Música sustentável: um por todos ou todos por um?

Seta Fina Esquerda ícone
Música sustentável: um por todos ou todos por um?
Ser músico não é mole. Afinal, como é que um trabalho tão essencial pra nossas vidas pode ser tão desvalorizado? Tá, você vai ir logo pensando que suas bandas favoritas estão todas ~ryyycas~ e a gente tá aqui chorando as pitangas por nada, mas a realidade é que a indústria fonográfica AINDA é muito injusta. E isso não é de hoje. Desde que o mundo é mundo talentos são desperdiçados por não preencher os pré-requisitos do showbiz. O bom é que a internet tá aí não só pra viralizar memes de gatinhos, mas também pra ajudar a tornar esse modelo mais democrático. Nesse sentido, alguém teve a simples e brilhante ideia de lançar o sistema de financiamento coletivo. Em português bem claro: uma vaquinha virtual. Mas como é que funciona isso aí, besouro? O crowdfounding funciona através de plataformas (Catarse, Kickante, Embolacha, Queremos, etc) onde são postados os projetos. Eles tem um montante a ser arrecadado por um determinado tempo e quem faz as doações são os fãs que em troca recebem recompensas que podem ir desde um disco da banda até um show particular (depende do valor que foi doado). Por que é legal? O contato entre público e artista. Os músicos perceberam que não precisavam mais de tanta gente entre eles e os fãs. Assim, um modelo que é originalmente mega engessado pelas gravadoras, está começando a ser tornar mais natural, direto, democrático mesmo. Além disso, o artista tem liberdade total pra criar e todo mundo saí ganhando (banda, plataforma e fãs). Quem já fez projetos legais? Muita gente já passou por esse meio. Nomes como O Terno, Dingo Bells, Cusco Bayo, Guri, Ian Ramil e muitos outros só conseguiram lançar seu primeiro álbum por causa do financiamento coletivo. Mas não vai pensando que não tem espaço pros veteranos: Nei Lisboa, Mundo Livre S/A, Júpiter Maçã, Vivendo do Ócio, Siba, Black Alien e Dead Fish também já tiveram projetos exitosos.  E os que chamaram mais atenção nos últimos tempos foram o da Apanhador Só e da fotógrafa do Mutantes. O Apanhador Só já havia lançado o álbum “Antes Que Tu Conte Outra” através do Catarse e agora a banda quer gravar outro disco financiado dessa maneira. A novidade é que a grana que eles arrecadaram não foi só pra produção do álbum, mas também pra uma turnê que vai passar pela sala de estar de muita gente ao longo desse e do ano que vem: Já a fotógrafa Leila Lisboa, que documentou Os Mutantes de 1969 até 1974, encontrou no crowdfounding uma forma de compartilhar fotos nunca vistas antes da fase mais rica dos Mutantes. Tem algum projeto legal rolando pra apoiar? O Ian Ramil tá precisando de ajuda pra finalizar o seu segundo álbum. Você pode conhecer melhor a história dele nesse vídeo: A banda Mohandas <3 também tá com projeto em aberto: Você ainda pode procurar outros artistas nas plataformas Catarse, Kickante, Embolacha. Bora mostrar que #amusicaimporta?  

Deixe um comentário

x