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#FeitoNoBrasil: Iglou

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#FeitoNoBrasil: Iglou

“Criamos relações de responsabilidade com o que produzimos e com que vendemos. É por isso que acreditamos no design mais humano e transparente. Sem coleções. Sem divisões. Aqui é só ser criança. Essa é a Iglou.”

O mercado de moda infantil cresce num ritmo diferente, e mais acelerado, quando comparado ao mercado de moda convencional. Por esse motivo, grandes grifes não perdem tempo em lançar versões em miniatura de suas peças  desejo e poucas são as marcas infantis que apresentam queda de vendas. Em 2013, 15% de todo o mercado de moda brasileiro era detido pelo segmento infantil.

Entretanto, tirando o apelo emocional embutido nas marcas destinadas aos pequenos, a moda infantil pouco difere da moda adulta. Ambos segmentos compartilham de coleções cada vez mais efêmeras, distinção dura de gênero nas araras (roupa de menina e roupa de menino) e nenhum espaço para roupas lúdicas e divertidas.

Depois de trabalharem por 5 anos juntas em um grupo que detém duas marcas do segmento infantil, Celina Cabral e Larissa Barbosa começaram a levantar questionamentos sobre as relações do produto que criavam com os consumidores e o meio ambiente.

Iglou14

Em 2011, frente à impossibilidade de implementar novas práticas em um negócio já estruturado,  as duas começaram a pensar na Iglou. “A ideia da marca surgiu no fim de  2011 da vontade das duas de criar produtos para o universo infantil que fossem diferentes do que víamos no mercado. Desde essa época fomos guardando ideias e sketches de produtos, desenhos. Mas somente no fim de 2014 conseguimos concretizar a marca, quando amadurecemos a ideia e encontramos um verdadeiro sentido: não ser só mais uma marca que vende produtos”, relembra Larissa.

Diferente da maior parte das marcas infantis brasileiras, a Iglou pensa em produtos conscientes – da fibra ao pós-consumo. A Greentee é a empresa responsável por fornecer os tecidos e produzir as camisetas da Iglou, todas em algodão orgânico ou malha de PET reciclado, em São Paulo. 

De olho no impacto ambiental do descarte indevido de roupas, as designers acrescentaram às peças uma tag lembrando a importância de cuidar com carinho daquele item, fazendo-o durar bastante e possibilitando que ele seja compartilhando ao invés de descartado quando a criança crescer. Além disso, quando você compra uma camiseta na Iglou, outra é doada para quem precisa.Iglou

Os aspectos positivos da marca não param por ai. As peças são criadas pensando em crianças - sem distinção de gênero. “Queremos criar coisas para crianças que sejam divertidas e que não impeçam de serem usadas por conta de classificação de gênero na loja”, explica Celina.  Além das camisetas, a Iglou produz objetos de decoração, como almofadas, quadros e pôsteres, sob demanda. Assim nada é produzido em vão.

Mas será que dá para ser sustentável também financeiramente produzindo de maneira tão diferente do mercado infantil convencional? Dá, porém é preciso pensar de maneira diferente. Assim como quando falamos do lowsumerism dentro do sistema capitalista, o slow-fashion infantil necessita de calma.

Celina e Larissa explicam: “Se você fala em consumir menos, logo você vende menos. Mas você passa a vender conceito e não produtos. Financeiramente o retorno é mais devagar, as vendas também, mas você tem mais pessoas impactadas, o que gera mais interesse, mais afinidade com os consumidores e uma procura espontânea. A troca que você tem com o seu cliente é mais duradora. Hoje tocamos a Iglou ainda como com projeto paralelo, com muito cuidado, para que vire um negócio sustentável mais que não perca seus valores iniciais”.

No Manifesto da Iglou (que você pode ler na íntegra aqui) uma frase resume muito bem toda a proposta da dupla: “Acreditamos que a sustentabilidade não diz respeito somente à matéria-prima. E sim, sobre construir relações mais gentis de negócios que reconhecem o impacto e a responsabilidade sobre o meio ambiente, sobre a sociedade, o tempo e os consumidores”.

Iglou

Para saber mais, acesse o site da marca.

Por: Marina Colerato

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