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Ecofeminismo: Saiba Mais Sobre O Movimento Que Une A Luta Das Mulheres e Da Natureza

Ecofeminismo: Saiba Mais Sobre O Movimento Que Une A Luta Das Mulheres e Da Natureza
Não é raro que mulheres, mesmo as mais familiarizadas com o feminismo, nunca tenham ouvido falar de ecofeminismo. Assim como o feminismo, o ecofeminismo conta com algumas linhas teóricas e filosóficas não totalmente iguais, porém todas têm como base a ligação das mulheres e ecologia. Assim como o feminismo, o ecofeminismo é um movimento essencialmente político. Foi em 1970, com o início do reconhecimento da crise ambiental pós revolução industrial, que o movimento se consolidou. Acredita-se que o termo foi primeiramente empregado em 1974 no livro Le Feminisme ou la Mort, da escritora Françoise D’Eubonne. Como explica a filósofa ecofeminista animalista brasileira e autora pioneira no Brasil com a publicação Sensível ao Cuidado: Uma Perspectiva Ética Ecofeminista, Daniela Rosendo: “Na literatura ecofeminista, podem ser identificadas diversas interconexões entre a dominação das mulheres, dos animais e da natureza: histórica, conceitual, empírica, socioeconômica, linguística, simbólica e literária, espiritual e religiosa, epistemológica, política e ética”. O ecofeminismo enxerga a importância de ampliar o círculo de moralidade para assim incluir animais não-humanos e natureza na discussão feminista. Como explica Daniela, há diversos motivos pelo qual a luta das mulheres deve incluir “os Outros”, mas, fundamentalmente, mulheres e natureza compartilham do mesmo sistema de opressão além de ser as mulheres que sofrem mais com danos ambientais. É importante ressaltar, porém, como já citado, que não são todos os pensamentos ecofeministas que incluem animais não-humanos em seu discurso. Por isso falamos de um ecofeminismo animalista – este  posiciona os animais não-humanos no centro da discussão feminista, junto com o meio-ambiente. Por essa pluralidade de pensamentos e teorias, podemos chamar de ecofeminismos e feminismos, no plural.   Conheça Algumas Ecofeministas Importantes A ecofeminista indiana Vandana Shiva é um dos nomes mais importantes do ecofeminismo. Com um currículo extenso, já escreveu diversos livros sobre o tema e é uma ativista bastante reconhecida. Uma de suas principais preocupações gira em torno da agricultura e como essas práticas afetam o meio ambiente e a vida dos trabalhadores. Quem assistiu The True Cost pode ver sua fala sobre os problemas que a plantação de algodão trouxe para a Índia. Charlene Spretnak é uma ecofeminista igualmente ativista e política. Fundou o Partido Verde americano, é autora de diversos livros e tem como principal foco de análise a modernidade e seus impactos.  Spretnak cultiva um pensamento bastante interseccional e é capaz de relacionar a arte moderna ao feminismo e à espiritualidade. Essa última, bastante presente em algumas correntes filosóficas do ecofeminismo. A americana Carol J. Adams é uma ecofeminista animalista e autora de diversos livros incluindo A Política Sexual da Carne. Carol coloca a opressão das mulheres e dos animais sob o mesmo guarda-chuva e o faz de maneira bastante didática, dando exemplos do nosso dia a dia que vão desde à linguagem até a publicidade. Outra americana, Karen Warren é autora de um livro referência do movimento chamado Ecofeminist Philosophy e responsável pela teoria da ética sensível ao cuidado. Warren analisa todos os principais pontos do ecofeminismo, incluindo a espiritualidade, o vegetarianismo e a relação das mulheres e natureza por meio do gênero. No Brasil, além de Daniela Rosendo, a professora Sônia T. Felipe é um nome bastante importante na área, principalmente por ser uma importante estudiosa e defensora dos direitos  dos animais. Sônia é responsável pela apresentação do livro de Rosendo e, juntas, elas representam o movimento ecofeminista animalista no Brasil. Para saber mais sobre ecofeminismos, acompanhe a série “Ecofeminismo: Mulheres e Natureza” que está rolando no Modefica e traz diversos esclarecimentos sobre o movimento. Continue lendo
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