhe as pernas e relaxe. Fique até a água começar a esfriar. Neste momento, use as ervas e o sal no fundo do balde para fazer uma esfoliação na pele dos pés: pegue um punhado da mistura e esfregue-os! Depois, segue com uma toalha e espere alguns minutos. Não pise direto no chão. Antes, você pode aplicar um óleo ou creme para fazer automassagem.

Dicas extras: antes de começar seu escalda-pés, prepare o ambiente: deixe-o arrumado, e preparado: deixe a toalha por perto, uma manta caso sinta frio. E coloque uma música agradável para ajudar no relaxamento. Relaxar não é fácil, mas pode ser simples e prazeroso.

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Hidratante corporal para peles (muito) secas

Hidratante corporal para peles (muito) secas

Frio, tempo seco e banhos quentes dão o tom da rotina de higiene pessoal – pelo menos de quem mora nas regiões sudeste e sul – a partir de agora. E nada melhor do que unir óleos vegetais, manteigas e óleos essenciais para uma fórmula que deixa a pele hidratada, protegida e resistente para aproveitar o melhor do Outono-inverno. A receita abaixo, que mais parece um chantilly – sim, dá vontade de comer – é altamente hidratante. Perfeita para os dias de muito frio e, sobretudo, para quem tem pele considerada seca. Quem não tem pode apostar na fórmula para áreas que costumam ficar ressecadas em qualquer época do ano: joelhos, cotovelos e pés.

Ingredientes:

70 g de manteiga de karité

100 g de óleo de palmiste (ou coco, ou babaçu)

130 g de manteiga de cacau

60 ml de óleo de abacate

40 ml de óleo de amêndoas

Opcional: 30 gotas de óleo essencial de gerânio ou laranja doce

Como fazer: 

Coloque as manteigas e o óleo de palmiste em um recipiente de vidro e leve em banho-maria até derreterem completamente. Mexa suavemente até incorporar todos os ingredientes. Depois, retire do banho-maria e adicione os óleos vegetais. Leve à geladeira por aproximadamente 1 hora ou até ficar bem firme. Bata em uma batedeira, por último, adicione os óleo essenciais de preferência e misture bem. Você pode até acionar a batedeira por mais alguns segundos.

Guarde em potinho de vidro com tampa. O tempo de validade está relacionado à data na embalagem das manteigas e óleos. O aroma é irresistível. E, sim, dá vontade de comer!

Como usar: 

Aplique aos poucos. Isso porque, como a textura é de chantilly, ela rende bastante. E, quando entra em contato com o calor da pele, vai ganhando uma textura mais líquida. A hidratação é imediata!

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Lavanda: além da fama de relaxante

Lavanda:  além da fama de relaxante

Na dúvida ao escolher seu primeiro óleo essencial, vá de lavanda. Ele é o OE ideal para sempre ter em casa – seja na mesinha o lado da cama, seja na caixinha de primeiros socorros... Ou mesmo na bancada de itens de higiene pessoal e beleza! É que a lavanda é uma das ervas mais versáteis no universo da aromaterapia e sua fama de calmante é bem popular até entre os iniciantes na área.

Anota aí outras propriedades: analgésica, antidepressiva, e antisséptica, antiviral e sedativa. Juntas, estas qualidades o tornam esse óleo essencial um poderoso amigo contra a ansiedade, enquanto trabalha a favor da saúde em dia: ao reduzir o estresse e melhor a qualidade do sono, ele potencializa o funcionamento do sistema imunológico. Ou seja, tê-lo por perto, além de deixar o ambiente sempre com um aroma fresco (de limpeza, sabe?) e relaxante, ele ainda vai ajudar a manter os resfriados bem longe. Existem maneiras infinitas de incluí-lo na rotina de cuidados pessoais. Até porque ele é um dos tipos mais seguros de usar no dia a dia*.

