Máscaras de tecido: proteção e sustentabilidade na pandemia

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Máscaras de tecido: proteção e sustentabilidade na pandemia

Acessório indispensável na rotina de quase toda a população mundial, as máscaras de proteção têm preocupado ambientalistas, governos e autoridades de saúde dos quatro cantos do planeta – não só pelo uso correto, como também pelo descarte.

Comprovadamente eficazes para frear a propagação do novo coronavírus, os EPIs descartáveis acabam em lixeiras de rua, na coleta seletiva ou misturados a outros dejetos. Só que, além de não serem biodegradáveis, essas máscaras podem estar contaminadas, ameaçando a saúde de todos que tiverem eventual contato com elas. Coincidência ou não, só no Brasil, o número de trabalhadores da limpeza urbana infectados pela covid-19 é quase seis vezes maior que o verificado na população em geral, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES).

E o estrago que esses resíduos causam não para por aí. Feito de polietileno de alta densidade, poliéster e polipropileno, que levam quase 500 anos para se decompor, o lixo mascarado está chegando aos rios e oceanos. ONGs da Europa e do Brasil já denunciaram o problema, que deve ser mais profundo do que se vê, pois enxergamos na superfície apenas 15% da realidade do lixo oceânico.



Tem solução
Como são consideradas lixo hospitalar, as máscaras descartáveis não devem ser descartadas junto aos dejetos comuns; precisam ser encaminhadas a unidades de saúde para um destino adequado ou descontaminação. Só que, em um planeta onde 13 milhões de toneladas de plástico mergulham em águas profundas a cada ano, a falta orientação na venda e distribuição faz com que essa conscientização pareça utópica.

A solução mais prática é barata e muitas vezes estilosa: máscaras de tecido, como as de algodão com duas camadas. Reutilizáveis, respiráveis e higiênicas, são laváveis com água e sabão, reduzindo significativamente o volume de lixo e deixando os modelos descartáveis pra quem atua na linha de frente contra a doença.

Uma dica: as opções com amarração, além de não machucar atrás da orelha, se adaptam a qualquer formato e tamanho de rosto. Aonde for, use – e reuse – a sua!

Fotos: Operation Mer Prope, Brian Yurasits/Unsplash e Inseta Shoes 

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