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Por Que Ser Vegano – Parte 3

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Por Que Ser Vegano – Parte 3
Quando nós começamos nossa série de posts sobre por que ser vegano, a dúvida era como trazer um tema relativamente complexo à tona, e da maneira mais clara e direta possível. Decidimos então dividir a resposta para a questão em três partes essenciais, que formam a base do veganismo: meio ambiente, saúde e amor aos animais. Nós falamos sobre uma série de dados que mostram o impacto da pecuária no planeta, e depois contamos um pouco sobre como adotar uma alimentação vegana pode ser positivo para a saúde. Chegamos agora no ponto crucial: ser vegano, antes de tudo, é um ato de altruísmo para com os 55 bilhões de seres sencientes que morrem por ano para virar comida, 1 bilhão para virar roupa e um número inestimado de animais que perecem em laboratórios de testes na indústria cosmética e farmacêutica. A verdade é que trazer à tona dados e pesquisas que provam o quanto o veganismo é positivo para a saúde e para o meio ambiente é fácil, pois esses dados são todos palpáveis.  O difícil mesmo é ensinar compaixão e caridade, principalmente em um sociedade completamente autocentrada nos próprios desejos como a em que vivemos. Como fazer os mais céticos entenderem que não, os animais não são inferiores e  não estão no planeta para serem oprimidos e torturados por nós? Durante o ano de 2012, um grupo internacional de neurocientistas cognitivos, neurofarmacêuticos, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas reunidos na Universidade de Cambridge declarou que os animais não-humanos têm consciência – o que significa que eles podem pensar, sentir, perceber e responder ao mundo praticamente da mesma maneira como os seres humanos. Isso sem falar no instinto aguçado, que nós humanos praticamente desconhecemos, pois não usamos os nossos, mas faz com que os animais  sintam e reconheçam o medo e o pavor dos seus companheiros gritando no abate. Processed with VSCOcam with f2 preset Apenas nos EUA estima-se que cerca de um milhão de frangos e perus são fervidos vivos por ano – a linha de produção é tão rápida que não dá tempo de cortar as gargantas de maneira efetiva antes da fervura. No mesmo período, um milhão de porcos morrem sufocados e pisoteados durante o transporte em caminhões superlotados. Porcos esses que são considerados pela comunidade científica mais inteligentes que cachorros. Depois existem os chamados “subprodutos”, como os bezerros machos mortos pela indústria leitera e os 260 milhões de pintinhos assassinados por ano pela indústria do ovo. Só para citar alguns dos fatos cruéis da indústria. “A indústria alimentícia com base em produtos animais é um holocausto que a raça humana jamais experimentou”. A frase é do autor judeu americano, nascido polonês, Isaac Bashevis Singer, um sobrevivente do Holocausto, que perdeu a maior parte de sua família nele. Alex Hershaft, pioneiro dos direitos animais e também sobrevivente do holocausto, afirma que a experiência no campo de concentração o transformou na pessoa que ele é hoje: “a luta contra a opressão e a injustiça está longe de terminar. Para mim, o Holocausto não é uma ferramenta na luta, mas uma experiência que moldou minha personalidade e meus valores, me fez ser quem eu sou hoje, e me dirigir para combater todas as formas de opressão, incluindo a opressão das criaturas mais frágeis, os animais”. Ser vegano pelos animais é diminuir o sofrimento, é entender que o ser humano pertence à pirâmide e não está no topo dela, é tirar a venda da conveniência dos olhos e enxergar que o planeta não precisa de nós, pelo contrário, nós que precisamos do planeta. Nós, como sociedade, precisamos estender a compaixão e a caridade às criaturas (humanas e não humanas) mais vulneráveis aos invés de abusar e tirar proveito delas. Caridade, compaixão e altruísmo é algo que deveríamos aprender na infância e nunca mais esquecer, mas nunca é tarde para treinar esses sentimentos e colocá-los em prática. Vamos começar pela mesa, celebrando e alimentando o corpo e a alma com vida, e não com morte. Processed with VSCOcam with f2 preset

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