Use & abuse:

Bons sonhos: para garantir uma noite de sono tranquilo, pingue no travesseiro, pouco antes de se deitar, uma ou duas gotinhas. Xô estresse: ligue o chuveiro em modo morno, e pingue duas gotas no chão do box. O vapor da água vai criar uma sauna relaxante.

Calma 24h: adote um difusor pessoal (um tipo de  colar que vem com um pingente de cerâmica, onde você pinga o óleo diretamente). A dica é ótima para apresentações, reuniões e encontros com grandes expectativas.

Casa relax: há muitos tipos de difusores de ambiente, e os mais comuns são os de cerâmica ( com uma entrada para acomodar uma vela. O calor do fogo faz o óleo de espalhar pelo ambiente) e o difusor elétrico, em que é plugado diretamente em uma tomada. Ambos são uma boa opção também para manter a sala perfumada.

Desodorante natural: o óleo de lavanda é um ingrediente poderoso nas fórmulas de desodorante em creme. Em um potinho de vidro (devidamente esterilizado, coloque três colheres (sopa) de óleo de coco ou babaçu, adicione meia colher (café)  e misture. Depois, adicione 5 gotas de óleo essencial de lavanda e outras cinco de melaleuca. Feche, agite o frasco e deixe descansar alguns minutos em uma superfície lisa. 

Toque relax: para massagens, ele é uma escolha perfeita. Use de 1 a 3 gotas para cada colher (de sopa) de óleo vegetal. (Crianças e gestantes devem fazer uso com acompanhamento de um aromaterapeuta ou médico).  

FOTO: Marcela Rodrigues / blog a Naturalíssima

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Quatro funções da aveia na rotina de cuidado com a pele

Quatro funções da aveia na rotina de cuidado com a pele

O cereal é um ingrediente curinga na rotina da autocuidado consciente e traz muitos benefícios para a pele em qualquer época do ano. E é tão fácil de usar! Não dá para ser adepto do slow beauty e não ser íntima da aveia. É quase um pecado natureba, eu arrisco dizer. E é um time formado por ativos de nomes difíceis, como ácidos avênicos, ácido salicílico, silício, vitaminas B1 e B2 e aminoácidos, que dá a esse cereal milenar o poder de ser uma amiga da beleza de dentro para fora e vice-versa. Clarinha e suave (e gostosa!), a aveia, na verdade, tem bastante personalidade quando o assunto é estética: estimula a produção de colágeno (oi, pele firme!) e promove maciez instantânea na aplicação.

Aqui compartilhamos quatro atuações dela na rotina de beleza. Todos com a simplicidade que um momento de cuidado pele:

1) Esfoliar | Talvez este seja o uso mais conhecido para os grãos de aveia. E não é à toa. Esfoliar não pode ser sinônimo de arrancar as células mortas da pele à força (e assim, causar vermelhidão).  Sobretudo no rosto, também precisa ser um ato de carinho. Com aveia, a missão é concluída com delicadeza e eficácia. Faça sempre que sentir necessidade ou a cada quinze dias.

Como: pegue um punhado de flocos grossos e coloque em uma pequena tigela. Adicione água filtrada até formar uma papinha grossa. Ficou líquido demais? Coloque mais aveia. É bem intuitivo chegar à textura ideal. Agora, adicione um pouco de açúcar mascavo orgânico e aplique na área desejada em movimentos circulares e lentos. No rosto, substitua o mascavo pelo cristal.  Aplique na pele e vá fazendo movimentos circulares e leves. Neste processo, a pele vai absorvendo a papinha e vai sobrar bem pouca sujeira para você jogar fora. Enxágue com água fria.  

2)  Hidratar e iluminar | A aveia  também tem ação calmante, hidratante e clareadora (não que ela vá exterminar manchas profundas, mas ajuda a pele a ficar mais homogênea). Neste caso, use-a uma vez por semana.

