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#PergunteAUmaMulher

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#PergunteAUmaMulher

Sem clichê, por favor. Estamos em 2018. Vamos falar sobre o que é ser mulher hoje? E antes de mais nada, vamos lembrar que pra entender o que pensa e o que sente uma mulher só tem um jeito: perguntando e deixando ela falar. Quando o assunto é ser mulher hoje no mercado de trabalho, foram muitos avanços sim, mas ainda é claro que tem grandes barreiras pra quebrar: as mulheres representam 43,8% dos trabalhadores brasileiros e recebem, em média, 76% do salário dos colegas homens.

As mulheres ocupam só 37% dos cargos de direção e gerência no Brasil, e nesses cargos, recebem salários que correspondem a 68% dos homens na mesma função. No mundo, 34% das empresas não possuem mulheres em cargos de liderança. Na América Latina 48% das empresas não têm mulheres em cargos de liderança sênior.

E só as mulheres sabem como é fazer parte dessa realidade. A Insecta é uma empresa criada, dirigida e composta na esmagadora maioria por mulheres. Cada uma com suas referências, vivências e área de atuação. Perguntamos umas pras outras e dividimos ao longo dessa semana nas redes sociais. Aqui está o conteúdo completinho pra você saber tudo que a gente pensa (e nos conhecer melhor).

Barbara Mattivy

Idade: 32

O que faz: Fundadora da Insecta, responsável pelas áreas de branding, marketing e administrativo/financeiro. Vou desde os stories até os boletos kkk

Por que fomentar o empreendedorismo feminino? Sem conseguir fugir do clichê, acho que o futuro é feminino e o mundo precisa de mais liderança feminina. Além de dados que dizem que empresas dirigidas por mulheres têm uma sobrevivência mais longa e pensam melhor a questão da sustentabilidade, a mulher no papel de líder consegue trazer uma gestão mais empática, humana e responsável. Fica nas mãos dela reduzir a desigualdade de gênero, contratar e empoderar mais mulheres, trazer mais diversidade para a equipe e dirigir uma empresa do bem, sem que o lucro venha a qualquer custo.  

Aline Dalbem

Idade: 24

O que faz: Como assistente administrativo, atuo nas funções financeiras e administrativas da Insecta, entre as atividades diárias estão pagamento de fornecedores, conciliações bancárias, controle dos caixas das lojas, gerenciamento de benefícios para o time e muitas outras.

Como é ser mulher em uma função majoritariamente exercida por homens? Desde o início da faculdade de Engenharia sempre me deparei com desafios por ser mulher e ter meu trabalho reconhecido com igualdade. Foi na Insecta em que eu me encontrei como mulher e futura engenheira atuando em algo que faz a diferença.    

Beatriz Griep

Idade: 33

O que faz: Sou responsável pelos desenvolvimentos, pesquisas constantes para atualizações e novos modelos da marca,  busca na melhoria de processos, componentes, matéria prima entre outros. Definição de cartela de cores, estamparia, contato com fornecedor  e equilíbrio da coleção também fazem parte do meu escopo de trabalho

Qual é o principal desafio de ser mãe e estar no mercado de trabalho? Com certeza é conseguir conciliar vida pessoal e trabalho, não é qualquer empresa que entende isso (na verdade quase nenhuma). Normalmente tu tens que estar a disposição da empresas 24h por dia (tem muitos profissionais que se sujeitam a isso) para ser considerada uma boa profissional, o que ao meu ver não é uma verdade. O equilíbrio para mim é o maior motivador que existe, dá tempo sim para trabalhar e ter filho, desde que se trabalhe focada e que você seja respeitada enquanto estiver em casa.  

Giuliana Almada

Idade: 27

O que faz: Sou analista de produto, cuido de toda a parte de contato com fornecedores e acompanhamento de produção. Faço a compra dos materiais e planejo os nossos pedidos de coleção. Analiso a demanda dos nossos clientes, o que dá certo e o que não dá, e planejo qual será a nossa oferta de opções, volume e numeração. Além disso, faço a ponte com lojas que revendem nossos sapatos lá fora e cuido de todo o procedimento de exportação.

