Mulheres que Inspiram: Marina Colerato

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Mulheres que Inspiram: Marina Colerato
O que te inspira? O que te move? O que faz o seu coração vibrar? O 'Mulheres que Inspiram' mergulha fundo nas questões do universo feminino remexendo os desejos, talentos e habilidades de mulheres que acreditam em seus sonhos e investem em carreiras com mais amor e propósito. A partir de hoje, numa colab com a Insecta, o Mulheres vai compartilhar algumas dessas histórias e iniciativas especiais. Inspire-se à vontade!   - Me conta um pouquinho sobre você! Onde nasceu e cresceu? Quando criança já sabia o que queria fazer? Eu nasci na Av. Paulista e cresci por lá também. Sempre tive muito mais contato com a cidade e com nossa praia urbanizada, o Guarujá, quando era pequena. Minha paixão e meu ritmo cosmopolita talvez venha dessa vida totalmente urbana de SP. Mas, por outro lado, passava férias com meus avós em Guarulhos e meu avô me levava pra pegar amora no pé e plantar árvore na praça. Ele era mais ativista e de esquerda, e tinha esse lance com a natureza. Ele também era sapateiro, fazia sapatos de celebridades paulistanas lá pelos anos 60. Não duvido que esse meu lado criativo e ativista tenha vindo dele. Nunca fui dessas crianças que tinham ideia do que queria ser quando crescer. Na adolescência, quando já tava na hora de pensar nisso mesmo, lá com os meus 15/16 anos, quis ser muitas coisas: bailarina, psiquiatra, médica legista, jornalista e estilista. Risos. - Qual a sua formação? Que experiências profissionais você teve antes do Modefica? Eu sou formada em Design de Moda pela Belas Artes de São Paulo. Mas sempre gostei de estudar sobre coisas que gosto (o que não quer dizer que eu era uma boa aluna no colégio). Depois da faculdade, fiz uma série de cursos, desde styling até antropologia. Gosto da sala de aula. Ensaio uma pós há anos, mas até agora não achei nada que valesse o investimento. Nossa, eu já fiz de tudo um pouco na real. Comecei trabalhando em escritório cuidando de parte administrativa: fechamento de caixa, fluxo de caixa, planilhas e contato com funcionários. Depois trabalhei com vendas. Dai na área de moda já trabalhei em backstage de desfile, produção de moda, marketing e criação de catálogos. Depois fui para pesquisa de tendência, fazendo produção de conteúdo e sendo editora assistente. Nessa época cobri desfiles em São Paulo e RJ, e até feiras internacionais. Foi uma experiência ótima, mas que acabou se esgotando nela mesma. Daí veio o Modefica. marina-colerato-MODEFICA-04 - Empreender criativamente exige que a gente descubra a fundo nossos talentos e paixões. Quais foram as suas maiores motivações e inquietações pra criar o Modefica? Qual é a proposta do site? Que tipos de ações você realiza? Empreender criativamente exige da gente um tanto de coisas, né. Mas minha mãe é muito empreendedora e sempre quis mudar a vida das pessoas através da empresa, e meu pai nunca bateu cartão também, sempre teve as próprias empresas. Então essa realidade de assinar folha de pagamento e cumprir horário nunca foi o exemplo que eu tive. Em casa, era sempre sobre trabalhar muito, afinal, você tem uma baita responsabilidade. Dificilmente eu não iria empreender, até porque eu não consigo ficar muito tempo seguindo ordens que, pra mim, não fazem o menor sentido. O primeiro pensamento do que poderia ser o Modefica, antes de ter nome ou qualquer coisa, era ser um escape da mídia convencional, tipo Vogue e Elle, lotada de produtos e propagandas de marcas como Prada, Louis Vuitton, Coach e Chanel. Aquilo não fazia sentido nenhum pra mim, essa moda é pra uma porcentagem muito pequena da população e é sempre a mesma coisa - que graça tem usar a mesma bolsa Chanel igual a todas as outras 30 meninas no restaurante? Isso pra mim não é moda, nem estilo, é só autoafirmação. Queria mostrar estilistas brasileiros e novos estilistas, gente que tá fazendo diferente, coisas legais. Sempre me