Moda Limpa Propõe o Compartilhamento de Fornecedores para uma Moda Mais Consciente

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Moda Limpa Propõe o Compartilhamento de Fornecedores para uma Moda Mais Consciente
Compartilhamento de dicas de fornecedores que estejam mais alinhados com uma produção mais limpa e uma moda mais sustentável. Esse é o propósito do Moda Limpa, plataforma recém lançada a partir de uma ideia da Marina De Luca, que ganhou vida junto com dois parceiros: Kaio Freitas e Julio Cesar Almeida. Após trabalhar anos no mercado de moda, inclusive em gigantes do setor, Marina começou a ficar descontente com a maneira que a indústria da moda e do consumo funcionam. Esse descontentamento a levou a procurar pessoas e projetos que pensassem em novas maneiras de fazer moda, e como usar a moda para transformar o mundo e as pessoas. Nessa caminhada de novas descobertas, percebeu quantas marcas gostariam de ter práticas menos nocivas na produção de seus produtos, porém desconheciam completamente fornecedores ou nem sabiam por onde começar essa mudança. 15327398_926903964077087_7831305549228954759_n Juntando seu conhecimento de mercado e de fornecimento, ela montou uma agenda colaborativa de fornecedores que tivessem alguma prática sustentável ou fornecessem matérias primas ou serviços, e colocou tudo em um Google Docs aberto para qualquer pessoa. Com o auxilio de Kaio e Julio, o que era um arquivo  compartilhado virou o Moda Limpa. O banco de dados continua sendo feito de forma compartilha, ou seja, você pode indicar fornecedores com os quais já trabalhou e confia, ou se você se encaixa no perfil dos serviços, também pode se auto-indicar. Os fornecedores são avaliados pelos próprios clientes por meio dos comentários, que podem ser feitos de maneira anônima ou não. É preciso preencher um cadastro completo que é aprovado um a um pela própria Marina. Mas ela ressalta que esse é um procedimento para garantir um cadastro mais completo possível e não para certificar os fornecedores. A “certificação” informal acontece de maneira independente, colaborativa e orgânica pelas mãos dos próprios usuários. Ser um selo certificador ainda não está nos planos, mas no futuro essa ideia pode mudar, incluindo um ranking com níveis de sustentabilidade para entender melhor o que cada fornecedor realmente faz que pode ser considerado sustentável, já que sabemos que essa questão é bastante complexa. No entanto, Marina explica que não há planos de ser um órgão centralizador dessa decisão. “No geral,  a gente não quer ser um órgão certificador, que vai fazer uma auditoria, e centraliza a decisão se a pessoa é sustentável ou não na gente. Porque querendo ou não, isso faz com que as pessoas tenham que confiar no nosso crivo, no nosso critério e a gente não acha isso legal”, explica ela. 15284042_928623197238497_3893729506337124407_n O site está em versão beta, pra ser ajustado conforme o uso das pessoas e das empresas e uma versão 2.0 pode ser esperada para o primeiro semestre de 2017 com novas funcionalidades, além de aprimoramento do que já existe. Outro desafio para o próximo ano é tornar a empreitada sustentável financeiramente. “Queremos ser uma referência para as empresas, que elas tenham orgulho de dizer: estamos no Moda Limpa. E queremos ver isso efetivamente fazer a diferença, com empresas que já estão no mercado mudando suas praticas de trabalho pois conseguiram novos fornecedores e conhecimentos no Moda Limpa”, explica Marina. Conheça melhor os objetivos do Moda Limpa:
  • Criar conexões e facilitar o contato entre as pessoas
  • Valorizar e dar mais visibilidade e oportunidade para fornecedores da indústria da moda com foco em sustentabilidade e ética
  • Incentivar a circulação de produtos e o trabalho de profissionais mais sustentáveis e/ou éticos
  • Disseminar conhecimentos de novas maneiras de produzir a moda
  • Incentivar o consumo consciente de produtos e serviços
  • Reduzir radicalmente o impacto ambiental e social da indústria da moda
 

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