Quais são os desafios de negociar com fornecedores homens? O maior desafio é me fazer respeitar, não apenas por ser mulher, mas também pelo combo gênero/idade/experiência. Por sorte temos fornecedores muito parceiros, com quem já criei uma relação bacana, e daí é muito mais fácil ser natural. Mas em algumas ocasiões fica claro que não está havendo uma "confiança" que eu sei o que estou falando. Nessas situações, preciso agir de forma bem assertiva e direta, me munir de informações para rebater questionamentos (que sempre ocorrem), justamente para afirmar minha competência e impor respeito.  

Lucy Horn

Idade: 28

O que faz: Sou assistente de ecommerce :) Faço contato com nossos sistemas entrega (transportadora/bike) e NF, cadastro o produto, confirmo o seu pedido e faço o besouro chegar lindinho na sua casa <3

O que é indispensável no relacionamento à distância com a consumidora? É indispensável quando se está a distância ter uma comunicação clara e objetiva. Fazer a consumidora se sentir tranquila na hora da compra online. Nós mulheres sempre temos mais segurança em compras online, pois sabemos exatamente o que e como queremos. Então, mantendo essa comunicação redondinha, não tem erro. :)    

   

Jéssica Albuquerque

Idade: 31

O que faz: Designer, faço a direção criativa (pensando os conceitos das fotos, dos vídeos, campanhas em geral) e direção de arte (criando os materiais visuais da marca).

Qual é a importância de representar diferentes tipos de mulheres em campanhas? Retratar a nossa pluralidade, na busca de gerar visibilidade e identificação.   

 

Luísa Saldanha

Idade: 32

O que faz: Sou redatora da Insecta. Cuido de praticamente tudo que aparece escrito em nome da marca. Também ajudo a equipe de marketing a pensar campanhas e planejar estratégias. Alguns dos textões lá do blog são meus também: tenho a sorte de poder pesquisar bastante sobre assuntos que me interessam como veganismo, meio ambiente e consumo consciente.

Como ser mulher influencia na criação dos seus textos? Ainda tem muita coisa por aí sendo escrita pra mulheres, mas não por mulheres. Quando escrevo, acredito que alcanço de forma mais empática mulheres que me leem. Ser uma mulher que escreve também é procurar mulheres como fonte e referência e, consequentemente, poder ser uma referência para as outras. <3 

 

Luiza Lambert

Idade: 22

O que faz: Sou assistente de marketing. Respondo os clientes da Insecta em todos os pontos de contato, como e-mail, Facebook e Instagram. Faço planejamento de conteúdo para as redes sociais e auxilio na produção das fotos mensais da Insecta.

Qual é a importância de ouvir outras mulheres? Ouvir uma mulher é ter empatia. É ter a consciência que, mesmo que a gente se identifique com a outra em diversos aspectos, nós somos super diferentes uma da outra. É mais do que compreender e respeitar, é sentir com ela.     

Raisa Machado

Idade: 27

O que faz: Sou assessora de imprensa com um pé na criação de campanhas, vídeos e projetos. Escrevo releases sobre a marca, atendo veículos de comunicação, agendo entrevistas, estreito o relacionamento entre a marca e influenciadoras inseridas no nosso universo e chamo mulheres incríveis pra tomar cerveja com a gente em dia de evento. Sou olheira de Instagram, estou sempre online no Whats App e atenta em referências visuais e comportamentais.

Por que se conectar com outras mulheres? Me conectar com outras mulheres é criar uma rede de união e sororidade, é juntar forças, dar suporte e também ser apoiada. É entrar em contato com diferentes universos e redescobrir o meu, compreender que todas carregamos diferentes histórias e que esse é o tempero que nos torna tão especiais. Me conectar com outras mulheres é um eterno aprendizado. É ter um super orgulho pelo quanto somos incríveis, ter respeito e admiração pela trajetória individual de cada mulher que conheço e ainda vou conhecer e ter a certeza de que juntas ninguém nos segura.  

Lívia Belfort

Idade: 32

O que faz: Atendo nossos clientes no casulo paulista e cuido das rotinas de funcionamento da loja.