Como: coloque cinco colheres (sopa) de farinha de aveia ou grãos moídos em uma pequena tigela e cubra com água filtrada. Deixe descansando por 30 minutos. Bata a mistura no liquidificador e coe em um voal ou pano fininho. Com um retalho ou disquinho de crochê, aplique o líquido na pele. Deixe por 15 minutos.

3)  Controlar a oleosidade | A aveia também tem potencial limpante de impurezas e, por isso, é ótima para remover sujeira e desobstruir os poros.

Como: misture um pouco de aveia em flocos finos a chá de camomila até formar uma textura homogênea. Se estiver com o rosto maquiado, passe um demaquilante antes (a aveia remove impurezas, e não uma base, por exemplo!). Aplique no rosto e deixe por cerca de 10 minutos. Enxague.  

Fotos: a Naturalíssima
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Que tal comer a roupa que você um dia vestiu?

Que tal comer a roupa que você um dia vestiu?
Na natureza não existe lixo. Já reparou? Quando você anda no meio de uma trilha ou observa uma floresta não encontra saquinhos de plástico com folhas secas que as árvores não querem mais, esperando ser recolhidas pelo pessoal da coleta seletiva. Captura de Tela 2017-08-08 às 12.36.03 As árvores absorvem os nutrientes das folhas que caem e tudo que chega ao fim de seu ciclo alimenta o começo de novos ciclos. A folha caída vira adubo e não um material poluente que vai contaminar o solo e a água de onde as plantas irão buscar seus nutrientes. Quem criou o mecanismo vigente, linear e tóxico de descarte para lidar com os rejeitos fomos nós, seres humanos. Se hoje achamos normal empilhar toneladas de coisas em lixões, acredite, isso não é nada natural. No fim, tudo que não queremos mais deveria gerar mais vida e não destruição. A compostagem é a forma mais acessível da gente entender e vivenciar esse ciclo se fechando dentro da nossa própria casa. E, além disso, contribuindo. Captura de Tela 2017-08-08 às 12.27.15 Seguindo esta linha de raciocínio, todo o tecido, depois de usado, deveria retornar ao ciclo sendo nutritivo e não poluindo. Ou seja, num mundo ideal, a gente deveria poderia comer o que um dia já vestiu. Até hoje eu não havia visto nenhuma marca encarando de frente este desafio, até ver esta iniciativa da Houdini, uma marca de esportes, que desenvolveu uma linha com fibras e materiais tão naturais, que o seu composto. Enquanto isso não é possível de ser feito em larga escala, a gente deve tentar ao máximo estender a vida dos tecidos. Como falei no meu último post por aqui, buscando reaproveitar até os mínimos retalhos. Mas além de estender a vida útil, nós podemos buscar seguir a mesma lógica e compostar pequenos pedaços de tecido ou usá-los como fundos de vaso. Para se aprofundar mais no assunto do reaproveitamento de tecidos, leia o guia escrito por mim em parceria com a Oficina de Estilo sobre o tema.   
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Sabão que cresce em árvore

