#EleNão, e agora?

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#EleNão, e agora?

Nem os partidos, nem os candidatos. Foram as mulheres que lançaram a campanha mais marcante das eleições de 2018: #EleNão. As manifestações começaram nas redes sociais, ganharam força e foram para as ruas. Movimentos sociais, partidos políticos, intelectuais, artistas e até torcidas de futebol se juntaram ao coro, com o entendimento de que, agora, mais importante do que defender essa ou aquela ideologia ou plano de governo, é imprescindível a manutenção da democracia e dos direitos humanos em um país com uma história marcada por crises e escândalos políticos.

Considerando que não há candidatos perfeitos, o importante é escolher alguém que respeite os direitos humanos, entenda como funciona a democracia e a alternância de poder e saiba que ganhar ou perder faz parte do jogo político. Desde a primeira eleição direta depois da ditadura militar, o país foi governado por diferentes partidos, passou por diversas crises e segue sendo um país democrático. A oposição ao atual governo e alternância de poder são naturais nesse cenário, o que não dá é para voltar às trevas dos regimes antidemocráticos.

- Já leu os programas de governo dos candidatos? Os documentos foram entregues ao TSE e estão disponíveis no site de cada um dos candidatos. Leia com atenção, se informe. Há todo tipo de promessas para saúde, educação, segurança, cultura. Saber o que os candidatos propõem ajuda na tomada de decisão e é importante para poder cobrar resultados do vencedor.

- Atenção aos vices! Já parou para analisar e se informar sobre o vice do seu candidato? Por que ele foi escolhido para compor a chapa? A história da democracia brasileira também é marcada por vices que precisaram assumir o cargo de presidente, governador, prefeito. Não confia no vice? Talvez seja melhor escolher outro candidato.

- Representatividade importa! Se tem um lugar onde representatividade faz muita diferença, é justamente no legislativo. Em um ambiente onde ainda imperam bancadas como a da bala, a evangélica e a ruralista, conseguir eleger candidatos preocupados com essas questões pode ser tão ou mais importante do que #EleNão.

- Cada voto vale muito! Em um segundo turno com propostas tão diferentes para o futuro do país e tantos direitos ameaçados, cada voto válido é ainda mais importante. O voto nulo ou branco pode ainda ser visto como uma bandeira ideológica, uma forma de protesto, por alguns grupos, mas na prática é jogar fora a possibilidade de ajudar a decidir quem vai comandar o país. No próximo dia 28, faça uma escolha consciente e vote. Não deixe que os outros decidam por você. 

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