Por que é importante criar uma relação de confiança entre mulheres? Crescemos sendo estimuladas a competir entre nós, e basta uma quebrar essa lógica para inspirar todas ao seu redor. Quando criamos esse tipo de confiança, de exaltar outra mulher sem pensar que somos menos por isso, nós incentivamos outras mulheres e assim por diante! A gente se transforma e procura evoluir todos os dias porque criamos elos de troca muito especiais, fora a força que dá sentir que temos aliadas na vida, né? Ficamos mais corajosas pra agir, sentir, ser.

Klarissa Santos Alves

Idade: 27

O que faz: Sou vendedora do casulo de Porto Alegre. Fazer conferências, cuidar do caixa e atender o público são os principais quesitos, além da organização que preso no ambiente de trabalho. Recebo produtos, faço envio de pedidos, remessas e transferências em caixas grandes (os famosos corrugados), separo pares para os ensaios de fotos e além das parcerias que a empresa tem e disponibiliza os calçados em um curto período de tempo.

Qual o papel da mulher negra como porta-voz de uma marca? Eu como mulher negra acho gratificante poder mostrar que a Insecta Shoes é para todas nós, que há opções para todos os gostos e inspirações. Contar a proposta e a história por de trás da marca acaba tendo retorno até pra pessoas que nunca ouviram falar, e isso nos aproxima, como exemplo as mulheres da minha família: "Nos sentimos representadas quando vemos duas modelos no vídeo e outra nas fotos de ensaio, dá vontade de usar mesmo."  

Yara Rufina

Idade: 17

O que faz: Atendo os clientes no casulo paulista e ajudo a cuidar do nosso estoque.

Qual é a importância de ter mulheres negras inseridas em uma marca? A representatividade negra (principalmente da mulher) em marcas de moda e beleza possui o poder de injetar uma intensa carga de autoestima em um público que está acostumado ao protagonismo das características caucasianas em todos os meios. Estamos em 2018 e percebe-se que quebrar com os estereótipos da mulher negra na sociedade tem sido um processo demorado e é para isso que a representatividade também serve. E tem vindo em um momento bastante especial, visto que a maior parte da juventude preta possui hoje bagagem suficiente para compreender as razões pelas quais não éramos representados antes e força suficiente para lutar contra isso.  

Laura Madalosso

Idade: 32

O que faz: Sou uma das sócias da empresa e, como tal, resumidamente, me envolvo com todas as frentes de trabalho. Ainda assim, minha principal área de atuação é o produto, na gestão holística da área: do planejamento das coleções e acompanhamento do desempenho de cada linha, ao estilo e desenvolvimento de cada produto, à pesquisa de fornecedores e novas matérias primas, o garimpo, o acompanhamento da qualidade e durabilidade dos modelos, até a produção e o fechamento do ciclo. E estando na matriz, em Porto Alegre, também respondo pela importantíssima gestão do departamento canino do besouro, que tem lady Biga e Badok, o terrível, como crew <3

Por que contratar mulheres? Aqui na Insecta temos um ambiente de trabalho 100% seguro para mulheres serem exatamente quem elas querem ser. Contratamos mulheres porque elas são profissionais maravilhosas, com skills naturalmente alinhadas com a nossa visão de presente e futuro. Estamos cansadas de vê-las não explorando seu total potencial ou tampouco sendo remuneradas de acordo quando o fazem.  

Marília Glauche

Idade: 22

O que faz: Estagiária de Design de Produto. Cuido da parte dos pedidos para o atelier, catalogação das peças vintages e retalhos de produção. Participo também do desenvolvimento dos produtos e estampas.

O que você aprende trabalhando com mulheres? Aprendo a ser persistente e buscar meu espaço. Ser mulher no mercado de trabalho exige ter muita resiliência e força. Por isso, ter mulheres como exemplo profissional e em cargos de liderança, satisfaz e inspira por saber todas as dificuldades e lutas para se estar nessa posição.    

* Agora vamos levar essa conversa adiante? Estamos usando a hashtag #pergunteaumamulher pra levar o assunto pra todos os canais e você pode acompanhar e participar também. Tem alguma pergunta pra fazer pra gente? Quer saber mais sobre a Insecta, sobre o que (e como) fazemos por aqui? Vamos te responder. Pode ser aqui, por email (no hello@insectashoes.com) ou nos dando um alô nas nossas redes sociais.  

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Dados
https://glo.bo/2m8lmM9 Business Report (IBR) – Women in Business, Grant Thornton

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