Compostagem urbana em grandes cidades é possível sim!

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Compostagem urbana em grandes cidades é possível sim!

Práticas de compostagem urbana são possíveis e vamos provar! Você que nos acompanha já tá mais do que sabendo que estamos sempre de olho na questão dos resíduos, apostamos na economia circular como maneira de dar nova vida ao que já existe e defendemos arduamente a compostagem. E acreditamos que essa pode ser uma ação coletiva e uma solução para as grandes cidades. Quer ver como? 

Pra começar, vale lembrar que metade do resíduo que produzimos em casa é orgânico e compostável, mas acaba indo pro aterro (ou pior, lixão) e lá vira um problema ambiental, além de ser um baita gasto municipal - ou seja, nosso dinheiro! Se todos os resíduos orgânicos fossem compostados, os municípios economizariam MILHÕES a cada ano. 

O que está sendo feito a respeito? 

  • Na Coréia do Sul, 95% do resíduo orgânico é reciclado (ou seja, compostado). Depois de uma crise na década de 90, o governo começou a recolher recicláveis gratuitamente, mas impôs uma taxa por sacola de orgânico. Em 2006 se tornou ilegal mandar resíduos compostáveis para aterros e lixões, sendo obrigatória a separação. Hoje moradores de Seul usam sacolas biodegradáveis para restos de comida (que por sinal diminuíram drasticamente), descartados em lixeiras automatizadas. 13 mil toneladas de resíduos compostáveis produzidos diariamente na Coréia do Sul são reaproveitadas.
  • Em Boras, na Suécia, o volume de lixo nos aterros foi reduzido em 99%. Lá eles usam a biodigestão dos resíduos para gerar energia. Entre os resultados, conta de luz e transporte público mais baratos, além da despoluição do rio Viskan, que já foi um esgoto a céu aberto. 

E no Brasil? Temos bons exemplos sim! 

  • A Revolução dos Baldinhos começou em Santa Catarina há mais de 10 anos com a gestão comunitária do lixo como solução para um problema de saúde pública. Foi necessário um trabalho forte de conscientização e fiscalização. Hoje, parte do que é compostado é vendido e vira renda dos agentes comunitários envolvidos. Em 2015, o grupo realizou a I Formação em Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos que resultou em uma cartilha ensinando como se engajar na revolução.
  • Aliás, vale lembrar aqui que em Abril de 2019 Florianópolis sancionou uma lei que obriga o município a destinar adequadamente todos seus resíduos sólidos orgânicos por meio dos processos de reciclagem e compostagem - não vale mais mandar lixo orgânico para aterro ou incineração!
  • No Rio de Janeiro tem a VideVerde, primeira empresa de compostagem licenciada pelo INEA (Instituto Estadual do Ambiente) que cuida dos resíduos de empresas. Eles também fazem o ciclo fechado, recolhendo os resíduos, compostando, adubando e produzindo alimentos orgânicos!

E na sua cidade, tem alguma iniciativa legal? Conta pra gente! 

A maioria dessas iniciativas começaram pequenas, mas graças à colaboração da sociedade cresceram e tiveram sucesso. É preciso políticas públicas que facilitem a implementação desse tipo de ação, e pra isso temos que ficar em cima, exigir, incomodar mesmo! Não vale só esperar o governo agir. Se a gente se organizar direitinho, todo mundo composta. ;)

E, lembre-se, você só precisa de 2 galões de água pra começar a compostar em casa.

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