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Ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo: o que significa cada um desses termos e por que é importante usá-los corretamente

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Ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo: o que significa cada um desses termos e por que é importante usá-los corretamente
Não é raro as pessoas fazerem confusão entre o que significa ovo-lacto-vegetarianismo, vegetarianismo e veganismo. Como nós falamos muito disso por aqui, nada mais justo do que esclarecer para quem ainda possa ter dúvidas sobre o que significa cada uma dessas palavras e por que usá-las corretamente é importante. Primeiro, vamos falar de ovo-lacto-vegetarianismo e vegetarianismo – duas palavras criadas e usadas para definir hábitos alimentares de pessoas que abrem mão de comer alguns ou todos ingredientes derivados de animais. Ovo-lacto-vegetarianismo (ou vegetarismo) se refere a pessoas que abriram mão de carnes de animais, incluindo frango e peixes, mas ainda consomem derivados como ovo e leite. É incomum no Brasil, mas bastante comum na cultura indiana por exemplo, o lacto-vegetarianismo – onde as pessoas abrem mão das carnes e dos ovos, mas não do leite e derivados. Já o vegetarianismo está relacionado com uma alimentação livre de ingredientes de origem animal, normalmente excluindo também leite, ovos e outros subprodutos. O termo vegetarianismo foi criados há vários anos atrás e antes de Cristo – Hipócrates, Plutarco, Ovídeo são todos reconhecidos por manterem um regime alimentar baseado em frutas, legumes e vegetais. O vegetarianismo, desde as épocas mais remotas, quando o homem já consumia animais, é uma dieta mantida por várias pessoas por questões de saúde integral, questões espirituais e posteriormente por questões relacionadas aos direitos dos animais. É importante ressaltar também que no século XIX, o vegetarianismo foi incorporado no discurso feminista de alguns nomes bastante importantes da época (e continua o sendo até hoje), começando assim a ganhar um tom mais político. Nos últimos tempos, o termo ovo-lacto-vegetariano foi caindo em desuso e pessoas que consomem leite e ovos passaram a se declarar vegetarianas. Por conta dessa mudança, tanto os dicionários quanto a International Vegetarian Union (IVU) dizem que ‘vegetariano’ pode ser uma pessoa que consome ou não produtos como leite, ovos e mel. Sendo assim, é correto dizer que determinada pessoa segue uma dieta vegetariana se ela se abstiver de todas as carnes de animais – como, por exemplo, carnes de frangos, peixes, frutos do mar, porcos, vacas, bois, galinhas, carneiros – de maneira contínua. Quem come peixe ou algum tipo de carne, mesmo que só de vez em quando, não é vegetariano. Um vegetariano pode ou não comer derivados assim como um prato num restaurante sinalizado como vegetariano pode ou não conter ingredientes derivados de animais. É sempre bom perguntar. O termo veganismo foi criado em 1944, quando a The Vegan Society dava seus primeiros passos. De acordo com a própria definição da Vegan Society: “Uma filosofia e um estilo de vida que procura excluir – o quanto for possível e praticável – todas as formas de exploração de, e crueldade para com, animais para comida, roupas e outros propósitos; e por extensão, promove o desenvolvimento e o uso de alternativas livre de animais para o benefício dos humanos, animais e meio-ambiente. Em termos de dieta, denota a prática de dispensar todos os produtos derivados ou parcialmente derivados de animais”. Sendo assim, veganismo extrapola os limites da dieta e aborda questões sociais, filosóficas e políticas. Uma pessoa vegana não só deve se abster de consumir produtos de origem animal – tanto na alimentação, quanto vestimenta, entretenimento – mas também se posicionar de maneira progressista e reformista para um mundo mais justo e igualitário. É por isso que você vai ver muita gente por aí, com razão, dizendo que “veganismo não é dieta”.    

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