Ficar em casa é consciência coletiva

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Ficar em casa é consciência coletiva
Mais de um ano depois do início da pandemia de Covid-19, voltamos a repetir, com ainda mais força: Se puder, fica em casa.

No momento em que vivemos o pior cenário desde que o vírus começou a se espalhar pelo planeta, quando o Brasil atingiu marcas como a de mais de 3.000 em apenas um dia  e mais de 300.000 no total , não é possível ter outro posicionamento.

Ficar em casa é cuidar de si mesmo e cuidar dos outros. Estamos cansados de saber que uma das poucas formas eficientes de frear a disseminação do coronavírus é manter o distanciamento social, especialmente em um país onde ainda não há um plano concreto de vacinação para toda a população.

Ficar em casa agora é cuidar do país. Ficar em casa é cuidar do planeta. Ficar em casa é consciência coletiva. Num país em que a principal liderança ignora a ciência, as autoridades internacionais de saúde e até mesmo pressões políticas de governadores e prefeitos, sendo diretamente responsável por milhares de mortes diárias, ficar em casa também é um ato de resistência.

Isso, claro, falando de quem tem condições de trabalhar, estudar, de viver sem precisar sair de casa para se manter. Enquanto contamos os mortos pela pandemia, as populações mais vulneráveis sofrem também com o aumento do desemprego, da desigualdade e da fome.

Se você pode, fica em casa. Quando o governo do seu estado ou da sua cidade adianta uma série de feriados, por exemplo, é para que menos pessoas precisem sair para trabalhar e mais gente possa ficar em casa. Não é para que você possa curtir uns dias no litoral ou no campo.

Aqui na Insecta, seguimos em esquema de home office. Durante a fase vermelha em São Paulo, nossas lojas físicas também estão fechadas. Só vamos reabri-las quando acreditarmos que temos as condições necessárias para poder receber nossos clientes com segurança para todos. Acreditamos que a responsabilidade também está nas condutas individuais e corporativas.

Seu comportamento ajudou a salvar vidas

Naqueles momentos em que bater a dúvida se o que você fez até aqui adiantou, pense nas mortes que o seu comportamento, somado ao de outras milhões de pessoas, ajudou a evitar. Pesquisas divulgadas em 2020, por exemplo, apontaram que, em um mês de isolamento, mais de 100 mil vidas podem ter sido poupadas no país.

E, claro, ficar em casa não é a única coisa que podemos fazer. Diante de um estado genocida e de mais uma faceta da necropolítica brasileira, é fundamental trabalhar em um projeto de longo prazo, com atuação de toda a sociedade para conter os danos e restaurar o tecido social.

Recuperando parte do que já falamos neste texto em parceria com Modefica, será preciso uma união e mobilização social mais ampla para inverter a percepção da sociedade sobre a prática do Estado de matar.

A costura desse novo tecido social só será feita com muita solidariedade – e não menos intenção. O que implica em repensar a política, o papel do Estado e quais pessoas escolheremos para representar e agir pelos interesses coletivos. Em uma sociedade minimamente sã, isso significa escolher lideranças que valorizem a vida de todas as pessoas.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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