Sabão que cresce em árvore
Já imaginou fazer sabão para lavar roupa, sabonete, xampu, espuma para barbear, detergente e vários outros produtos de limpeza que precisem de sabão usando apenas o fruto de uma árvore? Pois saiba que dá pra fazer tudo isso com o fruto da Saponária (também conhecida como saboeira, erva-saboeira, árvore de sabão ou sabão de soldado). Por causa da Saponina, substância presente neste fruto, o efeito limpante do seu suco é excelente. Basta colocar os frutinhos direto na máquina de lavar ou hidratá-los para extrair o líquido contendo esta propriedade. Ele inclusive faz espuma. Desidratados, os frutos podem durar até 2 anos e é só adicionar água para reativar seu efeito limpante. Tudo sem a necessidade de ingredientes adicionais. Óleos essenciais, bicarbonato ou vinagre, podem ser usados para adicionar propriedades, mas o suco do fruto da Saponária sozinho já dá conta de uma boa limpeza. Tão fácil que é chocante a gente não ver os frutos da Saponária presentes no nosso dia a dia sendo uma opção viável para incorporar nas rotinas de limpeza, não é mesmo? Isso acontece porque a parte mais difícil de usar os frutos da Saponária está em ter acesso a eles. No Brasil não são encontrados à venda facilmente e somente alguns sites vendem os frutos importados. Mas se estamos buscando reduzir o impacto causado pelos nossos hábitos, o custo ambiental envolvido no transporte internacional não compensa. Mesmo assim, não é preciso desistir de usar o fruto da Saponária na limpeza por não encontrá-lo à venda. A árvore está presente na arborização pública de diversos locais pelo Brasil. Uma oportunidade de também enxergar que a solução para uma necessidade nossa não precisa ser  atendida somente na compra de algo. No grupo no Facebook, criado para trocar informações sobre como identificar as árvores pelas cidades, uma das administradoras dá a dica: “É mais fácil identificar a árvore pela flor.” Abaixo algumas fotos que podem ajudar na identificação da árvore e seus frutos:
Fruto maduro Fruto maduro
Fruto verde Fruto verde
Árvore com flores. Árvore com flores.
Flores e frutos maduros. Flores e frutos maduros.
Ramo com flor. Ramo com flor.
Não estamos acostumados a fazer esta identificação. Não nos relacionamos com as plantas que nos rodeiam em nosso cotidiano urbano. Mas o potencial de autonomia que a Saponária nos trás pode ser uma ótima motivação para buscarmos identificá-la, sermos mais exploradores do nosso entorno e nos conectarmos com o verde que nos rodeia. Então o tutorial de hoje não será sobre como fazer produtos com sabão que nasce em árvore. Mas sim um chamado pra gente identificar estas árvores pelo Brasil. Praticamente uma caça ao tesouro da da Saponária. A Fe Canna foi quem iniciou o chamado sobre esta procura na minha timeline e por aqui eu convido a todos a fazerem parte desta busca.

 

Já existe um mapa onde estão cadastradas algumas das árvores localizadas. Você pode checar se tem alguma pelo seu caminho ou cadastrar caso encontre com uma delas por ai. Caso encontre ou já saiba onde tem, adoraria saber aqui pelos comentários. Na cidade onde moro atualmente, nenhuma árvore foi identificada e eu já estou em sua busca há um tempo. Não vejo a hora de me tornar mais autônoma com relação aos meus sabões e ter cada vez mais certeza de que eles contém a menor quantidade possível de ingredientes: apenas um. E você? Que tal entrar nesta busca também?
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Enxaguante bucal natural e a importância dos pequenos passos

