Música é poder: 6 artistas que usam a música pro bem

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Música é poder: 6 artistas que usam a música pro bem

A música é a forma de arte mais “viralizável” do mundo. Se você duvida disso, pare pra comparar a quantidade de vezes que ficou com um som na cabeça esse mês em relação ao número de falas de filmes e parágrafos de livros memoráveis ao longo da sua vida inteira.

Nesse sentido, música é poder sim. Consequentemente os músicos são grandes influenciadores, muitas vezes até mais que os políticos. Mas quem disse que essas áreas não andam de mãos dadas? Separamos uma lista de artistas incríveis que usam a sua visibilidade pra tentar mudar realidades e propagar causas SUPER do bem <3

 

1 - David Byrne

Muita gente não sabe, mas o David Byrne é super a favor das bikes e da sustentabilidade. O vocalista e ex-guitarrista do Talking Heads utiliza a bicicleta como meio de transporte desde os anos 1980 e hoje em dia aposta nos modelos dobráveis, que carrega entre as guitarras e os amplificadores durante as turnês.

DavidByrne

Segundo o escocês, não tem forma melhor de conhecer lugares diferentes do que sobre duas rodas. Inspirado por essas experiências, ele escreveu um livro chamado “Diários de Bicicleta” em que conta através de histórias e fotografias pessoais a sua experiência pedalando pelo mundo.

DavidBook

O prefácio do livro é escrito por Tom Zé - que é bem amigo de Byrne. Pro brasileiro , “a vista sobre o guidão é mais alta e abrangente do que a janela de um automóvel”. E pra você?

 

2 – Thom Yorke

Thom Yorke, do Radiohead, também se preocupa com a situação do planeta. O líder do Radiohead já chegou a forjar que era jornalista pra poder participar da Conferência do Clima, que ocorreu na Dinamarca em 2009.

Hoje, o vegetariano é um dos apoiadores da campanha Friends of The Earth’s Big Ask, que pressiona o governo inglês a adotar medidas incisivas para conter o aquecimento global. Além disso, em 2012, o Radiohead incentivou mais de um milhão de pessoas a assinarem uma petição online chamada “Stop Global Warming”, que discute o papel dos EUA diante das mudanças climáticas. Isso sim que é poder!

Em dezembro, o cara se junta a nomes como Patti Smith e Flea (Red Hot Chilli Peppers) no Pathway to Paris, um show pela conscientização pela preservação climática do planeta.

Thom Yorke

 

3 – M.I.A.

O disco “Arular”, de 2005, colocou MIA no topo das paradas e fez com que músicas como “Galang”, “Bucky Done Gun” e “Sunshowers” fossem parar na boca do povo. O que muita gente não sabe é que aquela batida boa (mistura de reggaeton com funk carioca e hip-hop) carrega letras super complexas e inteligentes que fazem críticas religiosas, políticas, étnicas e ideológicas.

MIA

Essa vontade de representar a música do terceiro mundo sob uma visão ampla e globalizada veio de berço. Inclusive, o nome do disco é igual ao nome de guerra do pai dela. Nascida no Sri Lanka e criada parte em Londres e parte na Índia, M.I.A. viveu todo esse pluralismo étnico que os ritmos dos seus discos carregam. E o mais legal: ela conseguiu fazer letras inteligentes super chiclete. Ponto pra M.I.A. que provou que pra ser politizado, não precisa falar difícil.

 

4 – Joan Baez

Aos 74 anos, Joan Baez é uma das artistas folks mais importantes de todos os tempos e utilizou muito da sua visibilidade como ferramenta para causas políticas importantíssimas.

O seu lado ativista, assim como o de M.I.A também veio de casa. Joan morou na Inglaterra, Suíça, Canadá e Iraque porque o seu pai trabalhava para a UNESCO (Organização das Nações Unidas). Esse intercâmbio cultural constante fez com que ela se identificasse com movimentos sociais antes mesmo da fama.

Na década de 1950, por exemplo, a cantora se tornou amiga de Martin Luther King e começou a participar de várias manifestações do Movimentos pelos Direitos Civis. Com a carreira musical em alta nos anos 1970, Joan usou o folk pra chamar a atenção para a Guerra do Vietna, a Amnistia Internacional e as causas LGBT - temas sobre os quais ela se manifesta até hoje.

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5 – Nina Simone

Se é difícil ser mulher, negra e cantora em 2015, imagina nos anos 1950. Não foi nada fácil pra Nina Simone se tornar o ícone da soul music que ela é hoje em dia. Preconceito, violência doméstica e falta de incentivo foram só alguns dos problemas que a cantora enfrentou ao longo carreira.

Ela era tão forte que transformou todos os "não" que ouviu em combustível pra uma voz melancólica incrível e timbres de piano memoráveis. Em suas músicas de resistência, Nina falou com outras mulheres, exaltou a origem africana de seus cabelos e sua pele e contou suas motivações pra transformar a sociedade. Músicas como “Mississippi Goddmamn” , “The King Of Love is Dead”, “To Be Young, Gifted and Black” e “Backlash Blues” se tornaram símbolos do movimento negro.

Esse ano saiu um documentário incrível sobre a trajetória da diva, vale muito a pena assistir:

 

6 – Fela Kuti

Fela Kuti foi um dos mais importantes nomes da militância negra na África e no Mundo.  O músico foi tão ativo politicamente que chegou a se candidatar a presidência da Nigéria.

Tudo começou quando Fela Kuti fugiu da Guerra Civil na Nigéria para os Estados Unidos em 1968. Em terras americanas ele conheceu o Partido Panteras Negras e o movimento Black Power que o apresentaram Malcolm X, Eldridge Cleaver e outros militantes da causa negra.

Foi nesse período que o músico se sentiu inspirado para criar o Afrobeat: um estilo musical próprio que mistura jazz clássico americano, rock e highlife da África Ocidental. Outro projeto importante de Fela para a música africana foi a República Kalakuta: uma residência que abrigou músicos, serviu como clínica de saúde gratuita e um estúdio de gravação de discos independentes.

Fela Kuti

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