Mulheres e negros em luta por direitos

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Mulheres e negros em luta por direitos
"Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela", Angela Davis (1944), filósofa e ativista norte-americana

Os movimentos negros e feministas têm seus marcos históricos no Brasil, mas antes mesmo de serem definidos como tal, com organizações e líderes, a população negra e as mulheres construíram trajetórias de resistência.

Em plenos anos 2020, é impossível falar dessas lutas separadamente. Ao olhar para os caminhos que nos trouxeram até aqui, é preciso fazer intersecções entre as jornadas. Falar das lutas das mulheres sem tocar nas questões de raça é reproduzir opressões e deixar de fora uma grande parcela da população. Contar histórias de resistência do povo negro sem destacar o protagonismo de inúmeras mulheres, desde o período colonial, é apagar a memória de Dandaras, Terezas, Lélias, Marielles.

O feminismo ocidental surgiu entre mulheres brancas, que buscavam os mesmos direitos civis dos homens brancos, enquanto mulheres negras sofriam as consequências escravatura. Até hoje, as mulheres negras estão na base da pirâmide social e há uma relação direta entre escravidão e trabalho doméstico. Desde que o Brasil é Brasil, mulheres – em especial, mulheres negras – se movimentaram em busca de sobrevivência, de liberdade, de direitos. Dos quilombos a Black Lives Matter, é um pouco dessas histórias que contamos no nosso Planner Feminista 2021

Veja algumas das mulheres que lutaram por igualdade citadas no nosso planner:

> Aqualtune, princesa congolesa presa e vendida como escrava no Brasil e avó materna de Zumbi, que colocou abaixo o engenho onde vivia e libertou centenas de escravizados.

> Tereza de Benguela, uma das líderes do Quilombo do Piolho, conhecido como Quariterê, o maior do Mato Grosso, onde viviam negros e indígenas.

> Nísia Floresta, considerada pioneira na educação feminista no país, autora de "Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens", publicado em 1832.

> Maria Firmina dos Reis, primeira mulher a publicar um romance no Brasil: "Úrsula", considerado o primeiro livro abolicionista da literatura brasileira.

> Alzira Teixeira Soriano, primeira mulher da América Latina a assumir a prefeitura de uma cidade, Lajes (RN), eleita em 1928.

> Laudelina de Campos Melo, fundadora da primeira associação - que deu origem ao primeiro sindicato - das empregadas domésticas, nos anos 30.

> Tia Ciata, considerada uma das figuras mais influentes do início do samba carioca, a mãe de santo abri sua casa para a prática da música, perseguida no pós-abolição.

> Lélia Gonzalez, antropóloga, ativista e uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) nos anos 1970.

> Nina Silva, fundadora do Movimento Black Money no Brasil, que busca fomentar o empreendedorismo negro, por meio de consultorias, serviços e capacitação.

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