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Sim, Nós Precisamos De Feminismo

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Sim, Nós Precisamos De Feminismo
Você já deve ter ouvido por ai algumas coisas relacionadas ao feminismo, considerando que vivemos em um momento pautado pelo tema. Antes de entrarmos no debate sobre a importância do feminismo, é válido pontuar o significa do movimento: Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como objetivo direitos iguais entre os sexos. Feminismo não é sobre supremacia feminina e não é sobre imposições a outras mulheres. É exatamente o contrário: feminismo é sobre poder de escolha sem influência social pautada em gênero. Por mais que algumas pessoas insistam em dizer, os direitos entre homens e mulheres ainda não são iguais. E não estamos só falando sobre direitos de escolhas. Estamos falando aqui sobre coisas muito mais tangíveis como: salários iguais, acesso à educação, horas trabalhadas e dedicação aos filhos e ao lar, etc. O papel do feminismo é, entre outras coisas, mudar os dados e alcançar igualdade. Quando entramos no papel do feminismo para diminuir a violência contra a mulher, nos deparamos com dados alarmantes: 7 a cada 10 mulheres são violentadas ou serão durante a vida, 35% dos homicídios contra mulheres (femicídios) são causados pelo parceiro íntimo e o número de vítimas entre mulheres grávidas só aumenta. De 2003 a 2013 o assassinato de mulheres negras aumentou 54% em território nacional. O Brasil é o 4% país no ranking de casamentos infantis. São mais de 500 mil mulheres entre os 10 e 17 anos casadas e com filhos. No mundo, mutilações – das mais diversas, crimes de honra, e abuso sexual também permeiam a sociedade, destruindo a vida das mulheres. Os números refletem a violência vivida diariamente por mulheres – seja em casa, no trabalho, na rua, e na internet – e das mais diversas formas. Na internet, a violência reflete o ódio e o desrespeito pelas mulheres sem limites sociais. Coisas que as pessoas não diriam pessoalmente, são ditas online. Os comentários vão de xingamentos como “incapaz, analfabeta”, “puta e vadia”, passam por “merece ser estupra” e alcançam níveis extremos de violência como: “o que o mundo deveria fazer é estuprar e matar todas as mães solteiras, seus filhos deviam ser mortos, elas deviam ser estupradas e mortas, sem dó nem piedade”. Para provar que não há nada de pontual ou isolado nesse tipo de violência verbal (que se materializa na vida real), o jornal inglês The Guardian analisou os comentários recebidos e bloqueados no site desde 2006 e descobriu que dos 10 jornalistas mais agredidos, 8 são mulheres e 2 dois são negros. Quanto mais uma sessão é dominada por jornalistas homens (tecnologia e esportes), mais as poucas mulheres que escrevem são agredidas nos comentários. Feminismo e estupro são temas que recebem mais comentários ofensivos. Mesmo quando entendemos que algumas mulheres podem não se identificar com o feminismo e/ou discordar com algumas feministas em particular e seus discursos, o ponto de partida é: a sociedade não é igual para homens e mulheres. O acesso não é distribuído e as mulheres ainda sofrem, de maneiras diferentes, demais com tudo isso como mostramos em pesquisas e estudos. Outro ponto para entender a importância é compreender que nossa vida pode ser perfeita, mas a vida de muitas outras mulheres são minadas, quando não destruídas, todos os dias pelo machismo da sociedade. Então elas têm o direito de lutar por melhores condições e respeito. Para compreender melhor o tema indicamos começar com as leituras dos textos do coletivo feminista Think Olga, e da ativista responsável pelo Escreva Lola Escreva, o livro Eu Sou Malala, da paquistanesa ganhadora do Nobel Malala Yousafzai, e Sejamos Todos Feministas da ativista Chimamanda Ngozi Adichie.

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