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Música e Feminismo: Uma Só Voz

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Música e Feminismo: Uma Só Voz
Felizmente nos últimos anos, o feminismo saiu dos livros acadêmicos e passou a ser uma pauta mais presente na política, na mídia e no nosso dia a dia. Na música não é diferente. Se antes já tínhamos bandas formadas só por mulheres e composições voltadas para causas feministas, agora o volume desse conteúdo está maior. Ainda falta muito espaço para a discussão, mas é fato que as mulheres estão cada vez mais empoderadas. Logo, estão surgindo movimentos e coletivos femininos na indústria fonográfica que contestam o espaço da mulher na música e buscam empoderar e dar visibilidade a essas artistas. Vem conhecer algumas iniciativas incríveis que surgiram nos últimos tempos: 1 - Many Many Women Não faltam mulheres produzindo música experimental, o que falta é visibilidade. Steve Peters, um músico e curador de Seattle, confirmou essa hipótese quando criou o site “Many Many Women” - um arquivo online colaborativo dedicado a artistas mulheres que trabalham com música clássica, experimental, avant-garde, jazz - e recebeu nos 3 primeiros dias de projeto mais de 400 nomes de artistas do mundo inteiro :) Yoko Ono A ideia do banco de dados surgiu depois que o curador conheceu uma pianista de Juilliard - uma das escolas mais conceituadas de música dos Estados Unidos - que só tinha ouvido falar sobre 5 compositoras durante a faculdade inteira, sendo que 3 delas estavam mortas. Conhece alguma artista destes estilos? Envie para o banco de dados clicando aqui. 2 - Primavera das Mulheres Em janeiro desse ano, nasceu no Rio de Janeiro o espetáculo “Primavera das Mulheres”. Inspirado na militância dos anos 1970, o show-protesto é encenado por 25 artistas engajadas na luta pelos direitos das mulheres. Elas são mães, musicistas, cantoras, roteiristas e atrizes que se unem a cada encontro para cantar músicas próprias e interpretar composições de autoras como Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Zélia Ducan, Rita Lee, entre outras. PrimaveraDasMulheres A ideia é botar a boca no trombone, mesmo que o trombone sejam flautas, violões, pandeiros e atabaques :) 3 - Girls Camp Rock O Girls Camp Rock empodera garotas de 7-17 anos através da música há 4 anos. O acampamento de verão acontece em Sorocaba e funciona assim: as meninas se reúnem por uma semana e aprendem a tocar um instrumento de sua escolha (guitarra, baixo, bateria, teclado ou voz), formam uma banda, compõem uma música e no final do projeto fazem um show <3 Além disso, quem se matricula também pode participar de aulas de defesa pessoal, produção de fanzines e composição musical. Em 2014, rolou um vídeo para o Catarse explicando o projeto. Olha que incrível:   4 - Female:pressure Não é nenhuma novidade que a música eletrônica é dominada por homens. Pra ter uma ideia, o Tomorrowland Brasil 2016 terá 135 atrações no line up e apenas 8 delas são meninas - sendo que 3 delas fazem dupla com um homem. GrooveDelight Observando essa discrepância entre gêneros na cena eletrônica, a produtora finlandesa Antie Greie-Ripatti, que é DJ há mais de 15 anos, criou o coletivo female:pressure. O projeto faz pesquisas em festivais, baladas e gravadoras desde 2013 e procura saber qual a taxa de igualdade de gênero nesse ambientes. Olha esse gráfico de 2015: gráfico femalepressure 5 - Visibility O coletivo se expandiu e agora também é tumblr. Visibility, lançado no dia da mulher de 2015, é um banco de dados com perfis de produtoras e DJS de todo o mundo. visibility Você mesma pode enviar seu nome, foto e descrição para lá :) 6 - Mulheril Inspiradas pelo Visibility, em São Paulo, surgiu o coletivo Mulheril. O grupo primeiramente queria descobrir quantas mulheres DJs haviam no Brasil, mas acabou se transformando também em um coletivo que organiza festas incríveis com discotecagem e bate-papos protagonizados por garotas. Mulheril 7 - Curved Marginz Visibility Projects Pare pra pensar nos grandes nomes do hip-hop hoje. Você consegue lembrar de uma rapper que não seja norte-americana? Um documentário chamado “Through The Lens Of Hip-Hop: UK Women” foi lançado em 2015 pra dar visibilidade as garotas que fazem hip-hop no Reino Unido. Com entrevistas de diversas rappers, o longa busca destacar e validar vozes femininas por meio de narrativas pessoas e reflexões sobre gênero, identidade, raça e educação. O documentário foi dirigido por Silhouette Bushay e Samantha Calliste, ativistas do projeto colaborativo Curved Marginz Visibility Projects. O coletivo funciona através de um blog e trata da ausência de histórias sobre mulheres negras na Grã-Bretanhã.

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