Enxaguante bucal natural e a importância dos pequenos passos
Um dos primeiros itens que busquei substituir quando decidi adotar hábitos mais naturais e menos poluentes foi a pasta de dente. E até hoje, não encontrei uma única solução que me agrade por completo. Mas encontrei no enxaguante natural um excelente aliado para lidar com a saúde da boca de uma forma menos agressiva para o planeta e para o meu corpo. O enxaguante bucal tradicional não fazia parte da minha rotina de higiene diária, mas quando fui pesquisar, descobri que é recomendado buscar substituir ou deixar de usá-lo também. Isso porque a maioria dos produtos vendidos no mercado seriam mais recomendados para tratamentos bem específicos, em fases de pré ou pós operatório, onde precisamos de um efeito antisséptico masterblaster, e não em uma rotina diária. Suas receitas contém ingredientes bastante agressivos e desnecessários para o dia a dia. Ao invés disso, enxaguantes bucais naturais, feitos com ingredientes super simples podem trazer uma sensação de frescor e higienização mais do que suficiente. Veja aqui como fazer: // Ingredientes: 200ml de água 3 paus de canela Processed with VSCO with a8 preset // Modo de fazer: Ferva o pau de canela, espere esfriar e está pronto para usar! Guarde na geladeira por no máximo 3 dias. Portanto faça uma quantidade pequena. Peguei esta dica com a Cristal Muniz, do Um Ano sem Lixo. A origem é desta maravilhosa campanha do WWF que mostra as substituições mais simples possíveis para diversos itens. Acho que vale testar fazer este mesmo esquema de chazinho-enxaguante com cravo ou hortelã. Experimentar fazer suas próprias misturas a partir de receitas simples como esta é um bom jeito de se tornar cada vez mais autônomx neste percurso dos produtos naturais. // Por trás da receita. Porém, este post não é apenas sobre uma receita super simples para substituir um produto industrializado por um natural. É também sobre a importância de respeitar nosso ritmo diante das caminhadas de transição. Qualquer avanço que a gente faça, mesmo que pareça pequeno, é importante. Uma substituição não se resume somente à troca racional de um produto (ou hábito), por outro. Por vezes, sabemos todos os motivos que justificam a escolha de uma nova atitude e mesmo assim ainda não conseguimos adotá-la. Às vezes, é preciso ir mais fundo na questão para perceber como ela te toca. Na prática, dá pra perceber que algumas substituições são mais fáceis de fazer e outras exigem um esforço bem maior. Isso varia muito de pessoa para pessoa, o que torna tudo isso muito pessoal. Mas o que fazer diante das substituições difíceis de fazer? Pra mim, o que funciona é evitar cair no buraco paralisante da frustração e buscar soluções que me levem até um meio do caminho. Tentar me manter gentil comigo mesma e lembrar que estou mudando para viver melhor, sem transformar essa busca num stress maior do que o benefício que estou buscando. No caso da pasta de dente, por exemplo, a falta de sensação de frescor que eu estava acostumada a sentir com a pasta tradicional e a textura do óleo de coco na boca (da receita que comecei experimentando) começou a fazer com que eu sentisse um desprazer em escovar os dentes. E gente, não rola né? Não dá pra abrir mão de escovar os dentes para substituir a pasta. Exemplo mais claro do que este sobre o prejuízo ser maior que o benefício não existe. O que eu tenho feito desde então, além de usar o enxaguante bucal com certa frequência, é experimentar outras receitas de pasta e alterná-las. Prestar mais atenção na parte mecânica da coisa, que é mais importante do que o produto utilizado, por exemplo. Presto atenção em como passo a escova por cada dente e tento fazer isso da forma mais presente possível, sem interromper a escovação com mil pensamentos e outras inferências. Uso  em alguns dias e em outros me permito seguir utilizando a pasta tradicional. E está tudo bem! Neste processo, reduzi meu consumo e estou aos poucos me acostumando com outras sensações de limpeza. Assim quem sabe um dia, eu possa desconstruir a relação de sensação da pasta de dente tradicional tão relacionada à limpeza na minha cabeça. Não estou me cobrando ou culpando por não conseguir abolir de vez a pasta e com isso, consigo evoluir para chegar até lá. Ou seja, ao invés de transformar esta situação numa frustração, encarei como uma baita oportunidade de eu me conhecer melhor e observar o meu corpo. E ó, essa tática vale para qualquer outro assunto na vida, ok? Substitua pasta de dente por qualquer outra coisa e neste caso vai fazer sentido.
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Bolsa de sementes e ervas: cuidando da sua cólica com carinho e calor

