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Entenda a importância de iniciativas como o Banco de Tecido

Entenda a importância de iniciativas como o Banco de Tecido

Você sabia que mais de 80% dos resíduos têxteis que vão parar em aterros poderiam ser reutilizados ou reaproveitados de algum jeito? Quando falamos em “resíduos têxteis” queremos dizer qualquer pano que vai pro lixo. Pode ser roupa velha, pode ser retalho da confecção e pode ser até rolo de tecido sem uso. Pois é, quando os rolos de tecido ficam mito tempo parados em estoques, eles viram um problema e muitas vezes o destino é o lixo. Já falamos aqui sobre o descarte e a reciclagem de roupas. Contamos como são produzidas 175mil toneladas de resíduos têxteis todo ano no Brasil e só 20% são reciclados. O resto vai pro aterro ou é queimado.

Ainda sobre isso, vale lembrar também do relatório “A new textiles economy: Redesigning fashion’s future”, que saiu no final de 2017. A publicação fez bombar muito uma manchete impactante: É estimado que a cada segundo o equivalente a um caminhão cheio de tecido é queimado ou despejado em aterros sanitários. Provavelmente você leu sobre isso. E não esquece que esse problema só piora porque 70% dos tecidos usados no mundo são feitos com fibras sintéticas, que não são biodegradáveis.

Essa história de jogar tecidos fora não é só sobre roupitchas compradas por impulso e pouco usadas. Aqui também entram os tecidos comprados pelas confecções, muitas vezes em quantidades exageradas. As modas passageiras vão embora e o material fica lá, parado no estoque. Depois de um tempo vira um problema, porque ocupa espaço e não tem utilidade (pra empresa, porque logo você vai ver como esses materiais são muito úteis!). Muitas empresas não acham saída se não mandar pro aterro mesmo.

O Banco de Tecido surgiu como uma luz no fim do túnel pra esses tecidos abandonados. Lá, desde retalhos até rolos têm sua chance de estrear novas criações. Desse jeito, o ciclo se fecha e uma cadeia de produção mais sustentável começa a se desenvolver. O que uma empresa ou pessoa não quer mais pode ser muito valioso pra outra empresa ou pessoa - a mesma lógica que usamos quando trabalhamos com peças de roupas vintage. Como não podia deixar de ser, o Banco de Tecido é nosso parceiro (amamos). De tempos em tempos, a nossa equipe criativa dá uma garimpada legal por lá. 

 

O que é mais legal de criar em cima de tecidos do Banco de Tecido (além do óbvio, reutilizar coisas que já estão por aí) é que os besouros que nascem são como os vintages: peças exclusivas, limitadas e super desejadas. É a vez daquele tecido que tava abandonado dizer: "parece que o jogo virou, não é mesmo?" e voar por aí na forma de sapato novinho. 

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Um banco em que a moeda corrente é o tecido

Um banco em que a moeda corrente é o tecido
O Banco de Tecido é uma criação da cenógrafa e figurinista Lu Bueno, que encontrou uma forma de reaproveitar seu mega estoque de tecidos, fruto de 20 anos de trabalho, dando nova vida a metros e metros de cores, padrões e materiais variados. Ela abriu o banco com 800kg de tecido, mas hoje o acervo é de toneladas de cortes, sobras de rolo e retalhos de tecidos de reuso. Sabemos que os tecidos são resíduos sólidos de difícil reciclagem que contaminam o ambiente, e a cada ano toneladas são descartadas no mundo todo, fruto de erros de produção, sobras e estoques. Infelizmente, grande parte desses descartes poderia ter uma vida útil mais longa. É aí que entra o Banco: recolocando no mercado tecidos que ficaram "esquecidos", eles ganham nova vida e ajudam a diminuir o impacto negativo da cadeia têxtil no meio ambiente. É uma ideia simples e eco-friendly em que todo mundo sai ganhando. Banco de tecidoBanco de tecido Para quem quer doar, é só levar os tecidos para avaliação - eles aceitam quase todo tipo. Depois de pesados e organizados, eles ficarão à disposição para o "saque" e você recebe em créditos por quilo depositado. Aí, você pode sacar outros tecidos em troca ou comprar a quantidade que você precisa para sair criando. Outra coisa bacana é o Selo de Garantia: criadores e marcas que usam os tecidos do Banco nas suas peças podem usar esse selo, que garante que são feitos com tecidos de reuso. Banco de tecido Como não poderia deixar de ser, a Insecta Shoes é parceira do Banco, utilizando tecidos incríveis que encontramos por lá para criar novos besouros. Olha só o resultado dessa parceria: Processed with VSCO with f2 preset Para conferir esses e outros modelos, clica aqui!  Continue lendo

Moda tem espaço garantido em dois novos coworkings do Brasil

Moda tem espaço garantido em dois novos coworkings do Brasil

Um novo jeito de trabalhar com moda surge em espaços de coworking dedicados à economia criativa pelo Brasil. Além dos serviços tradicionais oferecidos em escritórios compartilhados, esse novo conceito  oferece equipamentos próprios para estilistas e designers, como máquinas de costuras industriais, mesas de corte, modelagem e desenho, bustos e manequins.

Em Curitiba, a Casa Base, primeiro espaço do país totalmente dedicado à moda, arquitetura e design, fica localizada no charmoso bairro Alto Da Glória, perto do trilho do trem, em uma rua tranquila. Espaçosa, a casa conta com diversos ambientes, um espaçoso jardim e o Lab Café, responsável por servir almoços ovo-lacto vegetarianos.

Formada pelos empresários Maria Teresa Zanco, Denise Moura e Henrique Cabral, a Casa Base é uma iniciativa de promoção da economia criativa, com foco na criação de valor através do ensino e estímulo à criatividade, ao empreendedorismo e à sustentabilidade integral. O trio promove eventos como workshops, feiras de troca, almoços temáticos, além dos cursos permanentes ministrados por Maria Teresa Zanco, até 2014 a única paranaense a receber o titulo de TR MASTER 2015, técnica de modelagem criada pelo designer japonês Shingo Sato.

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Para completar, o espaço conta com um braço curitibano do Banco De Tecido, criado em São Paulo por Lu Bueno. O banco supre, além de interessados em geral, os alunos dos cursos da Casa. A promessa é que uma biblioteca de roupas, no mesmo formato da Roupateca que será inaugurada em SP, saia do plano beta e se torne realidade em 2016.

Falando em São Paulo, é por aqui que o Lab Fashion abriu as portas, dias depois da Casa Base. Um ambiente mais compacto, no bairro da Consolação, pertinho da faculdade Mackenzie, recebe estudantes e profissionais de moda. O Lab conta com sala de costura, mesa de corte, sala de reunião e espaço para eventos e workshops.

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A empreitada paulistana é dos sócios Fabio Uehara e Diogo Hayashi. Uehara tem histórico em confecção e diploma em Negócios Sociais pelo Instituto Yunus, e foi desse interesse por uma moda mais social que surgiu o Lab Fashion.

Para saber mais sobre os espaços, acesse o site da Casa Base (Curitiba) e do Lab Fashion (São Paulo).

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