Calce Uma Causa

Carregue a memória por trás de uma roupa antiga que se transforma em sapato

Carregue a memória por trás de uma roupa antiga que se transforma em sapato
O Epokhé é o editorial novo na área. Talvez você ainda não saiba, mas para cada editorial que fazemos na Insecta levantamos uma bandeira de algo que é importante para nós. E dessa vez estamos falando de memórias, da importância de saber a história de um lugar, pessoa, objeto. E nada melhor para estrelar nas nossas fotos que a nossa linha Vintage, sapatos feitos com roupas garimpadas em brechós. Fizemos as fotos em dois tempos: com as roupas como roupas e posteriormente com elas já nos sapatos. Consegue identificar? banner_blog_01 Então, queremos aproveitar esse momento para contar o que aconteceu entre as duas sessões de fotos que fizemos, ou até um pouquinho antes da primeira delas. O processo de construção da linha vintage começa beem antes da peça estar em nossas mãos, quando nossa equipe de produto garimpa peças de roupa em brechós e depósitos de roupas. Você conhece um depósito de roupas? Pois é, muitas vezes elas precisam viajar para chegar até um desses. São galpões enormes com caixas e caixas de roupas que viraram lixo. Depois de uma minuciosa seleção de tecidos que são resistentes o suficiente para serem sapatos e estampas lindas, as peças são desmontadas. Tiramos botões, aviamentos, rendas, o que for. Aí então elas passam para o processo de dublagem, no qual são coladas em um tecido mais resistente. A partir daí o tecido é transportado para o atelier, cortado, moldado, colado e costurado em um processo artesanal.   É um belo trabalho, não é? Mas a gente não nega que essa é a nossa linha do coração, foi com ela que a Insecta nasceu lá em 2014, da junção do brechó da Babi e a linha de sapatos da Pam. Além disso, cada sapato é único, pois não temos o controle do posicionamento das estampas. Outra coisa bem importante é que, muitas vezes nossas peças garimpadas são, digamos, muito vintages. É sério. Alguns vestidinhos parecem ter sido usados por senhorinhas Amish estilosas nos anos 20. banner_blog_06 Imaginou por quanta coisa esse tecido não deve ter passado? É muita história. E agora mesmo renascendo como sapato, o tecido ainda carrega as marcas da sua vivência, por isso é sensível e merece todo um cuidado especial que a gente explica aqui. Já entendeu como eles são delicados e merecem muito atenção? Se quiser ver mais da nossa linha Vintage, vem pra nossa loja. Continue lendo

Roupas de Brechós São um Caminho para o Consumo Consciente

Roupas de Brechós São um Caminho para o Consumo Consciente
Quando falamos de consumo consciente normalmente relacionamos a comprar menos e melhor. De fato, entender a importância do não-consumismo e trabalhar para chegar num estado de espírito onde comprar não seja tido como solução para os nossos problemas ou válvula de escape é essencial, assim como fazer escolhas melhores na hora de comprar também é. Mas normalmente associamos escolhas melhores a comprar peças novas seguindo uma determinada cartilha (que gira em torno de escolher peças atemporais e de boa qualidade para terem vida longa nos nossos guarda-roupas) e muitas vezes esquecemos que comprar peças usadas pode, e deve, ser uma solução para quando você está em busca de um item de moda. Afinal, a peça mais sustentável é aquela que já existe – e precisa de uma segunda chance. Comprar em brechós e lojas de segunda-mão, participar de feiras de troca ou até mesmo organizar uma festa para fazer escambo de roupas com as amigas são opções muito válidas para quem está se esforçando para praticar um consumo mais consciente. No Brasil, ainda não é tão comum para determinadas classes sociais se engajar na compra e troca de roupas usadas, mas esse movimento como um todo está ganhado força: o mercado de brechós está crescendo e a variedade em seus formatos também. Antes, podíamos notar dois tipos diferentes de brechó: aquele com uma seleção mais afinada, com peças mais caras e muitas opções de itens vintage. A outra opção era o oposto: o brechó com peças de segunda-mão com uma seleção menos seletiva, muitas vezes funcionando em forma de bazares beneficentes. Agora as variedades são muitas: lojas online com itens que seguem uma seleção cuidadosa e parecem peças de coleções novas, mas com preços bem mais amigos quando comparados aos brechós mais conceituados e lojas que misturam itens novos e usados, por exemplo. Isso só falando de brechós porque quando vamos pensar na venda direta entre pessoas, as opções não param de crescer: sites e apps de venda e trocas como o Enjoei, Trocaria e Tradr, além dos eventos offline como o Projeto Gaveta demonstram como esse mercado de segunda-mão está cada vez mais movimentando pessoas. E isso não tem só a ver com a preocupação em relação ao consumo consciente que está diretamente relacionada aos impactos sociais e ambientais negativos de uma produção e consumo de moda desenfreados. Esse movimento todo tem a ver também com preço: comprar de segunda-mão é mais barato. Segundo o Sebrae, a economia pode chegar a 80% em relação às compras em lojas tradicionais. Se você não é muito fã de comprar de segunda-mão nós garantimos: depois que você começar, não vai querer mais parar. Continue lendo