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Roupas de Brechós São um Caminho para o Consumo Consciente

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Roupas de Brechós São um Caminho para o Consumo Consciente
Quando falamos de consumo consciente normalmente relacionamos a comprar menos e melhor. De fato, entender a importância do não-consumismo e trabalhar para chegar num estado de espírito onde comprar não seja tido como solução para os nossos problemas ou válvula de escape é essencial, assim como fazer escolhas melhores na hora de comprar também é. Mas normalmente associamos escolhas melhores a comprar peças novas seguindo uma determinada cartilha (que gira em torno de escolher peças atemporais e de boa qualidade para terem vida longa nos nossos guarda-roupas) e muitas vezes esquecemos que comprar peças usadas pode, e deve, ser uma solução para quando você está em busca de um item de moda. Afinal, a peça mais sustentável é aquela que já existe – e precisa de uma segunda chance. Comprar em brechós e lojas de segunda-mão, participar de feiras de troca ou até mesmo organizar uma festa para fazer escambo de roupas com as amigas são opções muito válidas para quem está se esforçando para praticar um consumo mais consciente. No Brasil, ainda não é tão comum para determinadas classes sociais se engajar na compra e troca de roupas usadas, mas esse movimento como um todo está ganhado força: o mercado de brechós está crescendo e a variedade em seus formatos também. Antes, podíamos notar dois tipos diferentes de brechó: aquele com uma seleção mais afinada, com peças mais caras e muitas opções de itens vintage. A outra opção era o oposto: o brechó com peças de segunda-mão com uma seleção menos seletiva, muitas vezes funcionando em forma de bazares beneficentes. Agora as variedades são muitas: lojas online com itens que seguem uma seleção cuidadosa e parecem peças de coleções novas, mas com preços bem mais amigos quando comparados aos brechós mais conceituados e lojas que misturam itens novos e usados, por exemplo. Isso só falando de brechós porque quando vamos pensar na venda direta entre pessoas, as opções não param de crescer: sites e apps de venda e trocas como o Enjoei, Trocaria e Tradr, além dos eventos offline como o Projeto Gaveta demonstram como esse mercado de segunda-mão está cada vez mais movimentando pessoas. E isso não tem só a ver com a preocupação em relação ao consumo consciente que está diretamente relacionada aos impactos sociais e ambientais negativos de uma produção e consumo de moda desenfreados. Esse movimento todo tem a ver também com preço: comprar de segunda-mão é mais barato. Segundo o Sebrae, a economia pode chegar a 80% em relação às compras em lojas tradicionais. Se você não é muito fã de comprar de segunda-mão nós garantimos: depois que você começar, não vai querer mais parar.

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