enveredei pro jornalismo, então uma revista online que falasse de uma moda mais nossa seria uma boa opção. Só que daí, no meio termo, eu virei vegetariana, e quando a gente vira vegetariana, uma porta na mente se abre. Não dá pra consumir de qualquer jeito, você começa a ver todos os impactos de tudo que consome e é um efeito dominó. Sua visão de tudo vai mudando. Dai veio o Modefica, pra falar sobre isso com um olhar divertido, atraente e “fashionista” (não gosto muito dessa palavra, mas acho que ela me faz ser entendida). Logo, o Modefica virou um site pra falar de um estilo de vida mais consciente, maneiras de sermos melhores cidadãs e mulheres mais felizes e livres. Basicamente, a inquietação permanente é: se eu tenho que viver nesse mundo uns 50, 60, 70 ou até 100 anos, que seja de maneira não conformada e sempre procurando maneiras de melhorá-lo. O começo que eu encontrei pra fazer isso foi através da informação, conscientização e papo sincero com as pessoas através do Mode. A proposta do site é informar e mostrar alternativas - seja de consumo, seja de estilo de vida. Nós partimos do princípio que a pessoa só pode fazer escolhas conscientes se ela realmente sabe sobre todas as alternativas que ela tem em mãos. Ao mesmo tempo, um consumidor informado pode incentivar, através do consumo, empresas que compartilham dos mesmo valores que ele, e, a partir desse princípio, nós buscamos incentivar a economia e o empreendedorismo brasileiro. Nós temos uma gama de assuntos tão diversificada como uma revista ou um portal como o M De Mulher, mas a gente pensa e peneira muito bem nossos textos para levar só o mais interessante e útil pra quem nos acompanha. No online, é matéria atrás de matéria informando e questionando. Nós escrevemos para outras marcas e sites que queiram que seus consumidores se engajem em assuntos importantes. No Instagram, a gente mostra iniciativas, pessoas, marcas, restaurantes que a gente acredita e indica. Além de mostrar mulheres que fazem acontecer na área das artes, moda, cultura, empreendedorismo (dá pra pesquisar por #ElasAcontecem, #DicaModefica, #ShopModefica e #RotaModefica). No offline, nós fizemos um grande evento só de mulheres criativas, com loja pop-up de várias empreendedoras conscientes, bate-papo com mais de 10 mulheres importantes em diversas áreas (entre elas a fundadora da Surya Cosméticos, Paula Gandin, a reconhecida nutricionista de veganos famosos, e Nana Lima, co-fundadora do Think Olga e Eva), arrecadamos doações voluntárias para o Projeto Cão Sem Fome e tudo no evento era vegan. Foi super legal e abriu portas pra gente fazer encontros e workshops para reunir essas meninas que não se conhecem, mas estão pensando diferente. Ainda no offline, eu fui convidada para dar aula na Perestroika POA sobre moda consciente e organizo workshops sobre o tema, com foco em falar com empreendedores de moda, consultoras de estilo e interessados no geral.   - Desde quando você é vegana? O processo de transição foi muito complicado? Como os amigos e a família lidam com essa escolha? De que forma essa decisão afetou e afeta a sua vida?  Primeiro, acho válido fazer um rápido esclarecimento sobre termos pra quem não é muito íntimo desse universo. Veganismo tem a ver com um estilo de vida que vai além da alimentação, é erradicar produtos de origem animal da vida sempre que possível. Couro, maquiagens com derivados de animais, cosméticos testados em animais, peles, penas, etc. Além de não apoiar zoológico, circos, e nenhuma diversão que venham a partir do sofrimento animal. Vegetarianismo é se alimentar de plantas, ou seja, erradicar da alimentação tudo que é de origem animal. Ovo-lacto vegetariasmo é erradicar da alimentação tudo de origem animal exceto leite e ovo. Os termos hoje são usados de maneira errônea o que, ao meu ver, enfraquece o movimento. Por isso acho importante ressaltar. Peixe, frutos do mar, leite, ovo, nada disso vem da terra. É importante a gente entender essa diferença. Bom, quanto