Seu Carrinho
Fechar alternativas ícone
Frete Ok

Economia Circular: Para Além da Redução, Reuso E Reciclagem

Seta Fina Esquerda ícone
Economia Circular: Para Além da Redução, Reuso E Reciclagem
A economia circular ainda está distante da nossa realidade de produção em massa, mas cada vez mais vemos ideias e iniciativas propondo como repensar cadeia de produção e logística reversa para um sistema mais sustentável. Hoje, a cadeia de suprimentos funciona de maneira linear, ou seja: extração, produção e descarte. Esse sistema nos deixa com excesso de resíduos com os quais não sabemos lidar, enquanto nos força a extrair tudo da natureza sem respeitar seu ritmo de regeneração. Essa nova economia de ciclo fechado e circular, por sua vez, propõe não só o redução, reuso e reciclagem como também a restauração e regeneração. Existem vários conceitos agregados à economia circular como 'do berço ao berço', bioomimética e design regenerativo, todos propondo novas maneiras de pensar produção integrada à natureza. Basicamente, a economia circular busca garantir que nada é desperdiçado – ou volta para a natureza para ser transformado em energia (como a compostagem, por exemplo), ou o material volta para o ciclo de produção. A Apple lançou seu novo robô Liam que consegue desmontar e separar todas as peças de um Iphone em 11 segundos. A ideia é reaproveitar todos os componentes, até porque muitos deles são feitos de metais valiosos e que podem ser reutilizados eternamente como cobre e ouro. liam2 Mas para a economia circular funcionar é preciso mais do que tecnologia, é preciso uma quebra de paradigmas. As empresas precisam dizer adeus à obsolescência programada e repensar o modelo de negócios totalmente dependente de despejar, literalmente, produtos no mundo. Produtos precisam voltar a serem feitos para durar e as corporações precisam se alinhar ao sistema de produção circular, do design à logística reversa, pensando em novas maneiras de fazer negócios. Quando isso acontecer, não teremos mais produtos mal pensados, não recicláveis e descartáveis. Se a Nestlè fosse obrigada a implementar a logística reversa e a economia circular no seu modelo de negócios, ela nunca teria jogado no mercado um produto de difícil reuso e reciclagem como as cápsulas de expresso descartáveis, por exemplo. Por isso que não é possível só esperar a boa vontade das empresas. Governos precisam garantir legislações que forcem as empresas e os cidadãos a se responsabilizarem por seus produtos. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos é um excelente começo, mas falha em não fiscalizar empresas e não conscientizar as pessoas, mostrando que ainda temos um longo caminho a seguir. Na ponta final, nós, cidadãos e consumidores, precisamos repensar o nosso consumo. Como, por que e de quem estamos consumindo? No ritmo de produção atual, com a demanda crescente do mercado Chinês e Indiano, é hora de quem consome demais repensar hábitos e procurar novos significados não só no consumo, mas também na vida. Sem essa mudança de comportamento, a economia circular não é possível. Mas, como cidadãos, nossa responsabilidade não vai só até o caixa de pagamento. Precisamos nos envolver mais na política, elegendo pessoas comprometidas, fazendo pressão para criação de leis que beneficiem a economia circular e nos mantendo de olho e ativos em encontros que promovam debates sobre o tema. Esse movimento está crescendo, cada vez mais pessoas estão exigindo um repensar de como tratamos o meio ambiente e você precisa aumentar esse coro. A implementação da economia circular não é uma jornada fácil, mas é uma jornada necessária.

Deixe um comentário

x