Bolsa de sementes e ervas: cuidando da sua cólica com carinho e calor
Super fácil de fazer, a bolsa de sementes é uma grande aliada na hora de cuidar da cólica. Basicamente são saquinhos de tecido, recheados por alguma semente ou grão (como linhaça ou arroz), opcionalmente com ervas (como a camomila) e que quando aquecidas, guardam este calor por um certo período. Ao ser colocada quentinha na região do desconforto, este calor pode ajudar a relaxar e aliviar a dor. Pra mim, ao colocar uma destas no ventre nos dias de cólicas mais intensas, sinto como se eu estivesse sendo abraçada por dentro. Tento ficar quietinha por uns 30 minutos, no lugar mais tranquilo possível. Aos poucos vou sentindo a dor se dissolver e relaxo. Também já experimentei usar as bolsas de água quente, que funcionam com o mesmo princípio, mas senti que o uso das ervas e sementes contribui para relaxar ainda mais. É claro que cada uma de nós tem níveis diferentes de cólicas. O mais importante é cada uma se observar e conhecer seu corpo para encontrar o melhor e cuidar da sua dor e se sentir mais confortável. Mas espero que estas bolsinhas façam você se sentir abraçada por aí também. <3 E ah, se você nunca costurou na vida, este pode ser um excelente primeiro projeto para começar. Não precisa nem ter máquina, ó que beleza. // Você vai precisar de:
FOTO1 Materiais
  • Dois pedaços de tecido. Um para o saquinho e outro para a capa (tipo fronha).
Recomendo que você use tecidos de algodão, de preferência não muito grossos. Pra ficar mais bonito ainda, vale a pena reaproveitar retalhos que sobraram de outras costuras ou quem sabe até pedaços de peça de roupa que você não usa mais.
  • Materiais de costura básicos: Tesoura, linha, agulha, alfinetes e fita métrica.
  • Um punhado de arroz ou linhaça e ervas aromáticas. Usei e recomendo a Camomila pelo seu poder tranquilizante, acolhedor e muito mais. Recomendo a leitura deste texto Palmira Margarida sobre esta maravilhosa erva.
baca Os tecidos
Para uma bolsa de 13cm x 20cm, usei tecidos com as seguintes medidas: Para o saquinho: 14cm de largura por 30cm de comprimento. Para a capa: 13 cm de largura por 21cm de comprimento. Porém, cada corpo tem a sua própria medida e esta bolsinha pode ser feita em diversos formatos. Inclusive, este pode ser um exercício muito bacana de reconhecimento das suas necessidades na hora de se cuidar: Qual o tamanho da sua dor? Que parte do ventre ela toma? Qual o seu formato? Que cor ela tem? Que cor você acha que cuidaria dela? Você não precisa se prender ao formato retangular  e pode experimentar diferentes formatos que tenha a sua cara.   // Primeira etapa: fazendo o saquinho 3ave Dobre o tecido do saquinho ao meio. Costure as laterais deixando uma abertura de uns 3 dedos para você poder virar do avesso depois. Dá pra fazer esta costura na mão ou na máquina. Se for a sua primeira costura, recomendo este vídeo da Nátaly Neri do Afros e Afins onde ela dá a letra da costura a mão. Eu fiz esta à mão e como vocês podem ver não ficou mega reto. Mas ao virar do avesso  fica perfeito. Apenas cuide para ficarem pontos bem fechadinhos, evitando de deixar o recheio escapar.
Vira do avesso que dá tudo certo Vira do avesso que dá tudo certo
Use um funil de papel Use um funil de papel
Para encher com o saquinho, você pode contar com a ajuda de um funil feito de papel, como eu fiz na foto. No funil de cozinha a Camomila fica presa e não desce. Eu coloquei cerca de 150 gramas de linhaça nesta bolsinha e umas 4 colheres cheias de Camomila. Para fechar o saquinho depois de encher, você pode fazer uma costura simples, na parte de fora sem se preocupar em ficar com a costura à mostra, pois esta parte será coberta pela capa. Eu particularmente não me incomodo com a costurinha aparecendo. Aqui eu até usei linha vermelha para dar mais visibilidade nas fotos, mas usando uma linha da cor do tecido já fica mais disfarçada. Se você quiser dar um acabamento ainda melhor, pode fechar com o ponto invisível, como a Rubia ensina neste video.   // Segunda etapa: fazendo a capa
