Mulheres que Inspiram: Fê Canna

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Mulheres que Inspiram: Fê Canna
Essa é a segunda entrevista da série em parceria com o Mulheres que Inspiram, um projeto que reúne e compartilha histórias de mulheres que acreditam em seus sonhos e investem em carreiras com mais amor e propósito. Se você perdeu a primeira entrevista, clique aqui! E se quiser acompanhar todas as histórias do projeto, é só acessar o Insta do Mulheres: @mulheresqueinspiram A mulher inspiradora de hoje é empreendedora, vegetariana, já trabalhou com moda e sustentabilidade e hoje dedicada seu tempo a escrever sobre estilo de vida consciente. Senhoras e senhores, conheçam Fê Canna!   - A sua relação com a Moda começou muito cedo. Você sempre quis trabalhar na área? De que forma esse assunto se fazia presente na sua infância? Minha relação com a moda começou já empreendendo. Com 12 anos eu comecei a fazer camisetas e bolsas e coloquei na internet (na época era no fotolog, ainda nem existiam lojas virtuais em pequena escala). A marca durou 6 ou 7 anos e aí já parecia bastante óbvio para mim seguir esse caminho, então cursei Moda na Faculdade Santa Marcelina.   - Quando e por que você se tornou vegetariana e como essa escolha vem guiando a sua vida pessoal e profissional desde então?   Faz mais ou menos 15 anos que me tornei vegetariana. Foi uma escolha completamente racional, eu acredito que a gente não precisa de carne para viver e decidi que tinha que agir de acordo com essa minha convicção. Esse interesse pelo vegetarianismo me levou a estudar outros caminhos, como da alimentação saudável, consumo de orgânicos e da beleza natural. Na minha cabeça todos os assuntos estão interligados, tem a ver com levar uma vida mais consciente. IMG_3318_baixa - Como surgiu a Canna? Quais são as maiores dificuldades de comandar um negócio que envolve sustentabilidade, matéria prima 100% vegana e design? A Canna surgiu depois que me formei, eu sabia que queria empreender novamente e tinha essa dificuldade em encontrar bolsas e acessórios sem couro, que não fossem feitos na China com mão de obra exploratória. Então decidi fazer essa linha de bolsas veganas, feitas com mão de obra artesanal, material brasileiro e design atemporal. As dificuldades são todas as de se ter um negócio pequeno (dificuldade para comprar material e produzir em pequena quantidade, ter que fazer tudo sozinha, no meu caso, ou com equipe enxuta, etc.) e também educar os fornecedores e prestadores de serviços sobre o modelo de negócios, sobre a escolha de materiais. No começo eu sentia que tinha que educar o consumidor também, mas nesse ponto acho que deu super certo, porque eu senti uma enorme diferença entre o começo e a última coleção.   - A Canna está dando uma pausa? A que projetos você está se dedicando no momento? Sim, no momento a Canna está dando um tempo. Tenho dedicado meu tempo a escrever sobre estilo de vida consciente, criando uma audiência para esse tema. Desenvolvi a Jornada Beleza do Bem, para ajudar pessoas que querem aprender a fazer escolhas melhores na sua rotina de beleza. Também faço a curadoria de lugares e marcas sustentáveis, locais e orgânicos para o guia @vailasp no Instagram.   - A sua relação mais saudável com a alimentação fez com que você se aprofundasse em temas como beleza natural, moda ética e estilo de vida. O que você pensa sobre a relação das brasileiras com a beleza? Acha que já existe uma preocupação em buscar produtos e procedimentos mais naturais? A mulher brasileira tem, sem dúvida, uma grande preocupação com a beleza, com os cuidados faciais, com as unhas e com os cabelos. Coisas que não notamos com tanta intensidade em outras culturas, como a europeia, por exemplo. Essa preocupação está tão inserida na nossa sociedade que acaba parecendo natural uma criança de 6 anos alisar os cabelos com químicas que não deveriam ser usadas nem em adultos. Mas é justamente no tratamento dos cabelos que eu tenho notado maior mudança. As mulheres têm cada dia mais se libertado do alisamento e da chapinha. Os cuidados naturais com os cabelos são grandes aliados para conseguir fazer essa mudança então elas passam a olhar para óleos, argilas e outras matérias primas de outra forma.   - Qual é a sua rotina de beleza? De quais produtos não abre mão? E quais não usa de jeito nenhum? Minha rotina de beleza tem sido cada vez mais simples. Eu adoro fazer produtos caseiros, mas apenas as receitas mais simples e possíveis de encaixar em uma rotina comum. Na maior parte dos dias eu uso apenas sabonete natural artesanal (nos cabelos, no rosto e no corpo), tônico de chá de camomila no rosto e uma manteiga ou óleo vegetal para hidratar. Uso maquiagens nos dias que tenho compromisso na rua, mas também exercito minhas escolhas naturais e orgânicas nessa compra. Também uso um protetor solar físico, desodorante e pasta de dentes em versões naturais, sem químicas polêmicas. Só tenho pintado as unhas em ocasiões especiais. Eu ainda uso produtos convencionais que eu já tinha, principalmente de maquiagem, que são itens que duram mais e para mim não faz sentido jogá-los no lixo. Quando acabarem vou substituir por alternativas orgânicas ou naturais. IMG_3705_baixa - Acredito que a melhor parte de mergulhar nesse universo deva ser a experimentação. Com que frequência você se dedica a elaborar receitinhas caseiras de beleza? E qual foi a sua descoberta mais valiosa? Toda semana eu experimento uma receita nova, ou um jeito diferente de usar algum óleo, fruta, etc. Mas isso porque faz parte do meu trabalho e sou muito curiosa, como você falou, acho que a experimentação é uma parte muito gostosa, onde a gente pode encontrar o que faz mais sentido pra nossa rotina ou na nossa pele. Eu adoro o meu esfoliante feito com sementes de maracujá ou chá, porque são coisas que iriam para o lixo e eu consigo dar um novo uso na rotina de beleza. Quase a mesma coisa acontece com a barra esfoliante de café, feita com manteiga de cacau. E o tônico feito com chá que é maravilhoso, deixa a pele muito gostosa e às vezes eu misturo com vinagre ou água floral de tea tree para evitar acne.   - Onde podemos acompanhar as suas dicas?! Por enquanto principalmente pela minha newsletter, pelas redes sociais ( sou /fecanna no Twitter, Instagram e Facebook) e no Medium.

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