a mim, fiquei ovo-lacto vegetariana por 3 anos e vegetariana estrita há 1 ano (totalizando 4 anos de transição). Mas sempre fui dessas que nunca comeu fígado de ganso, pato, rã, coelho e carneiro. Então sempre teve algo dentro de mim que me fez relacionar a carne do animal com o animal. No estilo de vida, já aboli diversas coisas, mas ainda estou em processo, diria que em fase de polimento. Rs! Ainda tem um caminho pra eu sentir que posso dizer, sem enfraquecer o movimento, que sou vegan. Olha, os amigos no geral ficam constrangidos até hoje. Não conseguem sentar num restaurante sem tocar no tema. Eu não toco no assunto, mas o simples fato de ter uma vegana (meus amigos e conhecidos me classificam como vegana) na mesa incomoda e gera constrangimento.  Então é um pouco delicado. Mas eu entendo e só prolongo assunto com quem está afim de conversar, entender e se engajar. Não tenho muita paciência. A minha mãe veganizou também, foi ótimo. Meu pai demorou um pouco pra entender, mas entendeu e já sabe que restaurante tem que ter opção pra mim. Pra ele, se eu fico doente, tropeço, corto o dedo, espirro é porque eu sou vegan. Rs! Mas isso é uma mudança de mentalidade que demora mesmo. Há 4 anos eu falo pra ele que comer carne sempre não era legal, ano passado ele disse que ele viu uma reportagem e cortou a carne quase 100%. Então está além de nós, ativistas, nos fazermos entender também. Tá no sistema, na indústria, na medicina. A gente é a ovelha negra remando contra uma cultura totalmente apegada ao que come - faça bem, faça mal. Sobre como afetou minha vida. Por um lado, a máxima de que a ignorância é uma bênção é válida. Não é fácil saber que 70 bilhões de animais morrem todos os anos e são tratados da pior maneira possível. É também muito insano você ver a OMS colocando bacon e salsicha como tão cancerígenos quanto o cigarro e o governo do estado deixar o McDonald’s fazer propaganda no metrô o dia inteiro e a Seara forrar vagões de trem com imagem de frango industrializado. Obesidade, AVC e câncer são problemas muito reais para as pessoas e para as contas públicas. Então, quando a gente deixa de ser ignorante com relação a isso, conviver com o funcionamento do sistema fica muito mais difícil. Fica mais difícil também, senão impossível, conviver com pessoas que falam “bacon é vida”. Não dá, eu não consigo. É a mesma coisa que conviver com amigos que não enxergam machismo e sexismo. A gente filtra mais nosso círculo de amizades, afinal, você quer sair e se divertir, e não ouvir essas bobagens. No final, a comida em si é o de menos. Comida vegetariana estrita tem em todo lugar. A paciência é que a gente precisa desenvolver pra lidar com tudo e dar aquele sorriso amarelo pra milionésima pessoa que te diz, sem você ter perguntado, que não conseguiria viver sem queijo. Por outro lado, assim como no feminismo, o veganismo é uma comunidade. É claro que tem muita gente pirada, mas gente pirada tem em todo o lugar, somos todos pirados. Hehehe. Mas é uma comunidade que vem crescendo, compartilhando receitas, dicas de nutrição e se apoiando. São pessoas que enfrentam praticamente as mesmas aflições e só conseguem compartilhá-las com outros veganos/ativistas. Além disso, fiquei muito mais ciente do meu corpo, do funcionamento do meu organismo, e muito mais preocupada com saúde e nutrição. E do mesmo jeito que passei a filtrar comida, só tentando absorver o melhor, fiz o mesmo com informação, pessoas, trabalho, etc.   - E sobre os cosméticos e marcas de moda? Ainda é muito difícil encontrar produtos veganos no Brasil? Como você enxerga esse mercado? Cosméticos de cuidados para a pele e cabelo até que tem bastante, viu? E de todos os preços, orgânicos, não orgânicos. A variedade por aqui já tá bem boa, está longe de podermos falar que é difícil. Pra maquiagem, daí já é mais complicado. Na Sephora tem marcas cruelty-free e com uma variedade de produtos vegan, mas já não é tão natural ou orgânico. As makes orgânicas que temos acabam não sendo tão atraentes, pelo menos não pra quem gosta muito de make. Você encontra base, primer, rímel, alguns tons de blush, mas pra quem gosta mesmo de make-up isso não é suficiente. Tem que recorrer mesmo pra alguma marca tipo Kat Von D ou Nars na Sephora ainda. Espero que marcas como Tarte e Aromi Beauty cheguem no Brasil em breve, ou que alguém por aqui empreenda nessa área. Temos algumas marcas bacanas já, como Bioart e Alva, mas uma oferta maior de produtos seria ainda melhor. Já na moda, sapato e bolsa são os maiores desafios. O brasileiro tem uma ligação com o couro mantida há anos pelo marketing da indústria do couro. As marcas por aqui ainda usam esse material como símbolo de qualidade e luxo, enquanto em outros países já existem marcas veganas fazendo coisas de luxo com materiais menos poluentes e livres de crueldade. Mas é possível encontrar algumas coisas por aqui, tem que ponderar e procurar ou, numa viagem ou em uma fase com mais grana, comprar de fora. O mercado é crescente, você vê na gringa como isso tá crescendo. É que aqui a gente é mais lento para absorver determinadas coisas. O veganismo começou a gerar demanda na moda agora, as pessoas tão falando mais sobre isso e pedindo mais. A Arezzo tem uma linha de sapatos veganos de tanto as meninas chegarem lá e pedirem sapatos de material sintético. Os empreendedores precisam enxergar essa demanda e a população precisa garantir que está sendo ouvida: falar com as vendedoras, entrar em contato com o SAC das empresas, enfim. Demonstrar que ela não quer um produto oriundo do sofrimento animal e/ou de uma indústria suja e totalmente poluente, e sim o outro, mas com a mesma qualidade e estética dedicados aos produtos “convencionais”.   - Por quê levantar a bandeira a favor da alimentação e consumo mais conscientes incomoda tanto as pessoas? Porque a zona de conforto é onde as pessoas querem estar. Ninguém quer pensar, muito menos pensar que, através das próprias atitudes, está detonando com o planeta ou gerando um baita sofrimento aos seres vivos humanos ou não. Mudar não é fácil e o ser humano faz de tudo para não ter que mudar, geralmente encontrando desculpas para se manter onde está. Muita gente se sente atacada quando a gente fala que determinada atitude, que a pessoa sabe que tem, não é boa e seria legal pensarmos em alternativas. Daí, na defensiva, vem o ataque. No quesito alimentação, a ligação emocional das pessoas com a comida é muito forte, grande parte da população é dependente emocional da comida (é só a gente ver a epidemia de obesidade). Se tá bem: come, se não tá: come. Se a gente fala em comer mais legumes e vegetais, é elitista (porque legumes e vegetais dá mais trabalho de fazer do que abrir um pacote de salsicha, e só tem tempo de fazer comida quem tem dinheiro, isso segundo muita gente por aí). Se a Bela Gil põe batata doce na lancheira da menina, ela é gordofóbica e tá submetendo à filha a “restrições alimentares”. Mas se coloca bolacha recheada e Toddy, tudo bem, mesmo que ela esteja realmente restringindo a filha de todos os nutrientes necessários pra ela crescer bem, saudável e não ser uma criança obesa. Eu posso comprar na Forever 21 e tomar Coca-Cola, mas eu sei das desvantagens disso pra mim e pro mundo. Eu não fico dizendo que Coca-Cola faz bem pra saúde pra quem não toma refrigerante. Não faz e bom pra ela que ela não toma. Ela não tomar não significa um ataque pessoal dela à minha pessoa, que ainda não me livrei desse hábito mesmo sabendo que é péssimo. Acho que as pessoas têm dificuldade em entender também que questionar e informar, ou até mesmo fazer diferente, não quer dizer impor ou mesmo competir. Acho também que as pessoas se sentem constrangidas e impotentes perante as próprias barreiras e isso incomoda demais a ponto de gerar os ataques. Falta humildade pra entendermos que não somos perfeitos, que nãos sabemos de tudo, que não fazemos tudo certo e que sempre há espaço para mudar pra melhor, crescer