Como mudar a maneira que consumimos

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Como mudar a maneira que consumimos
Durante a semana, vimos os problemas que o consumo desenfreado pode causar no meio ambiente e na vida das pessoas que estão envolvidas no processo de produção. Algumas alternativas foram apresentadas, mas talvez não tenha ficado claro o que todos podemos fazer para realizar compras mais conscientes. O que podemos fazer?
  1. Buscar se informar
Muitas marcas já foram acusadas de usar trabalho escravo ou manter seus trabalhadores em condições insalubres. Existem notícias e relatórios sobre estes casos, mas uma iniciativa juntou todas as informações em um aplicativo: Moda Livre, da ONG Repórter Brasil. Eles enviam um questionário para as empresas que comercializam roupas ou acessórios, perguntando sobre suas políticas de prevenção ao trabalho escravo, acrescentando dados de monitoramento e o histórico. O app classifica as empresas com círculos vermelhos, amarelos ou verdes e justificam a classificação. Cabe a cada um julgar e decidir realizar ou não a compra.
  1. Fazer as contas
Grandes redes fast fashion chamam a atenção pelos preços dos produtos, mais acessíveis. Mas tudo isso vem com um custo maior: um custo social e ambiental, já que muitas vezes essas roupas foram produzidas sem preocupação em relação ao impacto ambiental dos materiais usados (a indústria têxtil é uma das mais poluentes) ou quanto ao descarte desses objetos produzidos. Quando calcularmos, também devemos levar em consideração a durabilidade do produto, já que peças baratas tendem a durar menos e são descartadas rapidamente. Essa é a lógica que embasa as redes de fast fashion (ou moda rápida): que o consumo seja constante e que cada peça seja rapidamente substituída. É importante a redução da quantidade e da frequência de produtos comprados, mas quando a compra for necessária, é legal nos questionarmos se não vale a pena gastar um pouco mais em uma peça que dure mais e esteja mais alinhada com nossos valores.
  1. Encontrar alternativas
Podemos ainda buscar outras formas de renovar o guarda-roupas sem cair na mesma lógica de ir ao shopping, entrar em uma loja gigante e sair pegando tudo. Optemos pelo vintage, ou produto de segunda mão, tem muitas coisas legais em brechós! Quando for possível, podemos alugar. Se é aquela ocasião que acontece uma vez a cada cinco anos, não temos por que investir numa roupa nova, né? Troca também é uma opção, dá para juntar um pessoal ou participar dessas feiras de venda e troca de roupas (fizemos um bazar recentemente e foi super bacana). E se formos comprar, vamos consciente, escolhendo bem a peça, pensando no caminho que ela percorreu até chegar nas nossas mãos; quando levarmos para casa, que a gente faça com que ela dure e não seja rapidamente descartada. Como consumidores, cabe o questionamento: vamos continuar consumindo produtos de marcas que ignoram os direitos humanos?

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