Dobre as pontas para fazer a barra Dobre as pontas para fazer a barra
Vire o tecido da capa com a parte do avesso para cima e dobre as pontas.
Medindo para a caba servir direitinho Medindo para a caba servir direitinho
Em seguida, coloque o saquinho perto ou dentro do tecido para medir e dobre o tecido da capa envolvendo o saco para ficar na medida certa. Deixe as pontas do tecido uma sobre a outra, sempre do avesso, para fazer a abertura da capa.
Costure do avesso Costure do avesso
Costure as laterais que não foram dobradas para fechar a capa e vire do avesso. A capa está pronta para receber o saquinho e proteger o seu conteúdo.   // Usando a bolsa
Pronta para usar! Pronta para usar!
Para usar a bolsa, aqueça por 1 minuto no microondas. Cuide para não exceder muito o tempo e não torrar o conteúdo. Também cheque a temperatura antes de usar, para não queimar a pele. O calor dura de 20 a 30 minutos e você pode reaquecer quando começar a esfriar se precisar. Depois de alguns usos, quando você sentir que perdeu o aroma da erva, pode abrir a costura, tirar o recheio e colocar um novo. E se o tecido for 100% algodão ou natural, ao fim da vida útil ainda poderá ser colocado na terra e ser compostado.
Experimente outros formatos Experimente outros formatos
Eu recomendo que você faça a bolsa com as partes: saquinho e capa. Assim você garante que o conteúdo fique bem seguro ali dentro e também pode lavar com mais facilidade a capa. Porém você pode escolher fazer uma mais simples só com o saquinho. Estas duas eu testei desta forma e em formatos diferentes.   Para além da bolsa, escolha seus rituais e monte seu próprio kit de cuidados. Para além da bolsa de ervas e sementes, existem diversas outras maneiras da gente lidar com os nossos corpos com mais carinho, cuidado e auto-amor. Dos que eu utilizo, destaco aqui o coletor menstrual, os absorventes de tecido, os banhos de assento e a incrível Mandala Lunar. Todos eles formam o meu conjunto de cuidados íntimos. Colocando minha atenção para ouvir o meu corpo e dialogar dando o que ele precisa. Entendendo e respeitando os ciclos do corpo sempre na medida do possível. Sugiro que você busque encontrar os seus e conte com o acompanhamento de profissionais que tenham esta visão de uma medicina mais doce, que cuide dos seus sintomas únicos e busque investigar as causas. Eles estão cada vez mais por ai. No coletivo feminista Mulheres e Saúde, o tipo de consulta é totalmente voltado para o auto-conhecimento da mulher, por exemplo. Pra mim foi transformador passar por uma consulta ginecológica sem usar aquelas perneiras, podendo eu mesma inserir o espéculo, aquele acessório usado para fazer exames ginecológicos, e observando através de um espelho o exame sendo feito no meu colo do útero. Outro movimento lindo que fala de uma outra relação com os períodos femininos é o Plante Sua Lua, que promove oficinas sobre práticas ginecológicas naturais e dissemina a importância de devolvermos nosso sangue para a terra, adubando vasos e completando este ciclo natural. Para as mulheres que estão buscando deixar de usar anticoncepcionais hormonais, a Melissa Setubal oferece um acompanhamento que pode ser uma grande luz neste momento. Enfim, existem diversas alternativas e profissionais a quem recorrer para termos um cuidado mais natural com nossos corpos. Em vários grupos do facebook mulheres apoiam outras mulheres com questões relacionadas aos ciclos a partir de suas experiências pessoais e nesta troca está algo riquíssimos: a nossa própria investigação sobre nossos corpos. Sugiro que você busque entrar em contato com estes movimentos e experimente observar o que faz sentido para você. Sou muito grata por todas as grandes mulheres que me apoiaram e apoiam nesta caminhada. Que neste mês da mulher, e em todos os outros, a gente aproveite para celebrar e nos conhecer, aceitar e amar ainda mais! Continue lendo
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