e amadurecer independente da idade. No final, acredito que a indústria fez um excelente trabalho em doutrinar as pessoas ao mais “cômodo" e vem ganhando trilhões de dólares com isso. Eles ficam ricos, nós e o planeta ficamos doentes e pobres. marina-colerato-MODEFICA-01 - Você acha que a população, de forma geral, tem se interessado em comprar produtos e valorizar empresas que não agridam o meio ambiente? Sim e não. Parece controverso, mas é bem linear esse comportamento. Existe uma demanda indiscutível por transparência por parte das marcas - e não só na moda. A H&M lançou um programa de reciclagem e uma linha Conscious por demanda do público, por exemplo. É uma tendência de comportamento exigir práticas melhores por parte empresas. Mas, ao mesmo tempo, a gente não quer ter muito trabalho, abrir mão de determinadas coisas e nos contentamos em ouvir o que as empresas falam que fazem. Sendo verdade ou não. Basicamente: nós não queremos deixar de comprar moda a preços super baratos, mas queremos que as marcas tratem melhor as pessoas que as costuram. Então, a gente diz isso isso para as marcas, elas lançam uma linha verde com 10 peças duas vezes por ano e ai fica tudo certo. Ir além, abrir mão da moda barata e juntar uma graninha pra comprar uma moda mais consciente, e até mesmo não comprar (trocar, pedir emprestado) ainda é uma prática de um nicho da população. E vou te dizer, não tem muito a ver com grana. Já vi menina ai com vários mil seguidores no Instagram, várias amigas, dizendo que “precisava de uma roupa pra um evento" e não tinha grana pra comprar de uma marca consciente e por isso ia à Forever 21. Gente, será que essa pessoa com mais de 30 mil seguidores não tem amigas que podem emprestar pra ela uma peça bacana? Eu duvido. A tendência é isso crescer e se alastrar, é o que todos os estudos de comportamento demonstram. Mas as mudanças precisam ser mais profundas do que linhas verdes e meia dúzia de produtos eco-friendly.   - Pode citar alguns sites ou pessoas que te inspiram a manter um consumo mais consciente? Quais são as suas maiores referências no assunto?  Na alimentação, a minha musa é a Kimberley Snyder. Foi através do primeiro livro dela (The Beauty Detox Solution) que minha relação com a comida mudou completamente. Na área de beleza é a Tashina Combs do Logical Harmony (http://www.logicalharmony.net/#axzz3xz3mqJKt). Na moda, daí já é mais complicado, não acho que tem muita gente. Mas gosto muito do trabalho da Stella McCartney, acho que ela não é perfeita, mas ela se esforça dentro do universo do luxo. Eu gosto muito de uma revista online da qual faço parte do time, a Vilda Magazine, que fala sobre moda e estilo de vida vegan. É muito bacana e tenho certeza que as meninas me inspiram muito. A Livia Firth é também um referência quando o assunto é moda consciente e ela vem promovendo ações muito bacanas, como o The Green Carpet Challange.   - Pode revelar alguma receitinha vegana simples e deliciosa que qualquer um consegue fazer? Olha, talvez uma receita de leite vegetal seja a mais útil e simples. É só bater uma xícara de castanha de caju ou amêndoa crua (deixada de molho por 8 horas, dispensando a água do molho depois) ou amendoim ou gergelim ou côco fresco com 800ml de água. Bate bem, durante uns cinco minutos. Coe. Você vai ter leite pra colocar no café, nas receitas, bater com cacau em pó. Um receita fácil e muito gostosa e nutritiva, já com o leite em mãos, é:   INGREDIENTES  – 3 bananas grandes – 1/2 xícara de tâmaras picadas (compre as tâmaras com caroço e tire o caroço em casa) - é pra adoçar então pode trocar por Stevia, açúcar mascavo ou demerara orgânicos ou até mesmo uva-passa. – 1 colher de sopa de manteiga de amendoim integral e pura – 1/2 colher de chá de canela em pó – 1 xícara de leite vegetal INSTRUÇÕES  Bata tudo no liquidificador e pronto. Você pode variar a quantidade de leite de acordo com a consistência desejada.  

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