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Desertificação: o que é e como podemos combater

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Desertificação: o que é e como podemos combater

Hoje, dia 17 de julho, é comemorado o dia de proteção às florestas. Você sabe qual é a definição de florestas? Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, por exemplo, a floresta pode ser definida como uma “área medindo mais de 0,5 ha com árvores maiores que 5 m de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar estes parâmetros in situ. Isso não inclui terra que está predominantemente sob uso agrícola ou urbano." 

Em 2018, o Brasil registrou os maiores números de desmatamento na Região Amazônica de toda a história e atingiu, em média, 52 hectares da Amazônia por dia, ou 19 hectares por hora. Existem várias teorias sobre o futuro da Amazônia caso os desmatamentos não diminuam. Uma das principais teses aponta para a savanização, ou seja, a transformação da densa floresta em uma vegetação rala, parecida com a do cerrado brasileiro. Uma sucessão de eventos trágicos – após alguns milhares de anos – poderia piorar ainda mais as coisas, levando à formação de um deserto.

Você sabe o que é desertificação? Esse assunto parece tão distante pra quem vive nas grandes cidades, mas na verdade está bem ligado à forma como vivemos e consumimos. A desertificação é definida como um processo de degradação ambiental causada pelo manejo inadequado dos recursos naturais nos espaços áridos, semiáridos e subúmidos secos, que compromete os sistemas produtivos das áreas susceptíveis, os serviços ambientais e a conservação da biodiversidade. 

Desertificação é quando o solo perde a capacidade de se renovar. Um solo infértil, com recursos biológicos finitos. Pode acontecer por conta de desmatamento, queimada, falta de irrigação ou, claro, como consequência das mudanças climáticas.

Aqui no Brasil boa parte da região do semiárido está virando deserto. Essa área engloba 8 estados da região Nordeste, o norte de Minas Gerais e parte do Espírito Santo. Isso afeta 35 milhões de pessoas. Se for pensar no mundo, a desertificação ainda é causa de problemas sócio-económicos como conflitos sobre os recursos hídricos e o solo produtivo. Guerras, doenças, miséria. Tudo isso é consequência.

Segundo o Secretariado da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCDD), até 2030 135 milhões de pessoas no mundo todo serão obrigadas a migrar devido à deterioração da terra.  Existem alternativas pra combater a desertificação, como a recuperação da mata ciliar, o reflorestamento, a prática agrícola adaptada às condições do local.

Mas essas são grandes ações, pensadas para empresas e governos. Podemos sim ficar de olho e exigir que eles façam isso, mas tem mais coisa na nossa mão do que imaginamos. Vamos pensar no consumo de água por trás das coisas que consumimos, a tal da Pegada Hídrica. Por exemplo, a camiseta de algodãoque gasta 2.700 litros para ser feita, e nos lembra da história do Mar de Aral: durante muito tempo, foi o quarto maior mar do planeta. Depois da década de 60, o governo local passou a desviar muita (mas muita!) água dos rios Amu Daria e Syr Darya para irrigar plantações de algodão, e essa água deixou de abastecer a região. Resumo da história, 90% do mar foi transformado em deserto. Pra plantar algodão, que faz tecido, roupa, moda. Isso é um exemplo, mas o cultivo de algodão gasta muita água no mundo todo, e a gente compra ítens no material, às vezes sem questionar a origem.

A produção de alimentos também é responsável por um alto consumo de água. De acordo com a ONG Mercy for Animals, a pecuária consome ⅓ de toda a água consumida no mundoAqui no blog nós já falamos sobre o impacto negativo e o alto consumo de água na produção de alimentos de origem animal. 

Temos que lembrar de consumir alimentos locais produzidos em condições que não degradam o solo e o ambiente onde são feitos. Evitar produtos de monoculturas, que empobrecem o solo e os que não são encontrados naturalmente nas regiões onde são cultivados. Dê preferência aos alimentos da estação, naturais da sua região. Vamos pensar nas PANCs? É bem por aí!

Nesse post nós falamos muito mais sobre isso e é um assunto fascinante. <3 Quando a gente pensa no caso do Mar de Aral fica claro como tudo está interligado. Como é imprescindível se perguntar quem fez, onde foi feito, de onde vem as coisas que consumimos. Se o assunto é Meio Ambiente, o problema é de todo mundo mesmo, e cada um é responsável por fazer o melhor possível. ;)  

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